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  • Música rural brasileira ganha destaque com show do álbum ‘Amanaci’ no Teatro do Sesc

    Música rural brasileira ganha destaque com show do álbum ‘Amanaci’ no Teatro do Sesc

    O violeiro, cantor, compositor e artesão de instrumentos Levi Ramiro apresenta no próximo sábado (14/03), às 19h, no Teatro do Sesc Jundiaí, as canções de seu novo álbum “Amanaci”. O trabalho marca o 14º disco autoral do artista e representa seu primeiro lançamento em vinil.

    Considerado um dos principais nomes da música rural brasileira em atividade, Levi Ramiro construiu trajetória com prêmios e apresentações no Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos. Agora, ele compartilha com o público de Jundiaí e região a produção lançada em novembro de 2025 pelo selo Psico BR Discos.

    No palco, Levi e suas violas feitas de cabaça recebem Carlinhos Ferreira (percussão e efeitos), Rafael Schimidt (violão), Edu Guimarães (sanfona) e as vozes de Manu Saggioro e Daísa Munhoz.

    Canções refletem sobre a chuva e a preservação ambiental

    “Amanaci” significa “Mãe das Chuvas” na língua Tupi-Guarani. O conceito inspirou as 13 faixas autorais, compostas em parcerias que partem de reflexões sobre o ato de “chover” – servir de forma espontânea e generosa.

    Foto: Yuri Garfunkel/Divulgação

    “O conteúdo das canções louva essa dádiva da vida, como tudo que é mais essencial: a água boa, ar puro, a terra sadia”, explica Ramiro. “A temática promove reflexões e aguça os ouvidos e olhares sobre as questões climáticas, a preservação humana no planeta, as sementes, nossa maneira de produzir o alimento. Espero que as canções tragam algo de bom para a vida das pessoas, seja individualmente ou coletivamente.”

    Vinil reúne apoio coletivo e convida à experiência física

    A produção do álbum ocorreu de forma colaborativa, com suporte de familiares, amigos e fãs. “A experiência com a gravação do vinil foi incrível. Ouvir o álbum pronto foi uma felicidade imensa, a qualidade e toda produção me surpreendeu demais. Agora eu só quero escutar vinil”, brinca o artista.

    Sem pressa para disponibilizar o trabalho nas plataformas digitais, Levi assume postura provocativa. “Quero fazer uma provocação para que as pessoas voltem a ouvir o vinil, apreciar as experiências que o disco físico proporciona”, pontua.

    Serviço:

    Show “Amanaci” – Levi Ramiro

    Data: sábado, 14 de março

    Horário: 19h

    Local: Teatro do Sesc Jundiaí

    Endereço: Av. Antônio Frederico Ozanan, 6600 – Jundiaí/SP

  • Votação termina hoje: três onças-pintadas do Pantanal precisam de nomes

    Votação termina hoje: três onças-pintadas do Pantanal precisam de nomes

    Uma mãe onça-pintada e suas duas filhotes aguardam nomes escolhidos pelo público brasileiro. A votação acontece nos perfis do Instagram @sesc_pantanal e @sescbrasil e termina nesta segunda-feira, 29 de setembro.

    Os três animais vivem na Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil (RPPN) Sesc Pantanal, em Barão de Melgaço (MT). A reserva abriga 39 onças-pintadas identificadas e representa a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil, localizada no norte do Pantanal.

    Armadilhas fotográficas capturam a rotina dos felinos. A reserva conta com 165 câmeras espalhadas em sua área, que registram momentos de amamentação e brincadeiras entre mãe e filhotes. As imagens mostram a interação dos animais em área protegida pela vegetação.

    Conheça as opções de nomes

    A mãe pode receber o nome Boe ou Aurora. Boe faz referência ao povo Boe Bororo. Já Aurora representa o período da manhã em que os pesquisadores avistaram o grupo pela primeira vez.

    Foto: Divulgação Sesc Pantanal

    Uma das filhotes disputará os nomes Celeste e Rosa. Celeste transmite beleza e serenidade. Rosa homenageia Poconé, município conhecido como “Cidade Rosa”, e os ipês-rosas que colorem a região.

    Foto: Divulgação Sesc Pantanal

    A outra pequena onça receberá Flor de Piúva ou Tchuva. Flor de Piúva é o nome popular do ipê-roxo, árvore que alimenta aves locais. Tchuva representa a palavra “chuva” no linguajar poconeano, moldado pelas línguas indígenas.

    Foto: Divulgação Sesc Pantanal

    Rosetas funcionam como impressão digital

    Pesquisadores identificam cada onça pelas rosetas. Essas manchas na pele formam padrões únicos, como impressões digitais. Manchas menores no centro das rosetas variam em formato e permitem reconhecer cada indivíduo.

    O sistema ajuda a acompanhar movimentação e comportamento dos animais ao longo do tempo.

    Conexão com a conservação

    Cristina Cuiabália, bióloga e gerente-geral do Sesc Pantanal, destaca a importância da iniciativa. “Convidamos brasileiros de todo o país a participarem do nosso trabalho de conservação. Queremos gerar conexão com esta espécie tão importante e emblemática do bioma”, afirma.

    A bióloga reforça o papel da reserva. “Cuidar de uma pequena amostra de um bioma tão fundamental como o Pantanal garante benefícios que ultrapassam o tempo e o espaço. São condições vitais para nossa sobrevivência.”

    Cristina também destaca o papel da ciência. “Conhecer toda essa riqueza é o primeiro passo para alcançar resultados efetivos. Pesquisas científicas e educação ambiental são frentes prioritárias do Polo Socioambiental Sesc Pantanal há quase 30 anos.”

    Monitoramento contínuo

    A pesquisa de grandes felinos monitora os animais de forma contínua. O Polo Socioambiental Sesc Pantanal desenvolve o trabalho em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS) e Museu Nacional.

    Guarda-parques e auxiliares de parque participam da pesquisa. Os pantaneiros nasceram na região e conhecem profundamente os ciclos de seca e cheia, trilhas naturais e sinais da fauna local.

    Preservação de espécie vulnerável

    O projeto identifica como onças-pintadas usam o espaço e contribui para conservar a espécie, vulnerável à extinção. A onça-pintada ocupa o topo da cadeia alimentar. Sua presença indica o nível de qualidade ambiental da reserva.

    Em quase três décadas, o Sesc Pantanal produziu mais de 300 publicações científicas. As pesquisas acontecem na área de 108 mil hectares da reserva.

    O local também promove ecoturismo, educação ambiental, restauração florestal, desenvolvimento comunitário e Manejo Integrado do Fogo (MIF).