Tag: Seagri

  • Alagoas registra crescimento de 41% na produção de arroz em três anos

    Alagoas registra crescimento de 41% na produção de arroz em três anos

    A produtividade do arroz em casca no Baixo São Francisco saltou 41% em três anos, ultrapassando 24 mil toneladas em 2025, segundo dados do IBGE. O avanço está diretamente ligado ao Programa Alagoas Mais Arroz, um projeto da Seagri dentro do Planta Alagoas.

    Foto: Tatiane Bastos/Ascom Seagri

    O estado alcançou 19 mil toneladas na safra de 2024, com uma economia de 11% em apenas um ano. Nessa fase, a área colhida alcançou 2.691 hectares, com produtividade média de 8,47 toneladas por hectare.

    Municipíos como Igreja Nova, Porto Real do Colégio e Penedo lideram a produção, com os números mais altos em hectare. Em Igreja Nova, por exemplo, 12,5 mil toneladas foram colhidas, gera uma produtividade de 9,74 ton/ha.

    Ação estratégica

    Desde 2024, o Estadual tem investido em fiscais, maquinário e extensão rural para ampliar o alcance dos produtores. Em parceria com a Embrapa Arroz, a Seagri promove treinamentos para tecnificar a cultura, incluindo a escolha de sementes e técnicas de manejo rentáveis.

    “Na próxima etapa, vamos trazer a Embrapa para Goiás para trabalhar com arroz especial como o preto e o vermelho”, destacou o secretário Marcelo Melo. A iniciativa busca elevar o valor agregado do produto e incluir o arroz de sequeiro em Penedo.

    Resultados positivos para produtores

    Apesar de preços ruins no mercado nacional, os agricultores relatam que as capacitações permitiram aumentar a produtividade com menos insumos. Lindomar Bispo, de Igreja Nova, explicou: “Com as recomendações da Embrapa, aprendemos a plantar de forma mais estratégica. Isso ajudou a economizar recursos e aumentar a renda.”

    Lindomar Bispo, produtor. Foto: Tatiane Bastos/Ascom Seagri

    A região possui condições climáticas e de solo ideais para a cultura do arroz, segundo a Embrapa. Com 87 mil toneladas de consumo interno, o crescimento da produção não só fortalece a economia local, mas também melhora a segurança alimentar do estado.

  • Distribuição de alevinos fortalece piscicultura familiar e geração de renda

    Distribuição de alevinos fortalece piscicultura familiar e geração de renda

    O Programa de Distribuição de Alevinos alcançou a marca de mais de meio milhão de unidades entregues em 2026 para mais de 700 piscicultores familiares de Alagoas. O número representa o maior volume já registrado nos primeiros meses da iniciativa e já supera a meta prevista para todo o ano.

    A Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri) coordena a ação, que integra o programa Alagoas Sem Fome. A iniciativa busca fortalecer a segurança alimentar e nutricional das famílias beneficiadas, além de ampliar a produção de pescado para consumo próprio e comercialização.

    Foto: Ascom Seagri

    O programa atende piscicultores, agricultores familiares e produtores rurais que possuem mananciais hídricos adequados para a criação de peixes. A equipe técnica define a quantidade de alevinos conforme a capacidade produtiva de cada propriedade.

    Em média, cada produtor recebe cerca de mil alevinos por ciclo de distribuição. Em sistemas semi-intensivos, modelo utilizado pela maior parte dos beneficiários, os peixes atingem aproximadamente 500 gramas entre seis e oito meses após o início da criação.

    Além de reforçar a alimentação das famílias, o programa também cria oportunidade de geração de renda no campo. A comercialização do pescado contribui para movimentar a economia rural e fortalecer a piscicultura familiar em diferentes regiões de Alagoas.

  • Graviola e morango passarão a integrar levantamento do IBGE

    Graviola e morango passarão a integrar levantamento do IBGE

    A Bahia passará a contar com um monitoramento mais detalhado de duas culturas que vêm ganhando força no estado. A partir da edição de 2026 da Produção Agrícola Municipal (PAM), levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a graviola e o morango passarão a integrar oficialmente a pesquisa, prevista para ser divulgada em agosto.

    A novidade foi anunciada durante uma reunião realizada nesta quarta-feira (20), que reuniu representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), do IBGE e de outras instituições ligadas ao setor agropecuário baiano.

    A inclusão atende a uma demanda apresentada pela Seagri e por produtores rurais do estado. Atualmente, a graviola possui forte presença no Baixo Sul da Bahia, enquanto o cultivo do morango avança principalmente na Chapada Diamantina e no Sudoeste baiano.

    De acordo com a assessora técnica da Seagri, Kátia Correia Lima, o crescimento dessas cadeias produtivas reforçou a necessidade de incorporar as culturas ao levantamento nacional.

    “O morango e a graviola são culturas que vêm crescendo bastante no estado, e os próprios produtores já reivindicavam essa inclusão no levantamento do IBGE. A Seagri formalizou a solicitação e, com esses dados, será possível acompanhar melhor o desenvolvimento dessas cadeias produtivas, subsidiando políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção, à geração de emprego e renda e ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios e do estado”, destacou.

    Cenoura também está na mira do governo

    Além da inclusão das duas culturas, o encontro também discutiu a possibilidade de incorporar novos produtos agrícolas à PAM futuramente, como a cenoura. Os participantes ainda avaliaram melhorias nas fontes utilizadas e nos métodos de coleta de dados da produção agrícola no estado.

    Segundo Luís Alberto Pacheco, da Supervisão de Agropecuária do IBGE na Bahia, as informações repassadas pelas instituições parceiras ajudam a aprimorar a pesquisa e ampliar a precisão dos dados.

    “O IBGE realiza o levantamento e os ajustes metodológicos a partir das informações compartilhadas pelas instituições parceiras, como a Seagri. No caso da graviola, por exemplo, os dados da produção baiana são obtidos por meio de levantamentos da Adab (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia). Essa reunião teve como objetivo avaliar os dados disponíveis, discutir melhorias metodológicas e identificar novas demandas que possam ser incorporadas ao estudo”, explicou.

    A inclusão da graviola e do morango também deve fortalecer os indicadores econômicos da Bahia. Para o coordenador de Contas Regionais da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), João Paulo Caetano, a medida permitirá mensurar de forma mais precisa a relevância dessas culturas para a economia estadual.

    “A graviola e o morango são culturas relevantes para a produção baiana, mas ainda não havia dados consolidados sobre sua contribuição econômica. Com a inclusão na PAM, será possível mensurar o valor da produção e da comercialização dessas culturas, fortalecendo os indicadores do PIB baiano”, afirmou.

    Com isso, o estado deve ampliar a capacidade de planejamento para o setor agropecuário. Além disso, os dados poderão orientar novas políticas públicas e incentivar investimentos em cadeias produtivas que seguem em expansão na Bahia.

  • Infraestrutura reforçada para a 13ª Rondônia Rural Show Internacional

    Infraestrutura reforçada para a 13ª Rondônia Rural Show Internacional

    O Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes de Rondônia (DER-RO) executa obras de manutenção e melhoria em 15 quilômetros de vias que ligam Ji-Paraná ao Centro Tecnológico Vandeci Rack, sede da 13ª Rondônia Rural Show Internacional (RRSI). O evento é promovido pelo governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). Com o tema “Exportação e Desenvolvimento”, a feira acontece entre os dias 25 e 30 de maio.

    Reconhecida como a maior feira do agronegócio da Região Norte, a RRSI atrai visitantes, produtores rurais, empresários e investidores de diversos estados brasileiros. Nesta edição, o objetivo é superar os resultados de 2025, quando o evento registrou público recorde de 446.238 visitantes. E movimentou R$ 5,1 bilhões em negócios.

    As intervenções nas vias de acesso abrangem retirada de curvas, reconformação de plataforma e revestimento com brita. São medidas que aumentam a durabilidade das estradas e melhoram as condições de tráfego para veículos leves e pesados. Dentro do parque de exposições, todas as ruas também receberam camada de brita para suportar o intenso fluxo de visitantes, expositores e equipamentos durante os seis dias de evento.

    Estratégia para o agro

    O diretor-geral do DER-RO, Eder André Fernandes, destacou o caráter estratégico das obras. “Esse trabalho demonstra o compromisso do governo com o desenvolvimento do agronegócio do estado”, afirmou.

    As ruas do parque receberam revestimento com pedra brita, garantindo uma estrutura adequada para suportar o intenso fluxo de visitantes.

    O coordenador de Operações e Fiscalização (COF), Leandro Risso, detalhou a abrangência das intervenções. “Realizamos um trabalho completo, desde a preparação da base até o acabamento com brita. A retirada de curvas e a reconformação da plataforma são fundamentais para melhorar a segurança viária. Nosso objetivo é garantir acessos mais seguros, resistentes e preparados para o grande fluxo”, explicou.

    Para o governador Marcos Rocha, os serviços de infraestrutura asseguram qualidade no acesso ao evento, com segurança e comodidade para produtores, investidores e o público em geral.

    A 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional acontece na Rodovia BR-364, km 333, a 11 quilômetros de Ji-Paraná, de 25 a 30 de maio de 2026.

  • Como Alagoas se tornou referência nacional na produção de arroz irrigado

    Como Alagoas se tornou referência nacional na produção de arroz irrigado

    Produtores de arroz do Baixo São Francisco alagoano registram resultados expressivos após dois anos do programa Alagoas Mais Arroz, iniciativa da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri) que leva capacitação técnica e orientações de manejo aos municípios da região.

    Um dos beneficiados, o agricultor Eriosvaldo, de Igreja Nova, aumentou em 60% a produção em sua propriedade depois de participar dos treinamentos. Mesmo após cinco décadas plantando arroz. “Na realidade, eu vim aprender o manejo do arroz agora. Tudo mudou! Só tenho a agradecer ao Governo de Alagoas”, disse o produtor.

    Desde 2024, o programa já capacitou mais de 100 produtores e técnicos nos municípios de Igreja Nova, Porto Real do Colégio, Penedo e Piaçabuçu, além de municípios do Baixo São Francisco sergipano. A iniciativa conta com a parceria da Embrapa Arroz e Feijão, de Goiás, e da Prefeitura de Igreja Nova, e integra o programa estadual Planta Alagoas.

    Colheita recorde supera expectativas da Embrapa

    Na última semana, a colheita das Unidades Demonstrativas implantadas na região surpreendeu até os pesquisadores. Cinco cultivares de arroz irrigado atingiram aproximadamente 13 toneladas por hectare de arroz em casca, limpo e seco. Média bem acima das 9 toneladas por hectare registradas na região. No ano anterior, um dos materiais genéticos testados chegou a 16 toneladas por hectare, estabelecendo um recorde histórico para a Embrapa em todo o Brasil.

    “Esse ano, tivemos a proposta de aumentar a rentabilidade do produtor, pensando no preço do arroz, que teve redução no mercado. Queremos que eles entendam o mercado e comecem a produzir maximizando a produtividade ou avaliando a rentabilidade da produção”, explicou o pesquisador da Embrapa José Colombari.

    O secretário executivo de Agricultura Familiar, Ronaldo Targino, destacou a evolução do programa. “Colhemos bons frutos desde o primeiro momento. Começamos garantindo a semente de arroz, mas agora estamos garantindo assistência técnica com a Embrapa, com formação completa dos agricultores. Temos resultados que são modelo para todo o Brasil”, afirmou.

    Alagoas mira arrozes especiais e disputa espaço no mercado nacional

    A próxima etapa do Alagoas Mais Arroz prevê a avaliação do cultivo de variedades especiais, como o arroz preto e o vermelho. São produtos com maior valor agregado, desenvolvidos com características distintas de sabor e cor. A expansão deve movimentar toda a cadeia produtiva local, gerando impacto positivo para produtores, usinas beneficiadoras e consumidores.

    Foto: Tatiane Bastos / Ascom Seagri

    O pesquisador da Embrapa Raimundo Rocha acredita que o estado tem tudo para superar até o Rio Grande do Sul, maior produtor nacional do grão. “Alagoas tem condição total para produtividade superior comparada ao Rio Grande do Sul. Aqui temos diferenciais de solo, temperatura e recursos hídricos. A gente consegue explorar a máxima capacidade produtiva da genética Embrapa, com lavouras impecáveis”, revelou.

  • Produtores descobrem no umbu gigante nova fonte de lucro no semiárido

    Produtores descobrem no umbu gigante nova fonte de lucro no semiárido

    Dezenas de produtores rurais participaram do 3º Dia do Campo na Fazenda Experimental Pedra Mole, no Distrito de Bate Pé, em Vitória da Conquista. O evento discutiu as vantagens econômicas do umbu gigante, fruto típico do semiárido baiano que promete diversificar a produção e aumentar a renda dos agricultores da região.

    Foto: Seagri/BA

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) apresentou estratégias para expandir a cultura do umbu gigante no estado. O encontro reuniu agricultores que buscam alternativas rentáveis para suas propriedades.

    O diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, destacou o acordo de cooperação técnica que a secretaria assinou com Vitória da Conquista em 2024. A parceria visa criar jardins clonais em outros municípios baianos.

    “Trabalhamos para que o umbu gigante se torne uma cultura acessível a todos os produtores, oferecendo mais uma fonte de renda lucrativa. Queremos mostrar ao país e ao mundo essa maravilha do Nordeste brasileiro”, afirmou Pinheiro Filho.

    Vitória da Conquista amplia produção de mudas e mira liderança nacional

    O secretário de Desenvolvimento Rural de Vitória da Conquista, Breno Farias, revelou que o município planeja dobrar a produção de mudas. Atualmente, a Fazenda Experimental produz cinco mil mudas por ano.

    “Mais da metade do território de Vitória da Conquista está no semiárido, condição ideal para o umbu. Queremos nos tornar o principal produtor de umbu gigante do país e ajudar outros municípios através da cooperação com a Seagri”, declarou Farias.

    O agricultor Nelito Araújo, 70 anos, demonstrou entusiasmo ao receber mudas para plantar em seu sítio no distrito de São Sebastião. O produtor, que tradicionalmente cultiva mandioca e palma, vê no umbu gigante uma chance de diversificar a renda.

    “Me interessei pelo umbu gigante por ser mais produtivo e rentável. O fruto serve para doce, para polpa e pode gerar um dinheiro extra na propriedade”, comemora Araújo.

    Fruto três vezes maior garante maior lucratividade

    O umbu gigante equivale a três frutos do tipo tradicional. A espécie oferece maior quantidade de polpa, que produtores transformam em doces, geleias e bebidas de alto valor agregado.

    O mercado paga R$ 15 por quilo do umbu gigante, enquanto o litro do fruto comum custa R$ 10. A modalidade premium, com frutos acima de 130g, alcança valores ainda maiores.

    A natureza selecionou o umbu gigante de forma natural, sem desenvolvimento em laboratório. Agricultores cultivam a espécie através de enxerto e realizam o plantio no período chuvoso.

    As raízes armazenam água em tubérculos, o que garante resistência durante a seca característica do semiárido. Essa adaptação natural torna o umbu gigante uma opção estratégica para produtores da região.

  • Rondônia Rural Show Internacional está com inscrições abertas para expositores

    Rondônia Rural Show Internacional está com inscrições abertas para expositores

    As inscrições para empresas, produtores e instituições que desejam garantir espaço na 13ª Rondônia Rural Show Internacional, a maior vitrine do agronegócio da Região Norte, estão oficialmente abertas. Os interessados têm até o dia 20 de fevereiro para se candidatar a uma das vagas de expositor no evento, que acontecerá de 25 a 30 de maio, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná (RO).

    Promovida pelo Governo de Rondônia, por intermédio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), a feira é um polo catalisador de negócios, tecnologia e inovação para o setor agropecuário. A iniciativa direciona a participação a empresas, cooperativas, produtores rurais e empreendedores que desejam apresentar novos produtos, serviços e tecnologias a um público altamente qualificado.

    Como se inscrever para expor na feira?

    O processo de inscrição é realizado exclusivamente online, através do site oficial da Rondônia Rural Show. Os candidatos devem:

    • Acessar o portal oficial do evento.
    • Preencher integralmente o formulário de inscrição com os dados solicitados.
    • Anexar a documentação exigida pela organização.
    • Finalizar o envio dentro do prazo estipulado (até 20/02).

    De acordo com a comissão organizadora, a análise cuidadosa das inscrições, principalmente dos novos expositores, é essencial para o planejamento logístico da feira. Após o período de avaliação, os selecionados serão contatados para receber as orientações finais.

    Governador e secretário enfatizam a importância do evento

    O governador Marcos Rocha destacou o papel estratégico da feira: “A Rondônia Rural Show é a vitrine do nosso agronegócio. A diversidade de expositores fortalece a economia, gera negócios e projeta a força do produtor rondoniense”, afirmou.

    Já o secretário estadual da Agricultura, Luiz Paulo, explicou a necessidade do controle rigoroso de vagas: “As inscrições são a base do nosso planejamento. A área disponível no Centro Tecnológico Vandeci Rack tem capacidade limitada, o que torna esse processo seletivo fundamental para garantir a qualidade e a organização da feira”, concluiu.

  • Produção de ovos na Bahia cresce 16,3%

    Produção de ovos na Bahia cresce 16,3%

    A avicultura baiana encerrou 2025 em forte crescimento e inicia 2026 com perspectivas otimistas. A produção de ovos no estado cresceu 16,3%, enquanto o setor de frango de corte alojou mais de 152 milhões de pintinhos. Livre de focos de Influenza Aviária (gripe aviária), a Bahia lidera a produção no Nordeste e ocupa a 9ª posição no ranking nacional.

    O desempenho robusto reflete o compromisso dos criadores com controle de qualidade, segurança sanitária e rastreabilidade. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) prioriza a sanidade animal por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adab), em sintonia com o Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA).

    Sanidade e parceria público-privada alavancam o setor

    O secretário da Seagri, Pablo Barrozo, credita os resultados à atuação integrada. “A Bahia se manteve livre da gripe aviária graças ao trabalho conjunto entre poder público, produtores e o sistema de defesa agropecuária. Investir em prevenção protege nossos produtores e garante competitividade”, destaca.

    A presidente da Associação Baiana de Avicultura (ABA), Kesley Jordana, reforça a importância do diálogo. “Os governos estadual e federal trabalham em parceria. Nosso diálogo com a Seagri busca soluções estratégicas para fortalecer a avicultura baiana”, afirma.

    Perspectivas positivas e agenda de oportunidades para 2026

    A retomada das importações pela China e União Europeia abre uma janela de oportunidade para 2026. “Esse movimento beneficia diretamente a Bahia, pois reduz a concorrência de produtos de outros estados no mercado interno e fortalece nossa produção”, explica o secretário Pablo Barrozo.

    Foto: Secom/BA

    Para consolidar o crescimento, a ABA discute uma agenda com prioridades claras: financiamento acessível para modernização de granjas, incentivos fiscais, programas de crédito para pequenos e médios produtores e campanhas para aproximar o consumidor baiano da produção local.

    Brasil Bate recorde de exportações e fortalece credibilidade

    O cenário nacional também impulsiona o otimismo baiano. Em 2025, as exportações brasileiras de frango atingiram um recorde histórico: 5,324 milhões de toneladas, consolidando o país como o maior exportador mundial. Os dados são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

    “É uma conquista de toda a cadeia produtiva, das entidades do setor e do poder público comprometido com o agronegócio”, comemora Paulo Emílio Torres, assessor técnico da Seagri. O desempenho reforça a credibilidade sanitária e a competitividade do produto brasileiro no exterior.

  • Milho, feijão e cacau puxam alta da produção agrícola baiana em 2026

    Milho, feijão e cacau puxam alta da produção agrícola baiana em 2026

    A produção agrícola da Bahia deve crescer em 2026, impulsionada principalmente pelas safras de milho, feijão e cacau, segundo projeção divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O órgão estima aumento em 15 das 26 culturas acompanhadas no estado, na comparação com 2025.

    O milho deve registrar expansão de 8,1%, alcançando 156 mil toneladas adicionais. O feijão deve ter o maior avanço percentual, com alta de 35,3% — equivalente a 116,9 mil toneladas. Já o cacau deve somar 6,3 mil toneladas a mais, crescimento de 5,3% em relação ao ano anterior.

    A Bahia deve continuar como o segundo maior produtor de algodão do Brasil, representando 17% da produção nacional, atrás apenas do Mato Grosso. Os dados fazem parte do segundo prognóstico do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE em dezembro.

    Para o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Pablo Barrozo, o resultado reforça a força do agronegócio baiano. “A previsão do IBGE, com aumento da produção em 15 das 26 safras, reflete o trabalho contínuo de fortalecimento da agricultura baiana. Esses resultados são fruto de investimentos, inovação e apoio aos produtores rurais, consolidando a Bahia como um dos principais polos agrícolas do Brasil”, destacou.

    Safra recorde em 2025 prepara cenário para 2026

    De acordo com o IBGE, a estimativa de novembro manteve em 2025 o recorde histórico da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas na Bahia, com 12,8 milhões de toneladas — alta de 12,8% frente a 2024. Entre as culturas destacadas estão arroz, milho, feijão, algodão, soja e girassol.

    Na comparação com outubro, a produção total de grãos cresceu 0,1%, e o volume colhido representa alta de 18,2% sobre novembro de 2024. O Brasil deve alcançar o recorde nacional de 345,9 milhões de toneladas em 2025. Nesse contexto, a Bahia mantém a 7ª posição entre os maiores produtores de grãos, com 3,7% da produção nacional.

    O levantamento de novembro aponta ainda que 18 das 26 safras investigadas no estado devem encerrar 2025 com crescimento em relação ao ano anterior. A soja lidera em volume absoluto, com acréscimo de 1,07 milhão de toneladas (+14,3%), seguida pela cana-de-açúcar (+699 mil t; +12,6%) e pelo milho da primeira safra (+380,9 mil t; +24,6%).

  • V Feagri reúne 450 gestores municipais

    V Feagri reúne 450 gestores municipais

    Mais de 450 gestores de 150 municípios baianos participaram da abertura da 5ª edição do Feagri (Fórum Estadual dos Gestores Municipais da Agropecuária), nesta terça-feira (8), no Centro de Convenções de Salvador. Promovido pela Secretaria da Agricultura (Seagri), o evento debate políticas públicas para impulsionar o setor nos 27 territórios de identidade do estado, com ênfase em sustentabilidade, adaptação climática e inovação tecnológica.

    “Nosso compromisso é promover um agro baiano planejado e sustentável, ouvindo as demandas locais e alinhando-as às políticas públicas”, destacou Pablo Barrozo, secretário estadual da Agricultura, durante a abertura.

    Desafios climáticos e oportunidades tecnológicas

    A palestra magna do evento, ministrada por Francisco Laranjeira, chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura, apontou os principais desafios do setor:

    • Adaptação às mudanças climáticas;
    • Redução do desmatamento;
    • Expansão de técnicas agrícolas de baixo carbono.

    “A inovação tecnológica e o uso eficiente das fronteiras agrícolas são caminhos para aliar produtividade e preservação”, afirmou Laranjeira, citando projetos como o cultivo de camarão e peixe no semiárido – tema de minicursos na programação.

    Cooperação sanitária para fortalecer agricultura familiar

    Um dos destaques do primeiro dia foi a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre a Seagri (via Adab) e a Secretaria de Desenvolvimento Rural (por meio da Bahiater). O pacto visa:

    • Fortalecer a defesa sanitária de produtos agropecuários;
    • Ampliar a assistência técnica a agricultores familiares e agroindústrias;
    • Garantir padrões de qualidade para comercialização.

    “Essa parceria é vital para gerar segurança alimentar e competitividade”, afirmou Paulo Sérgio Luz, diretor-geral da Adab.

    Nesta quarta (9), a programação inclui minicursos sobre crédito fundiário, agricultura de baixo carbono, inspeção sanitária e cultivo de camarão no semiárido. O encerramento ocorre na quinta (10), com plenária de gestores e almoço de confraternização.

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