Tag: Semana da Citricultura

  • Greening desafia citricultura e domina debates na Expocitros

    Greening desafia citricultura e domina debates na Expocitros

    O avanço do greening dominou parte dos debates da 51ª Expocitros, que termina nesta sexta-feira (29), em Cordeirópolis (SP). Durante a feira, a Corteva Agriscience apresentou tecnologias voltadas ao controle do psilídeo, inseto responsável pela disseminação da doença. Além disso, reforçou a necessidade de manejo integrado para preservar a produtividade dos pomares brasileiros.

    Realizado no Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, o evento reuniu produtores, pesquisadores, consultores e empresas do setor. O encontro ocorreu em meio ao aumento da preocupação com os impactos do greening sobre a citricultura nacional. Paralelamente, aconteceu a 48ª Semana da Citricultura.

    Entre os destaques da companhia esteve o inseticida Incitro, desenvolvido para o manejo do psilídeo (Diaphorina citri) e do bicho-furão (Gymnandrosoma aurantianum). A tecnologia foi apresentada como uma ferramenta estratégica no combate à principal ameaça fitossanitária da cultura atualmente.

    Segundo Guilherme Ogata, líder de Portfólio de Citrus, Café e Hortifrúti da Corteva Agriscience, o greening atingiu um nível de criticidade que passou a impactar diretamente a sustentabilidade produtiva e econômica dos pomares.

    “O produtor vive hoje um cenário muito mais complexo. O greening deixou de ser um problema isolado e passou a exigir acompanhamento constante, tomada de decisão rápida e estratégias integradas dentro da propriedade”, afirmou.

    De acordo com o executivo, o principal desafio atual está no controle contínuo do psilídeo. Isso ocorre, principalmente, diante da velocidade de disseminação da praga e das mudanças observadas no comportamento do inseto nos últimos anos.

    Resistência preocupa produtores e exige novas estratégias

    Outro ponto que ganhou destaque durante a feira foi a preocupação crescente com a resistência aos inseticidas tradicionais. Segundo Ogata, o manejo de resistência passou a ser indispensável para manter a eficiência das aplicações ao longo das safras.

    Além disso, o executivo afirmou que o controle contínuo do psilídeo exige maior planejamento dentro das propriedades. Isso porque o comportamento da praga mudou nos últimos anos. Com isso, produtores passaram a intensificar o monitoramento nos pomares.

    Nesse cenário, a Corteva apresentou o Incitro como uma solução desenvolvida especificamente para a citricultura. O inseticida possui a molécula Jemvelva Active, exclusiva da empresa. Segundo a companhia, o produto apresenta um modo de ação único no mercado.

    Entre os diferenciais apontados estão o alto poder de choque, o amplo espectro de controle e o efeito residual prolongado. Além disso, a tecnologia possui seletividade e curto intervalo de segurança. Assim, a colheita pode ser realizada um dia após a aplicação.

    Equipe da Corteva na Expocitros 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “O produtor precisa de ferramentas eficientes no controle imediato da praga. No entanto, também precisa de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade do manejo no longo prazo”, destacou Ogata.

    A empresa também levou para a Expocitros o Verter SC, inseticida foliar com tecnologia Isoclast active. A solução atua no controle de mosca-branca e pulgões. Além disso, integra as estratégias de manejo do psilídeo.

    Segundo a Corteva, o combate ao greening não depende apenas de novas tecnologias. Pelo contrário. O alinhamento regional entre produtores passou a ser decisivo. Da mesma forma, o monitoramento constante e a eliminação de plantas contaminadas ganharam ainda mais importância.

    “A atuação isolada já não resolve mais. Por isso, o manejo integrado virou peça-chave para preservar a produtividade e reduzir a pressão do greening nos cinturões citrícolas”, reforçou o executivo.

    Citricultura busca preservar competitividade

    A edição de 2026 da Expocitros aprofundou debates sobre sanidade vegetal, bioinsumos, sustentabilidade, energia, inovação tecnológica e gestão dentro das propriedades rurais.

    Além das tecnologias para manejo fitossanitário, a Corteva também apresentou durante o evento a campanha “Puro Suco do Brasil”. A iniciativa foi criada para valorizar a importância econômica da citricultura brasileira.

    A ação destaca a geração de mais de 200 mil empregos e a movimentação anual de cerca de US$ 14 bilhões pelo setor.

    Além disso, a empresa informou que pretende ampliar o relacionamento com produtores e agroindústrias. Para isso, a campanha deve ganhar novas ações voltadas ao fortalecimento da cadeia citrícola.

    Para Guilherme Ogata, o futuro da citricultura brasileira dependerá diretamente da capacidade do setor em controlar o avanço do greening nos próximos anos.

    “O Brasil segue como referência mundial na produção de citros. No entanto, o avanço da doença exige respostas rápidas e integradas. Sem controle eficiente, os impactos sobre produtividade, longevidade dos pomares e competitividade tendem a crescer”, concluiu.

  • Citricultura brasileira ganha destaque na Expocitros 2026

    Citricultura brasileira ganha destaque na Expocitros 2026

    A abertura oficial da 51ª Expocitros e da 47ª Semana da Citricultura reuniu autoridades, pesquisadores, produtores e representantes do agronegócio brasileiro no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis, interior de São Paulo. O evento ocorre entre os dias 26 e 29 de maio de 2026 e conta com 89 expositores. Além disso, reforça o papel da pesquisa, da inovação e da integração da cadeia produtiva para o fortalecimento da citricultura nacional.

    Promovida no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, unidade de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Agronômico (IAC), a cerimônia começou com o hasteamento das bandeiras e a execução do Hino Nacional. O IAC integra a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

    Compuseram o palco o secretário estadual de Agricultura, Geraldo Melo Filho; a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad; o ex-ministro da Agricultura e embaixador especial da ONU para Agricultura e Alimentação, Roberto Rodrigues; o diretor da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios da APTA, Carlos Nabil Ghobril; o diretor-geral do Instituto Agronômico, Marcos Lândell; e o diretor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, Dirceu Mattos Junior.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Evento reforça integração da cadeia citrícola

    Durante o discurso inicial, o diretor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, Dirceu Mattos Junior, ressaltou a importância histórica da Expocitros para o setor.

    “Desde o nascimento, nunca foi apenas um evento, mas um sistema integrado de colaboração, em que reunimos essa cadeia de produção e tantos atores do agronegócio brasileiro. É o terceiro evento mais tradicional do Brasil. Continuamos existindo após 52 anos de sua criação e temos como propósito ser melhor que o ano anterior”, afirmou.

    Na sequência, o coordenador-geral do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Marcos Guimarães de Andrade Lândell, destacou a tradição da pesquisa paulista voltada à citricultura.

    “O Instituto Agronômico trabalha há muito tempo com citros, durante todo o século 20 e continuamos ainda mais forte no século 21. Quero parabenizar a todos os pesquisadores e técnicos que nos apoiam e se dedicam para que as coisas sejam realizadas com excelência para que pudéssemos ter uma citricultura tão forte como a que temos hoje”, declarou.

    A prefeita Cristina Saad afirmou que o município amplia sua presença no cenário nacional e internacional por meio da citricultura.

    “Cordeirópolis abre suas portas não só para o Brasil, mas para o mundo através do Centro de Citricultura da nossa cidade. É um orgulho e um prazer muito grande contribuir com tudo isso”, disse.

    Homenagens reconhecem trajetórias do agro

    A solenidade também contou com homenagens voltadas à pesquisa, ao trabalho social e à trajetória de profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da citricultura brasileira.

    Neste ano, a entidade social homenageada foi a Acesac (Ação Social e Educativa da Paróquia de Santo Antônio de Cordeirópolis). A presidente da instituição, Célia Aparecida Evangelista Avi, recebeu uma doação entregue por Afonso Nogueira Filho, diretor comercial da Luma Implementos Agrícolas.

    Outro destaque da cerimônia foi a entrega da Medalha do Mérito Científico Dom Pedro II ao ex-ministro Roberto Rodrigues. A honraria reconhece personalidades que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento científico e para o fortalecimento do Instituto Agronômico e do agro paulista.

    Roberto Rodrigues recebe homenagem na abertura da Expocitros 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Após receber a homenagem, Roberto Rodrigues fez um pronunciamento marcado pela emoção e por reflexões sobre o atual momento do país e do agronegócio brasileiro.

    “Eu tenho recebido algumas homenagens que muito me honram e me orgulham. Eu tenho amor pela agricultura, eu gosto de trabalhar com agricultura. Hoje é emoção pura, estou segurando as pontas aqui”, afirmou.

    O ex-ministro também destacou a ligação histórica com o Instituto Agronômico e com o setor citrícola paulista.

    “Vejo aqui diversas gerações, vejo alunos meus que se tornaram meus amigos, e estar aqui, na casa onde eu nasci, realmente me traz muita emoção”, declarou.

    Roberto Rodrigues alerta para momento de crise

    Ao comentar o cenário econômico e produtivo, Roberto Rodrigues avaliou que o agro atravessa um período desafiador. Ainda assim, reforçou confiança no futuro do setor.

    “Vivemos um momento complicadíssimo no Brasil, mas vai passar. É como um tsunami. O problema é quando a onda volta. Quem não estiver com raízes firmes vai embora com ela”, disse.

    Segundo ele, o cenário atual supera outras crises já enfrentadas pelo agronegócio brasileiro.

    “As crises passam, e essa, particularmente, é a maior que eu já vivi, pois não é uma crise nacional, fruto de problemas internos. É muito maior, mais grave e mais violenta, mas vai passar. O futuro é fantástico, portanto, fiquemos vivos”, afirmou.

    Além disso, o tradicional Dia do Citricultor homenageou José de Alencar Matta, produtor rural que construiu sua trajetória na citricultura a partir do trabalho familiar e da expansão das atividades agrícolas no interior paulista.

    O Prêmio GCONCI – Hall da Fama da Citricultura Brasileira foi entregue ao pesquisador Walter dos Santos Soares Filho. O agrônomo é referência nacional em melhoramento genético de citros e atua na Embrapa Mandioca e Fruticultura.

    Já o Prêmio Engenheiro Agrônomo Destaque da Citricultura reconheceu Hamilton Humberto Ramos, pesquisador científico do Instituto Agronômico, com atuação voltada à tecnologia e segurança na aplicação de defensivos agrícolas.

    Pesquisa e inovação ganham espaço no evento

    O Prêmio Centro de Citricultura 2026, com o tema “Inovação para o Futuro da Citricultura”, foi concedido ao AcaroLab, da UNESP/FCAV de Jaboticabal. O laboratório se destaca pelos trabalhos desenvolvidos em manejo integrado de ácaros e pesquisas relacionadas à leprose dos citros.

    Além disso, a programação apresentou resultados inéditos de pesquisas sobre os benefícios do consumo de suco de laranja para a saúde humana. O conteúdo foi exibido em vídeo institucional com participação dos pesquisadores da USP Franco Lajolo e Neuza Hassimotto.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Durante o encerramento da solenidade, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, destacou a importância econômica da citricultura brasileira e o papel estratégico da pesquisa para o avanço do setor.

    “Estar aqui hoje é uma honra, uma satisfação, pela importância do setor, pela importância dos produtores, pelo que a citricultura representa pro Brasil. Estar nesse solo tão fértil, com tanto conhecimento, tecnologia e solução que tanto contribuiu para o agro brasileiro”, afirmou.

    Segundo o secretário, o setor enfrenta um momento delicado, marcado por desafios econômicos e sanitários.

    “O setor como um todo está passando por um momento muito delicado, muito sensível. Produzir nesse momento de crise é algo desafiador, mas envolve pesquisa, tecnologia, acesso a mercado, preços internacionais, sanidade, principalmente contra o greening”, destacou.

    Governo paulista reforça apoio ao produtor

    Geraldo Melo Filho também reforçou a importância do apoio ao produtor rural.

    “O principal papel do Estado é o apoio ao produtor que está exposto a todos os riscos, estar ao lado desse produtor nos momentos de crise e de necessidade”, concluiu.

    Na sequência, a organização realizou o tradicional brinde de encerramento com suco de laranja.

    A 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura seguem até o dia 29 de maio com programação técnica, exposição de tecnologias, debates sobre inovação e apresentações voltadas ao fortalecimento da cadeia citrícola brasileira.

  • Citricultura ganha foco em inovação na Expocitros 2026

    Citricultura ganha foco em inovação na Expocitros 2026

    A 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura terão início oficial na manhã do dia 26 de maio de 2026, no Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, em Cordeirópolis (SP). Neste ano, a organização antecipou a cerimônia de abertura para o período da manhã, das 9h às 11h. Assim, autoridades, pesquisadores, produtores e representantes do agronegócio participarão do encontro que marca um dos principais eventos da citricultura mundial.

    A programação seguirá até o dia 29 de maio com debates voltados à inovação, sustentabilidade, sanidade vegetal e mercado internacional. Além disso, a organização pretende ampliar a presença de startups, empresas de tecnologia agrícola e soluções ligadas à gestão no campo.

    Durante a solenidade de abertura, o evento entregará homenagens e premiações tradicionais da cadeia citrícola. Entre os destaques aparecem o Prêmio Centro de Citricultura e o Prêmio GCONCI Hall da Fama da Citricultura Brasileira, que homenageará Walter dos Santos Soares Filho. O setor também reconhecerá Hamilton Humberto Ramos como Engenheiro Agrônomo Destaque da Citricultura. Já a homenagem ao Dia do Citricultor terá como representante José de Alencar Matta.

    A edição de 2026 ocorre em um cenário de transformação da cadeia produtiva. Atualmente, produtores enfrentam desafios ligados ao avanço do greening (HLB), da leprose e do aumento dos custos de produção. Ao mesmo tempo, o setor acelera investimentos em inteligência artificial, rastreabilidade, automação e agricultura de precisão para aumentar eficiência e competitividade.

    Programação técnica prioriza sanidade e eficiência

    No primeiro dia, os painéis abordarão sustentabilidade, pesquisa e inovação aplicada ao campo. Em seguida, na quarta-feira, 27 de maio, especialistas discutirão tecnologias voltadas à implantação de pomares e ao manejo fitossanitário. Os debates incluirão temas como pinta preta, leprose, podridão penduncular, resistência a fungicidas e controle de pragas.

    Na quinta-feira, 28, a programação concentrará discussões sobre eficiência produtiva. Fertilidade do solo, irrigação, fertilizantes e mudanças climáticas estarão entre os temas centrais do encontro. Já no período da tarde, o HLB ganhará destaque em análises sobre controle, prevenção e expansão da doença nos pomares brasileiros.

    Por outro lado, o encerramento do evento, na sexta-feira, 29, terá foco econômico e estratégico. Pesquisadores e representantes do mercado analisarão preços, exportações e os impactos do acordo Mercosul-União Europeia para a cadeia citrícola. Além disso, especialistas debaterão o papel do suco de laranja na alimentação e na saúde.

    Segundo o diretor do Centro de Citricultura, Dirceu Mattos Jr., a programação reflete o atual momento vivido pela cadeia produtiva. “A edição de 2026 deve aprofundar debates sobre greening, inovação tecnológica, bioinsumos, sustentabilidade e gestão, refletindo exatamente o momento vivido pela citricultura brasileira”, afirma.

    Evento amplia espaço para jovens e tecnologia

    A Expocitros chega à 51ª edição consolidada como um ambiente estratégico de conexão entre ciência, negócios e planejamento. Em 2025, o encontro reuniu mais de 12 mil visitantes e cerca de 90 empresas expositoras. Agora, a expectativa da organização é ampliar a participação de jovens produtores, cooperativas, indústrias e empresas de tecnologia agrícola.

    A safra brasileira de laranja 2025/2026 encerrou com 293 milhões de caixas produzidas. No mercado internacional, o Brasil mantém liderança e responde por aproximadamente 70% a 75% das exportações globais de suco de laranja.

    Diante desse cenário, sustentabilidade, energia renovável e conservação de recursos naturais seguirão entre os principais temas do evento. Dessa forma, a Expocitros 2026 pretende fortalecer discussões sobre competitividade, inovação e futuro da citricultura brasileira.

  • 50ª Expocitros celebra meio século de inovação e força da citricultura paulista

    50ª Expocitros celebra meio século de inovação e força da citricultura paulista

    A Expocitros, maior feira da América Latina dedicada ao setor citrícola, comemora 50 anos de história com uma edição especial. O evento está sendo realizado de 3 a 6 de junho em Cordeirópolis (SP). Em paralelo à 46ª Semana da Citricultura, o evento espera superar o recorde de público de 2024, recebendo mais de 10 mil participantes entre produtores, técnicos, pesquisadores e empresários do agronegócio.

    Na abertura da Expocitros 2025, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo anunciou um edital para contratação de técnicos. São investimento de quase R$ 4 milhões para reforçar a fiscalização, sanidade e sustentabilidade da cadeia citrícola estadual. A medida complementa as ações da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) no combate ao greening, doença que ameaça a produção de citros no Brasil.

    Programação técnica e inovação

    Com mais de 70 expositores, a feira oferece uma programação robusta com painéis, palestras e eventos paralelos. Especialistas do Instituto Agronômico de Campinas (IAC-APTA) e da CDA apresentam as últimas pesquisas, orientações de manejo e tecnologias para a citricultura. Um escritório móvel da CDA também estará disponível para atendimento direto aos produtores no local, facilitando o acesso a informações e suporte técnico.

    Sediada no Centro de Citricultura Sylvio Moreira do IAC, com mais de 90 anos de tradição, a Expocitros reforça a posição de São Paulo como maior produtor e exportador mundial de citros. O estado responde por cerca de 80% da produção nacional de laranja e 90% do suco processado no país. Segundo dados da CitrusBR, mais de 57 mil empregos diretos e indiretos foram gerados em São Paulo na safra 2023/2024, parte dos mais de 200 mil empregos no setor em todo o Brasil.

    Perspectivas para a safra 2025/2026

    O suco de laranja, principal produto do agronegócio paulista, foi responsável por 98,1% dos R$ 17,78 bilhões em exportações do setor em 2024. Para a próxima safra, há expectativa de crescimento expressivo. Estimativas do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) indicam que a colheita pode chegar a 314,6 milhões de caixas de 40,8 kg no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudeste de Minas Gerais. Um aumento de 36,2% em relação à safra anterior, que foi prejudicada por condições climáticas adversas e pela doença greening.

    A Expocitros 2025 também destaca o compromisso com a sustentabilidade, recebendo o Selo Evento Neutro, que certifica a compensação das emissões de carbono geradas durante a feira. Essa iniciativa reforça a preocupação do setor com práticas sustentáveis e a preservação ambiental.

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