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  • Vacinas contra clostridioses: Mapa libera mais 2,4 milhões de doses para pecuária

    Vacinas contra clostridioses: Mapa libera mais 2,4 milhões de doses para pecuária

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou a liberação de 2.470.600 doses de vacinas contra clostridioses para o mercado nacional entre os dias 25 e 29 de maio de 2026.

    A medida reforça o abastecimento de imunizantes destinados à pecuária e busca atender à demanda dos produtores rurais em diferentes regiões do país.

    Do total disponibilizado, 1.360.800 doses, equivalentes a 55,08%, saíram da indústria nacional. Já as vacinas importadas somaram 1.109.800 doses, o que representa 44,92% da oferta liberada no período.

    Governo intensifica ações para ampliar a oferta

    Segundo o ministério, a iniciativa faz parte de um conjunto de medidas desenvolvidas em parceria com a indústria de insumos veterinários.

    Vacinação preventiva segue como uma das principais ferramentas para preservar a saúde dos rebanhos — Foto: MAPA

    Além disso, o governo trabalha para ampliar a produção nacional. Também busca facilitar as importações e acelerar os processos de fiscalização e liberação dos imunizantes.

    Essas ações ganharam força nos últimos meses diante da necessidade de garantir o fornecimento regular das vacinas ao setor pecuário.

    Volume acumulado supera 41 milhões de doses

    Os números mais recentes mostram um avanço importante na disponibilidade de vacinas para o campo.

    Com as liberações realizadas desde março, o volume ofertado ao mercado brasileiro já ultrapassa 41 milhões de doses. O total inclui tanto produtos fabricados no país quanto imunizantes importados.

    Por isso, a expectativa do setor é de melhora gradual no abastecimento ao longo de 2026.

    Projeção aponta mais de 100 milhões de doses até dezembro

    Na semana passada, o ministério divulgou uma nota com estimativas apresentadas pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan).

    Em 5 de maio de 2026, a entidade projetou a entrega de 8 milhões a 10 milhões de doses por mês até dezembro.

    “A entrega de 8 milhões a 10 milhões de doses por mês até dezembro, com possibilidade de ampliação no segundo semestre”, informou o órgão ao reproduzir a projeção do setor.

    Dessa forma, o mercado poderá receber mais de 100 milhões de doses até o final do ano. O volume reforça os esforços para proteger os rebanhos e fortalecer a sanidade animal nas propriedades rurais brasileiras.

  • Agronegócio e pets impulsionam Brasil ao terceiro lugar no ranking global de saúde animal

    Agronegócio e pets impulsionam Brasil ao terceiro lugar no ranking global de saúde animal

    O Brasil consolidou sua posição como terceiro maior mercado de saúde animal do mundo, com faturamento de US$ 1,68 bilhão em 2023. O país fica atrás apenas dos Estados Unidos, que lideram o ranking global, e da China, segundo dados do Health for Animals, entidade que representa desenvolvedores e fabricantes de produtos do setor.

    O mercado brasileiro representa 6% do faturamento global de saúde animal, estimado em US$ 28 bilhões. O agronegócio nacional, que responde por 27% do Produto Interno Bruto (PIB) e exporta cerca de US$ 150 bilhões anualmente, impulsiona o crescimento do setor.

    Rebanho brasileiro sustenta demanda crescente

    O país mantém o maior rebanho bovino comercial do mundo, com cerca de 200 milhões de cabeças. Além disso, criadores brasileiros abatem 1,6 bilhão de aves por ano e mantêm aproximadamente 45 milhões de suínos. Esses números impõem a necessidade de padrões elevados de sanidade e produtividade, o que sustenta a procura por vacinas, medicamentos e soluções veterinárias de ponta.

    A demanda por tecnologias avançadas cresce à medida que produtores ainda pouco tecnificados adotam novas soluções. Especialistas projetam crescimento sustentável para os próximos anos, impulsionado por essa modernização do campo.

    Liderança na América Latina

    O Brasil lidera o mercado de saúde animal na América Latina e representa aproximadamente dois terços do faturamento regional, que alcançou US$ 3,3 bilhões em 2023. “O crescimento no mercado latino-americano, de 16,7% em relação a 2022, é impulsionado pelo protagonismo brasileiro”, afirma Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal), parceiro do Health for Animals.

    O mercado de animais de companhia contribui significativamente para o avanço da saúde animal no país. Nos centros urbanos brasileiros, cães e gatos ocupam espaço cada vez mais importante no cotidiano das famílias, o que se reflete no aumento contínuo dos investimentos em saúde e bem-estar animal.

    Com aproximadamente 140 milhões de pets, o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores mercados globais de animais de companhia. Fica atrás apenas dos Estados Unidos e do Reino Unido. Tutores investem cada vez mais em serviços veterinários, ações preventivas, vacinação, medicamentos e atendimentos especializados, o que consolida o segmento como um dos mais dinâmicos da indústria.

    “A saúde animal é uma engrenagem fundamental tanto para o agronegócio como para o mercado pet. Os dois segmentos exigem cada vez mais qualidade e inovação e isso se reflete na busca por medicamentos que atendam a essas expectativas”, diz Salani.