Tag: Serra da Mantiqueira

  • Luciano Huck revela fazenda de avocado na Serra da Mantiqueira

    Luciano Huck revela fazenda de avocado na Serra da Mantiqueira

    Luciano Huck, de 54 anos, consolida sua atuação no agronegócio brasileiro. Além de comandar um dos programas de maior audiência da TV Globo, o apresentador administra uma fazenda de avocado na Serra da Mantiqueira, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais. Huck transformou a propriedade em uma plantação de frutas e acompanha de perto cada etapa do cultivo.

    Reprodução: Redes Sociais

    Nesta semana, o apresentador visitou a fazenda para verificar a evolução dos frutos, que já atingiram tamanho considerável e se aproximam da colheita. Huck registrou a visita nos stories do Instagram e mostrou a região montanhosa onde as árvores produtivas se distribuem pela propriedade.

    Fazenda Karacy aposta em fruticultura sustentável

    Huck batizou a propriedade de Fazenda Karacy. O empreendimento reúne uma equipe especializada que conduz a produção de avocado em sintonia com o ecossistema local. O projeto busca dois objetivos centrais: desenvolver a fruticultura na região e preservar o ambiente ao redor da plantação.

    A fazenda ocupa 25 hectares de área plantada, o equivalente a 35 campos de futebol. Huck iniciou o cultivo há cerca de três anos e agora se prepara para colher os primeiros avocados da variedade Hass.

    Huck explica motivação para investir no campo

    Em vídeo publicado nas redes sociais, Huck relatou o processo que o levou a investir na produção rural. Segundo o apresentador, ele buscou por anos uma relação mais próxima com o campo antes de decidir qual cultura produzir.

    Reprodução: Redes Sociais

    “Alguns anos atrás decidi que eu queria ter uma relação mais intensa com o campo. Queria produzir. Fiquei anos pensando, pesquisando, viajando o Brasil e pensando o que eu queria produzir. Resolvi produzir avocado, aquele abacate Hass. Há uns 3 anos, a gente vem plantando uma fazenda na Serra da Mantiqueira, divisa de São Paulo e Minas Gerais. Está ficando lindo!”, declarou Huck.

    De onde vem a fortuna de Luciano Huck

    O patrimônio de Huck ultrapassa os cachês recebidos na TV Globo. O apresentador atua também como investidor financeiro e no setor imobiliário, mantém participação em diversos empreendimentos pelo país e fatura como protagonista de campanhas publicitárias. Estimativas apontam um salário milionário na emissora carioca, mas a Globo nunca confirmou publicamente os valores.

    Luciano Huck segurando uma câmera
    Reprodução: Redes Sociais

    Huck nasceu em São Paulo, em uma família de intelectuais, e cursou Direito na USP antes de consolidar a carreira na televisão. No início da trajetória profissional, trabalhou como estagiário na revista Playboy e atuou como assistente do fotógrafo J.R. Duran.

    A projeção nacional veio nos anos 1990, quando Huck comandou o programa H, na Band, atração que se tornou fenômeno de audiência com as personagens Feiticeira e Tiazinha. Em 2000, o apresentador estreou na TV Globo e conduziu o Caldeirão do Huck ao topo da audiência. Anos depois, assumiu o comando dos domingos da emissora no lugar de Fausto Silva e garantiu a permanência à frente do Domingão com Huck até, pelo menos, 2030.

  • Melhor azeite do mundo lança safra 2026 com produção recorde

    Melhor azeite do mundo lança safra 2026 com produção recorde

    A Vinícola Essenza lança no mercado nacional, em maio, a safra 2026 dos azeites Mantikir. E chega a ela com um feito inédito: o blend Summit Premium tornou-se o primeiro azeite brasileiro a ocupar o topo do ranking mundial da Escuela Superior del Aceite de Oliva (ESAO), sendo eleito simultaneamente o melhor do mundo e o melhor do Brasil.

    A safra reúne quatro rótulos; o blend Summit Premium e os monovarietais Coratina, Grappolo e Arbequina. E projeta produção de até 6 mil litros. Isso é o dobro do volume registrado em 2025, quando a vinícola extraiu cerca de 3 mil litros de azeite premium.

    Serra da Mantiqueira: o olival mais alto do mundo

    A produção acontece na Fazenda Tuiuva, em Maria da Fé (MG), onde 3.500 oliveiras em plena produção, de um total de 6.000 plantas distribuídas em cerca de 51 hectares, crescem entre 1.700 m e 1.910 m de altitude. Essa faixa posiciona a área como o olival mais alto do mundo.

    O portfólio de variedades inclui Arbequina, Coratina, Grappolo, Koroneiki, Picual e Maria da Fé, com Frantoio e Oleana previstas para entrar em produção em 2027. As plantas têm, em média, cinco anos de idade, e o avanço fisiológico delas explica boa parte do salto produtivo desta safra.

    O proprietário e produtor de azeite, Herbert Sales, no olival mais alto do mundo, em Maria da Fé, Minas. Foto: Régis Silva/Divulgação

    “O ganho de volume acompanha a entrada das plantas em um estágio mais produtivo e a capacidade de ajustar o manejo ao comportamento do ambiente”, afirma Herbert Sales, proprietário da Vinícola Essenza. “A produção de azeite depende de decisões tomadas ao longo de todo o ciclo. E o refinamento técnico permite reduzir variações e melhorar a previsibilidade da safra.”

    Temporada internacional de prêmios começa antes da comercialização

    Antes de chegar às prateleiras, o Mantikir 2026 já acumulou conquistas expressivas no circuito internacional de concursos de azeites extravirgens.

    No CINVE Group, o Summit Premium e o Coratina receberam medalhas de Ouro, tornando a Vinícola Essenza a única representante do Sudeste brasileiro entre os premiados da edição. No Evooleum Awards 2026, o maior guia espanhol de azeites do mundo, dois rótulos da vinícola entraram para o Top 100 global. O Summit Premium conquistou o título de “Best of Brazil” e o 11º lugar na categoria de larga escala, com 93 pontos e acidez de 0,12%. E o Grappolo Epamig estreou no Top 20 da categoria de produção limitada até 2.500 litros, com 92 pontos e acidez de 0,07%.

    O ponto alto da temporada veio com a vitória na ESAO. O Mantikir Summit Premium sagrou-se o melhor azeite do mundo, a primeira vez que um produto brasileiro alcança essa posição no guia.

    “Abrir a safra com dois rótulos premiados em um concurso internacional como o CINVE insere o produto no mercado já validado sob critérios técnicos reconhecidos, o que amplia a leitura sobre consistência de qualidade e precisão no processo produtivo”, comemora Herbert Sales.

    Colheita em duas etapas: concursos e mercado têm perfis distintos

    Para participar dos primeiros concursos do ano, a Vinícola Essenza antecipou parte da colheita ainda em janeiro, com volume reduzido destinado exclusivamente às avaliações. Nessa fase, azeitonas em estágio mais precoce de maturação resultam em azeites com perfil mais herbáceo, maior concentração de clorofila e menor desenvolvimento de notas frutadas.

    A colheita comercial da safra 2026 teve início em março, após um verão mais frio e chuvoso que retardou o desenvolvimento da fruta. Cerca de 50 dias de colheita manual, com manejo diário ajustado ao clima e ao estágio de maturação das azeitonas, marcaram o ciclo.

    “Existe uma diferença clara entre o azeite produzido para envio aos concursos e aquele destinado ao mercado, tanto no ponto de colheita quanto no perfil sensorial. Antecipar essa produção permite atender as exigências dos concursos sem comprometer o restante da safra, que segue outro ritmo de maturação. E resulta em azeites mais completos do ponto de vista estrutural”, explica Sales.

    Extração em baixa escala preserva qualidade extravirgem

    A extração acontece no lagar de Quelemém (MG), com capacidade de processamento de 100 kg por hora, uma escala intencional que garante maior controle sobre as etapas de batimento e separação. Esse ritmo preserva compostos voláteis e antioxidantes naturais, determinantes para a classificação como azeite extravirgem.

    O rendimento entre azeitona colhida e azeite extraído varia conforme o estágio de maturação da fruta. No início da colheita, com menor concentração de óleo na polpa, cada 100 kg de azeitona gera entre 10 e 12 litros de azeite. No meio e no final do ciclo, com maior acúmulo lipídico, esse rendimento sobe para 14% a 15%. Ou seja, até 15 litros por 100 kg processados.

    Terroir de altitude: decisões que não seguem calendário

    Na Serra da Mantiqueira, altitude, amplitude térmica, relevo e manejo se combinam para definir o ritmo de maturação, o teor de óleo e o ponto ideal de colheita de cada lote. Pequenas variações de temperatura, insolação e umidade alteram tanto a concentração de óleo quanto o perfil sensorial do azeite.

    “O terroir aqui impõe uma leitura contínua do ambiente. A decisão de colheita não segue um calendário fixo. ela depende do comportamento da fruta em diferentes áreas do olival e define simultaneamente rendimento, estabilidade e características aromáticas do produto”, conclui Herbert Sales.

  • Plataforma quer movimentar R$ 100 milhões em vinícolas e olivais da Serra da Mantiqueira

    Plataforma quer movimentar R$ 100 milhões em vinícolas e olivais da Serra da Mantiqueira

    O FCJ Group está lançando o Únikko Winery Ventures, uma plataforma inédita no Brasil que aplica lógica de investimento, governança e escala a vinícolas, olivais e enoturismo de altitude. A meta inicial é estruturar mais de R$ 100 milhões em investimentos no setor nos próximos dois anos.

    A iniciativa nasceu em São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira paulista. E opera com base no conceito de Venture Scaling, modelo que combina estruturação financeira, governança, tecnologia e aceleração operacional para transformar ativos isolados em projetos escaláveis. Em vez de atuar diretamente na produção agrícola, a plataforma organiza e valoriza vinícolas, olivais e experiências territoriais para prepará-los para acesso a capital, expansão de mercado e internacionalização.

    “O mundo já entendeu o valor do terroir. O que ainda está sendo construído é o valor econômico do território”, afirma Geraldo Santos, fundador e CEO do Únikko Winery Ventures. “O Brasil já produz vinhos e azeites de altitude com qualidade reconhecida. O que faltava era uma estrutura capaz de organizar esse mercado, conectando capital, governança e inteligência para transformar ativos isolados em projetos escaláveis e valorizados.”

    Enoturismo como motor econômico

    Além dos investimentos em produção, o Únikko mira o enoturismo. Em regiões consolidadas como Napa Valley (EUA) e Toscana (Itália), o segmento já funciona como um dos principais propulsores econômicos locais, aquecendo hotelaria, gastronomia, mercado imobiliário e geração de empregos. A proposta é replicar esse ciclo nas regiões de altitude do Brasil, a partir da Serra da Mantiqueira, avançando progressivamente para outros polos produtores.

    O setor tem espaço para crescer: o mercado global de vinhos movimenta mais de US$ 400 bilhões por ano, enquanto o enoturismo já supera US$ 60 bilhões globalmente. No Brasil, o país conta com mais de 1.200 vinícolas, muitas em regiões emergentes de altitude que começam a conquistar reconhecimento internacional.

    A força do ecossistema FCJ

    O projeto conta com a estrutura do FCJ Group, que ao longo dos últimos anos consolidou uma das maiores plataformas de inovação e investimento da América Latina. São mais de 300 startups no portfólio, mais de 1.500 investidores e atuação no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.

    trio de empresários à frente Únikko Winery Ventures, que nasceu em São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira paulista. Foto: Divulgação

    Para Justino, fundador e CEO do FCJ Group e sócio estratégico da iniciativa, o setor reúne condições ideais para atrair capital qualificado. “Nosso trabalho sempre foi estruturar novos mercados com método, governança e acesso a capital. O setor de vinhos, azeites e experiências de altitude reúne exatamente essas condições: ativos reais, forte identidade territorial e crescente interesse do consumidor premium.”

    Captação regulada e expansão global

    Os projetos selecionados pela plataforma passarão por aceleração e preparação para atração de capital, organizado por meio de plataformas reguladas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), já integrantes do Grupo FCJ. A ambição vai além do Brasil. O Únikko planeja levar o modelo para mercados internacionais com características semelhantes. Portanto, posicionando o país como referência global em ativos premium ligados à vitivinicultura e ao enoturismo.

    “Se a primeira fase dos vinhos de altitude no Brasil foi marcada pela evolução técnica e pelo reconhecimento da qualidade, a próxima será definida por capital, governança e escala”, conclui Geraldo Santos. “É exatamente nesse ponto que o Únikko Winery Ventures pretende atuar.”

  • Bactéria silenciosa pode derrubar a produção de azeite no Brasil

    Bactéria silenciosa pode derrubar a produção de azeite no Brasil

    Uma bactéria capaz de secar ramos, matar plantas e colapsar toda a cadeia produtiva de azeite no Brasil está no centro de uma corrida científica em Minas Gerais. A Xylella fastidiosa, responsável por devastar olivais em diversas regiões do mundo, passou a ser monitorada com tecnologia de ponta pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), que combina imagens captadas por drones com dados coletados em campo para detectar a doença o mais cedo possível.

    Foto: Erasmo Pereira/Epamig

    O trabalho é conduzido em parceria entre pesquisadores do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, com base em Maria da Fé, e a equipe do Instituto Tecnológico de Agropecuária de Pitangui (Epamig ITAP). Já no segundo ano de avaliações, o projeto utiliza drones equipados com câmeras multiespectrais capazes de captar informações invisíveis a olho nu. Um diferencial que pode antecipar diagnósticos e salvar plantações inteiras.

    Como funciona o monitoramento

    “Fazemos o monitoramento das oliveiras tentando entender o comportamento da Xylella a partir do imageamento aéreo. As câmeras especiais dos drones nos possibilitam enxergar informações além das visíveis a olho nu”, explica o pesquisador Charles Santana, da Epamig ITAP.

    Drones coletam as imagens, e a equipe de campo processa esse material e cruza os dados com informações fisiológicas e agronômicas levantadas no local. A próxima etapa prevê o desenvolvimento de modelos preditivos capazes de antecipar quais plantas apresentam maior risco de infecção pela Xylella fastidiosa. Isso antes mesmo do surgimento dos sintomas visíveis.

    Além do controle da doença, o sistema abre caminho para outras aplicações. “Esse monitoramento vai permitir a coleta de dados referentes a avaliações de produtividade, fisiologia da planta e incidência de outras doenças”, destaca Gabriel Koch, pesquisador em fitopatologia na Olivicultura da Epamig.

    O risco para a produção de azeite nacional

    A preocupação tem fundamento econômico. O Brasil vem expandindo sua olivicultura, especialmente na região da Serra da Mantiqueira, e a ameaça da Xylella fastidiosa representa um risco real para um setor em crescimento. “Trata-se de um agente causal muito importante na cultura da oliveira, com grande potencial destrutivo”, alerta Koch.

    O projeto conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), sob o código PPE-00057-24. E tem como foco central a epidemiologia, a resistência vegetal e o uso de agentes biológicos no manejo da seca da oliveira. O objetivo final é evitar o que os próprios pesquisadores descrevem como um possível “colapso na cadeia produtiva de azeite na Serra da Mantiqueira”.

  • Vinícola aposta em enoturismo para conectar produção e consumidor

    Vinícola aposta em enoturismo para conectar produção e consumidor

    A Vinícola Essenza dá início, neste fim de fevereiro, à colheita que vai originar a safra 2026 de seus vinhos. O processo acontece em vinhedos situados entre 1.200 e 1.910 metros de altitude na Serra da Mantiqueira, reconhecidos como os mais altos do mundo. E segue um modelo adotado por poucas produtoras no Brasil: a colheita de verão, que antecipa etapas do calendário vitivinícola tradicional, normalmente concentrado no inverno.

    A decisão de colher fora da época convencional não é uma curiosidade logística. É uma escolha técnica que, segundo o produtor e proprietário Herbert Sales, permite maior controle sobre a maturação das uvas e favorece a preservação das características naturais da fruta. “A colheita de verão exige atenção em todas as fases, porque o clima impõe desafios que só podem ser superados com método e disciplina”, afirma Sales.

    Dois terroirs, um único território

    A produção da Essenza está distribuída em dois terroirs na Serra da Mantiqueira. O primeiro fica no Refúgio Tuiuva, em Maria da Fé (MG), onde estão concentrados o olival e o vinhedo e onde ocorre boa parte do manejo agrícola. O segundo corresponde à sede da vinícola, instalada a 14 quilômetros de Santo Antônio do Pinhal (SP), que além das áreas de cultivo recebe visitantes para experiências que conectam produção e degustação.

    A propriedade ocupa cerca de 51 hectares e cultiva variedades como Alvarinho, Sauvignon Blanc, Shiraz, Merlot, Cabernet Franc, Pinot Noir e Chardonnay. As parreiras têm, em média, cinco anos de idade. Essa fase é considerada estratégica para o equilíbrio entre produtividade e estrutura dos vinhos. “Estamos em um momento em que os vinhedos começam a expressar com mais clareza o perfil que buscamos”, observa Sales.

    A divisão entre os dois terroirs é, para o produtor, uma vantagem técnica deliberada. “Ela permite diversificar microclimas, solos e regimes de insolação ao longo do ano. O terroir não é apenas um fator geográfico. Ele define a identidade do produto e orienta nosso trabalho no campo e na adega”, explica.

    Crescimento de 40% na produção

    Na safra anterior, a Essenza produziu aproximadamente 18 mil litros. Para o ciclo de 2026, a projeção ultrapassa os 25 mil litros. Um crescimento de cerca de 40%, impulsionado pela expansão das áreas produtivas e pela consolidação dos protocolos de manejo. “Esse crescimento reflete planejamento técnico, investimento em campo e amadurecimento da operação”, afirma Sales.

    O avanço ocorre em um contexto de estabilidade do mercado consumidor. Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) e do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) indicam que o consumo per capita de vinho no Brasil permaneceu próximo de 2 litros por habitante em 2025. É abaixo de mercados tradicionais, mas com tendência de recuperação gradual. Para 2026, o setor projeta retomada moderada, sustentada pelo crescimento do enoturismo, pela ampliação da oferta nacional e pelo interesse do consumidor por vinhos de origem identificada.

    Do campo à taça, com rastreabilidade

    O processo produtivo da safra 2026 inclui colheita manual, seleção criteriosa dos cachos e vinificação adaptada a cada variedade. Os tempos de fermentação e maturação são definidos conforme o perfil pretendido para cada rótulo. “Cada vinho nasce de uma decisão técnica, não de improviso”, ressalta o produtor.

    Herbert Sales, proprietário da Vinícola Essenza durante Vindima 2025. Foto: Régis Silva

    Essa abordagem integra o conceito central da vinícola: estabelecer conexão direta entre o ambiente de produção e o perfil dos vinhos entregues ao mercado, com origem controlada e rastreabilidade. “A colheita de verão, o trabalho nos dois terroirs e o respeito às condições naturais da Mantiqueira formam a base do que entregamos em cada garrafa. Nosso compromisso é transformar esse território em identidade, não apenas em volume”, conclui Sales.

    Vindima aberta ao público em março

    A integração entre produção e turismo é parte estrutural da estratégia da Essenza. No dia 1º de março, a vinícola realiza a Vindima Essenza, evento fechado e imersivo em que o público poderá acompanhar etapas da colheita no campo e na adega, com acesso ao processo produtivo e à cultura vitivinícola da região.

    A vinícola integra as Rotas do Vinho de São Paulo, rede que reúne 66 vinícolas em todo o estado, e se destaca pela estrutura que combina visita técnica, menu harmonizado e loja de produtos regionais.

    Os vinhos da Essenza acumulam reconhecimento em concursos de referência. O Shiraz Rosé recebeu Duplo Ouro no Wine of Brasil Awards, além de premiações no International Wine & Spirit Competition e no Decanter World Wine Awards. Já o Alvarinho Mantikir foi premiado no International Wine Challenge, em Londres — um dos concursos de vinhos mais respeitados do mundo.

  • Enoturismo na Serra da Mantiqueira cresce 27% 

    Enoturismo na Serra da Mantiqueira cresce 27% 

    A Serra da Mantiqueira transforma o enoturismo em motor econômico regional. A região combina natureza, gastronomia e agricultura de altitude para atrair visitantes que buscam experiências autênticas relacionadas à produção local de vinhos e azeites.

    As vinícolas paulistas expandem operações e consolidam a Mantiqueira como polo estratégico do turismo de experiência no estado de São Paulo. A diversidade de rótulos, circuitos gastronômicos e azeites artesanais converte a Serra em destino preferencial para quem valoriza cultura e produtos regionais.

    Dados oficiais confirmam expansão do setor

    A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) e o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET) divulgaram em setembro dados que comprovam o crescimento do enoturismo. O levantamento aponta que 82% das vinícolas aumentaram o número de visitantes desde o lançamento das Rotas do Vinho de São Paulo.

    O fluxo turístico cresceu 27% em média nas vinícolas participantes. Cada turista gasta, em média, R$ 204 por visita. A Setur-SP projeta crescimento adicional até o fim do ano.

    Vinícola Essenza une dois estados em experiência integrada

    A Vinícola Essenza, localizada a 14 quilômetros do centro de Santo Antônio do Pinhal, exemplifica o modelo de negócio que impulsiona o setor. O empreendimento integra as Rotas do Vinho de São Paulo — iniciativa que reúne 66 vinícolas no estado — e recebe visitantes em espaço enogastronômico estruturado.

    O fundador e produtor Herbert Sales desenvolveu um conceito que conecta produção e hospitalidade. “A Serra tem uma vocação agrícola consolidada. O enoturismo é a continuidade natural desse processo, porque mostra que cada garrafa representa um território inteiro”, explica Sales.

    Foto: Régis Silva/Divulgação

    A empresa mantém duas propriedades produtivas. A unidade de Maria da Fé (MG) abriga o olival mais alto do mundo e o vinhedo mais alto do Brasil, a 1.910 metros de altitude. A localização em Santo Antônio do Pinhal funciona como espaço de recepção e degustação.

    “Ambas as propriedades estão na Serra da Mantiqueira. Maria da Fé é o coração produtivo e Santo Antônio do Pinhal é o espaço de acolhimento. Essa combinação permite que o visitante tenha uma experiência com os dois terroir”, afirma Herbert Sales.

    Reconhecimento internacional marca produção

    A Vinícola Essenza conquistou quatro medalhas de Bronze no Decanter World Wine Awards (DWWA) 2025, considerado o maior concurso de vinhos do mundo. Os rótulos premiados incluem Espumante Rosé Extra Brut, Mantikir Merlot 2024, Mantikir Pinot Noir 2024 e Mantikir Alvarinho 2024.

    A vinícola também produz azeites premiados a partir das variedades Koroneiki, Grappolo, Arbequina e Coratina. As condições de montanha e o manejo técnico especializado geram produtos de caráter singular.

    Herbert Sales atribui os resultados ao estudo contínuo do microclima regional. “As altitudes da Mantiqueira exigem técnicas específicas. Nosso foco é interpretar o solo, o clima e as variedades para alcançar equilíbrio e identidade em cada rótulo”, explica o produtor.

    Menu franco-brasileiro harmoniza experiência gastronômica

    A Vinícola Essenza lançou em dezembro o novo menu enogastronômico Estação Franco Mantikir. A proposta combina técnicas da culinária francesa com ingredientes regionais da Serra da Mantiqueira.

    O menu apresenta quatro etapas harmonizadas com vinhos premiados da vinícola. A experiência começa com welcome drink de espumante Essenza acompanhado de presunto cru produzido localmente. A sequência inclui peixe branco com beurre blanc e caviar de azedinha, corte suíno nobre com demiglacê de mirtilo, filé mignon com molho dijon e mil-folhas de batata, e entremet de café como sobremesa.

    Os visitantes também participam de tour pelo espaço produtivo e têm acesso à loja de produtos regionais.

    “Nosso propósito é que o visitante entenda o ciclo completo. Do cultivo ao prato, do azeite ao vinho. Tudo o que produzimos aqui na Essenza reflete o mesmo solo e o mesmo clima”, destaca Herbert Sales.

    Terroir da Mantiqueira valoriza conceito slow food

    O modelo de enoturismo desenvolvido na Serra da Mantiqueira conecta visitantes à origem dos produtos e valoriza o conceito slow food. A proposta enfatiza a relação entre território, produtores e sabores locais.

    Herbert Sales durante colheita da safra de uvas 2025. Foto: Régis Silva/Divulgação

    “Queremos que o cliente se sinta parte da Mantiqueira e perceba que por trás de cada garrafa há um território vivo, com produtores, histórias e sabores locais. Nosso propósito é mostrar que a Mantiqueira é um território produtivo, inovador e em expansão. A Essenza é um reflexo desse movimento que une sustentabilidade, turismo e qualidade”, conclui Herbert Sales.

  • Pastor da Mantiqueira: conheça o cão boiadeiro brasileiro

    Pastor da Mantiqueira: conheça o cão boiadeiro brasileiro

    Nas manhãs frias da Serra da Mantiqueira, a névoa cobre o pasto. O gado está quieto. E lá vem ele. O cão que se tornou símbolo do campo: o Pastor da Mantiqueira.

    Nasceu entre Minas, São Paulo e Rio. Aliás, nasceu no sobe-desce das encostas. No tilintar das cercas. Na rotina dos tropeiros. Ao mesmo tempo, carrega em si a mistura de pastores europeus — ibéricos e belgas — com cães que já sabiam lidar com a vida dura do interior. Assim, o resultado é simples e surpreendente: um cão único. De trabalho. De vigília. E, sobretudo, de uma lealdade que parece antiga.

    Reconhecido em 2022 pela Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). Foi quando deixou de ser “o cão da serra” para virar raça oficial. Ainda assim, seu olhar permanece o mesmo: atento. Esperto. Calmo, mas alerta.

    https://www.instagram.com/p/Cp-IX2_KFDL/

    Criadores da Associação Brasileira do Cão Pastor da Mantiqueira (ABRAPAM) dizem que não era para menos. “A associação nasceu em 2015 para proteger, desenvolver e difundir o Pastor da Mantiqueira, porque entendemos que ele é patrimônio cultural e zootécnico da região”, afirma o documento da entidade. E completam: “Nosso objetivo é manter o tipo funcional que sempre trabalhou na serra.”

    Características do Pastor da Mantiqueira

    Ele tem porte médio. Pesando entre 18-25 kg. Altura de 50-60 cm. Pelagem que varia – curta, média ou longa. Cor “azulego” preferida: dourado acinzentado à luz fria da manhã na montanha. Mas também há pretos, brancos, castanhos, dourados. Cada exemplar com sua marca. Cada exemplar com sua história.

    Foto: Império da Mantiqueira

    Ele trabalha. Surge no pasto antes do homem. Entende. Sente. Age. Não faz alarde — simplesmente está lá. No campo, com o gado. Em casa, vira companheiro que segue o dono até o portão. Dorme no quintal. Ou ao lado da cama. Depende. Mas não repousa se não tiver função.

    Ele se move com agilidade, sobe, desce terrenos que assustariam muitos cavalos. No frio, no vento, sob a neblina — sem hesitar. E, ainda assim, mantém aquela postura serena que só ele tem. Porque, quando o trabalho chama, ele não vacila.

    Ele representa o Brasil que resiste — o Brasil rural. Afinal, é o Brasil que conhece o cheiro da terra, o mugido do gado, o som das cercas se abrindo. E, por isso, sua presença diz muito mais do que qualquer descrição. O cão é parte da paisagem. Por outro lado, não se confunde com ela: se destaca. Sente a neblina, identifica o perigo, protege o rebanho e, ao mesmo tempo, observa o dono com olhar que diz “que bom estar contigo”. No fim das contas, ele é exatamente isso — instinto, parceria e silêncio que entende tudo.

    E, enquanto houver gado nas encostas e manhãs de neblina na serra, ele estará lá. Firme. Leal. De olhos atentos. De coração tranquilo. Um pedaço vivo da cultura do campo brasileiro.

  • Azeite brasileiro é destaque mundial em Paris pelo segundo ano consecutivo

    Azeite brasileiro é destaque mundial em Paris pelo segundo ano consecutivo

    A Vinícola Essenza, localizada na Serra da Mantiqueira (SP), conquistou pelo segundo ano consecutivo um importante reconhecimento internacional ao ser eleita a melhor produtora de azeite do Brasil no Olio Nuovo Days, realizado em Paris nesta terça-feira (23), durante o Festival Du Monde, promovido pelo jornal francês Le Monde.

    O azeite Mantikir Grappolo ficou em segundo lugar entre os melhores do Hemisfério Sul, enquanto o Mantikir Coratina recebeu a Medalha Premium de Ouro.

    Herbert Sales, produtor de azeites e proprietário da Vinícola Essenza, destacou a importância do feito. “Estar no topo do ranking internacional mais uma vez é um orgulho imenso. Nosso olival fica a 1.900 metros de altitude, em Maria da Fé (MG), e essa conquista é resultado da dedicação e respeito ao terroir da Mantiqueira, que valorizamos em cada etapa da produção.”

    Olio Nuovo Days

    O Olio Nuovo Days é um evento reconhecido que premia os melhores azeites do Hemisfério Norte no início do ano e do Hemisfério Sul em setembro. E reúne países como Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Peru, Uruguai e África do Sul. A edição de 2025 contou com a presidência do concurso por Eugénie Béziat e o júri coordenado por Marcelo Scofano, destacando nomes importantes do setor, incluindo chefs com estrela Michelin.

    “Ser reconhecido neste concurso internacional duas vezes consecutivas prova que o Brasil compete em pé de igualdade com grandes produtores tradicionais. Isso abre as portas para que mais consumidores conheçam e se apaixonem pela qualidade do azeite nacional”, afirmou Herbert Sales.

    O azeite Mantikir Grappolo possui acidez de apenas 0,08% em ácido oleico e apresenta aroma intenso com notas de folhas de oliveira, tomateira, rúcula, alcachofra, avocado e amêndoa verde. No paladar, destaca-se pelo sabor robusto e equilibrado, com predominância de folhas, ervas e pimenta verde.

    O produtor Herbert Sales celebra em Paris a conquista da Vinícola Essenza no Olio Nuovo Days 2025. Foto: Régis Silva/DIvulgação

    Além da qualidade do produto, a Essenza investe em inovação tecnológica e práticas sustentáveis. Herbert Sales explica: “Nosso olival em Maria da Fé é o mais alto do Brasil. E se beneficia de um microclima único que potencializa a qualidade do azeite. A extração ocorre em Quelemém (MG), com controle rigoroso para manter o frescor e as características sensoriais do azeite.”

    O reconhecimento internacional também impulsiona o enoturismo na Serra da Mantiqueira. “Queremos que cada visitante vivencie a história por trás de cada safra e entenda o esforço para alcançar esse nível de qualidade”, destaca Sales. Desde 2024, a Essenza já conquistou mais de 60 medalhas em competições internacionais, consolidando-se como a vinícola mais premiada do Brasil.

  • Serra da Mantiqueira lança primeiro azeite infantil produzido no Brasil

    Serra da Mantiqueira lança primeiro azeite infantil produzido no Brasil

    O mercado brasileiro de azeite de oliva tem experimentado crescimento expressivo nos últimos anos, consolidando-se como um dos segmentos mais promissores do agronegócio nacional. Segundo dados do setor, o consumo de azeites extravirgens cresceu aproximadamente 25% entre 2023 e 2024, impulsionado pela busca crescente por alimentos funcionais e pela valorização de produtos premium nacionais.

    Em um cenário onde o Brasil ainda importa cerca de 95% do azeite consumido internamente, as variações cambiais têm impactado significativamente os preços ao consumidor. Nos últimos 18 meses, o mercado registrou oscilações de até 40% nos valores de azeites importados, criando oportunidades para produtores nacionais que conseguem oferecer produtos de qualidade internacional a preços mais estáveis.

    É neste contexto que surge uma inovação inédita no agronegócio brasileiro: a produção de azeite específico para o público infantil. O azeite de oliva extravirgem pode integrar a alimentação de bebês a partir dos seis meses de idade, conforme recomendação de pediatras e nutricionistas. Rico em ácidos graxos essenciais, vitaminas e antioxidantes naturais, o alimento contribui para o desenvolvimento cerebral, fortalecimento do sistema imunológico e proteção contra processos inflamatórios.

    Olival mais alto do Mundo

    A Vinícola Essenza, reconhecida por suas experiências enogastronômicas em Santo Antônio do Pinhal (SP), identificou esta lacuna no mercado. E assim, desenvolveu uma solução técnica inovadora. Utilizando oliveiras cultivadas no olival mais alto do Brasil, em Maria da Fé (MG), a 1.900 metros de altitude, a empresa domina todas as etapas do processo produtivo – do plantio ao manejo, da colheita à extração.

    A variedade espanhola Arbequina, escolhida para este projeto, demonstrou excelente adaptação às condições de solo e clima da Serra da Mantiqueira. “A escolha pela versão monovarietal garante rastreabilidade e consistência ao produto, além de assegurar o controle de todas as etapas de produção. O cultivo é feito em pequenos lotes. E o processo de extração ocorre poucas horas após a colheita, para preservar os compostos bioativos”, explica Herbert Sales, fundador da Vinícola Essenza.

    Você também pode gostar:

    + Agro em Campo: Turismo brasileiro bate recorde histórico e movimenta R$ 90,4 bilhões em 2025
    + Agro em Campo: Café impulsiona exportações do agronegócio de Minas que crescem 17%

    Do ponto de vista técnico, o diferencial está no perfil sensorial desenvolvido especificamente para crianças. Com baixa acidez (0,08%) e sabor delicado, sem amargor ou picância, o produto mantém todas as propriedades funcionais do azeite extravirgem tradicional. Estudos apontam que o azeite de oliva é fonte natural das vitaminas A, D, E e K, essenciais para o crescimento ósseo, desenvolvimento cognitivo e absorção de nutrientes durante a infância, além de ser rico em polifenóis com propriedades anti-inflamatórias.

    A credibilidade da Vinícola Essenza no mercado de azeites premium foi consolidada em 2024, quando a empresa se tornou a produtora de azeites e vinhos mais premiada do Brasil, acumulando 30 medalhas e honrarias em competições internacionais. Em 2025, os reconhecimentos continuaram: no Prémio CA Ovibeja (Portugal), o azeite Mantikir Blend Summit Premium conquistou, pelo segundo ano consecutivo, o título do melhor do Hemisfério Sul. No Guía ESAO (Espanha), o Mantikir Coratina recebeu o título The Best in Show Brasil, e o Summit Premium foi incluído na lista dos 100 melhores azeites do mundo no Guide Top 100 Evooleum Awards.

    Benefícios do azeite na alimentação infantil

    O uso do azeite de oliva extravirgem na alimentação infantil conta com amplo respaldo científico e médico. Segundo especialistas, “não há nenhuma contraindicação” para o consumo de azeite por bebês e crianças. Ele pode ser introduzido com segurança a partir dos 6 meses de idade, período em que se inicia a introdução alimentar.

    Os benefícios nutricionais são significativos para o desenvolvimento infantil. O azeite é “fonte de vitaminas A, D, E e K, o alimento ajuda no desenvolvimento dos ossos. Também fortalece o sistema imunológico, regula a flora intestinal e contribui para o desenvolvimento da criança”. Além disso, o azeite de oliva “ajuda a absorver a vitamina D, importante para bebês e crianças em crescimento, pois regula o cálcio e o fósforo e favorece a ingestão de minerais essenciais ao processo de ossificação”.

    Além disso, do ponto de vista do desenvolvimento cerebral, pesquisas internacionais indicam que “ao introduzir o azeite extravirgem no início da vida, os pais podem apoiar o crescimento infantil, desenvolvimento cerebral e saúde geral” das crianças.

    Quanto à dosagem recomendada, nutricionistas orientam que “os bebês podem consumir azeite, desde que com moderação. Recomenda-se não ultrapassar a quantidade de 15 ml ao dia, iniciando com 5 ml e acrescendo-se aos poucos até o limite”.

    A comunidade médica também reconhece os benefícios preventivos do alimento. Uma vez que o azeite reduz os níveis de colesterol total no sangue, colesterol LDL e triglicerídeos, médicos recomendam a substituição de gorduras animais por azeite. Portanto, isso vai ajudar a combater o aumento da obesidade em crianças, estabelecendo desde cedo hábitos alimentares mais saudáveis.

    O lançamento do MantiKids

    O MantiKids representa a materialização de uma necessidade real identificada pelo próprio fundador da empresa. “Queria oferecer ao meu filho de três anos um alimento saudável, de alta qualidade, mas que ele gostasse de consumir. Desenvolvemos um azeite com perfil delicado, mas que mantém todas as propriedades funcionais”, revela Herbert Sales.

    O desenvolvimento do produto envolveu pesquisas sensoriais e testes com diferentes proporções de azeitonas até alcançar um azeite com sabor neutro, ideal para introdução alimentar. “Nossa preocupação foi criar um produto que pudesse ser consumido puro ou misturado às papinhas, frutas e alimentos do dia a dia. Sem causar rejeição”, destaca o produtor.

    Foto: Divulgação

    O lançamento oficial do MantiKids está programado para o dia 23 de agosto, das 11h às 15h, na Vinícola Essenza. O evento contará com programação diferenciada para adultos e crianças. Enquanto os pais participam de um brunch e uma conversa com especialista sobre os benefícios do azeite na infância, as crianças terão acesso a oficinas de jardinagem, atividades de colorir, contação de histórias e brincadeiras com brinquedos Montessori, acompanhadas por monitores recreativos.

    “O azeite pode e deve fazer parte da mesa das famílias com crianças pequenas. E queremos que ele esteja presente nos momentos afetivos e nas refeições em casa”, reforça Herbert Sales.

    A Vinícola Essenza fica a 14 quilômetros de Santo Antônio do Pinhal (SP), oferecendo experiências de enoturismo com harmonização, degustação e enoboutique.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Saiba quem assume liderança entre SUVs mais vendidos do Brasil em agosto

    + Agro em Campo: Novo indutor de ovulação aumenta taxa de prenhez em vacas em até 9%

  • Pinhão impulsiona renda e preservação ambiental no Sul de Minas

    Pinhão impulsiona renda e preservação ambiental no Sul de Minas

    A produção de pinhão tem se destacado como fonte de renda e instrumento de preservação ambiental na Serra da Mantiqueira, especialmente em Delfim Moreira, no Sul de Minas Gerais. O município é um dos principais produtores do estado, com safra estimada em 500 mil quilos em 2024, segundo dados da Emater-MG. A atividade movimenta cerca de R$ 3,5 milhões por ano e envolve aproximadamente mil hectares de araucárias produtivas.

    A colheita do pinhão, que ocorre entre abril e julho conforme a Lei Estadual nº 15.915/2022, foi encerrada mais cedo em 2024 devido à queda de 50% na safra, provocada por condições climáticas adversas, como temporais e aumento das temperaturas. Mesmo com a produção reduzida, o preço do quilo do pinhão dobrou, passando de R$ 3 para R$ 6, o que compensou parte das perdas para os produtores. O produto conta ainda com garantia de preço mínimo pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Delfim Moreira investe em ações para fortalecer o setor. Uma parceria entre a prefeitura, Embrapa Florestas e Avon está viabilizando a construção de uma unidade processadora de pinhão. A expectativa é que a nova estrutura permita a oferta de produtos derivados durante todo o ano, ampliando a renda dos agricultores.

    Viveiro municipal

    O município mantém também um viveiro municipal que distribui mudas de araucária enxertada gratuitamente aos produtores. Mais de 400 novas árvores já foram plantadas com apoio da Emater-MG, que oferece assistência técnica e incentiva o plantio sustentável. A Associação Araucária, formada por produtores locais, realiza eventos como o Festival Gastronômico do Pinhão e promove ações de educação ambiental nas escolas. Para outubro, está previsto um seminário sobre a importância da araucária para a região.

    Foto: Divulgação Prefeitura Municipal de Delfim Moreira

    Minas Gerais conta com cerca de dois mil produtores de pinhão, segundo levantamento da Emater-MG. Além de Delfim Moreira, os maiores municípios produtores são Itamonte (1,2 milhão de quilos), Alagoa (700 mil quilos), Baependi (480 mil quilos) e Marmelópolis (475 mil quilos).

    O manejo sustentável do pinhão contribui para a preservação da araucária, espécie ameaçada de extinção e símbolo da Mata Atlântica. A valorização do produto e o apoio de políticas públicas têm garantido a continuidade da atividade, aliando desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Cessar-fogo entre Israel e Irã traz alívio ao mercado de fertilizantes

    + Agro em Campo: Demanda da China por gelatina ameaça jumentos no Brasil