Tag: Sicredi

  • Renegociação de dívidas rurais: consulte bancos e valores

    Renegociação de dívidas rurais: consulte bancos e valores

    O Ministério da Fazenda autorizou instituições financeiras a operar linhas de crédito destinadas à renegociação de dívidas rurais, previstas na Medida Provisória (MP) 1.376/2026.

    A portaria publicada em 13 de agosto detalha as instituições autorizadas e os montantes destinados às operações de crédito para agricultura empresarial e agricultura familiar.

    A medida era aguardada desde a publicação da MP, em julho, para permitir a operacionalização das linhas pelos bancos.

    Quais bancos poderão operar a renegociação?

    Segundo o texto-base da portaria, dez instituições financeiras foram autorizadas a operar as linhas destinadas à agricultura empresarial:

    • Banco DLL
    • Banco do Brasil
    • Banpará
    • Banrisul
    • Banco da Amazônia (Basa)
    • BRB
    • Credicoamo
    • Cresol
    • Sicoob
    • Sicredi

    O Banco do Brasil concentra a maior parcela dos recursos destinados a médios e grandes produtores, com cerca de R$ 12,433 bilhões, segundo os valores informados na portaria.

    Na sequência aparecem Sicoob, com R$ 4,429 bilhões; Banrisul, com R$ 3,960 bilhões; e Sicredi, com R$ 2,5 bilhões.

    Também estão previstos R$ 331,214 milhões para a Cresol; R$ 250 milhões para o Banco DLL; R$ 225,2 milhões para o Basa; R$ 15 milhões para o BRB; R$ 15 milhões para o Banpará; e R$ 6,7 milhões para a Credicoamo.

    Agricultura familiar também terá linhas de crédito

    Para a agricultura familiar, sete instituições financeiras poderão operar os recursos com taxas equalizadas.

    O Sicredi aparece com o maior montante, de mais de R$ 1,191 bilhão, seguido pelo Sicoob, com R$ 362 milhões.

    Os demais valores informados no texto-base são:

    • Banrisul: R$ 72,750 milhões
    • Banco DLL: R$ 20 milhões
    • Cresol: R$ 4,144 milhões
    • Banpará: R$ 1 milhão
    • Credicoamo: R$ 300 mil

    Qual é o prazo para renegociar as dívidas rurais?

    Os financiamentos destinados à renegociação deverão ser contratados até 12 de novembro de 2026.

    O prazo está relacionado à MP 1.376/2026, publicada em 15 de julho. A medida criou linhas especiais de crédito para composição e renegociação de dívidas de produtores afetados por perdas de safra, eventos climáticos adversos e redução dos preços de comercialização.

    O que prevê a MP 1.376/2026?

    A medida provisória prevê condições diferentes de acordo com o perfil do produtor e o nível de perdas registrado.

    Para produtores enquadrados no Pronamp, por exemplo, a MP estabelece operações de até R$ 2 milhões, com juros de 9% ao ano, em uma das situações previstas. Em casos de perdas mais severas, o limite pode chegar a R$ 2,5 milhões, com juros de 8% ao ano e prazo de até dez anos.

    Para agricultores familiares enquadrados no Pronaf, as condições também variam. Uma das modalidades prevê crédito de até R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano e prazo de até oito anos. Em situações específicas de perdas mais severas, o limite pode chegar a R$ 500 mil, com juros de 5% ao ano e prazo de até dez anos.

    Já para os demais produtores, a MP prevê operações que podem chegar a R$ 8 milhões, conforme os critérios de enquadramento e perdas.

    Quem poderá acessar as linhas?

    O acesso não é automático para todos os produtores com dívidas rurais.

    A MP estabelece critérios relacionados às perdas de safra, redução da renda agropecuária e causas dos prejuízos. Entre os fatores considerados estão eventos climáticos extremos e redução dos preços de comercialização.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também destaca que a regulamentação e a disponibilidade de recursos são condições necessárias para a efetiva contratação das operações.

    O que significa a equalização de juros?

    A equalização de taxas de juros é o mecanismo utilizado pelo governo para reduzir o custo financeiro de determinadas operações de crédito rural.

    Na prática, o Tesouro Nacional arca com parte do custo financeiro da operação, permitindo que o produtor tenha acesso a uma taxa inferior àquela que poderia ser praticada em uma operação convencional.

    No caso da MP 1.376/2026, as linhas foram criadas para auxiliar produtores afetados por perdas e dificuldades econômicas relacionadas às atividades rurais.

    Renegociação também envolve CPRs

    A MP 1.376/2026 também estabeleceu regras relacionadas às Cédulas de Produto Rural (CPRs).

    As instituições financeiras poderão adquirir novas CPRs com liquidação financeira para ajudar na amortização de dívidas anteriores, desde que sejam cumpridos os critérios estabelecidos pela medida provisória.

    Entre as exigências está a emissão da CPR até 31 de dezembro de 2025 e a existência de condições específicas relacionadas ao pagamento das cédulas anteriores.

    O que o produtor deve fazer?

    O produtor interessado deve procurar a instituição financeira que opere a linha e verificar se a dívida e as perdas se enquadram nos critérios da MP 1.376/2026.

    Também é importante conferir a documentação exigida pelo banco e as condições específicas da operação antes da contratação.

    Como se trata de uma linha de crédito com regras próprias, o enquadramento deve ser analisado individualmente pela instituição financeira.

  • Cooperativa amplia crédito e diversifica soluções no agro

    Cooperativa amplia crédito e diversifica soluções no agro

    Durante a 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), o Sicredi apresentou os resultados do Plano Safra 2025/2026 e reforçou a ampliação das soluções financeiras para o agronegócio. Nos nove primeiros meses do ciclo, a instituição liberou R$ 52,8 bilhões em crédito rural. O volume representa crescimento de 16,5% em relação à safra anterior. Assim, o Sicredi consolida sua posição como principal financiador privado do setor.

    Além disso, a estratégia vai além do crédito tradicional. O Sicredi ampliou o uso de instrumentos como CPR, consórcios, derivativos e linhas em moeda estrangeira. Dessa forma, o produtor ganha mais previsibilidade financeira. Ao mesmo tempo, reduz a exposição às oscilações de preços e do câmbio.

    Segundo o superintendente de Agronegócio do Sicredi, Vitor de Moraes, o avanço está ligado à proximidade com o campo. “Os números apresentados refletem a força do modelo cooperativo e, principalmente, a nossa proximidade com o produtor rural. Seguimos ampliando o acesso ao crédito de forma responsável”, afirmou.

    Portfólio avança e reforça gestão de risco

    Ao longo do último ano, o Sicredi intensificou a oferta de soluções complementares. Em 2025, a instituição registrou R$ 3,2 bilhões em consórcios destinados ao agro. Além disso, a cobertura de seguros rurais chegou a 479 mil hectares. Com isso, a gestão de risco ganha mais relevância no planejamento do produtor.

    De acordo com o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adilson de Sá, a diversificação é estratégica. “Temos ampliado nossa oferta de soluções para atender o produtor de forma completa. Assim, vamos além do crédito tradicional. Produtos como consórcios, seguros e operações em moeda estrangeira permitem mais planejamento, proteção e competitividade”, disse.

    Vitor de Moraes, Clemente Renosto, Adilson de Sá e Gilson Farias, durante coletiva de imprensa na Agrishow 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    No segmento de consórcios, o Sicredi soma carteira superior a R$ 61,8 bilhões. Nos últimos 12 meses, as vendas no agro cresceram 23%. Esse desempenho reflete a busca por alternativas com menor custo financeiro. Além disso, o modelo favorece o planejamento de médio e longo prazo.

    Outro ponto de destaque está nas operações estruturadas. Entre 2024 e 2025, o Sicredi registrou crescimento de 350% nas operações de proteção cambial e de commodities. Dessa maneira, o produtor amplia o controle sobre margens e receitas.

    Crédito cresce e amplia presença no campo

    Atualmente, a carteira de crédito agro do Sicredi ultrapassa R$ 123 bilhões. Ao mesmo tempo, a instituição lidera as operações do programa Pró-Trator em São Paulo. A participação supera 80% das operações, com mais de 800 contratos na safra atual.

    Pequenos e médios produtores seguem como maioria. Eles representam cerca de 70% das mais de 247 mil operações realizadas. Além disso, o crédito para mulheres produtoras avançou. Foram liberados R$ 10,5 bilhões, com crescimento de 7,4%.

    Para o gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, Gilson Farias, a feira aproxima o produtor das soluções financeiras. “A participação na Agrishow é uma oportunidade estratégica. Estamos mais próximos dos produtores e entendemos melhor suas necessidades. Assim, conseguimos oferecer soluções que contribuem para o desenvolvimento sustentável do agronegócio”, afirmou.

    O presidente da Sicredi Soma, Clemente Renosto, também participou da apresentação. A presença reforça o posicionamento institucional do Sicredi durante a feira.

    Com mais de 10 milhões de associados e mais de 3 mil agências, o Sicredi atua em todo o país. Além disso, mantém presença física em centenas de municípios. O atendimento combina canais digitais e presença local. Dessa forma, amplia o acesso ao crédito e aos serviços financeiros no campo

  • Programa Pró-Trator gera milhões em economia para produtores

    Programa Pró-Trator gera milhões em economia para produtores

    Lucas Fuini acorda cedo todos os dias em seu sítio em Itapira (SP) para cuidar da plantação de jiló, berinjela e pimentão que sustenta sua família. Filho e neto de agricultores, ele aprendeu desde os 12 anos a dividir o tempo entre a escola e o trabalho na lavoura. Em 2025, Lucas conquistou uma vitória importante: renovou a frota da propriedade através do Programa Pró-Trator.

    “Programas como esse ajudam muito, principalmente porque facilitam o acesso a máquinas novas. Um trator custa quase R$ 200 mil, um valor impossível de pagar à vista. O crédito permite que eu continue investindo sem comprometer tudo de uma vez. Hoje está difícil juntar dinheiro”, explica Lucas. O produtor utiliza o trator na pulverização das culturas, o que torna o trabalho diário mais eficiente.

    Modernização chega ao café de montanha

    Em Divinolândia (SP), o produtor Marcos Riccetto também aproveitou o programa para modernizar sua propriedade. Ele trabalha com gado de cria e café de montanha e descobriu o Pró-Trator por indicação do Sindicato Rural e da Casa da Agricultura do município.

    “O Sicredi me ajudou a agilizar toda a parte burocrática e de documentação. Essas iniciativas são essenciais, porque o setor primário é a base de tudo. Se a agricultura não estiver estruturada, os outros setores também não avançam”, afirma Marcos. O produtor adquiriu um trator de 85 cavalos, equipado com super-redutor, para mecanizar parte da lavoura e otimizar os tratos culturais do café.

    Cooperativa assume liderança no programa estadual

    As histórias de Lucas e Marcos ilustram o impacto transformador do programa no campo paulista. O Sicredi, cooperativa de crédito, conquistou a liderança na destinação de crédito do Pró-Trator em São Paulo.

    A cooperativa se credenciou junto ao Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) e se tornou a primeira instituição financeira do Brasil a operar o programa, lançado em maio de 2024 pelo Governo do Estado de São Paulo. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento criou a iniciativa para apoiar pequenos e médios produtores na modernização de suas propriedades através do financiamento de tratores e implementos agrícolas.

    Resultados expressivos em menos de um ano

    Entre 2024 e 2025, o programa já movimentou R$ 61,1 milhões em financiamentos. Os recursos beneficiaram 343 associados e geraram uma economia superior a R$ 9,3 milhões para os produtores participantes.

    Gilson Nogueira Farias, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ, destaca que os números reforçam o papel estratégico do cooperativismo de crédito no desenvolvimento regional.

    “Nosso compromisso é oferecer aos associados o suporte necessário para aprimorar suas operações e aumentar a produtividade. Ao facilitar o acesso a recursos, capacitamos pequenos e médios produtores a enfrentar os desafios com mais confiança e inovação”, conclui o executivo.

  • Cooperativas de crédito reforçam impacto sustentável rumo à COP 30

    Cooperativas de crédito reforçam impacto sustentável rumo à COP 30

    O Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) realizou, em 19 de agosto, na sede do Sicredi em Belém (PA), um encontro preparatório para a COP 30. O evento reuniu as cooperativas de crédito Sicredi Norte, Sicoob Cooesa e Cresol Amazônia, além da participação da Concaves (Cooperativa de Trabalho dos Catadores de Materiais Recicláveis), que destacou sua atuação em economia circular.

    Sicredi amplia crédito verde e inclusão

    O presidente do Conselho de Administração da Sicredi Norte, Wilson Machado, abriu o evento com as boas-vindas, seguido pela apresentação conduzida por Pedro Lutz Ramos, superintendente de Tesouraria da instituição. Ele destacou que, em 2024, a Sicredi aplicou R$ 7,4 bilhões em projetos de energia limpa e agricultura de baixo carbono. Também destinou R$ 16 bilhões em crédito para mulheres empreendedoras e produtoras rurais.

    Na Amazônia, a cooperativa está presente em 271 municípios e é a única instituição financeira em 19 localidades. Apenas em energia solar, financiou R$ 324,5 milhões em projetos.

    Entre os exemplos, foi apresentada a trajetória de Sarah e Robson, produtores de cacau de Medicilândia (PA). Com apoio da Sicredi, eles investiram em estufas de secagem e expandiram a produção de chocolate. O trabalho rendeu um prêmio nacional e outro internacional, colocando o cacau da região entre os melhores do mundo.

     

    Pedro Lutz Ramos, superintendente de Tesouraria do Sicredi – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro Em Campo

    Na Amazônia, a cooperativa está presente em 271 municípios e é a única instituição financeira em 19 localidades. Apenas em energia solar, financiou R$ 324,5 milhões em projetos.

    Entre os exemplos, foi apresentada a trajetória de Sarah e Robson, produtores de cacau de Medicilândia (PA). Com apoio do Sicredi, eles investiram em estufas de secagem e expandiram a produção de chocolate. O trabalho rendeu um prêmio nacional e outro internacional, colocando o cacau da região entre os melhores do mundo.

    Sicoob alia cidadania, inovação e energia limpa

    A apresentação do Sicoob ficou a cargo de Lidiana Ferreira, do setor de Cooperativismo Financeiro e Investimento Social Privado. Ela apresentou três frentes de impacto:

    • Biblioteca comunitária no Marajó, inaugurada em junho de 2024, espaço de leitura e formação cultural;
    • Cooperativa mirim ribeirinha, criada em Portel (PA), a primeira do gênero no Brasil, com jovens organizados em torno do cultivo do açaí;
    • Usina fotovoltaica em Santa Bárbara do Pará, prevista para 2025, que garantirá energia limpa a toda a estrutura do Sicoob Cooesa.

    Segundo Lidiana, o sistema já concedeu R$ 3,2 milhões em crédito verde e desenvolve inventário de emissões de gases de efeito estufa, reforçando o compromisso socioambiental da cooperativa.

    Lidiana Ferreira, do setor de Cooperativismo Financeiro e Investimento Social Privado do Sicoob – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro Em Campo

    Cresol Amazônia promove inclusão e protagonismo

    O diretor de operações da Cresol nos estados de Rondônia e Amazonas, Douglas Barbosa, apresentou as ações da cooperativa. Ele destacou que a Cresol alcançou 100% dos municípios de Rondônia e avança em localidades do Amazonas, como Codajás e Anori, oferecendo crédito, orientação técnica e apoio ao empreendedorismo local.

    Douglas Barbosa, diretor de operações da Cresol nos estados de Rondônia e Amazonas – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro Em Campo

    A cooperativa mantém uma estratégia ESG baseada em dez eixos, como educação financeira, inovação e sucessão familiar. Já impactou 51 mil pessoas em ações educativas. Na Amazônia, mulheres ocupam 80% dos cargos de liderança e quase 70% do crédito liberado vai para jovens com até 29 anos.

    Concaves transforma resíduos em oportunidade

    A apresentação da Concaves foi feita por sua presidente e catadora de materiais recicláveis, Debora Baia, que destacou a transformação vivida pela categoria em Belém a partir do cooperativismo.

    Hoje, a cooperativa reúne 22 associados, com renda média de R$ 1.600, e já atendeu mais de 20 mil pessoas por meio da coleta seletiva.

    Debora Baia, presidente e catadora de materiais recicláveis da Concaves – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro Em Campo

    Entre as iniciativas, estão o “Reciclômetro Concaves”, que permite rastrear resíduos em tempo real, e a parceria com a Itaipu Binacional para implantação de quatro unidades de valorização de recicláveis na região.

    Cooperativismo como motor de desenvolvimento

    Segundo estudos da Fipe, municípios com presença de cooperativas de crédito registram 10% mais PIB per capita e 15% a mais em empregos formais. Os exemplos mostrados em Belém reforçam a visão de que o cooperativismo é capaz de gerar desenvolvimento econômico aliado à inclusão e sustentabilidade.

  • Sicredi apresenta soluções financeiras e destaca força no agro na Agrishow

    Sicredi apresenta soluções financeiras e destaca força no agro na Agrishow

    Na 30ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto, o Sicredi marcou presença com uma coletiva de imprensa realizada em 30 de abril. Participaram do encontro Gilson Farias (gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ), Manfred Dasenbrock (presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ), Clemente Renosto (presidente do Sicredi Soma) e Silas Fabiano Nunes de Souza (gerente de Regulações Agro).

    “Em nossa 8ª participação na Agrishow, também comemoramos 8 anos de Sicredi em Ribeirão Preto. Nosso objetivo, ao estarmos na maior feira de tecnologia agropecuária da América Latina, é difundir o sistema Sicredi, acolher os associados, viabilizar crédito, promover e incentivar a economia, fortalecer as classes menos favorecidas, melhorar a qualidade de vida, sem esquecer da responsabilidade social e ambiental”, declarou Dasenbrock.

    O executivo também destacou que 2025 será o Ano Internacional das Cooperativas, conforme a ONU. “Queremos construir um mundo melhor e com mais transparência. O Sicredi é número um em termos de crédito rural, são mais de 9 milhões de associados. Estar na Agrishow é um momento de celebração”, afirmou.

    Gilson, Manfred, Clemente e Silas
    Foto: Pedro H. Lopes

    Gilson Farias complementou: “O produtor procura pela tecnologia que existe à sua disposição, mas também busca por crédito. Para atender essa necessidade, temos o consórcio e o seguro. São mais de R$ 50 bilhões, nível Brasil, quando falamos em consórcio.”

    Presença nacional e foco no pequeno produtor

    Silas Fabiano apresentou dados que reforçam o papel do Sicredi no agronegócio: “Estamos presentes em mais de 200 cidades, com mais de 300 soluções disponíveis para os associados. Nosso objetivo é promover o desenvolvimento econômico e social.” Segundo ele, o Sicredi é a maior instituição financeira privada em carteira do agro, com mais de R$ 103 bilhões distribuídos em mais de 3 mil municípios.

    Do total de 787 mil associados do agro, 87% são pequenos produtores, 12% médios e apenas 5% grandes produtores. “95%, esse é o percentual referente aos responsáveis por produzir os alimentos”, enfatizou.

    Também foram divulgados os números do Plano Safra. “De julho a março, foram mais de R$ 43 bilhões liberados. O agro representa 11% de todo financiamento no Brasil, com crescimento de 2,5% em relação ao ano passado”, pontuou Silas.

    Plataformas digitais aceleram acesso ao crédito

    Entre as soluções financeiras destacadas, está a CPR (Cédula de Produto Rural), disponível nas versões Tradicional, PJ e Fácil – esta última permite contratação digital, com liberação no mesmo dia e sem exigência dos critérios do crédito rural.

    Para produtores com receita vinculada ao dólar, o Sicredi oferece crédito em moeda estrangeira, de fácil contratação e voltado ao médio e longo prazo, tanto para PJ quanto para Agro.

    Silas Fabiano Nunes de Souza (gerente de Regulações Agro), durante apresentação
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    A plataforma Digi Agro foi apontada como uma ferramenta estratégica. “O revendedor envia o pedido diretamente para a agência. Isso gera mais agilidade, reduz o uso de papel e permite acompanhar o processo. Já são mais de 2.500 propostas registradas, tanto de associados como de não associados”, explicou Silas.

    No crédito BNDES Digital, o Sicredi se mantém como maior repassador de recursos, com liberação direta na conta do associado, limite rotativo e prazo de até 24 meses.

    Atendimento às micro e pequenas empresas

    Para MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte, a meta é oferecer uma experiência cada vez mais digital. “Já foram mais de R$ 128 milhões em recursos liberados”, informou o gerente.

    A sustentabilidade também tem lugar de destaque. O financiamento de energia solar já soma R$ 5 bilhões em todos os segmentos. O seguro rural cobre lavoura, área plantada e até placas fotovoltaicas. “Quanto mais protegido o produtor estiver, menos dificuldades ele vai sentir em momentos de adversidade”, alertou Silas.

    Investimentos e consórcios ganham espaço no agro

    No campo dos investimentos, a LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) alcançou R$ 47 bilhões em março de 2025, um crescimento de 30% em 12 meses – o dobro da média de mercado, que foi de 15%.

    Já os consórcios cresceram 27% e têm se consolidado como alternativa ao financiamento tradicional. “Permite planejamento, tem custo reduzido e menor impacto na margem de lucro do produtor”, concluiu o gerente.

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  • Agrishow 2025 reunirá mais de 800 marcas

    Agrishow 2025 reunirá mais de 800 marcas

    Entre os dias 28 de abril e 2 de maio, a cidade de Ribeirão Preto (SP) sediará a 30ª edição da Agrishow — Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, considerada a maior vitrine de inovações para o agronegócio na América Latina. Com expectativa de receber 195 mil visitantes, o evento ocupará uma área de 520 mil metros quadrados e reunirá mais de 800 marcas nacionais e internacionais que apresentarão os mais recentes lançamentos em maquinário agrícola, soluções de automação e tecnologias embarcadas com foco em inteligência artificial.

    O slogan da edição 2025, O Futuro do Agro de A a Z, reflete o papel estratégico da feira no fortalecimento do setor, conectando produtores rurais a fabricantes, centros de pesquisa e empresas de tecnologia. Segundo João Marchesan, presidente da Agrishow e um dos fundadores do evento, a feira se consolidou como um espaço único na América Latina para troca de conhecimento e fechamento de negócios. Em 2024, foram mais de R$ 13,6 bilhões em intenções de compra registradas durante os cinco dias de evento.

    A seguir, confira os principais lançamentos e destaques de empresas que estarão presentes na Agrishow 2025:

    Inovações em máquinas agrícolas e soluções tecnológicas

    • Massey Ferguson

    A marca apresentará a nova barra do pulverizador MF 500R, com 42 metros de comprimento. O equipamento combina materiais como aço, alumínio e fibra de carbono para garantir mais leveza, resistência e menor desgaste, além de reduzir em até 29% o número de passadas no campo, aumentando a produtividade e minimizando a compactação do solo.

    • Caterpillar

    Celebrando 100 anos de fundação, a empresa trará à feira os modelos Cat 250 e Cat 260 — minicarregadeiras de nova geração com foco em eficiência e inovação tecnológica voltada à agricultura.

    • Fendt

    A colheitadeira Fendt IDEAL 25 será o principal destaque da marca, com sistema Dual Helix Processor e motores que operam a 1.900 RPM. A nova tecnologia promete reduzir o consumo de combustível e ampliar a área de trilha em 45% em comparação com outros modelos do mercado.

    • Marispan

    Com mais de cinco décadas de atuação, a fabricante apresentará atualizações em suas linhas de carregadores frontais e distribuidores de sólidos, incluindo automação e novos acessórios para trator.

    • Volare

    Líder na venda de micro-ônibus no Brasil, a Volare retorna à feira com modelos sustentáveis voltados ao transporte rural, como o Fly 10 GV (movido a GNV e biometano), o Attack 10 Híbrido (etanol/elétrico) e o Attack 10 Rural.

    • Indústrias Colombo

    A empresa levará soluções para colheita mecanizada de culturas como café, amendoim, feijão e milho. Com presença em mais de 60 países, a fabricante atua também por meio das marcas MIAC e AEMCO.

    • CLAAS

    A fabricante alemã, que celebra 10 anos de atuação no Brasil, destaca a produção de 500 mil colheitadeiras de grãos em sua história. Além disso, oferecerá atendimento especializado com foco em seu portfólio completo.

    • Toledo do Brasil

    Especializada em pesagem e automação, apresentará balanças rodoviárias, soluções para pesagem pecuária e sistemas de carregamento a granel com foco em gestão inteligente e conectividade no campo.

    • Hexagon

    Reconhecida por soluções em agricultura de precisão, robótica e IA, a Hexagon trará o display Ti10 — um painel de 10 polegadas com alta capacidade de processamento, capaz de integrar todas as ferramentas de gestão e monitoramento de máquinas agrícolas.

    • EuroChem

    A empresa de nutrição vegetal apresentará o fertilizante Croplex, desenvolvido no Brasil, além dos produtos premium Fertiva e Avigo. O portfólio é voltado para culturas como soja, café e cana-de-açúcar.

    Instituições financeiras e plataformas digitais fortalecem presença no agro

    • Sicredi

    Como principal agente privado de crédito do agronegócio, com R$ 101 bilhões em carteira, o Sicredi patrocina a Agrishow 2025 com soluções como o programa Pró-Trator e uma linha de consórcios que totaliza R$ 50 bilhões. A instituição conta com 2,8 mil agências no Brasil, sendo 400 no estado de São Paulo.

    • Cresol

    Comemorando 30 anos, a cooperativa destaca sua trajetória e apresenta condições especiais de crédito rural e consórcio para produtores. A Cresol já ultrapassou a marca de 1 milhão de cooperados em todo o país.

    • Broto

    A plataforma digital do Banco do Brasil marca presença com mais de 290 mil clientes cadastrados. Durante a feira, lançará o Clube Broto e promoverá palestras sobre tecnologia, sucessão familiar e tendências para 2025.

    A Agrishow é organizada pela Informa Markets e conta com o apoio das principais entidades do agronegócio brasileiro. Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Instituto Agronômico (IAC) e Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

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  • Governo realoca R$ 4 bilhões para reforçar linhas do Plano Safra 2024/25

    Governo realoca R$ 4 bilhões para reforçar linhas do Plano Safra 2024/25

    O Ministério da Fazenda remanejou R$ 4 bilhões para fortalecer linhas de financiamento do Plano Safra 2024/25. Em geral, a medida busca atender a demanda por crédito para pequenos e médios produtores, além de impulsionar programas como Moderfrota e Pronaf Investimento.

    Os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário solicitaram o ajuste para garantir recursos na reta final da atual temporada. Portanto, segundo o subsecretário de Política Agrícola e Negócios Agroambientais, Gilson Bittencourt, a realocação não gera custo adicional ao Tesouro Nacional.

    Realocação entre instituições financeiras

    O remanejamento envolveu 11 instituições financeiras, que tiveram redução nos limites de financiamento para médios e grandes produtores. Em contrapartida, Banco do Brasil, Sicredi e BNDES receberam acréscimos nos valores destinados ao setor agropecuário.

    Além disso, os recursos devolvidos pelas instituições foram redistribuídos para programas prioritários. Na agricultura familiar, o Banco do Brasil, Banrisul e Credicoamo receberam reforço nos limites de financiamentos equalizados.

    Reforço no financiamento para médios e grandes produtores

    O Banco do Brasil recebeu R$ 1,2 bilhão para programas como Inovagro, Moderagro, RenovAgro e Pronamp Investimento. Ao mesmo tempo, apesar do aumento, teve uma redução de R$ 500 milhões no Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), devido à baixa demanda.

    O BNDES foi contemplado com R$ 270 milhões para o Moderfrota, que financia máquinas e equipamentos agrícolas. Já o Sicredi recebeu R$ 162,2 milhões para o custeio de médios produtores.

    Entre as instituições que tiveram redução de limites estão Badesul, Banco DLL, Basa, BRB, BRDE e Credisis. No total, foram retirados R$ 1,6 bilhão e redistribuídos para outras linhas de crédito.

    Mais recursos para a agricultura familiar

    O Banco do Brasil ganhou R$ 2,4 bilhões para financiamentos subsidiados do Pronaf até junho. Desse montante, R$ 1,8 bilhão vai para custeio, enquanto R$ 624,4 milhões reforçam o Pronaf Investimento.

    O Banrisul recebeu R$ 100 milhões, distribuídos entre Pronaf faixa 1 e faixa 2. A Credicoamo realocou R$ 650 mil para o financiamento de tratores e colheitadeiras.

    Entre as instituições que tiveram reduções nos limites estão Banco John Deere, Basa, BNDES, Sicredi e Cresol. No total, foram redistribuídos R$ 2,53 bilhões dentro do segmento da agricultura familiar.

    Com o remanejamento, o governo busca otimizar a distribuição de recursos e garantir maior acesso ao crédito para o setor agropecuário.

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  • Sicredi supera marca de R$ 30 bilhões em carteira de CPR

    Sicredi supera marca de R$ 30 bilhões em carteira de CPR

    O Sicredi, uma das principais instituições financeiras cooperativas do país, ultrapassou a marca de R$ 30 bilhões em carteira de Cédula de Produto Rural (CPR). Esse crescimento representa um aumento de 38,71% em um ano, passando de R$ 21,7 bilhões para R$ 30,1 bilhões, com mais de 87 mil operações ativas.

    A CPR é um dos principais instrumentos de financiamento da cadeia produtiva do agronegócio. Portanto, permitindo que os emissores obtenham recursos de maneira ágil para finalidades diversas. Criada pela Lei N. 8.929, de 1994, essa ferramenta tem sido essencial para o setor, especialmente para produtores rurais que buscam financiamento flexível.

    Presença do Sicredi no setor agro

    O Sicredi tem uma forte presença no setor agro, com 777 mil associados. Desses, 83% são da agricultura familiar, 12% produtores de porte médio e 5% de grande porte. “Nosso compromisso é apoiar a atividade dos associados. E a CPR, nos últimos anos, se constituiu como uma importante alternativa que se soma ao amplo portfólio de soluções voltadas ao público agro”, destaca Thiago Rossoni, superintendente de Agronegócio do Sicredi.

    Superintendente de Agronegócio do Sicredi, Thiago Rossoni

    A carteira Agro do Sicredi alcançou o montante de R$ 101 bilhões em 2024, um valor 21% superior ao do ano anterior. A instituição é a segunda maior fornecedora de crédito agro no país e a primeira entre as instituições privadas. Os desembolsos do Plano Safra pelo Sicredi cresceram 5,9% no primeiro semestre da safra 2024/25, com destaque para a CPR, que teve um aumento de 57% em relação ao mesmo período da safra passada.

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  • Governo Federal anuncia apoio a produtores atingidos por incêndios em São Paulo

    Governo Federal anuncia apoio a produtores atingidos por incêndios em São Paulo

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou nesta segunda-feira (23) em São Paulo um pacote de apoio aos produtores rurais afetados pelos recentes incêndios. A iniciativa será viabilizada por meio do Programa de Financiamento de Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). O programa destina recursos para a recuperação de áreas degradadas.

    Durante reunião com representantes de instituições financeiras, como Banco do Brasil, Caixa, BNDES, BNB, Basa, Sicredi, Sicoob e Bradesco, Fávaro informou que o presidente Lula autorizou o uso de verbas do RenovAgro para socorro emergencial aos produtores. Alguns bancos, como o Banco do Brasil, já disponibilizam essa linha de crédito, enquanto outras instituições deverão oferecê-la a partir de outubro.

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    Um exemplo prático foi o produtor Manoel Benedito Rosa Filho, da região de Cáceres (MT). Ele assinou contrato para acessar essa linha de crédito durante o encontro. Sua propriedade foi gravemente afetada pelos incêndios, com 40% da área queimada.

    O ministro destacou que o crédito do RenovAgro oferece condições vantajosas, com taxas de juros menores e prazos amplos para pagamento. Além disso, algumas instituições financeiras, que inicialmente planejavam liberar parte dos recursos no próximo ano, decidiram antecipar essa liberação para este ano, dada a urgência da situação.

    A reunião também contou com a presença de Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola, Wilson Vaz, secretário adjunto, e Fabio Paarmann, superintendente interino do Mapa em São Paulo.

    Incêndios em canaviais causam prejuízo de R$ 1.2 bilhão

    Os prejuízos causados pelas queimadas em canaviais no Estado de São Paulo podem superar R$ 1.2 bilhão. A Orplana (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) atualizou a estimativa de perdas nesta sexta-feira (13).

    Entre 23 de agosto e 10 de setembro, a organização identificou mais de 3 mil focos de incêndio. O balanço revelou que as chamas destruíram mais de 181 mil hectares de cana-de-açúcar e áreas de rebrota no estado de São Paulo.

    “A base de dados utilizada pela Orplana é a de um conjunto de satélites que fazem a verificação das áreas, inclusive com monitoramento de queimadas. Então, pela espectrofotometria é possível ver a diferença das áreas onde tinha cana e onde não tem e também o que aconteceu com a cana, se queimou, se mudou a coloração ou se manteve sem alteração, além da verificação a campo”, explica o CEO da organização, José Guilherme Nogueira.

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    Além disso, Nogueira afirma que o produtor ainda está juntando os cacos para entender os próximos passos. “O custo de implantação na renovação de canavial é por volta de R$ 13,5 mil por hectare. E mesmo naquela rebrota que ainda continuar viável, que não precisar do replantio, pode ser que precise de manejo e nutrientes, em que os custos também impactarão. Isso porque, o colchão de palha que havia ali auxiliava contra plantas daninhas, na retenção de água e na matéria orgânica do solo”, explica. “Além disso, as rebrotas de cana de 3 e 4 meses viraram pó, causando um acúmulo de cinzas, que também precisará de manejo na área”, reforça.

    Sem previsão dos impactos

    Os impactos das queimadas em canaviais para a próxima safra são imprevistos. “A taxa de plantio, a área a ser disponibilizada para colheita no próximo ano e o cenário de clima seco, podem sim impactar a safra futura, mas ainda é muito cedo para qualquer previsão, pois vamos depender de como virão as chuvas e climas para os próximos meses”, conclui Nogueira.