Tag: Semana Santa

  • Preços da mandioca seguem em alta no mercado

    Preços da mandioca seguem em alta no mercado

    Os preços da mandioca seguem firmes no mercado brasileiro, conforme apontam dados recentes do setor. Na semana passada, a maioria das empresas reduziu os dias de trabalho por causa do feriado da Paixão de Cristo.

    Ao mesmo tempo, produtores limitaram a comercialização, seja pela rentabilidade, seja pelo recesso no período. Segundo os pesquisadores do Cepea, esse movimento reduziu o volume de esmagamento nas indústrias. Como resultado, os preços da mandioca permaneceram praticamente estáveis ao longo do período analisado.

    Além disso, muitos produtores buscam capitalização e sinalizam uma retomada mais intensa das vendas no curto prazo. Por outro lado, o Inmet prevê a volta das chuvas já nesta semana em várias regiões produtoras. Com isso, as precipitações podem dificultar a colheita em parte das áreas agrícolas.

    Esse cenário tende a manter a oferta abaixo das expectativas do mercado. Ao mesmo tempo, a demanda aquecida contribui para sustentar os preços da mandioca no país.

  • Por que não se come carne na Sexta Feira Santa? Entenda a tradição

    Por que não se come carne na Sexta Feira Santa? Entenda a tradição

    Por que não se come carne na Semana Santa? Entenda a origem da tradição

    Todos os anos, durante a Semana Santa, milhões de pessoas mudam seus hábitos à mesa e evitam o consumo de carne, especialmente na Sexta-feira Santa. A tradição é tão comum que atravessa gerações, mas nem todo mundo sabe o verdadeiro motivo por trás desse costume.

    A prática, no entanto, vai muito além da alimentação.

    Uma tradição ligada ao sacrifício de Jesus

    A Sexta-feira Santa marca, para os cristãos, o dia da crucificação de Jesus Cristo. Por isso, a data é considerada um momento de luto, reflexão e respeito.

    Nesse contexto, a Igreja Católica orienta os fiéis a praticarem o jejum e a abstinência de carne como forma de se aproximar espiritualmente desse momento. A ideia é lembrar o sacrifício de Cristo e viver um período de maior introspecção.

    Por que justamente a carne?

    A escolha de evitar a carne não é aleatória. Historicamente, esse alimento sempre esteve associado a festas, abundância e prazer.

    Por isso, abrir mão da carne representa um gesto simbólico de renúncia. Ao evitar um alimento considerado mais “nobre”, o fiel pratica um pequeno sacrifício em sinal de respeito e devoção.

    Além disso, algumas tradições também relacionam a abstinência ao derramamento de sangue, já que a carne vem de animais abatidos, o que reforça o simbolismo com a morte de Cristo.

    E por que o peixe é permitido?

    Uma das dúvidas mais comuns é sobre o consumo de peixe. Mesmo sendo um tipo de carne, ele costuma ser liberado.

    Isso acontece porque, historicamente, o peixe foi associado à simplicidade e à humildade, além de ter forte ligação simbólica com o cristianismo desde seus primeiros séculos.

    Por esse motivo, ele se tornou a principal alternativa nas refeições durante esse período.

    É obrigatório não comer carne?

    Apesar de ser uma tradição forte, a prática não é obrigatória para todas as pessoas em todos os contextos. A Igreja recomenda a abstinência como forma de disciplina espiritual, mas também permite adaptações.

    Em alguns casos, o fiel pode substituir esse gesto por outras formas de sacrifício, como ações de caridade ou renúncia a outros hábitos

    Tradição que vai além da religião

    Mesmo para quem não segue a religião, o costume acabou se incorporando à cultura em muitos países, incluindo o Brasil.

    Assim, a tradição de evitar carne na Semana Santa se mantém viva não apenas pela fé, mas também pelo hábito e pela influência cultural ao longo do tempo.

  • Ibama e Polícia Rodoviária Federal apreendem 700 kg de pescado

    Ibama e Polícia Rodoviária Federal apreendem 700 kg de pescado

    Uma operação conjunta do Ibama e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na apreensão de cerca de 700 quilos de pescado transportado ilegalmente em rodovias do Acre, na manhã da última sexta-feira (27). O carregamento não possuía a documentação de origem exigida pela legislação ambiental.

    De acordo com o Decreto nº 6.514/2008, transportar pescado sem comprovação de procedência é infração ambiental grave. A penalidade pode variar de R$ 700 a R$ 100 mil, com acréscimo de R$ 20 por quilo do produto apreendido.

    Durante a inspeção, os agentes identificaram espécies como tambaqui (Colossoma macropomum), surubim (Pseudoplatystoma spp.) e caparari (Pseudoplatystoma tigrinum). A legislação pesqueira define tamanhos mínimos para captura e comercialização. 55 centímetros para o tambaqui e 80 centímetros para surubim e caparari, critérios que garantem a sustentabilidade dos estoques naturais.

    A fiscalização destacou que o transporte de pescado deve ser acompanhado de nota fiscal ou Guia de Trânsito Animal (GTA). São documentos que comprovam a origem legal e permitem a rastreabilidade do produto. Segundo a Instrução Normativa nº 04/2015 do Ministério da Pesca e Aquicultura, a GTA é obrigatória para o transporte de pescado vivo e fundamental para o controle sanitário e ambiental.

    Destino

    Todo o pescado apreendido foi destinado ao programa Mesa Brasil, que distribui alimentos a instituições socioassistenciais no estado.

    Com a aproximação da Semana Santa, período de aumento no consumo de peixe, o Ibama intensificará as ações de fiscalização em todo o Acre para combater irregularidades e garantir a procedência legal e sustentável do pescado comercializado.

    Além disso, os agentes reforçam que produtores e comerciantes devem declarar corretamente a origem dos produtos e respeitar os tamanhos mínimos de captura para evitar autuações e preservar os recursos pesqueiros do estado.

  • A árvore da Semana Santa: conheça a oliveira mais antiga do mundo

    A árvore da Semana Santa: conheça a oliveira mais antiga do mundo

    Seu nome científico Olea europaea já sugere a utilidade e a origem. Ao longo dos séculos, essa árvore ocupou lugar especial em diferentes culturas ao fornecer madeira forte, azeitonas e óleo para o alimento, bem como o azeite que iluminava as noites do Oriente Médio até Roma. Além disso, seus frutos também eram úteis para remédio (unguentos) e símbolo de poder, como na unção dos reis.

    Apesar da importância simbólica, o cultivo da oliveira é relativamente simples. Ela exige pouca umidade (rega de duas a três vezes por semana) e bastante luz. Enraizada, a árvore ganha autonomia e longevidade, adquirindo formas particulares no entroncamento, o que faz de cada exemplar uma personalidade única.

    No Brasil, embora o cultivo seja ainda recente, segundo a EMBRAPA, vale lembrar a qualidade dos azeites já reconhecidos em competições internacionais.

    Na Grécia, a Oliveira eterna.

    Com esse perfil resistente, valioso e utilitário, ainda é possível encontrar Oliveiras centenárias em países do Mediterrâneo e do Oriente Médio. Em Abrantes, Portugal, a Oliveira de Mouchão é histórica; na região de Gallura, na Sardenha (Itália), é possível encontrar outra, apelidada de “Matriarca da Natureza”, com quase 14 metros de altura.  Protegidas por leis nacionais, esses monumentos naturais têm mais de 2 mil anos e são  importantes pontos turísticos.

    O recorde de longevidade, contudo, pertence à Oliveira de Vouves, na ilha de Creta, na Grécia. Enquanto alguns estimam sua idade entre 3 e 4 mil anos, outros  chegam a acreditar que ela já tenha 5 mil anos. O fato é que essa árvore impressionante tem cerca de 12 metros de altura, e, mesmo com o tronco já oco, ainda produz azeitonas valorizadas por especialistas. Tão simbólica, a árvore éprotegida por leis gregas e chegou a fornecer ramos para a confecção das coroas dos atletas dos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas.

    Resistente, adaptável e com mil utilidades, a oliveira e seu fruto são, e sempre foram, símbolos grandiosos da humanidade e da cultura. O leitor, caso concorde com essa ideia, não está sozinho nas companhias longevas e respeitáveis.

    “Doce, prateada ama de leite, nascida sozinha e imortal, cuja força desafia jovens e idosos”, escreveu o poeta grego Sófocles. “E Jesus saiu, então, e foi, como decostume, para o monte das Oliveiras. E os discípulos seguiram também com Ele…” é a narrativa que muitos ouvirão nesta Semana Santa.

  • Saiba por que o bacalhau virou símbolo da Semana Santa no Brasil

    Saiba por que o bacalhau virou símbolo da Semana Santa no Brasil

    Presente em milhões de mesas brasileiras durante a Páscoa, o bacalhau é um dos protagonistas da culinária da Semana Santa. Mas, afinal, o que torna esse peixe tão especial – e caro – no país? Com origem em águas frias do Atlântico Norte e tradição centenária, a iguaria, na verdade, não é um peixe único, mas sim uma preparação à base de espécies como o Gadus morhua (bacalhau norueguês) e o Gadus macrocephalus (bacalhau do Pacífico).

    De Portugal para o Brasil: a história por trás da tradição

    A relação do bacalhau com o Brasil remonta ao período colonial, quando os portugueses trouxeram o hábito de consumir o peixe salgado e seco. A técnica de salga, desenvolvida no século XIV por pescadores europeus, permitia conservar o alimento durante longas viagens marítimas. Com o tempo, o produto se adaptou ao paladar brasileiro, especialmente durante a Quaresma, quando a Igreja Católica recomenda a abstinência de carne vermelha.

    Foto: Mikkel Houmøller/ Creative Commons

    Segundo registros históricos, a popularização do bacalhau no país ganhou força no século XX, impulsionada pela imigração portuguesa. Hoje, o Brasil é um dos maiores importadores mundiais do produto, adquirindo cerca de 30 mil toneladas por ano, principalmente da Noruega e Islândia.

    Por que é tão caro?

    O preço elevado do bacalhau – que pode ultrapassar R$ 200 o quilo – está ligado a fatores como:

    • Custo de importação: 90% do produto consumido no Brasil é importado, com taxas logísticas e cambiais.
    • Processo demorado: A cura do peixe leva até três semanas, incluindo salga, secagem e maturação.
    • Sustentabilidade: Medidas para controle da pesca, devido ao risco de extinção de algumas espécies, encarecem a produção.

    Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) indicam que estoques de bacalhau do Atlântico diminuíram 70% no último século, pressionando os preços.

    Curiosidades sobre o “gigante dos mares”

    • Tamanho impressionante: o bacalhau pode chegar a 1,5 metro de comprimento e 90 kg, embora exemplares comerciais geralmente tenham entre 50 cm e 1 metro.
    • Não é fresco: o bacalhau tradicional é sempre salgado e seco. O “bacalhau fresco” vendido no Brasil, na verdade, é o Brósmio (ou Zarbo), outra espécie não curada.
    • Versatilidade culinária: há registros de mais de mil receitas com o ingrediente, como o clássico “Bacalhau à Brás” e o “Bacalhau Gomes de Sá”.

    Apesar de ser um símbolo cultural, o consumo exige atenção. Por exemplo, a Noruega, maior exportador mundial, já implementou cotas anuais de pesca para preservar estoques. No Brasil, chefs defendem o uso integral do peixe – da cabeça às nadadeiras – para reduzir desperdícios.

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