Tag: Sindi

  • Sindi ganha espaço no Nordeste e impulsiona nova fase da pecuária no semiárido

    Sindi ganha espaço no Nordeste e impulsiona nova fase da pecuária no semiárido

    A pecuária nordestina vive uma transformação importante diante dos desafios climáticos da região. Em meio às longas estiagens e à escassez de pastagens, produtores passaram a investir em modelos mais eficientes e sustentáveis. Assim, a raça Sindi ganhou protagonismo e se consolidou como símbolo da nova pecuária do semiárido.

    Originária da região de Sindh, no atual Paquistão, a raça chegou ao Brasil no século passado e encontrou no Nordeste condições ideais para demonstrar sua rusticidade.

    Os primeiros exemplares da raça Sindi desembarcaram no Brasil há décadas e ajudaram a fortalecer a pecuária em regiões de clima mais seco — (Foto: Reprodução/ABF)

    Além disso, o avanço do Sindi acompanha a evolução técnica da pecuária regional. Com mais investimentos em genética, manejo nutricional e seleção de animais, produtores nordestinos passaram a conquistar maior valorização no mercado nacional.

    Rusticidade e eficiência elevam interesse pela raça

    Em tempos de mudanças climáticas e alta nos custos de produção, a rusticidade virou vantagem econômica. O Sindi se destaca justamente pela elevada tolerância ao calor, boa conversão alimentar e capacidade de aproveitar pastagens mais simples.

    Dessa forma, os produtores conseguem reduzir custos e manter a produtividade mesmo em ambientes mais severos. Outro diferencial importante é o porte moderado dos animais, que favorece a manutenção corporal durante períodos críticos de seca.

    Criadores apostam no Sindi para ampliar produtividade e sustentabilidade da pecuária — (Foto: Reprodução/ABF)

    Além disso, a raça apresenta boa fertilidade e precocidade sexual, fatores diretamente ligados à rentabilidade das fazendas. Não por acaso, especialistas consideram o Sindi uma das raças zebuínas mais promissoras para a pecuária tropical brasileira.

    Sindi fortalece pecuária moderna no semiárido

    Embora tenha forte presença na produção leiteira, o Sindi também vem ganhando espaço na pecuária de corte, principalmente em programas de cruzamento industrial e seleção genética.

    Ao mesmo tempo, o crescimento da raça acompanha uma mudança mais ampla no Nordeste, com produtores investindo cada vez mais em tecnologia, gestão e produtividade.

    Hoje, o Sindi representa muito mais do que resistência. A raça virou referência de eficiência produtiva no semiárido e deve ampliar ainda mais sua presença nos próximos anos, impulsionada pelo interesse crescente dos criadores e pelo fortalecimento dos programas de melhoramento genético.

  • Sindi: gado resistente ao calor ganha certificação genética no Semiárido

    Sindi: gado resistente ao calor ganha certificação genética no Semiárido

    O rebanho da raça Sindi da Embrapa Semiárido, em Pernambuco, acaba de conquistar o registro de Pureza de Origem (PO), chancela máxima da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) para a pureza genética de bovinos. O reconhecimento, fruto de quase dois anos de trabalho técnico e científico, atesta a qualidade de 91 animais – machos e fêmeas – e posiciona o núcleo da Embrapa como um dos mais puros do Brasil.

    Com o selo PO, a Embrapa está autorizada a ampliar a oferta de sêmen, embriões e exemplares vivos com documentação e controle genético para pecuaristas que buscam animais mais resistentes ao clima quente e seco do Semiárido. O processo de certificação envolveu inspeções morfológicas, exames de DNA e rigorosa validação documental, com apoio técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Sindi (ABCSindi).

    Segundo Rafael Dantas, pesquisador responsável pelo Núcleo de Conservação da Raça Sindi, a certificação permitirá socializar esse material genético, contribuindo para o avanço da pecuária regional e nacional. “Agora poderemos disponibilizar esse material genético com certificação, contribuindo para a melhoria da pecuária regional”, destaca Dantas.

    Raça Sindi: rusticidade e desempenho em ambientes desafiadores

    Originária do Paquistão, a raça Sindi é reconhecida por sua rusticidade, resistência ao calor e capacidade de produzir carne e leite mesmo sob restrições alimentares. Com menor exigência nutricional, o gado é ideal para regiões com escassez de alimento e água, como o Semiárido brasileiro. “Esse animal consegue converter alimentos de baixo valor nutricional em carne e leite, e pasteja em áreas onde outras raças não conseguem se alimentar. Sua rusticidade é estratégica para os cenários de mudanças climáticas”, ressalta Dantas.

    Foto: Marcelino Ribeiro/Embrapa

    O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba, Mário Borba, destaca a importância do registro. “É um gado que se adapta bem a todo o clima. E se ele se mantém no Semiárido, imagina no Sul, no Sudeste. É um gado universal, de origem milenar, que precisa ser preservado”.

    Histórico e conservação genética

    Descendentes diretos de animais importados do Paquistão em 1952 compõem o núcleo da Embrapa Semiárido. Desde 1996, os pesquisadores mantêm o rebanho fechado, sem cruzá-lo com outras linhagens, o que garante a conservação da pureza racial.

    A Embrapa preserva o material genético do Sindi tanto por meio da criação a campo quanto em um banco de germoplasma. Assim, essa estratégia assegura a segurança genética da raça diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.

    A certificação do rebanho Sindi da Embrapa Semiárido representa um avanço para a pecuária adaptada ao Semiárido, fortalecendo programas de melhoramento genético, conservação e produção sustentável. O reconhecimento reforça a importância da genética zebuína para a produtividade e resiliência dos rebanhos brasileiros em regiões de clima extremo.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Pescador ‘fisga’ filhote de onça e faz resgate emocionante

    + Agro em Campo: Cecafé e Agro em Campo celebram parceria estratégica para cobertura do 10º Coffee Dinner & Summit