Tag: Sergipe

  • Operação apreende 1,65 tonelada de pescado irregular

    Operação apreende 1,65 tonelada de pescado irregular

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu cerca de 1,65 tonelada de produtos de pescado transportados de forma irregular em Sergipe. A carga incluía aproximadamente 1.450 kg de barbatanas de tubarão e 200 kg de bexigas natatórias.

    A ação começou após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-101, no município de Cristinápolis (SE). Diante de indícios de irregularidade, os agentes acionaram o Ibama, que acompanhou o veículo até a Unidade Operacional da PRF em São Cristóvão para realizar a fiscalização ambiental.

    Durante a inspeção, os agentes identificaram falhas graves na rastreabilidade e na cadeia de custódia dos produtos. A equipe constatou ausência de comprovação da origem da carga, divergências na classificação fiscal e incompatibilidade entre o peso declarado e o volume transportado, além de outras inconsistências documentais.

    A fiscalização também confirmou a presença de barbatanas de tubarão-azul (Prionace glauca), espécie que sofre forte pressão pesqueira devido à alta demanda no mercado internacional.

    Foto: Fiscalização/Ibama

    Os técnicos classificaram o material como impróprio para consumo humano. Segundo o Ibama, barbatanas destinadas à exportação passam por processos específicos de beneficiamento e desidratação antes da comercialização, o que não ocorreu neste caso. Por isso, as autoridades inutilizaram toda a carga, conforme prevê a legislação ambiental. Os responsáveis também receberam autos de infração.

    A operação reforça a atuação conjunta entre Ibama e PRF no combate ao comércio ilegal de recursos pesqueiros. E também na proteção de espécies exploradas de forma insustentável. O órgão destaca que a rastreabilidade da cadeia produtiva é essencial para garantir a legalidade da atividade, evitar fraudes e preservar os recursos naturais.

  • Rio São Francisco recebe 20 mil alevinos em ação ambiental

    Rio São Francisco recebe 20 mil alevinos em ação ambiental

    A soltura de 20 mil alevinos de curimatã reforçou as ações de preservação do rio São Francisco no município de Santana do São Francisco (SE), durante a realização do projeto “Dia do Chico”. A iniciativa reuniu estudantes, comunidade e instituições em atividades voltadas à educação ambiental e à proteção dos recursos hídricos.

    A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) coordenou a ação, realizada nesta semana na orla do município. O projeto “Dia do Chico” integra uma agenda de educação ambiental promovida pelo Consórcio de Saneamento Básico do Baixo São Francisco Sergipano (Conbasf).

    O Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume, unidade da Codevasf localizada na zona rural de Neópolis (SE), produziu os alevinos utilizados no peixamento.

    Alunos da rede pública municipal participaram diretamente da soltura dos peixes no rio São Francisco. A programação incluiu ainda plantio de mudas e coleta de óleo usado. Além do recolhimento de resíduos no entorno do rio e coleta de amostras de água para análise.

    Papel da comunidade na preservação ambiental

    Segundo a engenheira de pesca Isabel Rivas, analista em Desenvolvimento Regional da Codevasf, a mobilização reforça o papel da comunidade na preservação ambiental. “A participação dos estudantes e moradores fortalece a conscientização ambiental e valoriza o rio São Francisco como patrimônio natural”, afirmou.

    O projeto “Dia do Chico” abrange 13 municípios sergipanos banhados pelo rio São Francisco e ocorre de forma itinerante, com edições em diferentes localidades. A iniciativa conta com apoio da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e de parceiros da iniciativa privada.

  • Defeso do caranguejo-uçá começa no Norte e Nordeste

    Defeso do caranguejo-uçá começa no Norte e Nordeste

    O período de defeso do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) terá início em 17 de fevereiro de 2026, terça-feira de Carnaval. E se estenderá até 22 de fevereiro, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará.

    A medida protege a reprodução da espécie e garante a manutenção dos estoques naturais nos manguezais das regiões Norte e Nordeste. O defeso vale para Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

    O Ibama também definiu as próximas etapas do defeso. De 3 a 8 e de 18 a 23 de março, e também dos períodos de 1º a 6 e de 17 a 22 de abril.

    Durante o defeso, os caranguejos saem das tocas para acasalar e liberar ovos, fase essencial para a continuidade da espécie. Por isso, ficam proibidas a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização do caranguejo-uçá, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas.

    Regras

    A proibição vale para animais vivos, congelados ou processados, inteiros ou em partes. Quem desrespeitar as normas está sujeito às sanções previstas na Lei nº 9.605/1998 e no Decreto nº 6.514/2008, que incluem multas e demais penalidades civis e administrativas.

    A comercialização da espécie durante o defeso só é permitida a quem apresentar a Declaração de Estoque registrada no Ibama até o último dia útil antes do início do período. Neste ciclo, o prazo é 13 de fevereiro de 2026. O documento deve detalhar os estoques de caranguejos vivos, congelados, pré-cozidos, cozidos, inteiros ou em partes, conforme o formulário anexo à portaria do instituto.

    Segundo o Ibama, o respeito ao defeso é essencial para a sustentabilidade da atividade extrativista e para a preservação dos manguezais, ecossistemas fundamentais ao equilíbrio ambiental e à subsistência de comunidades tradicionais.

  • Conab anuncia compra imediata de leite em pó com foco na agricultura familiar

    Conab anuncia compra imediata de leite em pó com foco na agricultura familiar

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai destinar até R$ 106 milhões à compra de mais de 2,5 mil toneladas de leite em pó da agricultura familiar. Isso é o equivalente a 20 milhões de litros de leite integral. A ação, anunciada pelo presidente da estatal Edegar Pretto, tem execução imediata. E busca conter a crise de preços enfrentada pelos produtores após o aumento da produção nacional.

    O investimento será realizado por meio da modalidade Compra Institucional (CI) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). E vai priorizarassociações e cooperativas dos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas, Sergipe e Goiás.

    Segundo Pretto, o apoio ao setor também fortalece o combate à fome. “Queremos garantir renda aos produtores e levar alimento de qualidade a quem mais precisa”, afirmou. O leite em pó adquirido pela Conab será destinado a famílias em situação de insegurança alimentar e a ações emergenciais em regiões atingidas por catástrofes climáticas.

    Foco no Sul do país e combate ao excesso de produção

    O Rio Grande do Sul, principal destino dos recursos, receberá R$ 47 milhões, o equivalente a 44% do total, para compra de mais de 1,1 mil toneladas do produto. O Paraná terá R$ 18 milhões (17%), Santa Catarina R$ 16 milhões (15%), Alagoas R$ 10 milhões (9%), Goiás e São Paulo R$ 6 milhões cada (6%), e Sergipe R$ 3 milhões (3%).

    A operação deve atender cerca de 25 organizações da agricultura familiar em todo o país, ampliando o limite de pagamento por família de R$ 15 mil para R$ 30 mil. Cada entidade poderá contratar até 200 famílias, o que eleva o alcance da política pública.

    O Brasil é o terceiro maior produtor de leite do mundo, com destaque para Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esses estados são responsáveis por 70% da produção nacional. Segundo o IBGE, 98% dos produtores de leite têm produção de até 500 litros por dia, o que os torna mais vulneráveis à oscilação de preços.

    O valor de referência da Conab, baseado na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), é de R$ 1,88 por litro. Enquanto o preço médio de mercado está em torno de R$ 2,22. O preço pago pela estatal será de R$ 41,89 por quilo de leite em pó, calculado a partir da média das superintendências regionais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    Apoio reforçado ao Rio Grande do Sul

    A ação tem peso especial no Rio Grande do Sul, afetado por enchentes em 2023 e pela queda no número de produtores. O estado, que gera cerca de R$ 9 bilhões por ano com a cadeia leiteira, concentra 63% da produção em pequenas propriedades familiares. A operação deve atender dez organizações gaúchas, especialmente no Norte e Nordeste do estado, regiões de maior produção.

    Foto: Conab

    Para o presidente da Fetag-RS, Carlos Joel da Silva, a medida chega em um momento crucial. “Essa compra emergencial ajuda a conter o excesso de leite no mercado e a recompor os preços.” Já o presidente da Coperforte, Elio Müller, destacou que a iniciativa “traz fôlego ao setor, que enfrentava dificuldade para escoar a produção”.

    Prazos e procedimentos

    As organizações interessadas podem se cadastrar no sistema da Conab até 28 de dezembro, por meio do aplicativo PAANet – Proposta Doação, com envio da documentação exigida no site oficial. A classificação das entidades será divulgada conforme cronograma da estatal.

    Os recursos para a operação vêm do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O comunicado completo, com diretrizes e critérios de participação, está disponível na página do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no site da Conab.

  • Como eliminar o moko da bananeira

    Como eliminar o moko da bananeira

    Cientistas da Embrapa Amazônia Ocidental, em colaboração com a Embrapa Roraima, recomendam um período de 24 meses de vazio sanitário para bananeiras, visando a recuperação de áreas de terra firme afetadas pela murcha-bacteriana, também conhecida como moko da bananeira.

    A bactéria Ralstonia solanacearum raça 2 provoca essa doença, uma praga quarentenária que já se disseminou em diversos estados brasileiros, incluindo Amapá, Amazonas, Roraima, Pará, Pernambuco, Rondônia e Sergipe.

    O moko é uma das doenças mais devastadoras para as bananeiras cultivadas em áreas de várzea da Região Amazônica. As inundações anuais são um fator crítico para a propagação da bactéria, que se espalha pelos rios e contamina plantações localizadas a jusante dos bananais afetados. Nos municípios de Tabatinga e Manicoré, no Amazonas, a situação é alarmante, pois as plantações estão situadas em regiões vulneráveis à inundação.

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    Em áreas de terra firme, a bactéria tem um comportamento diferente, sobrevivendo por tempo limitado e não formando estruturas de resistência. Após o período recomendado de vazio sanitário de dois anos, é possível replantar bananeiras com mudas saudáveis.

    Doença de combate dífícil

    Os pesquisadores Luadir Gasparotto, Mirza Carla Normando e Daniel Schurt alertam que não existem cultivares resistentes ao moko e que o controle químico é ineficaz devido à natureza vascular da doença. A disseminação ocorre principalmente através do uso de mudas contaminadas e ferramentas infectadas. Para mitigar esse risco, medidas preventivas como o uso de mudas certificadas e a desinfecção de equipamentos são essenciais.

    A pesquisa realizada pela Embrapa incluiu um experimento que avaliou a sobrevivência da bactéria em diferentes tipos de solo durante dois anos. Os resultados mostraram que a bactéria pode sobreviver por até dez meses em solos do tipo Latossolo Amarelo e até oito meses em Argissolo.

    O moko é uma das doenças mais destrutivas das bananeiras cultivadas em áreas de várzea da Região Amazônica cujas inundações disseminam a bactéria. Foto: Luadir Gasparotto/Embrapa

    Para erradicar a o moko da bananeira, é crucial eliminar todas as bananeiras infectadas e cultivar outras culturas na área durante 24 meses. Nesse período, os resíduos orgânicos das bananeiras se decompõem, permitindo o plantio seguro após esse intervalo.

    As recomendações incluem:

    • Uso de mudas sadias (certificadas).
    • Desinfecção das ferramentas utilizadas nas operações agrícolas.
    • Eliminação do coração da bananeira para evitar a transmissão por insetos.
    • Controle das plantas daninhas com herbicidas.
    • Inspeção periódica dos plantios para detecção precoce da doença.

    Essas ações estão alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, promovendo práticas agrícolas sustentáveis e proteção da biodiversidade.