Tag: Show Rural Coopavel

  • Valtra mostra Série S6 e tecnologia de precisão no Show Rural

    Valtra mostra Série S6 e tecnologia de precisão no Show Rural

    A Valtra chegou forte no Show Rural Coopavel, que terminou no dia 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). Além disso, a marca trouxe uma missão clara. Ela quer mostrar que tecnologia não é luxo. Pelo contrário, é ferramenta para o produtor rural ganhar mais no campo. Por isso, trouxe inovações que prometem eficiência máxima. Entre elas, o trator Série S6 premiado mundialmente. Também levou conjuntos de plantio inteligente. E soluções para pequenos e médios produtores. Assim, garante que o agricultor tire o máximo de cada hectare. Com menos custo e mais rendimento.

    Segundo Gustavo dos Santos, coordenador de Marketing Tático da Valtra, a participação vai além de expor máquinas. “A feira é o palco perfeito para demonstrarmos como a tecnologia está transformando a eficiência no campo. Com esses maquinários, entregamos ao produtor o que há de mais moderno em potência e precisão. Por isso, garantimos que o agricultor extraia o máximo rendimento de cada hectare, com o menor custo operacional possível”, afirma.

    Ao falar sobre a presença feminina no agro, Gustavo foi enfático. “Oferecemos uma gama completa de soluções para o produtor rural. Além disso, temos um foco especial nas mulheres que estão cada vez mais presentes e ativas no agronegócio. Nossos produtos incluem o inovador trator rosa. Ele é um símbolo de inclusão e empoderamento feminino. Assim, celebra a contribuição das mulheres no campo. Estamos comprometidos em apoiar todos os produtores rurais. Ao mesmo tempo, reconhecemos e valorizamos o papel essencial que as mulheres desempenham na agricultura moderna.”

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Série S6: o “gigante” com economia e prêmios

    O destaque principal é a Série S6. Ela é a família de tratores de maior potência da Valtra. A linha foi criada para quem precisa de torque responsivo e confiável. Além disso, tem baixo custo de operação. Os modelos S346, S376 e S416 chegam com potências de até 425 cv. O torque vai a 1.750 Nm. O motor AGCO Power de 8,4L tem novo sistema de admissão de ar com turbo único. Isso significa 7% menos rotações. Também traz 10% a 15% menos consumo de combustível.

    A transmissão CVT da Valtra garante aceleração suave. Ela evita interrupções. Assim, é ideal para campo e transporte. Não é à toa que o S6 ganhou prêmios. Entre eles, o Good Design Award, o iF DESIGN AWARD e o Red Dot Award: Design de Produto 2025. Gustavo compara o trator a uma roupa. “Esse trator foi desenvolvido com uma filosofia única. É como uma roupa que se veste no operador. A experiência de operação é, sem dúvida, algo surreal. Quando falamos em conforto e capacidade operacional para grandes jornadas, o S6 estabelece um novo padrão.”

    Plantio inteligente: trator Q5 e plantadeira Momentum

    Outro ponto forte é o conjunto de plantio. Ele inclui o trator Q5 (de 265 cv a 305 cv) e a plantadeira Momentum. O Q5 vem com motor AGCO Power de 7,4 litros. Também traz transmissão CVT. Além disso, tem tecnologia SmartTurn para manobras automáticas de cabeceira. Isso acontece sem o operador precisar intervir. Por consequência, traz mais precisão e eficiência.

    A Momentum tem até 24 linhas de plantio. Ela conta com o Sistema Precision Planting. Esse foi eleito a melhor tecnologia de singulação do mercado. A plantadeira controla a população de sementes em tempo real. Também distribui a carga com Weight Transfer. Assim, garante profundidade homogênea na deposição. “Oferecemos tratores, plantadeiras, pulverizadores e todas as soluções necessárias. Tudo para que o produtor rural tenha a melhor rentabilidade possível”, destaca Gustavo.

    Pulverizador e tratores versáteis para economia

    Para quem busca eficiência em pulverização, o BS2225H HiTech entrega autonomia e produtividade. Ele vem com motor AGCO Power de 4 cilindros. Também traz transmissão 4×4. Além disso, tem barra de até 30 metros. Já para versatilidade, a Valtra trouxe a Série A2R. Ela oferece economia de até 10% em combustível. Também tem capacidade de levante 6% superior. Por fim, a A4 HiTech foca economia por hectare. Ela traz até 12% de economia, com modos inteligentes de operação.

    Gustavo reforça o legado da marca. “A Valtra foi responsável pela primeira fábrica de tratores do Brasil. Ela fica localizada em Mogi das Cruzes (SP). Essa fábrica continua operando até hoje. Além disso, representa o coração da nossa produção. Lá, fabricamos não apenas os tratores. Também produzimos os motores de todas as nossas máquinas. E, por fim, montamos os pulverizadores.”

    Expectativa alta no Paraná

    A expectativa da Valtra é a melhor possível. “O estado do Paraná sempre nos recebeu bem. Além disso, nossos clientes — que carinhosamente chamamos de ‘Valtreros’ — são parte fundamental dessa história. Neste ano, as lavouras do Paraná estão mostrando produtividade muito expressiva. Por isso, estamos preparados com todos os produtos da Valtra. Assim, vamos auxiliar o produtor rural da melhor maneira possível. Nosso objetivo é contribuir para o desenvolvimento da cultura agrícola. E, ao mesmo tempo, garantir rentabilidade no negócio de cada cliente”, conclui Gustavo.

  • MF 8S Xtra chega com hélice reversível e foco em produtividade

    MF 8S Xtra chega com hélice reversível e foco em produtividade

    O MF 8S Xtra com hélice reversível foi o principal destaque da Massey Ferguson no Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel (PR), entre os dias 9 de 13 de fevereiro. A máquina chega com foco em produtividade e agricultura de precisão. Além disso, a marca levou a versão base do MF 4700 e o novo MF 7718, da série MF 7700 Dyna-6.

    Segundo a empresa, o evento funciona como uma vitrine importante no começo do ano. Por isso, o evento ajuda a medir o ritmo do mercado. Ao mesmo tempo, o setor ainda sente o peso do crédito.

    “A gente brinca que essa feira é o termômetro do Brasil, porque é a primeira feira oficial que nós temos. Mesmo com as dificuldades de taxa de juros, viemos com campanhas bem agressivas e com boa expectativa”, afirmou Renata Obara, gerente de Vendas da Massey Ferguson, em entrevista no estande da empresa.

    De acordo com Renata, o objetivo é atender diferentes perfis de propriedade. “A gente vem com portfólio completo, com tratores de 35 cavalos até acima de 400 cavalos”, disse. Além disso, ela adiantou que 2026 deve ser um ano movimentado para a marca. “Temos mais ou menos 11 lançamentos, e três já começam nesta feira. Ao longo do ano, vamos levar esses lançamentos para as principais feiras do Brasil”, completou.

    MF 8S Xtra: menos parada no talhão

    MF 8S Xtra – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O MF 8S Xtra chega como evolução da série MF 8S. Ele traz novo design e tecnologias para ampliar a disponibilidade da máquina no campo. Assim, a promessa é melhorar o rendimento na operação. Também há foco em conforto e manutenção.

    O principal diferencial é a hélice reversível. Na prática, ela ajuda a reduzir o acúmulo de sujeira no capô. Isso faz diferença, principalmente, em áreas com palhada de soja e milho. Além disso, o acionamento é feito diretamente na cabine. Ou seja: o operador não precisa parar para limpeza manual com tanta frequência.

    “É um recurso muito pedido pelo produtor. Com a hélice reversível, o operador evita parar para limpar manualmente. Com isso, ganha eficiência operacional. E ainda pode reduzir consumo de combustível”, explicou Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

    Segundo a empresa, o MF 8S Xtra será oferecido com potências de 265 cv, 285 cv e 305 cv. O trator vem com transmissão Dyna-VT (CVT). Além disso, mantém o conceito Protect-U, com vão de 24 cm entre motor e cabine. Esse sistema, de acordo com a fabricante, reduz ruído (68 dB), calor e vibrações. Por consequência, melhora o conforto e a visibilidade de 360°.

    MF 4700 base mira citros e pecuária

    MF 4700 – Foto: Pedro H. Lopes

    A Massey Ferguson também apresentou a versão base do MF 4700. A proposta, aqui, é entregar um trator robusto e fácil de operar. Por isso, o modelo é indicado para atividades como citros e pecuária.

    O trator mantém motor AGCO Power, com gerenciamento eletrônico, turbo e intercooler. Além disso, traz transmissão 12×12 com reversor mecânico. Esse conjunto favorece operações com muitas manobras. Segundo a empresa, o MF 4700 base tem capacidade de levante de 3.000 kg. A vazão hidráulica é de 65 L/min. Já a cabine oferece visibilidade de 360°.

    MF 7718 chega com 180 cv e preparo para piloto automático

    MF 7718 – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Na linha MF 7700, a marca levou o MF 7718 Dyna-6, com motor de seis cilindros e 180 cv. O trator vem equipado com transmissão Dyna-6 (24×24). Assim, oferece trocas automáticas de marcha e bom desempenho em diferentes tarefas.

    Outro ponto é que o modelo já sai de fábrica preparado para piloto automático. Desse modo, o produtor pode evoluir a tecnologia conforme a necessidade. Além disso, o sistema hidráulico tem vazão de 150 L/min. A configuração foi dimensionada para implementos mais exigentes, como plantadeiras pneumáticas. O MF 7718 será disponibilizado em três versões: grãos, cana-de-açúcar e arrozeiro.

    Tecnologia para aumentar eficiência

    Por fim, a empresa reforçou a estratégia de ampliar soluções de agricultura de precisão no campo. Lucas citou recursos como telemetria, guidance (piloto automático), controladores de plantio e corte de seção. Além disso, ele apontou aplicações com aplicação seletiva na pulverização, usando câmeras para aplicar produto apenas onde precisa.

  • Proximidade e crédito justo dão fôlego ao produtor em 2026

    Proximidade e crédito justo dão fôlego ao produtor em 2026

    A solidez do sistema cooperativista, a leitura cautelosa do cenário econômico e a aposta no relacionamento próximo com o produtor rural marcaram a coletiva do Sicoob na 38ª Show Rural Coopavel, realizada em Cascavel, no Oeste do Paraná. Executivos nacionais e regionais detalharam os resultados do sistema, os desafios para 2026 e as estratégias para seguir apoiando o agronegócio, especialmente em um momento de instabilidade do sistema financeiro tradicional.

    Participaram da coletiva Miguel de Oliveira, presidente do Conselho de Administração do Centro Cooperativo do Sicoob (CCS); Ênio Meinen, diretor de Coordenação Sistêmica, Sustentabilidade e Relações Institucionais do Sicoob (CCS); Luciano Ribeiro, superintendente de Desenvolvimento de Agronegócios do Sicoob (CCS); Jean Rodrigues, presidente do Conselho de Administração do Sicoob Central Unicoob; Márcio Gonçalves, diretor-presidente do Sicoob Unicoob; Carlos Schlick, diretor de Negócios do Sicoob Central Unicoob; Wady Cury, diretor-executivo da Unicoob Corretora de Seguros; Francisco Puton, diretor-superintendente da Unicoob Administradora de Consórcios; Michel Tamura, gerente de Agronegócios e PJ do Sicoob Unicoob; e Gizélio Linhares, presidente do Conselho do Sicoob Credicapital.

    Solidez nacional com presença local

    Representando o Sicoob nacional, Miguel de Oliveira destacou a dimensão do sistema, hoje formado por 321 cooperativas, com 9,5 milhões de cooperados em todo o Brasil. Segundo ele, a presença em mais de 420 municípios, muitos deles atendidos exclusivamente pelo cooperativismo de crédito, é um diferencial estratégico. “Os bancos convencionais não têm tanto interesse e nós estamos presentes onde a comunidade precisa”, afirmou.

    O agro segue como pilar central. Entre 30% e um terço da carteira de crédito do Sicoob está ligada ao agronegócio. Para o Plano Safra, o sistema destinou R$ 60 bilhões, dos quais cerca de R$ 40 bilhões já foram entregues, beneficiando aproximadamente 176 mil famílias, sobretudo pequenos e médios produtores.

    Crédito sob medida e olho no olho

    Luciano Ribeiro ressaltou que muitas cooperativas do sistema nasceram no campo e mantêm essa origem como valor. Ele destacou o crescimento da carteira de crédito rural, que saltou de R$ 17 bilhões, há seis anos, para R$ 93 bilhões atualmente. “Conhecemos a família do produtor rural, sabemos de onde ele veio, quem ele é. Isso permite adequar as linhas de crédito à real necessidade do produtor”, disse.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Mesmo com o avanço da digitalização, o Sicoob segue ampliando a rede física. A maior rede de agências do País garante proximidade, renegociação quando necessário e agilidade. Em algumas operações, o crédito pode ser liberado em menos de 48 horas.

    Paraná em destaque no cooperativismo

    No recorte estadual, Jean Rodrigues apresentou um panorama do Sicoob no Paraná, formado por 15 cooperativas, sendo 13 atuantes diretamente no Estado, com cerca de 900 mil cooperados e mais de 400 agências. “O agro é prioridade. Trabalhamos com inovação, tecnologia e sustentabilidade, porque produzir mais com menos é o caminho”, afirmou.

    Márcio Gonçalves reforçou o modelo cooperativista como fator de segurança. “Temos um dos menores níveis de inadimplência do País porque orientamos o cooperado. Aqui, ele é sócio, participa e decide”, disse, ao lembrar a relação histórica do Sicoob com a feira.

    Números da feira e impacto regional

    Carlos Schlick destacou o desempenho recorde na feira. A expectativa inicial era de R$ 2 bilhões em negócios, mas o volume já ultrapassou R$ 3 bilhões antes do encerramento, com projeção de superar R$ 4 bilhões. As mesmas condições oferecidas no parque tecnológico também estão disponíveis nas agências, beneficiando produtores em plena colheita.

    Para Gizélio Linhares, mais do que o crédito, o impacto está na riqueza gerada. “Desenvolvimento acontece quando o produtor investe, paga o crédito e ainda vê o dinheiro sobrar para melhorar a vida da família e expandir o negócio”, afirmou.

    Segurança além do financiamento

    O Sicoob também levou à feira soluções em seguros e consórcios. Wady Cury resumiu o papel do seguro rural: “A agricultura é a arte de saber esperar; o seguro é a arte de tranquilizar”. Já Francisco Puton destacou o consórcio como alternativa eficiente para quem planeja investimentos, com taxas mais atrativas e fortalecimento do relacionamento cooperativo.

    Ao final, a mensagem foi direta ao produtor: em um cenário desafiador, o cooperativismo de crédito se mantém ao lado do campo, oferecendo segurança, justiça financeira e parceria de longo prazo.

  • Sem o agro, balança comercial do Brasil não se sustenta

    Sem o agro, balança comercial do Brasil não se sustenta

    Fundada em 15 de dezembro de 1970 por 42 agricultores em Cascavel, no Oeste do Paraná, a  Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel) nasceu com o objetivo de concentrar a produção de grãos da região. Ao longo de mais de cinco décadas, a cooperativa cresceu, expandiu sua atuação e hoje figura entre as 20 maiores empresas do agronegócio brasileiro, segundo a Revista Exame. Atualmente, conta com 33 filiais distribuídas em 23 municípios do Oeste e Sudoeste paranaense.

    Esse crescimento também se reflete na Show Rural Coopavel. Durante a 38ª edição do evento, realizada de 9 a 13 de fevereiro de 2026, a feira voltou a bater recordes históricos de público. Somente na quarta-feira (11), 115.088 pessoas passaram pelo parque tecnológico, o maior número já registrado em um único dia. Até a quinta-feira (12), o evento somou 368.824 visitantes, superando antes do encerramento a meta inicial de 360 mil pessoas.

    Tecnologia é a chave para o produtor avançar

    Durante entrevista coletiva, o diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, reforçou que o produtor rural precisa, cada vez mais, de tecnologia para continuar avançando. Segundo ele, o Sul do Brasil não dispõe de novas fronteiras agrícolas. “Não temos para onde crescer em área. Portanto, o crescimento precisa vir da produtividade, no mesmo espaço”, afirmou.

    Nesse contexto, a Show Rural cumpre um papel estratégico. De acordo com Grolli, mais de 700 empresas demonstraram interesse em participar da edição de 2026. No entanto, o espaço físico exigiu escolhas. “As empresas que já participam têm preferência, mas também abrimos espaço para novas, desde que tragam algo que ainda não temos. Fizemos uma sinergia entre esses dois interesses”, explicou.

    A expectativa inicial era receber entre 360 mil e 400 mil visitantes ao longo dos cinco dias. No entanto, com o ritmo registrado, a feira deve ultrapassar 420 mil pessoas, superando os 407 mil visitantes de 2025.

    Negócios, investimentos e abertura para famílias

    Além do público, os negócios também avançaram. Segundo o presidente, a feira já atingiu cerca de metade do volume esperado, estimado entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões em negócios. Outro destaque foi a abertura no domingo, pensada para atrair famílias. Nesse dia, cerca de 40 mil pessoas visitaram o parque.

    Ao falar do cenário nacional, o presidente da Coopavel destacou que o Brasil planta entre 84 e 85 milhões de hectares, em um território de 853 milhões. “Temos áreas disponíveis, tecnologia e inovação para crescer”, afirmou. A produção de grãos para a safra 2025/26 está estimada em 353 milhões de toneladas.

    Agro sustenta a economia brasileira

    Grolli também ressaltou o peso do agronegócio na economia. Em 2025, o setor respondeu por mais de US$ 170 bilhões em exportações, enquanto as importações ficaram em torno de US$ 22 bilhões. “É o agro que está segurando a balança comercial brasileira”, destacou.

    Diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Atualmente, o agronegócio representa entre 25% e 30% da economia nacional, com forte impacto na geração de empregos e na distribuição de renda. Para ele, o país precisa avançar na agregação de valor. “Precisamos produzir grão, mas também transformar esse grão em carne, proteína e alimentos”, pontuou.

    Juros, logística e expectativas para o Plano Safra

    Entre as principais preocupações do setor, Dilvo Grolli citou os juros elevados, os custos logísticos, a carga tributária e o cenário geopolítico internacional. Ainda assim, ele vê perspectiva de melhora. Com a taxa Selic em 15% ao ano, há expectativa de queda para cerca de 12% até dezembro de 2026.

    Esse movimento deve impactar o próximo Plano Safra 2026/27. Segundo Grolli, a tendência é de redução de 1 a 2 pontos percentuais nos juros. “O produtor precisa pesquisar, cotar, negociar e se enquadrar da melhor forma para reduzir o custo financeiro”, orientou.

    Crescimento da Coopavel e visão de futuro

    A Coopavel encerrou 2025 com crescimento de 19%. Para 2026, a meta é manter avanço entre 15% e 20%. Esse desempenho está ligado ao lançamento de novos produtos, abertura de filiais e investimentos que somaram R$ 477 milhões no último ano. Para este ano, o planejamento prevê cerca de R$ 400 milhões.

    Segundo Grolli, investir exige equilíbrio. “O investimento sobe, depois precisa de um período de maturação. Se não respeitar esse tempo, pode gerar problemas de caixa”, alertou.

    Ao comparar o desempenho do agro com o restante da economia, o dirigente foi direto. Enquanto o PIB brasileiro cresceu 2,3% em 2025 e as projeções gerais variam entre 1,8% e 2%, o agronegócio avançou cerca de 6%. “O agro está no melhor caminho. Não podemos ficar parados esperando que algo caia do céu”, concluiu.

  • Corteva leva soluções completas ao produtor na Show Rural

    Corteva leva soluções completas ao produtor na Show Rural

    A Corteva Agriscience levou à 38ª edição da Show Rural Coopavel, realizada de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR), um conjunto de soluções pensadas para facilitar a rotina do produtor rural e melhorar os resultados da lavoura. Durante o evento, a empresa apresentou tecnologias em sementes, defensivos químicos e biológicos, além de ferramentas voltadas às Boas Práticas Agrícolas e ao manejo de pastagens.

    O Paraná, segundo maior produtor de grãos do País, deve registrar crescimento superior a 1% na produção da safra 2025/26, segundo a Conab. Diante desse cenário, a presença da Corteva na feira reforçou a importância de investir em tecnologia para manter produtividade e rentabilidade no campo.

    Com um estande de cerca de 5 mil metros quadrados, sendo 1 mil de área construída e 4 mil de campo demonstrativo, a empresa mostrou, na prática, como suas soluções atuam desde o planejamento do plantio até a colheita. A proposta foi aproximar a tecnologia da realidade diária do agricultor.

    Segundo Felipe Daltro, diretor de Marketing e Efetividade Comercial da Corteva para Brasil e Paraguai, o foco da companhia é apoiar a tomada de decisão no campo. “O produtor precisa de soluções que funcionem na prática. Por isso, trabalhamos com tecnologias integradas, que entregam resultado e segurança”, afirmou.

    Conhecimento técnico aliado à tecnologia

    Além dos produtos, a Corteva apostou fortemente em capacitação. Ao longo da feira, dois espaços receberam palestras sobre manejo de pragas, doenças, plantas daninhas, tratamento de sementes e uso de biológicos. Dessa forma, o produtor teve acesso a informação técnica aplicada à realidade da lavoura.

    Também houve experiências imersivas, como cinema e realidade virtual, que mostraram a jornada do agricultor desde antes do plantio. Assim, os visitantes puderam entender como cada decisão impacta o desempenho da cultura ao longo do ciclo.

    De acordo com Carlos Landerdal, diretor de Marketing para Proteção de Cultivos e Biológicos da Corteva Brasil e Paraguai, informação e produto caminham juntos. “Quando o produtor entende o modo de ação das tecnologias, ele consegue extrair mais produtividade e reduzir riscos”, explicou.

    Sementes, biológicos e proteção no centro da estratégia

    No segmento de sementes, a Brevant Sementes apresentou seu portfólio completo de milho, com híbridos adaptados às condições do Paraná. Já a Pioneer, que completa 100 anos no mundo e mais de 50 no Brasil, levou materiais voltados ao alto teto produtivo e à estabilidade, especialmente para a safrinha.

    Enquanto isso, a Cordius destacou suas cultivares de soja com as tecnologias Enlist E3 e Conkesta E3. Essas soluções ajudam no controle de plantas daninhas resistentes e no manejo de lagartas, desafios cada vez mais comuns nas lavouras do Estado.

    Executivos da Corteva durante apresentação na 38ª Show Rural Coopavel

    O Sistema Enlist, por exemplo, foi apresentado como aliado no controle do picão-preto, invasora que já apresenta resistência ao glifosato e pode causar perdas severas. Dessa maneira, o manejo correto contribui diretamente para a rentabilidade da soja.

    Na área de biológicos, a Corteva reforçou sua liderança com soluções como o Utrisha N, que auxilia no fornecimento de nitrogênio às plantas. A empresa utilizou realidade aumentada para explicar o funcionamento do produto, facilitando o entendimento do produtor.

    Por fim, a Linha Pastagem mostrou tecnologias voltadas à recuperação de áreas degradadas, com destaque para os herbicidas Navius e Juvix. Segundo Anelcindo Souza Jr., líder comercial da Área Sul do Brasil e Paraguai, pastagens bem manejadas resultam em mais produtividade no rebanho e melhor retorno ao pecuarista. No encerramento, a Corteva apresentou o Programa Lidera, que amplia o poder de compra do produtor por meio de pontos e benefícios.

  • Soluções japonesas elevam produtividade no campo

    Soluções japonesas elevam produtividade no campo

    A Ihara apresentou suas principais apostas em inovação, novos produtos e estratégias para ampliar a produtividade agrícola no Brasil durante a 38ª edição da Show Rural Coopavel, realizada de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). Em coletiva de imprensa no evento, o gerente distrital e comercial da empresa, Rafael Scapini, detalhou tendências de mercado, desafios do manejo e os próximos lançamentos previstos no portfólio da companhia.

    Inovação japonesa aplicada ao campo brasileiro

    Reconhecida como uma das principais plataformas de inovação agrícola do Japão no Brasil, a Ihara atua com acionistas majoritariamente ligados ao fornecimento de moléculas. Esse modelo permite que soluções desenvolvidas no maior polo de pesquisa agrícola do mundo cheguem ao campo brasileiro de forma direcionada às necessidades do produtor.

    Rafael Scapini, gerente distrital e comercial da Ihara – Foto: Pedro H, Lopes

    Além disso, a empresa mantém o foco em transformar tecnologia em resultado prático na lavoura. O objetivo, segundo Scapini, é garantir que a inovação chegue até o produto final, com impacto direto na produtividade e na rentabilidade.

    Crescimento do portfólio e novos lançamentos

    O avanço da Ihara no País ocorre de forma consistente. Em 2017, a empresa registrou seu maior crescimento histórico, com o lançamento de 15 produtos em um único ano. Já em 2025, o portfólio alcançou 79 produtos disponíveis, atendendo todas as culturas e segmentos do agronegócio.

    Atualmente, a companhia avalia e desenvolve 22 moléculas, com potencial para originar até 240 novos produtos. Além disso, quatro soluções — dois fungicidas e dois inseticidas — avançam para a fase final de desenvolvimento. “Tem muita coisa nova para vir por aí”, afirmou Scapini.

    Entre os produtos que devem chegar em breve ao agricultor estão o Fusão Fix, fungicida voltado à cultura da soja; o Alecto, inseticida com molécula inédita para o controle de lagartas; e o Olympo, mistura tripla para soja, com ação contra lagartas, percevejos e outras pragas.

    Recentemente, a Ihara também lançou o SEIV, fungicida desenvolvido com tecnologia própria para o controle da mancha-alvo. Segundo a empresa, o produto permite máximo controle da doença e pode elevar a produtividade em até quatro sacas por hectare.

    Custos de produção e busca por eficiência

    De acordo com Scapini, o produtor rural tem ampliado o investimento em tecnologia como resposta às margens cada vez mais apertadas. Atualmente, cerca de 20% dos recursos vão para fungicidas, 25% para inseticidas, 20% para herbicidas e 7% para tratamento de sementes, além de outros custos de manejo.

    No custo total de produção, os fertilizantes representam aproximadamente 25%, enquanto os defensivos somam 15% e as sementes ficam entre 7% e 8%. Para alcançar o ponto de equilíbrio, o produtor precisa colher cerca de 55 sacas de soja por hectare ao adotar um pacote tecnológico completo.

    Nesse contexto, o investimento em manejo adequado deixou de ser opção e passou a ser necessidade. “Novos patamares de produtividade exigem capricho e planejamento”, destacou o gerente.

    Manejo de plantas daninhas e resistência

    O manejo de plantas daninhas se consolidou como um dos maiores desafios da agricultura moderna. A resistência ao glifosato acelerou o uso de herbicidas pré-emergentes, especialmente no Sul do País. Espécies como caruru, buva e capim-pé-de-galinha ganharam espaço com as condições climáticas favoráveis.

    Diante desse cenário, o herbicida Yamato SC ganhou importância no manejo da resistência. O produto oferece maior período de controle, alta seletividade e segurança para o agricultor iniciar a lavoura no limpo.

    Enquanto isso, a evolução genética também transformou o campo. Se antes uma mesma genética atendia grandes regiões, hoje a escolha ocorre por propriedade. Assim, o produtor alia genética, seletividade e tecnologia para alcançar maior eficiência.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Doenças e controle de pragas

    Entre as doenças da soja, a ferrugem asiática segue como a principal preocupação. Dados da Aprosoja indicam que a doença pode comprometer até 90% da produção. Na última safra, o Brasil registrou mais de 240 focos, o maior número já observado.

    Para enfrentar esse desafio, a Ihara destaca os fungicidas Sugoy e Fusão. O Sugoy reúne uma mistura tripla com ação contra ferrugem, mancha-alvo, antracnose e outras doenças. Dessa forma, o produtor não precisa adicionar outros produtos ao manejo. Já o Fusão combina alta performance com baixo investimento, o que o torna indispensável na rotina do campo.

    No controle de insetos, o Zeus se consolidou como referência no manejo de percevejos. Segundo dados apresentados, apenas um percevejo por metro quadrado pode gerar prejuízos superiores a R$ 11 mil em uma área de 100 hectares. “Não é promessa, é resultado de campo”, reforçou Scapini.

    Com foco em inovação contínua, tecnologia japonesa e soluções adaptadas à realidade brasileira, a Ihara projeta um novo ciclo de crescimento no País. A estratégia prioriza eficiência no manejo, controle preciso de pragas e doenças e aumento da rentabilidade. “É o detalhe que faz a diferença dentro do manejo produtivo”, concluiu o gerente.

  • E-agro dobra crédito rural e chega a R$ 5,6 bilhões

    E-agro dobra crédito rural e chega a R$ 5,6 bilhões

    O E-agro, ecossistema digital do Bradesco voltado ao agronegócio, encerrou 2025 com R$ 5,6 bilhões em crédito rural originado e uma carteira total de R$ 6,3 bilhões. O resultado representa mais que o dobro do registrado em 2024, quando a plataforma alcançou R$ 2,4 bilhões. Dessa forma, o crédito rural digital se consolida como ferramenta estratégica de gestão financeira no campo. Os números foram apresentados pelo Bradesco durante coletiva de imprensa realizada na 38ª Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).

    A coletiva contou com a participação de Roberto França, diretor de Agronegócios do Bradesco, e de Nadege Saad, head do E-agro. Ambos detalharam os resultados e explicaram a estratégia da plataforma diante de um cenário marcado por maior seletividade do crédito, volatilidade de preços e pressão sobre as margens do produtor rural.

    Criado em 2023, o E-agro iniciou suas operações com R$ 500 milhões em crédito rural originado. Desde então, mantém uma trajetória consistente de crescimento. Ao mesmo tempo, a plataforma acompanha a transformação do perfil do produtor, que passou a priorizar planejamento financeiro, controle de custos e gestão de riscos ao longo do ciclo produtivo.

    Segundo Roberto França, o avanço do E-agro reflete uma mudança estrutural na relação entre o sistema financeiro e o campo. “O produtor rural está mais profissionalizado e mais exigente. Hoje, ele busca soluções que contribuam para planejar melhor a safra e organizar o fluxo de caixa. Com isso, o crédito deixa de ser apenas uma necessidade pontual e passa a integrar a estratégia do negócio”, afirmou.

    Crédito rural digital assume papel estratégico no campo

    Nesse contexto, o crédito rural digital deixou de ser apenas um canal de contratação. Atualmente, ele passou a ocupar posição central na gestão das propriedades. Em um ambiente de margens mais apertadas, o produtor utiliza o crédito como instrumento de planejamento, integrando custeio, investimento e proteção contra riscos.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Para Nadege Saad, a consolidação do E-agro está diretamente ligada à maturidade digital do produtor rural. “O produtor está mais atento ao custo do crédito e aos riscos envolvidos. Por isso, exige soluções financeiras mais precisas, transparentes e alinhadas à realidade do campo. Crescer foi importante. No entanto, crescer com disciplina e coerência foi essencial”, destacou durante a coletiva.

    Atualmente, o E-agro reúne 114 sellers ativos e 118 parceiros de crédito. Dessa forma, conecta milhares de produtores rurais a diferentes linhas de financiamento em um único ecossistema digital. A proposta é organizar o acesso ao crédito rural e a serviços financeiros ao longo de toda a jornada produtiva.

    “Nosso papel vai além da originação. Atuamos como um marketplace financeiro que estrutura o acesso ao crédito de forma responsável. Além disso, oferecemos leitura técnica de risco e uma jornada digital simples e integrada”, explicou Nadege Saad.

    Além do crédito para custeio e investimento, a plataforma permite a contratação de Cédula de Produto Rural (CPR) digital. Inclusive, o produtor pode utilizar máquinas e equipamentos como garantia, com contratação totalmente on-line. Com isso, o E-agro amplia as alternativas de financiamento e fortalece a gestão de risco no campo.

    Expansão do crédito rural marca a agenda de 2026

    Durante a coletiva na Show Rural Coopavel, os executivos também apresentaram as prioridades para 2026. A agenda prevê a entrada no mercado de crédito PJ ainda no primeiro trimestre do ano. Além disso, inclui a ampliação do financiamento de máquinas, com destaque para a chamada linha amarela.

    Outro ponto em avaliação envolve instrumentos como CPR em dólar e CPR pós-fixada. A ideia é oferecer maior previsibilidade financeira e apoiar a gestão de risco diante da volatilidade do mercado agrícola. Ao mesmo tempo, a plataforma avança na implementação do Concierge E-agro, serviço de atendimento especializado ao cliente.

    Ainda em 2026, o E-agro prevê evoluções no seguro prestamista. As soluções devem se tornar mais aderentes ao perfil do produtor rural. “Tecnologia é meio. O objetivo final é promover disciplina financeira e apoiar decisões mais seguras em um ambiente cada vez mais exigente”, reforçou Nadege Saad.

    Show Rural Coopavel reforça proximidade com o produtor rural

    A participação do Bradesco e do E-agro na 38ª Show Rural Coopavel, realizada de 9 a 13 de fevereiro, reforça a estratégia de aproximação com produtores e parceiros. O evento é considerado um dos principais espaços de discussão do agronegócio brasileiro no início do ano.

    Nesse período, o planejamento financeiro ganha relevância para a próxima safra. Por isso, a presença na feira permite apresentar, na prática, como a digitalização e o crédito rural integrado podem contribuir para decisões mais eficientes no campo.

    Lançado em parceria com o inovabra, ambiente de coinovação do Bradesco, e com participação da IBM, o E-agro atende clientes e não clientes do banco. A plataforma reúne soluções para agricultura e pecuária, além de produtos ligados a máquinas, insumos, irrigação, energia solar e agricultura digital.

  • O fim dos percevejos: nanotecnologia é aposta da ADAMA

    O fim dos percevejos: nanotecnologia é aposta da ADAMA

    O avanço dos percevejos nas lavouras de soja e milho segue como um dos principais desafios do produtor rural, com impacto direto na produtividade e no bolso. Atenta a esse cenário, a ADAMA apresentou ao mercado brasileiro o Galil nano, inseticida desenvolvido no Brasil que utiliza nanotecnologia para elevar o padrão de controle de percevejos e da cigarrinha-do-milho. O lançamento ocorreu durante o Show Rural Coopavel, uma das maiores feiras agrícolas do país, que acontece em Cascavel (PR) e marcou a estreia da plataforma de Nanotecnologia da companhia.

    Apontado como a grande estrela do estande da ADAMA, o Galil nano foi apresentado por Yvan Lopes, diretor de Marketing da empresa no Brasil, que destacou o impacto silencioso, porém severo, causado pelos percevejos. Segundo ele, os insetos se alimentam sugando a seiva da planta e ainda injetam toxinas por meio da saliva, comprometendo o desenvolvimento da lavoura. “É um inseto que tira, em pouco tempo, tudo aquilo que o agricultor construiu ao longo da safra, reduzindo o potencial produtivo por hectare”, afirmou.

    Os prejuízos são expressivos. No caso do percevejo-marrom (Euschistus heros), a presença de três insetos por metro pode resultar em perda de 1,5 saca por hectare, o equivalente a cerca de R$ 180/ha. Já o percevejo-barriga-verde (Diceraeus spp.), com a mesma infestação, pode causar danos ainda mais severos, chegando a aproximadamente 20 sacas por hectare, o que representa até R$ 1.200/ha. No milho, os danos podem ser ainda mais críticos, exigindo atenção redobrada no manejo.

    Yvan Lopes, diretor de Marketing da Adama no Brasil

    Tecnologia nano muda o padrão de controle

    O Galil nano atua de forma estratégica no controle de percevejos, explorando principalmente a contaminação tarsal, responsável por cerca de 80% da eficácia do produto, enquanto a ingestão representa 15% e o contato direto, 5%. Essa característica está diretamente ligada à nanotecnologia presente na formulação.

    “Para se ter ideia, uma partícula nano pode ser até mil vezes menor do que uma partícula de uma formulação convencional”, explica Raphael Malandrino, gerente de Inseticidas da ADAMA. Segundo ele, esse tamanho reduzido permite uma distribuição mais uniforme sobre a superfície da folha, garantindo maior exposição do inseto ao ingrediente ativo.

    “No manejo do percevejo, o maior desafio não é aplicar o produto; é garantir que ele esteja presente em toda a superfície da folha, exatamente onde o inseto caminha e entra em contato com o ativo”, destaca Malandrino. Com isso, a tecnologia nano aumenta a biodisponibilidade do ingrediente ativo, intensifica o contato tarsal e potencializa o efeito de choque, mesmo em cenários de difícil controle.

    Pesquisa brasileira por trás da inovação

    Desenvolvido integralmente no centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ADAMA, em Londrina (PR), o Galil nano foi testado por várias safras, em diferentes regiões produtoras de soja e milho do País, sempre com resultados consistentes. A formulação também garante estabilidade e eficiência da aplicação em condições climáticas distintas, fator essencial para o dia a dia do produtor.

    Além do controle do percevejo-marrom e do percevejo-barriga-verde, o produto se consolida como uma ferramenta estratégica para áreas de produção de sementes, onde os danos causados por insetos sugadores exigem um manejo ainda mais rigoroso.

    Disponível comercialmente a partir da safra 2026/2027, o Galil nano sinaliza um novo momento da Adama em tecnologias de formulação. “A nanotecnologia muda o jogo ao entregar controle mais eficiente, seguro e alinhado às práticas de manejo integrado de pragas”, reforça Malandrino, em um cenário marcado pela escassez de novos ingredientes ativos no mercado.

  • Bayer mira eficiência e segurança contra plantas daninhas

    Bayer mira eficiência e segurança contra plantas daninhas

    Durante a 38ª Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR), a Bayer apresentou ao produtor rural brasileiro novas soluções em proteção de cultivos, sementes, biotecnologia e agricultura digital. As novidades foram detalhadas em uma roda de conversa com a imprensa, reforçando como a inovação tem papel decisivo no enfrentamento dos desafios do campo, especialmente no controle de plantas daninhas e doenças que afetam a produtividade da soja e do milho.

    Com o tema “A inovação que transforma o campo e traz resultados”, o encontro reuniu Rodrigo Nuernberg, líder da Unidade de Negócios Centro-Sul para Proteção de Cultivos da Bayer Brasil; Celso Batistella, diretor de Experiência do Cliente; e o produtor rural Rodolfo Camargo Pinto Filho, da Fazenda Gralha Azul, na região de Cascavel.

    Logo no início do debate, uma constatação foi unânime: quando o assunto é dificuldade na lavoura, as plantas daninhas seguem como a principal preocupação do produtor. “Se você perguntar para dez agricultores quais são os maiores problemas hoje, os dez vão responder que as plantas daninhas são prioridade no manejo da cultura”, afirmou Nuernberg.

    Plantas daninhas e doenças exigem manejo preciso

    Na rotina do campo, o desafio vai além do controle pontual. Segundo o produtor Rodolfo Camargo Pinto Filho, o sucesso da lavoura depende de planejamento e de um manejo bem estruturado, feito no tempo certo. “Manejo é muito importante. É preciso se programar muito bem para não perder o ‘time’. Doenças como o mofo-branco, por exemplo, preocupam bastante”, relatou.

    De acordo com ele, algumas doenças deixam uma espécie de “herança” no solo, comprometendo não apenas uma safra, mas também as seguintes. “Se não houver um manejo robusto, o problema se estende por vários anos, o que impacta diretamente a rentabilidade da propriedade”, alertou o produtor.

    Entre as principais plantas daninhas citadas estão a buva e o caruru, que afetam tanto a soja quanto o milho. No caso do milho, o uso de herbicidas pré-emergentes e pós-emergentes contribui não apenas para aquela cultura, mas também para o equilíbrio do sistema produtivo nas safras seguintes.

    A evolução da soja muda o jogo no campo

    Outro ponto destacado durante a conversa foi a própria evolução da soja ao longo dos anos. Para Rodolfo, a busca por altas produtividades trouxe novos desafios. “Hoje, a soja é como um bebê. Para ser produtiva, ela acabou ficando um pouco mais frágil. Por isso, o manejo de plantas daninhas e de doenças precisa ser muito mais robusto”, explicou.

    Segundo o produtor, uma lavoura pressionada por mato ou doenças não responde bem aos estímulos produtivos. “Ela não vai entregar resultado se estiver morrendo ou doente. O desafio é produzir mais com menos, e isso só acontece com manejo bem feito”, completou.

    Inovação como aliada do produtor

    Para apoiar o agricultor nesse cenário cada vez mais complexo, a Bayer mantém investimentos globais de cerca de 2,6 bilhões de euros por ano em Pesquisa e Desenvolvimento. No Brasil, a companhia prevê o lançamento de mais de 20 novas formulações até 2030.

    “O Brasil é um país continental, com regiões muito diferentes entre si e, em muitos casos, até três safras por ano. Isso exige soluções específicas e proximidade com o produtor para entender a realidade de cada área”, destacou Nuernberg.

    Entre as novidades apresentadas no evento está o Xtendimax 2, uma evolução da tecnologia à base de dicamba, indicada para aplicação em pós-emergência nas culturas de soja e algodão. A nova geração reduz significativamente os riscos de volatilidade e deriva, aumentando a segurança no manejo de plantas daninhas de folhas largas, como buva e caruru. O produto estará disponível para a safra 2026/2027.

    Outro destaque é o Convintro Duo, herbicida pré-emergente que combina um ativo inédito no Brasil, o diflufenicam, com o metribuzim, ampliando o espectro de controle logo no início do ciclo das plantas daninhas.

    Tecnologia, dados e sustentabilidade

    Além da proteção de cultivos, a Bayer reforçou sua estratégia em agricultura digital, com ferramentas que auxiliam o produtor na tomada de decisão, escolha de sementes e manejo por talhão. Programas como o Bayer Valora Milho e a plataforma Climate FieldView têm ajudado agricultores a ganhar produtividade com uso mais eficiente de insumos.

    No campo da sustentabilidade, o PRO Carbono se consolida como a maior plataforma de agricultura regenerativa da América Latina, reunindo mais de 3 milhões de hectares e 3 mil produtores. Nas áreas participantes, a adoção de práticas regenerativas resultou em aumento médio de 11% na produtividade anual e redução significativa da pegada de carbono.

    Ao combinar inovação, planejamento e manejo integrado, a Bayer reforça sua proposta de estar ao lado do produtor rural brasileiro. Em um cenário de margens apertadas e desafios crescentes, acertar o manejo no tempo certo segue sendo decisivo para garantir produtividade hoje e sustentabilidade nas próximas safras.

  • Stara destaca inovação e tecnologia no Show Rural Coopavel

    Stara destaca inovação e tecnologia no Show Rural Coopavel

    A Stara apresentou suas principais inovações em máquinas agrícolas durante o Show Rural Coopavel, realizado em Cascavel, no Oeste do Paraná. Com foco em tecnologia, conectividade e agricultura de precisão, a empresa brasileira destacou novos produtos e soluções voltadas à realidade do produtor rural, reforçando seu posicionamento como referência em inovação no agronegócio.

    Durante coletiva de imprensa, a gerente de Marketing da Stara, Cíntia Dal Vesco, resgatou a trajetória da empresa, fundada por uma família de imigrantes holandeses que chegou ao Brasil após a Segunda Guerra Mundial. Segundo ela, o País ofereceu as condições necessárias para o crescimento e a consolidação da marca no setor de máquinas agrícolas.

    “Somos uma indústria brasileira de origem familiar, que completou 65 anos em 2025. Desde o início, nossa marca carrega a evolução e a renovação constante, principalmente ao levar tecnologia ao agro, aumentando a produtividade do produtor e contribuindo para a produção de mais alimentos para o mundo”, afirmou.

    Pioneirismo e agricultura de precisão

    Nesse contexto, a executiva destacou o papel pioneiro da Stara no desenvolvimento da agricultura de precisão no Brasil. Em 2000, a empresa foi a primeira indústria nacional a unir estruturas robustas de aço à tecnologia necessária para uso direto no campo. A iniciativa marcou uma virada no setor e ampliou a eficiência das operações agrícolas.

    Entretanto, um dos principais desafios ao longo desse processo foi a conectividade nas áreas rurais. “A internet chegava às cidades, mas não à lavoura. Isso limitava o uso pleno das tecnologias disponíveis”, explicou Cíntia.

    Dessa forma, a Stara passou a investir em soluções que garantissem conectividade estável no campo. A parceria com a Starlink, por meio da internet via satélite, surge como resposta a essa demanda. Com isso, a empresa busca potencializar o uso de sistemas embarcados e ampliar a precisão das operações agrícolas.

    Ainda durante a feira, a Stara apresentou cinco novidades, entre lançamentos e tecnologias consideradas estratégicas para o avanço da produtividade no campo.

    Novos produtos e pacote tecnológico

    O diretor-presidente da Stara, Átila Stapelbroek Trennepohl, ressaltou o significado de dar continuidade a um projeto iniciado há quatro gerações. “É um orgulho fazer parte dessa história e seguir algo que começou com meu bisavô”, disse.

    Segundo ele, a empresa levou ao Show Rural Coopavel novos produtos da linha de plantio, como a Cinderela e a Princesa, além de soluções já consolidadas, como o Spartacus, que atua como pulverizador e distribuidor, e o Hércules 9.0, voltado exclusivamente à distribuição.

    Além disso, a grande novidade apresentada foi o pacote tecnológico Land Space. A solução integra conexão via satélite, sinal de GPS de alta precisão e internet embarcada de fábrica nas máquinas. “Essas tecnologias, combinadas aos softwares desenvolvidos internamente pela Stara, permitem automatizar processos e simplificar operações que antes limitavam o trabalho no campo”, explicou Trennepohl.

    Com isso, os equipamentos passam a operar com mais precisão, eficiência e segurança, atendendo diferentes perfis de produtores rurais.

    Spartakus amplia versatilidade no campo

    Outro destaque da coletiva foi o Spartakus, apresentado como um conceito inédito no mercado. A máquina reúne, em um único autopropelido, funções de distribuição de fertilizantes, pulverização e semeadura por barras, reforçando a vocação inovadora da Stara.

    Spartakus, considerado pela empresa o primeiro distribuidor por barra e pulverizador do mundo – Foto: Pedro H. Lopes

    De acordo com Trennepohl, o equipamento foi desenvolvido a partir de sistemas já consagrados da empresa, com foco na redução e otimização de custos. “É uma máquina pensada para o produtor que busca eficiência operacional e alta precisão em suas atividades”, afirmou.

    A principal inovação está na possibilidade de realizar a distribuição de fertilizantes diretamente nas barras, por meio de um sistema pneumático com faixa de aplicação de 30 metros.

    Além de permitir ao operador controlar a taxa de aplicação e desligar as seções individualmente, o que garante mais praticidade, assertividade e economia de fertilizantes.

    Outro ponto destacado, o equipamento facilita a calibração e dispensa ajustes complexos, independentemente do produto utilizado. O Spartakus também permite a semeadura em áreas de cultivo de cobertura e incorpora soluções avançadas na pulverização, como os sistemas Bico a Bico e Recirculante Contínuo.

    Para completar, a máquina conta com recursos como Giro Inteligente nas quatro rodas, sistema Sobe e Desce e barras centrais, que ampliam a estabilidade operacional. A cabine ampla, confortável e silenciosa também foi apontada como diferencial importante para o operador.