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  • Silo de milho desaba no Paraná; veja vídeo

    Silo de milho desaba no Paraná; veja vídeo

    Um silo de milho desabou na manhã desta sexta-feira (14), em uma unidade da Cocamar, em Primeiro de Maio, no Norte do Paraná. O momento do rompimento foi registrado em vídeo.

    As imagens mostram parte da estrutura cedendo e o milho armazenado começando a cair. Cerca de 20 segundos depois, o silo desaba completamente.

    Segundo a Cocamar, não houve feridos no incidente.

    https://www.instagram.com/reel/DcCQ-r6Jw7X/?igsh=aDQ4aHhicnM4YW9k

    A estrutura atingida é um silo pulmão, utilizado para regular o fluxo e equilibrar o ritmo de recebimento de produtos na unidade.

    Apesar do desabamento, a cooperativa informou que o incidente não deve afetar o recebimento de milho dos produtores. Até a última atualização desta reportagem, o valor do prejuízo causado pelos danos materiais não havia sido divulgado.

    Cocamar diz que protocolos de segurança foram acionados

    Em nota, a Cocamar afirmou que os protocolos de segurança foram acionados após o rompimento e que não houve vítimas.

    “A Cocamar informa que houve o rompimento de um silo pulmão de sua unidade em Primeiro de Maio (PR), utilizado para o armazenamento de milho.

    Os protocolos de segurança foram acionados e não houve vítimas. O incidente resultou apenas em danos materiais.

    A Cooperativa está adotando as providências necessárias e o recebimento da safra na unidade seguirá acontecendo.”

    A cooperativa informou ainda que está tomando as medidas necessárias após o incidente e que as operações de recebimento da safra continuarão normalmente na unidade.

  • Lei de armazenagem torna certificação voluntária e destrava investimentos no agro

    Lei de armazenagem torna certificação voluntária e destrava investimentos no agro

    A sanção da Lei nº 15.429/2026, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, torna voluntária a certificação de armazéns de produtos agropecuários no Brasil. A medida integra a estratégia do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para reduzir burocracia, atrair investimentos privados e ampliar a infraestrutura de armazenagem.

    Com a nova regra, produtores e empresas podem optar pela certificação, que continua disponível para comprovar requisitos técnicos, operacionais e documentais nas atividades de recepção, conservação e expedição de produtos agrícolas.

    Segundo o ministro da Agricultura, André de Paula, a mudança elimina entraves regulatórios e acelera novos projetos no setor. Ele afirma que a medida fortalece a logística, aumenta a competitividade e mantém os padrões de qualidade e segurança sanitária.

    O avanço ocorre em um cenário de crescimento acelerado da produção. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a produção de grãos cresceu, em média, 6,72% ao ano na última década, enquanto a capacidade de armazenagem avançou apenas 2,38% no período.

    Déficit

    Atualmente, o Brasil consegue armazenar entre 60% e 63% da produção anual de grãos, o que gera um déficit superior a 130 milhões de toneladas. A expectativa do governo é que a flexibilização das regras estimule a construção de novas estruturas e reduza perdas pós-colheita.

    A nova legislação também reduz custos operacionais. Antes, a certificação obrigatória exigia contratação de organismos acreditados pelo Inmetro, o que elevava despesas para empresas e produtores. Agora, o setor ganha autonomia para decidir quando a certificação faz sentido, de acordo com exigências comerciais e estratégias de mercado.

    Mesmo antes da mudança, apenas 17,6% dos armazéns brasileiros possuíam certificação. O dado indica que o setor já utiliza outros mecanismos para garantir qualidade e eficiência nas operações.

    Qualidade sanitária e exportações

    A lei não altera os controles sanitários nem os critérios de fiscalização dos produtos agropecuários. O Mapa mantém instrumentos como a Classificação Vegetal, auditorias privadas e exigências de rastreabilidade e boas práticas de armazenagem.

    No comércio internacional, a mudança também não traz impactos. O Brasil continua atendendo às exigências sanitárias e fitossanitárias de mercados como União Europeia e China por meio de certificações específicas, como o Certificado Fitossanitário, laudos para organismos geneticamente modificados (OGM) e análises de Limites Máximos de Resíduos (LMR).

    O desempenho recente do agronegócio reforça esse cenário. Em 2025, o setor registrou exportações acima de US$ 169 bilhões e superávit comercial de cerca de US$ 149 bilhões.

    Com a nova lei, o governo busca modernizar o ambiente regulatório e ampliar a capacidade logística do país, em um movimento para sustentar o crescimento da produção agropecuária e aumentar a competitividade global do Brasil.