Tag: Seara

  • Mercado de marmitas é avaliado em R$ 12 bi

    Mercado de marmitas é avaliado em R$ 12 bi

    A Seara, marca de alimentos, carne de frango e suína do grupo JBS, anunciou sua entrada no mercado de marmitas prontas, setor estimado em R$ 12 bilhões.

    Segundo comunicado da empresa, a decisão se baseia em uma mudança concreta nos hábitos de consumo dos brasileiros, que têm almoçado mais em casa ou levado refeições prontas para o trabalho.

    Além disso, a companhia também quer dar escala e consistência a um segmento hoje considerado altamente fragmentado, segundo o CEO da Seara, João Campos.

    O mercado de marmitas no Brasil

    Apenas na cidade de São Paulo, cerca de 18 milhões de marmitas são consumidas todos os meses, dado apontado pela Seara com base em levantamento da principal empresa de delivery do país.

    A empresa também cita pesquisa da consultoria de alimentação Galunion, que mostra crescimento expressivo do hábito de levar marmitas, inclusive entre consumidores de alta renda.

    61% dos entrevistados da classe A passaram a levar, com maior frequência, refeições preparadas em casa para o trabalho. Em nota, a Seara afirmou:

    “Soluções prontas, com qualidade percebida e alinhadas às novas demandas nutricionais tendem a ganhar protagonismo.”

    Linha de pratos prontos já está no mercado

    Desde maio, a Seara vem comercializando no varejo uma linha de pratos prontos com ingredientes já conhecidos do consumidor brasileiro, como feijoada, frango desfiado, carne moída com legumes e linguiça calabresa acebolada.

    Segundo João Campos, o movimento não representa a criação de um novo comportamento de consumo, mas a organização de um mercado que já existe:

    “Não se trata de criar um novo hábito, mas de organizar um mercado que já existe e cresce rapidamente”, afirmou o CEO da Seara.

  • JBS lidera mercado de hambúrgueres no Brasil

    JBS lidera mercado de hambúrgueres no Brasil

    A JBS atingiu 45,6% de participação no mercado brasileiro de hambúrgueres, somando as marcas Friboi e Seara, segundo dados da Nielsen.

    O hambúrguer está presente em cerca de 70% dos lares brasileiros e cresce em média 5% em volume e 7% em valor ao ano, segundo dados de mercado. A expansão é impulsionada pela busca por praticidade e consumo dentro de casa.

    Seara e Friboi impulsionam inovação

    A Seara vem ampliando seu portfólio com produtos de maior valor agregado, incluindo a linha Blend Burger Seara Gourmet, com versões de cortes Angus e combinações especiais.

    A marca também lançou hambúrguer para Air Fryer e mini-hambúrguer voltado ao churrasco, ampliando o consumo em novas ocasiões.

    Já a Friboi fortaleceu sua atuação com a linha Maturatta, voltada ao churrasco, com hambúrgueres de cortes como picanha, costela e fraldinha, ampliando a presença no segmento premium.

    Varejo e experiência de compra

    Além da inovação em produtos, o grupo investe em execução no ponto de venda, com espaços dedicados como o “Espaço Burger”, criado para aumentar visibilidade e facilitar a jornada de compra do consumidor.

    As ações incluem organização de sortimento, exposição estratégica e estímulo à compra por impulso, reforçando a presença das marcas no varejo alimentar.

  • Copa do Mundo 2026 aquece mercado de carne bovina e churrasco no Brasil

    Copa do Mundo 2026 aquece mercado de carne bovina e churrasco no Brasil

    A Copa do Mundo de 2026 promete movimentar muito mais do que torcedores dentro e fora dos estádios. Com formato inédito de 48 seleções, calendário mais extenso e jogos da Seleção Brasileira previstos para o horário nobre, entre 19h e 21h30, o torneio deve ampliar as ocasiões de confraternização e fortalecer uma tradição nacional: reunir amigos e família em torno da boa comida, normalmente um churrasco.

    O mercado já sente o aquecimento. Dados da Kantar Worldpanel apontam que as ocasiões de churrasco cresceram 22% em 2025 em relação ao ano anterior. Historicamente, a Copa do Mundo ainda adiciona 10% de incremento nas vendas de carne durante o período do torneio. Para o setor, o Mundial representa muito mais do que um evento esportivo, é uma janela estratégica de consumo.

    Mais jogos, mais encontros, mais oportunidades

    A edição de 2026 será a maior da história da Copa. O aumento de 32 para 48 seleções eleva significativamente o número de partidas e estica o calendário por mais de um mês, criando múltiplas oportunidades para reuniões entre amigos e familiares.

    Os horários das partidas da primeira fase favorecem encontros após o expediente e abrem espaço para diferentes experiências gastronômicas, do tradicional churrasco a preparos mais ágeis, como cortes na air fryer, tábuas de petiscos e sanduíches especiais.

    Uma pesquisa da JBS reforça a tendência: 56% das famílias brasileiras pretendem se reunir para assistir às partidas do Mundial fazendo churrasco. Na Copa de 2022, essa ocasião movimentou R$ 550 milhões adicionais no varejo brasileiro. As linguiças se destacaram entre as categorias com melhor desempenho, registrando incremento superior a R$ 31 milhões em vendas acima da sazonalidade normal do período.

    Cortes premium e novas experiências ganham espaço

    Para a Minerva Foods, o Mundial de 2026 chega em um momento de evolução no comportamento do consumidor. “A Copa do Mundo historicamente impulsiona o consumo de alimentos ligados aos momentos de confraternização. Em 2026, esse movimento ganha força adicional com o maior número de jogos e horários que favorecem encontros presenciais. Observamos uma demanda crescente por experiências gastronômicas que vão além do churrasco tradicional e acreditamos que será um momento aquecido para o mercado de carne bovina, principalmente pensando em cortes premium”, afirma Daniela Arantes, Head de Marketing e Comunicação da empresa.

    Churrasco brasileiro ganhou destaque internacional com cortes tradicionais entre os melhores pratos do mundo — (Foto: Reprodução/Unsplash)

    A companhia aposta em três marcas para atender diferentes perfis de consumidores. A Cabaña Las Lilas é voltada para experiências premium com cortes de alto marmoreio. Já a Estância 92 é focada em cortes selecionados para momentos especiais. E a PUL, que entrega praticidade e qualidade para o dia a dia.

    Para ajudar na organização das compras, a Minerva Foods disponibiliza na plataforma My Minerva Foods uma calculadora de churrasco. Para um grupo de 15 pessoas, dez adultos e cinco crianças, reunidas por mais de quatro horas, a recomendação chega a aproximadamente 5,6 kg de carne. Isso considerando cortes como bife ancho, bife de chorizo, picanha, maminha e fraldinha.

    Friboi e Seara entram em campo com estratégias próprias

    A Friboi também chega ao Mundial com estratégia clara. “A Maturatta foi construída para liderar o território do churrasco dentro da Friboi. É uma marca especializada, com cortes desenvolvidos para entregar maciez, sabor e uma experiência superior nessa ocasião, que ganha ainda mais relevância em um cenário de Copa do Mundo, quando as confraternizações aumentam e o churrasco se fortalece como um dos principais momentos de consumo do varejo brasileiro”, afirma Renato Costa, presidente da Friboi.

    carne de churrasco sendo cortada
    Foto de Emerson Vieira na Unsplash

    Já a Seara decidiu disputar o “primeiro tempo do churrasco”, o momento anterior à grelha principal. A marca escalou Galvão Bueno e Arnaldo Cezar Coelho para estrelar a campanha “Churrasco que é churrasco começa com Seara”. E lançou uma linha de produtos que inclui mini-hambúrguer para grelha, linguiça com queijo coalho, smoked beef franks da linha American Grill e uma nova pasta de alho.

    “Hoje, metade da cesta dessa ocasião já se compõe por categorias que vão além da carne bovina, como linguiças, frango, aperitivos e acompanhamentos. Existe uma oportunidade importante de ampliar presença justamente nesses momentos, que ganham ainda mais relevância durante a Copa do Mundo”, explica João Campos, presidente da Seara. A expectativa da marca é que as vendas deste Mundial sejam 40% superiores às de 2022.

    Portanto, independentemente do cardápio, o Mundial de 2026 deve reforçar um hábito característico dos brasileiros: transformar grandes eventos esportivos em momentos de convivência, celebração e compartilhamento à mesa.

  • Churrasco ganha força com a Copa e anima mercado de carnes

    Churrasco ganha força com a Copa e anima mercado de carnes

    As principais empresas brasileiras de proteína animal enxergam na Copa do Mundo uma oportunidade estratégica para fortalecer vendas e ampliar o consumo interno.

    Enquanto o setor de aves e suínos projeta um aumento expressivo na comercialização de produtos, a indústria da carne bovina acredita que o torneio pode marcar uma nova fase para o consumo per capita da proteína no país.

    Sadia aposta em crescimento de até 50% como patrocinadora BR

    A Sadia, marca de aves e suínos da MBRF, reforça sua presença no evento como patrocinadora oficial da seleção brasileira. A empresa estima que o volume de vendas durante a competição alcance níveis comparáveis aos registrados em datas tradicionalmente fortes para o varejo, como o Dia das Mães e as festas de fim de ano.

    Além disso, a marca firmou parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até 2030. Dessa forma, será responsável pelo fornecimento de proteínas aos atletas da seleção principal e também a outras 19 equipes ligadas à entidade, incluindo categorias de base e seleções femininas.

    A previsão é distribuir cerca de duas toneladas mensais de produtos para aproximadamente 160 integrantes das equipes. Ao longo de quatro anos, o volume pode se aproximar de 100 toneladas.

    “A seleção, independentemente do período, é uma paixão nacional. Por isso, estamos muito felizes de ver nossa marca ligada à seleção, ainda mais agora com a Marfrig e a BRF em uma empresa única, as oportunidades são potencializadas”, afirmou Miguel Gularte, diretor-executivo da MBRF.

    ‘Lek Trek’ e ‘Canarinho’ em campanha da Sadia — Foto: CBF

    Após encerrar o primeiro trimestre com vendas domésticas 5,5% menores na comparação anual, a empresa vê a Copa como um dos principais vetores de crescimento em 2026.

    Por isso, a expectativa é ampliar em até 50% o volume comercializado durante o torneio em relação à edição de 2022. O desempenho deverá ser impulsionado principalmente por produtos como linguiças, salames, empanados e itens destinados ao churrasco.

    Engajamento digital

    Segundo levantamento da plataforma de inteligência de consumo Winnin, o interesse pelo torneio cresceu de forma significativa entre os consumidores. O volume de interações relacionadas à Copa nas redes sociais saltou de cerca de 20 milhões por mês no início do ano para 240 milhões em maio.

    Para aproveitar esse cenário, a Sadia desenvolveu uma linha especial com 20 produtos temáticos e lançou uma promoção que oferece brindes oficiais da seleção brasileira aos consumidores participantes.

    De acordo com a empresa, o planejamento das ações começou ainda em janeiro.

    “A procura pelos nossos produtos aumenta de forma significativa nos dias de jogos. Por isso, começamos a nos preparar com bastante antecedência”, destacou Manoel Martins, vice-presidente de Mercado Brasil e Marketing da MBRF.

    Sadia lançou ação promocional em parceria com a seleção brasileira — Foto: Divulgação

    Seara aposta no conceito do “primeiro tempo do churrasco”

    A Seara, marca de aves e suínos da JBS, também projeta forte crescimento nas vendas durante o torneio. A expectativa é registrar aumento de aproximadamente 40% em comparação à Copa anterior.

    Diferentemente da estratégia adotada em 2022, quando o foco estava em produtos específicos, a empresa decidiu concentrar sua campanha na valorização da etapa inicial do churrasco brasileiro.

    Segundo o presidente da Seara, João Campos, a proposta foi batizada de “1º tempo do churrasco”.

    “O churrasco brasileiro tem dois momentos. Tem a abertura, que é a linguiça, o frango, o suíno, às vezes um pão de alho, o petisco. Depois vai para o bovino. Fazendo alusão ao futebol, estamos dando foco na ideia de que o primeiro tempo do churrasco é tão importante quanto o segundo”, explicou.

    Além disso, a companhia lançou kits churrasco, inspirados nos tradicionais kits natalinos.

    Friboi vê oportunidade

    No segmento de carne bovina, a Friboi, operação da JBS, também trabalha com expectativas positivas. A expectativa é elevar em cerca de 10% as vendas.

    Base atual de consumo da marca já é superior à observada durante a Copa de 2022 — Foto: Friboi

    Nos dias em que houver partidas, entretanto, a projeção é ainda mais otimista. A empresa espera comercializar pelo menos 20% mais produtos em relação aos dias sem jogos.

    Segundo o diretor-executivo comercial da empresa, Leonardo Monteiro, a Copa pode representar um marco importante para a expansão do consumo de carne bovina no país.

  • JBS registra lucro de US$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026

    JBS registra lucro de US$ 221 milhões no primeiro trimestre de 2026

    A JBS reportou uma receita líquida de US$ 21,6 bilhões no 1T26, um aumento de 11% em comparação ao 1T25. O lucro líquido totalizou US$ 221 milhões de janeiro a março deste ano. Os principais motores por trás desse desempenho foram as operações da JBS Brasil, apoiadas por uma forte demanda global. E o desempenho consistente da Seara nos mercados interno e externo.

    Os resultados demonstram a resiliência da estratégia global multiproteína e multigeográfica da Companhia. O desempenho das operações no Brasil e a força de outras unidades de negócio ajudaram a compensar os desafios enfrentados devido ao ciclo do gado na América do Norte. Durante o primeiro trimestre de 2026, a JBS reportou um EBITDA ajustado de US$ 1,13 bilhão, com uma margem de 5,2%. No mesmo período, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 22,1%.

    “No primeiro trimestre de 2026, permanecemos firmemente focados na excelência operacional. Entendemos o ambiente em que operamos e os ciclos naturais de cada proteína, e gerimos o negócio com disciplina e responsabilidade. Por isso, adotamos uma abordagem de austeridade para reforçar a geração de caixa e garantir que extraiamos o valor máximo de nossos ativos e investimentos”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. Ele também destacou que o trimestre foi particularmente pressionado pela operação de carne bovina da Companhia nos Estados Unidos.

    O consumo de fluxo de caixa durante o trimestre reflete a sazonalidade típica do período, marcada pela concentração de pagamentos a fornecedores. Outro fator que afetou o fluxo de caixa foi o aumento de 20% no Capex em comparação a 2025, totalizando US$ 2,4 bilhões este ano.

    Dólar

    A alavancagem em dólar encerrou o trimestre em um patamar equilibrado de 2,77x, dentro do intervalo da meta de longo prazo da JBS. De acordo com Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, a sólida posição financeira da Companhia oferece proteção contra a volatilidade.

    “Executamos nossa estratégia de Liability Management, estendendo o prazo médio de nossa dívida para 15,6 anos, com um custo médio atrativo de 5,7% ao ano e sem vencimentos significativos previstos até 2031”, afirmou Cavalcanti.

    Segundo o CFO, essa estratégia disciplinada de alocação de capital proporciona segurança e liquidez para navegar pela volatilidade dos ciclos operacionais, enquanto a JBS continua investindo em expansão.

    JBS Beef North America

    A operação de carne bovina nos EUA registrou receita de US$ 7,167 bilhões no 1T26. O EBITDA foi negativo em US$ 267 milhões, com uma margem de -3,7%. O negócio enfrentou uma “tempestade perfeita”: a menor disponibilidade de gado em meio a uma das fases mais agudas do ciclo pecuário impactou as operações e aumentou ainda mais os custos de aquisição de gado para processamento.

    Durante o período, a Companhia avançou em ajustes organizacionais e operacionais em sua plataforma de carne bovina nos EUA, com foco na simplificação da estrutura e na melhoria da eficiência em resposta ao ambiente mais adverso. A iniciativa também reflete um foco mais amplo na captura de sinergias entre os negócios, aumentando as eficiências e fortalecendo ainda mais a plataforma para o desempenho de longo prazo.

    Pilgrim’s Pride

    Com uma margem EBITDA de 9,9% no 1T26, a Pilgrim’s Pride também foi impactada por eventos climáticos extremos de inverno. Mesmo assim, a Companhia reportou receita líquida de US$ 4,529 bilhões durante o período. Além disso, a Companhia aproveitou a sazonalidade para realizar paradas de manutenção planejadas e modernizar as instalações de produção, melhorando seu mix de produtos para apoiar o crescimento e clientes estratégicos nos próximos meses.

    Na Europa, a operação manteve resultados estáveis em comparação ao ano passado, apoiada por seu portfólio equilibrado entre proteínas e ocasiões de consumo. No México, a operação expandiu seu portfólio de marcas em alimentos frescos e preparados.

    JBS USA Pork

    O negócio de suínos nos EUA registrou uma margem EBITDA de 13,5% e uma receita líquida recorde para um primeiro trimestre de US$ 2,032 bilhões. Os resultados consistentes refletem a excelência na execução, a forte demanda do consumidor doméstico por proteínas acessíveis e os esforços contínuos para expandir o portfólio de produtos de marca e de valor agregado.

    JBS Brasil

    Com receita líquida recorde para um primeiro trimestre de US$ 3,78 bilhões e uma margem EBITDA de 4,4%, a JBS Brasil foi um dos destaques do período. Os resultados foram impulsionados por volumes fortes, apoiados pela demanda global e pela diversificação geográfica dos destinos de exportação. No mercado interno, a Friboi continua aprofundando as parcerias com clientes-chave e focando na oferta de produtos de valor agregado.

    De acordo com o Cepea-Esalq, o preço médio do boi gordo durante o trimestre foi de R$ 338 por arroba, um aumento de 6% em relação ao 1T25. Como resultado, apesar da maior receita líquida, a rentabilidade foi pressionada pelos elevados custos do gado, refletindo a forte demanda internacional.

    Seara

    A Seara registrou uma margem EBITDA de 15,5% no 1T26. O crescimento sustentado das vendas nas exportações e no mercado interno, que gerou US$ 2,379 bilhões em receita líquida, reflete a disciplina operacional e a excelência comercial.

    Mesmo em meio a um ambiente operacional mais desafiador em mercados-chave resultante do conflito no Irã, a Companhia manteve seu ritmo de crescimento. A Seara continua investindo pesadamente nos fundamentos de sua marca, com foco na expansão de seu portfólio de valor agregado e na inovação.

    JBS Austrália

    A operação australiana manteve uma forte execução, reportando uma receita líquida de US$ 2,145 bilhões, sustentada por maiores volumes nos mercados interno e externo. Isso compensou os aumentos nos custos do gado de quase 30% nos últimos 12 meses.

    A margem EBITDA para o primeiro trimestre de 2026 foi de 6,2%, impulsionada pela execução operacional e maior produtividade, especialmente nos segmentos de salmão e suínos. A desvalorização do dólar australiano frente ao dólar norte-americano impactou a conversão dos resultados para dólares.

  • JBS registra receita recorde e fecha 2025 com US$ 2 bi de lucro líquido

    JBS registra receita recorde e fecha 2025 com US$ 2 bi de lucro líquido

    A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 86 bilhões no resultado de 2025, alta de 12% comparado com 2024. Em reais, o montante chega perto de meio trilhão. O lucro líquido cresceu 15% no período, consolidado em US$ 2 bilhões no ano. Os principais motores desses resultados anuais foram as operações da Pilgrim’s Pride, JBS Austrália e Seara, que atuaram com forte expansão e geração de valor.

    A performance do ano comprova a resiliência da estratégia global multiproteína e multiplataforma da Companhia, que resulta em disciplina e agilidade em diferentes contextos de mercado. A JBS reportou EBITDA ajustado IFRS de US$ 6,8 bilhões e margem EBITDA de 7,9% no consolidado de 2025.

    “Encerrar 2025 com um crescimento de 15% na receita, o maior da nossa história, comprova a força e a resiliência da nossa plataforma diversificada. Tanto em proteínas quanto em geografias. Ao mesmo tempo, o avanço de 15% no lucro reforça a consistência da nossa execução, sustentando margens robustas e a nossa capacidade de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

    A solidez dos resultados ao longo de 2025 também se refletiu na evolução do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que foi de 25% nos últimos 12 meses. Comparado com o resultado consolidado de 2024, o indicador avançou 3,2 pontos percentuais.

    O desempenho foi impulsionado pela expansão dos resultados operacionais, maior disciplina na alocação de recursos e foco em geração de valor para os acionistas. O lucro por ação (EPS, earning per share) registrou salto de 15% comparado com 2024 e fechou 2025 em US$ 1,89.

    Alavancagem

    A alavancagem em dólar encerrou o ano em 2,39 vezes, em linha com a meta de longo prazo da companhia e estável em relação ao 3T25. Além desse indicador, a JBS possui um confortável cronograma de amortizações, sem vencimentos relevantes de dívida previstos até 2031 e com um custo de dívida altamente competitivo, com cupons até 2032 posicionados abaixo das taxas dos Treasuries dos Estados Unidos.

    Para Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, os resultados de 2025 comprovam a eficiência da Companhia e a disciplina da alocação de capital. “Nossa estratégia permitiu manter nossa alavancagem entre 2x e 3x, e trabalhar com um perfil de dívida extremamente alongado. Isso nos traz segurança financeira e liquidez necessárias para atravessar a volatilidade dos ciclos e continuar entregando retornos sólidos aos nossos investidores.” No acumulado do ano, o fluxo de caixa livre totalizou US$ 400 milhões.

    Unidades de negócios

    • Pilgrim’s Pride

    Com margem EBITDA de 15,2% no ano, a Pilgrim’s Pride continuou crescendo apoiada na força de suas operações e uma gestão disciplinada. O portfólio in natura foi beneficiado por uma forte demanda no mercado americano e a diversificação por meio de ofertas de produtos com marca alcançou um feito histórico com a Just Bare, batendo US$ 1 bi em vendas. Nas operações da Europa e México os resultados continuaram a apresentar melhora, com otimização fabril, integração da gestão e um melhor mix de produtos.

    • JBS Austrália

    A JBS Austrália apresentou margem EBITDA de 11,3%, reflexo do crescimento dos volumes no mercado interno e externo. O segmento de carne bovina foi o principal motor da rentabilidade. A melhora de preços e volumes compensaram o aumento de 20% no custo de bovinos em 2025, de acordo com a Meat & Livestock Australia (MLA). Os segmentos de carne suína e salmão também apresentaram margens melhores, impulsionados pela execução operacional e maior produtividade.

    • Seara

    A Seara registrou margem EBITDA de 16,9% em 2025, impulsionado pelo maior volume de exportação de sua história, apesar das restrições temporárias em mercados-chave como China e Europa, e desempenho de vendas no mercado interno. O crescimento das vendas e volumes foi a resposta de uma forte execução comercial, a consolidação contínua da marca e a inovação constante, agregando maior valor ao portfólio. Entre as inovações com valor agregado, a marca lançou a linha Seara Protein, refeições congeladas com maior teor de proteína, linha de produtos para preparo na Air Fryer, além de snacks em parceria com a Netflix.

    • JBS Brasil

    Com margem EBITDA de 6,2% no ano, a JBS Brasil apresentou forte crescimento de receita. A Friboi registrou o maior volume de processamento de sua história. Reflexo da forte demanda e a expansão no mercado externo, como também a força da marca, uma sólida execução comercial, a melhoria nos níveis de serviço e a contínua oferta de produtos de valor agregado por meio do Friboi+ no mercado interno. A Friboi foi mais uma vez reconhecida como Top of Mind, vencendo na categoria de carnes pela sexta vez consecutiva. E na categoria churrasco pela segunda vez consecutiva, reforçando sua liderança no Brasil.

    • Beef North America

    Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America alcançou receita recorde de US$ 28 bilhões em 2025, sustentada pela demanda firme nos Estados Unidos. O setor de bovino segue com preços em patamares historicamente elevados, como reflexo da menor disponibilidade de animais em meio ao atual ciclo pecuário americano. O rebanho é o menor em 75 anos.

    Além disso, as importações de bovinos vivos do México sofreram restrições a partir de maio de 2025, por causa de questões sanitárias, impactando o abastecimento do mercado nos Estados Unidos.

    • JBS USA Pork

    A JBS USA Pork registrou receita líquida recorde no ano, de US$ 8,4 bi. O desempenho foi impulsionado por uma demanda sólida e pela expansão do portfólio de produtos de marca e de valor agregado no mercado interno e também na exportação. Durante o ano, a Companhia anunciou a expansão da produção de bacon pré-cozido e salsichas para café da manhã (breakfast sausage) por meio da aquisição de uma fábrica em Iowa, bem como da construção de uma nova unidade anunciada no mesmo estado.

    “A Companhia está entregando crescimento e valor, com disciplina financeira. A alta lucratividade é um reflexo do acerto da estratégia e da excelência da execução de nosso time”, afirmou Tomazoni.

  • Empresa brasileira revela nova identidade visual na Gulfood 2026

    Empresa brasileira revela nova identidade visual na Gulfood 2026

    A Seara apresentou, durante a Gulfood 2026, sua nova identidade visual e um reposicionamento estratégico voltado ao público do Oriente Médio e Norte da África (MENA). A feira, realizada em Dubai, é considerada o principal evento global da indústria de alimentos e bebidas, reunindo marcas que definem tendências de consumo e parcerias estratégicas em mercados em expansão.

    Além da Seara, o estande da JBS contou com novidades de outras marcas do grupo, como Friboi, Swift, 1855, Imperial American Wagyu Beef, Blue Ribbon e Pilgrim’s, reforçando a presença global da companhia na cadeia de proteínas.

    Durante o evento, a Seara apresentou embalagens renovadas para todo o portfólio. O novo design destaca a tradicional cor laranja, símbolo da marca desde 2016. E introduz uma hierarquia visual mais clara, facilitando a escolha nas gôndolas e fortalecendo o reconhecimento da marca entre os consumidores da região. A atualização visual celebra o sucesso da trajetória da Seara na Arábia Saudita, impulsionada por investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia.

    A marca também lançou um novo posicionamento regional, batizado de “Go Tastier”, acompanhado da campanha “Seara – ou você ama, ou nunca experimentou”. O projeto tem como embaixadora a estrela de TV Joelle Mardinian, e reforça o compromisso da empresa em oferecer produtos de sabor superior, conquistando a confiança das famílias árabes.

    Conexão emocional

    Para Monique Oliveira, diretora de Marketing da Seara MENA, o novo conceito eleva o desejo e a conexão emocional da marca com os consumidores. “Com o ‘Go Tastier’, buscamos refletir o estilo de vida local e transformar cada refeição em uma experiência marcante de sabor e qualidade”, afirma.

    Como parte da estratégia de fortalecimento da marca, a Seara firmou patrocínio ao programa The Voice: Ahla Sawt. Exibido pelo canal MBC1, é o mais popular da região MENA. Durante toda a temporada, um food truck da Seara oferece refeições para participantes e equipes do programa, reforçando o vínculo da marca com o entretenimento e o público local.

    A Seara também aproveitou o evento para anunciar o lançamento de sua linha de Frangos Inteiros (Griller) e Cortes de Frango na Arábia Saudita. A iniciativa resulta da parceria com a Arabian Company for Agricultural and Industrial Investment (ENTAJ), líder em produção avícola no país. A colaboração combina a escala global e expertise técnica da JBS com o profundo conhecimento regulatório e produtivo da empresa saudita.

    O movimento se alinha ao plano de expansão da JBS na região. E que inclui a inauguração recente de uma planta industrial de 41 mil metros quadrados na Arábia Saudita. O investimento, de aproximadamente US$ 85 milhões, deve duplicar a capacidade produtiva local para 30 mil toneladas até o final de 2026. Reforçando a segurança alimentar nacional e o papel do país como hub global de alimentos halal.

  • Projeto premia produtores por excelência em avicultura e suinocultura

    Projeto premia produtores por excelência em avicultura e suinocultura

    A JBS, por meio da Seara, celebrou a excelência na produção de aves e suínos com a entrega do Prêmio SuperAgro 2025, reconhecendo mais de 30 produtores integrados no estado de São Paulo, incluindo dois da região de Amparo (SP). A iniciativa, que já está na sua oitava edição, premiou 315 parceiros em todo o Brasil e no Distrito Federal, reforçando o compromisso da empresa com a qualidade e a sustentabilidade na cadeia produtiva.

    Neste ano, mais de 10 mil granjas participaram da premiação, que avaliou 18 categorias, como Frango Pesado Macho e Fêmea, Frango Orgânico, Suíno Terminador e Peru Iniciador. O júri técnico, composto por especialistas da JBS, considerou indicadores de desempenho, bem-estar animal e qualidade.

    Um dos premiados foi o veterinário e produtor rural Edison Baba, que conquistou o 1º e 3º lugares na categoria Frango Pesado Macho. Com uma história familiar na avicultura desde as décadas de 1960 e 1970, Baba hoje administra uma estrutura com capacidade para 600 mil aves por ciclo – um crescimento de 160% desde 2022.

    “A parceria desde o início do projeto nos ajudou a alcançar resultados técnicos cada vez mais consistentes, e o envolvimento da família em todas as áreas da granja faz toda a diferença”, afirma Edison, que divide a gestão com os filhos e nora.

    Integração

    Ele ainda destaca os impactos positivos da integração com a Seara: “Ser um produtor integrado impactou diretamente nos resultados de conversão alimentar e condenação. Em 2023, fomos reconhecidos e, agora em 2025, recebemos o prêmio pela segunda vez. O maior benefício está nos resultados técnicos consistentes que alcançamos.”

    Foto: Divulgação/JBS

    Outro exemplo de sucesso é João Paulo Demori, que venceu na categoria Frango de Corte Pesado Verde Macho. Com uma trajetória de mais de 40 anos no município de Amparo (SP), Demori iniciou na atividade inspirado pelo avô e hoje mantém uma granja com 18 mil frangos por ciclo, operada com ajuda da família. “Estamos todos os dias acompanhando de perto as aves, cuidando da ambiência, alimentação e manutenção. É um trabalho feito com amor e atenção aos detalhes”, relata.

    Demori, que é parceiro da JBS desde 2008, já soma cinco prêmios e destaca o apoio da empresa. “Antes era tudo muito rústico, sem retorno financeiro. A JBS nos ajudou com insumos, assistência técnica e suporte contínuo. O técnico Fabiano Flausino tem sido essencial para esse prêmio, que nos enche de orgulho.”

    José Ribas Junior, Diretor Executivo de Agropecuária da Seara, reforçou a importância da premiação. “O SuperAgro valoriza o trabalho dos nossos produtores integrados, que são fundamentais para o sucesso desse modelo. É uma relação em que todos ganham: a Seara, os produtores e, principalmente, o consumidor, que recebe um alimento seguro e de qualidade.”

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Importadores de café correm contra o relógio nos EUA

    + Agro em Campo: Drones Agrícolas – saiba como ganhar até R$ 400 por hectare

  • JBS apresenta estratégia de crescimento global

    JBS apresenta estratégia de crescimento global

    A JBS, líder global na indústria de alimentos, destacou sua visão estratégica para o futuro durante a conferência do Consumer Analyst Group of New York (CAGNY). A empresa apresentou cinco pilares essenciais para gerar valor aos acionistas e garantir o sucesso a longo prazo: crescimento contínuo, expansão das margens, redução da volatilidade, disciplina financeira e retorno aos acionistas.

    “Esses pilares são fundamentais para o nosso desenvolvimento”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS. “Nossa estratégia de crescimento foi estruturada em duas fases: construímos uma plataforma global de proteínas e uma rede de distribuição robusta, e ampliamos nosso portfólio de produtos de valor agregado e marcas próprias, aproximando-nos dos consumidores”, destacou Tomazoni.

    Estratégia de crescimento

    • Crescimento Contínuo: Impulsionado por investimentos estratégicos, aquisições inteligentes e expansão global, garantindo diversificação de produtos e mercados.
    • Expansão das Margens: Resultado de gestão eficiente de custos, otimização de processos e foco em produtos de maior valor agregado.
    • Redução da Volatilidade: Alcançada por meio da diversificação de proteínas, geografias e canais de venda, protegendo a empresa contra flutuações de mercado.
    • Disciplina Financeira: Garante solidez com foco na geração de caixa, controle do endividamento e alocação eficiente de recursos.
    • Retorno aos Acionistas: Priorizado por meio da distribuição de dividendos e recompra de ações, demonstrando compromisso com a criação de valor a longo prazo.

    Presença global

    A JBS atende a milhões de consumidores em mais de 180 países, com marcas renomadas como Friboi, Seara, Swift e Primo. A empresa opera com mais de 600 unidades industriais e escritórios comerciais em 25 países, empregando 280 mil colaboradores globalmente.

    Desde seu IPO em 2007, a JBS realizou cerca de 50 aquisições, incluindo Swift, Pilgrim’s e Vivera. Recentemente, entrou no segmento de ovos com a aquisição de 50% da Mantiqueira Brasil. “Nossa expansão visa fortalecer nossa plataforma global e ampliar o acesso ao consumidor”, afirmou Tomazoni.

    A JBS também reafirmou sua intenção de concluir a dupla listagem nos EUA e no Brasil, que deve aumentar o valor das ações, ampliar a base de investidores e reduzir o custo de capital. “Isso permitirá à empresa participar de importantes índices financeiros globais, como Russell, S&P e MSCI USA”, destacou Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Conheça projeto de adubação sustentável no Pará
    + Agro em Campo: Capacitação de jovens: a chave para o futuro do agronegócio

  • Gulfood 2025: JBS apresenta marcas premium Huon e Genu-in

    Gulfood 2025: JBS apresenta marcas premium Huon e Genu-in

    A JBS, gigante do setor alimentício, marca presença na Gulfood 2025, a maior feira de alimentos e bebidas do mundo, realizada em Dubai, com um portfólio diversificado de marcas premium, incluindo as estreantes Huon e Genu-in. O evento, que segue até 21 de fevereiro, também celebra a expansão da JBS na região, com a recente inauguração de uma fábrica de alimentos preparados em Jeddah, na Arábia Saudita.

    De olho nas tendências de consumo, a JBS apresenta a Huon, do segmento de aquicultura, e a Genu-in, especializada em peptídeos de colágeno e gelatinas, ao lado de outras marcas já consagradas como Friboi e Seara. A participação na Gulfood visa fortalecer a presença da JBS no mercado global e estreitar laços com parceiros estratégicos.

    A Genu-in se destaca por utilizar pele de bovinos proveniente da cadeia de produção da JBS como matéria-prima, garantindo o controle da qualidade e rastreabilidade dos produtos. Seus peptídeos de colágeno ativam a produção natural de colágeno no corpo humano, promovendo benefícios para a saúde e bem-estar.

    A Huon, adquirida pela JBS em 2021, estreia na Gulfood com o objetivo de expandir sua presença global e explorar oportunidades em novos mercados. A marca apresenta seu salmão premium, reconhecido pela qualidade e sabor.

    Outros lançamentos

    Além das estreantes, a Seara apresenta produtos inovadores que atendem à crescente demanda por praticidade e conveniência. Como o Broasted Bone in, um frango empanado apimentado, e o Cooked Chicken Shawarma, um peito de frango empanado tradicional nos lanches da região.

    A Friboi, líder na exportação de carne bovina, destaca seu portfólio premium 1953 Friboi, com cortes de raças europeias reconhecidos pela maciez e suculência. A marca reforça sua estratégia de oferecer produtos para diferentes ocasiões de consumo, atendendo às demandas do mercado globa.

    Com um estande de 192 m², a JBS busca consolidar sua posição como uma das principais empresas do setor alimentício mundial. Ela apresenta um portfólio completo e diversificado para os mais de 5.000 expositores e visitantes da Gulfood 2025. A presença da JBS na feira reforça o compromisso da empresa com a inovação, qualidade e sustentabilidade em toda a sua cadeia de produção.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Sebrae-SP leva apicultores paulistas à Apimondia 2025, na Dinamarca
    + Agro em Campo: Cooperativa investe R$ 100 milhões em complexo agropecuário