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  • Eucalipto abre novo mercado bilionário e atrai investidores do agro

    Eucalipto abre novo mercado bilionário e atrai investidores do agro

    A crescente demanda por biomassa para geração de energia está criando um novo mercado bilionário em Mato Grosso.

    O avanço das usinas de etanol de milho e as novas exigências ambientais vêm impulsionando uma verdadeira corrida por áreas destinadas ao cultivo de eucalipto, atraindo o interesse de produtores rurais, agroindústrias, empresas do setor florestal e fundos de investimento.

    Nova regra ambiental acelera busca

    Em junho, o Ministério Público de Mato Grosso e o governo estadual assinaram um novo acordo ambiental que prevê a substituição gradual da biomassa proveniente de florestas nativas. Dessa forma, as grandes agroindústrias deverão utilizar matéria-prima oriunda de florestas plantadas.

    A mudança será implementada de forma gradual, mas já tem prazo definido. A partir de 2035, as empresas enquadradas no acordo não poderão utilizar madeira de vegetação nativa para gerar energia.

    Segundo especialistas, essa decisão aumentou a segurança para novos investimentos. Como resultado, diversos projetos começaram a sair do papel.

    Mato Grosso quer multiplicar área de florestas plantadas

    Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 165 mil hectares de eucalipto. Os dados são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

    Entretanto, a meta estadual é muito mais ambiciosa: o objetivo é alcançar 700 mil hectares até 2040.

    Se isso acontecer, a área plantada será mais de quatro vezes maior do que a atual. Para atingir esse patamar, o setor calcula investimentos próximos de R$ 8,5 bilhões.

    Etanol de milho impulsiona novos contratos

    O crescimento das usinas de etanol de milho está entre os principais fatores por trás dessa expansão.

    A Inpasa, considerada a maior produtora de etanol de milho do país, já fechou contratos voltados ao aumento da produção de eucalipto.

    Além disso, empresas de consultoria relatam maior procura por informações sobre projetos florestais.

    Segundo profissionais do setor, investidores que tradicionalmente atuavam em outras áreas do agronegócio passaram a avaliar oportunidades ligadas à produção de biomassa.

    Por causa disso, o mercado florestal ganhou visibilidade e começou a atrair novos participantes.

    Pastagens degradadas aparecem como oportunidade

    Especialistas afirmam que o avanço do eucalipto não deve ocorrer apenas em áreas agrícolas. Milhões de hectares de pastagens degradadas podem se transformar em novos polos de produção florestal.

    Segundo estimativas da Embrapa, o estado possui uma grande quantidade de áreas com elevado nível de degradação. Dessa forma, a expansão da atividade pode ocorrer sem pressionar novas áreas de vegetação.

    Falta de crédito ainda preocupa produtores

    Apesar das perspectivas positivas, ainda existem desafios importantes.

    O principal deles é o acesso ao financiamento, já que o retorno financeiro do eucalipto demora mais do que em atividades agrícolas tradicionais. Na maioria dos casos, a receita só aparece entre seis e sete anos após o plantio.

    Enquanto isso, os custos ficam concentrados nos primeiros anos. Gastos com implantação, irrigação e manejo exigem, sem dúvidas, um capital significativo.

    Mercado deve crescer nos próximos anos

    Mesmo diante dos desafios, as perspectivas continuam positivas.

    Além da expansão do etanol de milho, o setor também poderá ser beneficiado pelos mecanismos de reposição florestal previstos no Código Florestal.

    Diante desse cenário, o eucalipto deixou de ser uma atividade secundária. Atualmente, ele já aparece como uma das principais apostas do agronegócio brasileiro para os próximos anos.

  • Minas Gerais pode liderar a silvicultura no Brasil

    Minas Gerais pode liderar a silvicultura no Brasil

    Minas Gerais pode se tornar a nova referência nacional em silvicultura. Um estudo técnico inédito, encomendado pelo Governo de Minas, aponta alto potencial para expansão da base florestal no estado.

    Em resumo, a pesquisa identificou 22 milhões de hectares viáveis para investimentos. Desses, 7 milhões podem abrigar projetos brownfield, com arrendamento ou compra de florestas já existentes. Outros 15 milhões são áreas adequadas para projetos greenfield, com plantio de florestas e instalação de novas plantas industriais.

    As regiões Norte, Noroeste e Central concentram as maiores oportunidades. O levantamento foi conduzido pelo Grupo Index, referência no setor, com apoio da Associação Mineira da Indústria Florestal (Amif). A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) e a Invest Minas contrataram o estudo.

    Condições estratégicas

    Segundo os especialistas, Minas reúne condições estratégicas para atrair grandes investimentos. Ou seja, o estado oferece disponibilidade hídrica, logística favorável, terras com preços competitivos e um regime tributário especial. Além disso, Minas já é líder nacional em área plantada com eucalipto. São 2,2 milhões de hectares, o que representa cerca de 40% a mais do que o Mato Grosso do Sul. A silvicultura já está presente em 811 dos 853 municípios mineiros.

    A secretária de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, reforça o potencial. “O estudo mostra que podemos equilibrar produtividade e preservação. Estamos prontos para receber novos investimentos”, afirma. Outro destaque está no Valor de Terra Nua (VTN), que torna o investimento ainda mais atrativo. Em Minas, o custo médio é de R$ 9,8 mil por hectare. Nas áreas com maior potencial, esse valor cai para R$ 2,8 mil por hectare.

    Clima favorável

    Além do preço competitivo, o clima favorável garante produtividade elevada em comparação a centros tradicionais, que já estão quase saturados. Isso projeta Minas como próximo polo de grandes investimentos florestais no país. Para Lucas Ferreira, gerente de cadeias produtivas da Invest Minas, o cenário é positivo. “Minas é referência em florestas plantadas. O estudo mostra o potencial de cada região para novos negócios”, explica.

    Ao mesmo tempo, o levantamento também destaca o crescimento global do mercado de celulose, impulsionado por embalagens sustentáveis e papel tissue. A tendência de substituição do plástico por materiais biodegradáveis favorece ainda mais Minas Gerais. Além disso, as metas ambientais da ONU e os compromissos brasileiros até 2030 também elevam o valor estratégico do estado no setor.

    Adriana Maugere, presidente da Amif, ressalta o rigor técnico do trabalho. “É um estudo imparcial, com diagnóstico realista. Chega em um momento oportuno para o setor”, destaca. Segundo ela, o material cruza dados como solo, clima e precipitação para identificar as áreas mais promissoras. “É uma análise precisa, que oferece base sólida para investimentos”, completa.

    Superação de desafios

    Em geral, o governo estadual já atua para superar os desafios apontados no estudo. Entre eles, a melhoria da malha viária e a formação de mão de obra qualificada. Portanto, o programa “Caminhos para Avançar” prevê a recuperação de 5,5 mil quilômetros de rodovias em todo o estado. Já o “Trilhas de Futuro” formou 70 mil jovens desde 2021 e mantém 110 mil estudantes em capacitação.

    A Invest Minas é a agência responsável por atrair novos negócios e promover a geração de empregos em Minas Gerais. Acesse o estudo completo e saiba mais no site da instituição.

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