Tag: Sigatoka-negra

  • Feibanana 2025: São Paulo celebra R$ 83 milhões em investimentos

    Feibanana 2025: São Paulo celebra R$ 83 milhões em investimentos

    A 13ª edição da Feira Nacional da Bananicultura e Agronegócio (Feibanana), maior evento dedicado ao setor no Brasil, foi aberta nesta terça-feira (13) em Pariquera-Açu, no Vale do Ribeira, São Paulo. Com mais de 65 expositores, a feira deve receber cerca de 13 mil visitantes e movimentar R$ 83 milhões em negócios ao longo dos três dias de programação.

    “O Agro é uma das principais forças do Estado de São Paulo e apostamos forte neste setor, com incentivos e apoio em diversas iniciativas. Recentemente destinamos o equivalente a R$ 600 milhões em ações que impactam do pequeno ao grande produtor, incluindo crédito agrícola e seguro rural. Dessa forma, incentivamos o desenvolvimento regional em todo o estado”, afirmou o governador em exercício, Felicio Ramuth.

    Novas tecnologias e boas práticas para a bananicultura paulista

    Nos dias 14 e 15 de maio, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento realiza o Dia de Campo na área experimental da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta Regional), próxima ao Centro de Eventos de Pariquera-Açu, onde ocorre a feira. O objetivo é difundir práticas de manejo para o combate das principais pragas da bananicultura, como a Sigatoka-negra, além de apresentar tecnologias voltadas para os bananais paulistas.

    O Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) também participa do evento com ações voltadas à regularização fundiária, oferecendo orientação e atendimento aos produtores rurais sobre a importância da regularização das propriedades. A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) reforça o suporte técnico e a integração entre pesquisa, tecnologia e produção no campo.

    Importância do Vale do Ribeira e da agricultura familiar

    São Paulo é responsável por cerca de 30% da produção nacional de banana, e a Feibanana se consolida como referência para o setor. “O Vale do Ribeira é uma região de extrema importância para o governo estadual. E temos avançado com a regularização fundiária e investimento na agricultura familiar”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

    Além da exposição de produtos, insumos agrícolas, veículos e maquinários, a Feibanana oferece uma série de palestras com especialistas. Eles apresentam as tecnologias mais recentes aplicadas à produção da fruta, líder no consumo in natura no Brasil. A programação inclui também ações socioeducativas, shows e exposições de artesanato regional, valorizando a cultura local.

    O evento segue até quinta-feira (15) no Centro de Eventos de Pariquera-Açu. E reune produtores, pesquisadores e empresários do setor para fortalecer a cadeia produtiva da bananicultura paulista e nacional.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Produção de etanol de milho cresce 18 vezes em sete anos

    + Agro em Campo: China abre cinco mercados para produtos do agro brasileiro

  • IMA identifica foco de Sigatoka Negra em Jaíba (MG)

    IMA identifica foco de Sigatoka Negra em Jaíba (MG)

    O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) confirmou nesta terça-feira (9) a identificação de um foco de Sigatoka Negra, uma das pragas mais devastadoras para a bananicultura, em uma propriedade rural do município de Jaíba, no Norte de Minas Gerais.

    Esta é a primeira ocorrência da doença em áreas produtivas do estado desde 2007, acendendo alerta para medidas emergenciais de controle fitossanitário.

    O que é a Sigatoka Negra?

    Causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensis, a Sigatoka Negra provoca a morte precoce das folhas da bananeira, reduzindo a capacidade fotossintética da planta. Isso leva à queda na produtividade, frutos menores e maturação acelerada, impactando diretamente a comercialização.

    Apesar dos danos econômicos, a doença não oferece risco à saúde humana – as bananas permanecem seguras para consumo.

    Plano de ação do IMA para conter a praga

    Em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura (Seapa) e o Ministério da Agricultura (Mapa), o IMA já iniciou um Plano de Contenção rigoroso. O plano inclui:

    • Inspeções em raio de 1 km: Vistoria em 100% das áreas produtivas próximas ao foco.
    • Monitoramento ampliado: Fiscalização de 50% das propriedades em um raio de 10 km.
    • Protocolo obrigatório: Produtores da região devem aderir ao Sistema de Mitigação de Riscos, disponível no site do IMA, para evitar sanções e bloqueios na comercialização.
    • Eliminação de bananais abandonados: Áreas negligenciadas serão erradicadas para cortar focos de proliferação.
    • Fiscalização de transporte: Controle intensificado no trânsito de cargas e caixarias para impedir a dispersão da praga.

    Último registro da doença em MG era de 2007

    A última detecção de Sigatoka Negra em Minas Gerais ocorreu há 17 anos, em regiões de grande produção. De acordo com o IMA, o novo foco reforça a necessidade de vigilância constante, mas não representa uma ameaça imediata à bananicultura estadual, graças às ações rápidas de contenção.

    Produtores que descumprirem as normas – como a atualização cadastral das Unidades de Produção (UPs) e a aplicação de medidas fitossanitárias – terão a comercialização das frutas bloqueada. “A colaboração de todos é essencial para evitar prejuízos maiores”, alertou o IMA em comunicado.

    Além das inspeções, o órgão realizará reuniões com responsáveis técnicos (RTs) para reforçar a emissão do Certificado Fitossanitário de Origem (CFO), documento crítico para o comércio seguro. A expectativa é que, com a adesão massiva ao protocolo, a doença seja controlada nas próximas semanas.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Wine South America 2025: feira debate mercado de vinhos
    + Agro em Campo: Rondônia sedia VII Concurso Nacional de Qualidade do Cacau

  • Controle da Sigatoka-negra impulsiona produção de banana na Amazônia

    Controle da Sigatoka-negra impulsiona produção de banana na Amazônia

    A adoção de uma tecnologia inovadora desenvolvida pela Embrapa Amazônia Ocidental tem revolucionado a produção de banana nos estados do Amazonas, Acre e Rondônia. A técnica de controle da Sigatoka-negra, principal doença da bananeira na região, permitiu um significativo aumento da produtividade e viabilizou a expansão da cultura.

    Segundo o Relatório de Avaliação de Impactos das Tecnologias da Embrapa, elaborado pelas unidades da instituição no Acre, Amazonas e Rondônia, a tecnologia tem gerado impactos sociais, econômicos e ambientais significativos. A aplicação eficiente de fungicidas garantiu a permanência da bananicultura na região, protegendo o sustento de milhares de produtores.

    A técnica permitiu o retorno ao mercado de variedades tradicionais, como Prata Comum e Pacovan, essenciais para o consumo local. O pesquisador Lindomar de Jesus de Sousa Silva destaca que a tecnologia proporcionou melhorias na geração de renda e no desenvolvimento das propriedades de forma sustentável, ampliando a oferta da banana para a população amazônica.

    Expansão e acesso a novos mercados

    A perspectiva é de expansão do cultivo com a implantação de casas de embalagem e adesão ao sistema de mitigação de riscos da Sigatoka-negra. Atualmente, o mercado da banana da Amazônia está concentrado na região Norte, mas a melhoria na logística pode facilitar o acesso a novos estados e países.

    A tecnologia foi desenvolvida pela Embrapa Amazonas e validada no Acre e Rondônia, com unidades demonstrativas para capacitação de agricultores. O aplicador, criado em 2001 e disponibilizado em 2008, vem sendo amplamente adotado desde 2009.

    Como funciona a técnica de controle da Sigatoka-negra

    O método consiste na aplicação direcionada de fungicida na axila da segunda folha da bananeira, utilizando um dispositivo adaptado de uma seringa veterinária. Com isso, o produto é depositado exatamente onde é necessário, reduzindo sua dispersão ambiental. Apenas três aplicações por ciclo produtivo são suficientes para o controle da doença, garantindo maior sustentabilidade ao processo.

    A introdução dessa tecnologia ajudou a frear o declínio das plantações de banana tradicionais na região. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, entre 2013 e 2022, houve um crescimento expressivo na produção de banana nos três estados:

    • Acre: Produção aumentou de 77,7 mil para 82,8 mil toneladas, com produtividade saltando de 10,6 t/ha para 12,4 t/ha.
    • Amazonas: A produção passou de 84,7 mil para 88,7 mil toneladas, com um pico de 113,3 mil toneladas em 2018. A produtividade cresceu de 12,7 t/ha para 14,4 t/ha.
    • Rondônia: Produção subiu de 70,6 mil para 81,9 mil toneladas, com produtividade crescendo de 8,5 t/ha para 11,6 t/ha.

    Logística aprimorada fortalece o mercado

    Manaus, principal centro consumidor da região, recebe parte significativa da produção do Acre e de Rondônia, transportada por um arranjo logístico rodoviário e hidroviário. Esse sistema, aliado à adoção da nova tecnologia, garantiu competitividade aos agricultores.

    A produtora Cristiana Gomes, de Presidente Figueiredo (AM), destaca a mudança positiva na sua produção de banana Pacovan. “Antes, eu precisava replantar todo ano devido à doença. Com a técnica da Embrapa, desde 2018 minha plantanção continua produtiva e saudável”, afirma.

    Impactos culturais e econômicos

    A tecnologia não apenas impulsionou a produção de banana, mas também resgatou a cultura alimentar da região, permitindo que a população continue consumindo variedades tradicionais. Além disso, a renda gerada pela bananicultura tem estimulado a diversificação da produção, com agricultores investindo em cultivos como maracujá, melancia, açaí, mandioca e hortaliças.

    Com essa solução inovadora, a bananicultura da Amazônia Ocidental ganha força, promovendo sustentação econômica, segurança alimentar e desenvolvimento regional.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Safra de uva 2025 promete recorde e impulsiona indústria
    + Agro em Campo: Quebra na safra de pecan pode chegar a 40%