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  • Produção de macadâmia cresce 40% sem aumentar área plantada

    Produção de macadâmia cresce 40% sem aumentar área plantada

    A macadâmia capixaba vive um momento de expansão e consolidação no mercado internacional. Com produção totalmente concentrada no município de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, o setor registrou um crescimento de 39,8% na produção em apenas dois anos. Saltando de 1.470 toneladas em 2022 para 2.055 toneladas em 2024. O dado mais impressionante: esse avanço ocorreu sem qualquer aumento na área plantada, que se manteve estável em cerca de 660 hectares.

    A produção nacional de macadâmia representa apenas 2% da produção global, mas tem potencial de crescimento.

    O salto produtivo resulta da maturação dos pomares, adoção de tecnologia e manejo agrícola aprimorado. Especialistas apontam que o cultivo da noz macadâmia no ES avança em qualidade, eficiência e estratégia. Transformando-se em um case de diversificação agrícola de alto valor agregado.

    Exportações superam expectativas com foco quase total nos EUA

    O mercado externo, especialmente os Estados Unidos, absorve praticamente toda a produção capixaba da noz. Em 2023, as exportações renderam US$ 1,18 milhão. Embora os preços tenham oscilado em 2024, o volume exportado continuou crescendo, atingindo 183 toneladas e US$ 1,27 milhão apenas entre janeiro e novembro de 2025. Números que já superam o total do ano anterior.

    A dependência do mercado norte-americano (destino de 99% das exportações) gerou alerta no setor em 2025, durante o debate sobre o aumento de tarifas (“tarifaço”) pelos EUA. No entanto, uma ação coordenada garantiu a inclusão da macadâmia brasileira na lista de exceções, preservando sua competitividade.

    “Monitoramos o debate tarifário de perto e dialogamos com o setor para garantir previsibilidade. A inclusão nas exceções foi fundamental para manter o Espírito Santo competitivo e seguro nesse nicho”, afirmou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

    Bergoli destaca que a experiência da macadâmia reforça a necessidade de políticas que combinem monitoramento internacional, inteligência de mercado e apoio a cadeias produtivas com alto potencial, mesmo que ainda pouco conhecidas.

    A combinação de produtividade crescente, qualidade reconhecida e estratégia comercial focada posiciona a macadâmia como um dos produtos mais dinâmicos e promissores da agricultura capixaba.

  • Tilápia impulsiona aquicultura capixaba

    Tilápia impulsiona aquicultura capixaba

    O Espírito Santo recupera sua força na produção de peixes cultivados. O estado alcançou 7,1 mil toneladas em 2024, volume 73% superior ao registrado em 2017, quando a produção atingiu seu ponto mais baixo com 3,73 mil toneladas. A tilápia concentra praticamente toda a atividade aquícola estadual. A espécie responde por 99,46% da produção capixaba e registrou 7,03 mil toneladas em 2024. Os demais peixes representam menos de 1% do volume total.

    O setor movimentou R$ 68,4 milhões em 2024, mais que o dobro dos R$ 26,3 milhões contabilizados em 2020. Os números demonstram não apenas a recuperação quantitativa, mas também o ganho de valor agregado na atividade.

    A aquicultura capixaba atravessou um período de oscilações entre 2014 e 2020. A partir de 2021, o setor retomou trajetória consistente de crescimento, apoiado em modernização tecnológica e organização produtiva.

    Linhares concentra quase metade da produção estadual

    Três municípios concentram a maior parte da tilapicultura capixaba. Linhares lidera o ranking com 3,2 mil toneladas, equivalente a 45,5% do total estadual. Domingos Martins ocupa a segunda posição com 1,4 mil toneladas (20,05%), seguido por Marechal Floriano com 550 toneladas (7,82%).

    Guarapari, Muniz Freire e Alegre também expandem seus sistemas produtivos. Esses municípios investem em tecnologias adaptadas às condições locais e ampliam sua participação no setor.

    O crescimento recente reflete a capacidade do setor em incorporar inovações. Os produtores capixabas adotam melhoria genética, sistemas de aeração, alimentação balanceada e protocolos rigorosos de controle sanitário.

    A tilapicultura capixaba conquista espaço no mercado pela regularidade do produto. A espécie atende tanto o varejo quanto a indústria, setores que demandam qualidade consistente e fornecimento estável.

    Estado aposta na atividade como vetor de desenvolvimento

    O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, destaca o papel estratégico da tilápia. “O Estado vive um ciclo de crescimento sustentado, fruto dos investimentos em tecnologia, qualificação e organização produtiva. Esse resultado representa mais renda para as famílias rurais, diversificação econômica e segurança alimentar para a população”, afirma Bergoli.

    A tilapicultura se consolida como uma das atividades mais promissoras do agronegócio capixaba. O setor combina geração de renda no campo, diversificação da economia regional e oferta de proteína de qualidade para a população.