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  • Carne suína pode liderar consumo durante jogos do Brasil na Copa

    Carne suína pode liderar consumo durante jogos do Brasil na Copa

    Com expectativa de aumento na demanda por proteínas durante as partidas da Seleção Brasileira, a indústria de alimentos já se prepara para atender os torcedores. Entre as apostas para o período, a carne suína surge como uma das principais opções para churrascos e encontros entre amigos e familiares.

    Levantamento da Scanntech projeta crescimento superior a 10% no consumo de proteínas nos dias de jogos do Brasil. O estudo também aponta que 86% dos brasileiros associam futebol e churrasco, reforçando uma tradição que movimenta toda a cadeia produtiva de carnes.

    Futebol, churrasco e carne

    A relação entre futebol e churrasco faz parte dos hábitos de milhões de brasileiros. Em grandes eventos esportivos, o consumo de carnes costuma crescer, impulsionando supermercados, açougues, frigoríficos e produtores rurais.

    Nesse cenário, a carne suína ganha destaque por oferecer variedade de cortes e praticidade no preparo.

    Segundo Julce Lucion, diretora-geral da Nutribras Alimentos, a preferência do consumidor tem aumentado especialmente em receitas rápidas, que permitem acompanhar os jogos sem passar muito tempo na cozinha.

    “Quando o brasileiro se reúne para torcer, o churrasco quase sempre está presente. A carne suína vem se consolidando como uma escolha importante nesse momento”, afirma.

    Receitas rápidas ganham espaço

    Entre as sugestões da empresa para os dias de partida está o palitinho de filé mignon suíno com pimentões.

    A receita combina cubos de carne já temperada com pimentões verdes e amarelos, preparados na air fryer em aproximadamente dez minutos.

    Outra alternativa é a linguiça suína fatiada na fritadeira elétrica, que fica pronta em cerca de quinze minutos e pode ser servida com cebolas douradas e limão.

    Leia mais: Confira três aperitivos para saborear durante os jogos

    Carne suína segue entre as favoritas dos brasileiros

    Além das receitas rápidas, produtos tradicionais continuam figurando entre os mais consumidos pelos brasileiros em eventos esportivos.

    Entre eles estão a panceta, o torresmo, filé mignon suíno e costela suína.

    O crescimento da demanda durante períodos de grande audiência esportiva também beneficia a cadeia da suinocultura nacional, setor que desempenha papel importante no agronegócio brasileiro.

  • Preço da carne dispara e consumidor troca churrasco por peixe

    Preço da carne dispara e consumidor troca churrasco por peixe

    Dados da Scanntech, empresa de inteligência de dados, mostram que preço dos peixes subiu apenas 2,1%, enquanto carne bovina teve alta de quase 25%. Resultado? O consumidor brasileiro está trocando o churrasco pelo pescado.

    O carrinho de compras do brasileiro mudou bastante em 2025. E não é pra menos. Com o preço da carne bovina nas alturas, muita gente precisou repensar o cardápio da semana. A solução? Investir mais em peixes.

    Um estudo recente da Scanntech, empresa líder em inteligência de dados para varejo e indústria, revelou que o consumo de pescados cresceu 8,2% entre janeiro e setembro deste ano. O movimento acontece num momento onde as proteínas tradicionais pesaram , e muito, no bolso.

    Enquanto a carne bovina disparou quase 25% no período, os peixes subiram apenas 2,1%. A carne suína também não ajudou, com alta de 21,2%. Resultado? As famílias brasileiras começaram a buscar alternativas mais acessíveis na hora de montar a “mistura” do dia a dia.

    Fora da quaresma, peixe vira opção o ano todo

    Todo mundo sabe que peixe costuma vender mais na Páscoa e Quaresma, né? Mas em 2025 a história foi diferente. Os meses de janeiro, julho e agosto, justamente quando os preços dos pescados ficaram mais estáveis, registraram as maiores altas de consumo comparado ao mesmo periodo de 2024.

    “O consumidor tem revisto suas escolhas pra adequar o orçamento”, explica Priscila Ariani, Diretora de Marketing da Scanntech. “A alta da carne bovina levou os brasileiros a buscar alternativas, ampliando o consumo de peixes com melhor custo-benefício. Esse cenário deve continuar devido à oscilação dos preços das proteínas.”

    Tilápia: a grande estrela do momento

    Se tem uma espécie que roubou a cena em 2025, essa espécie é a tilápia. O peixe teve crescimento impressionante de 32,9% no volume de vendas. O segredo? O preço caiu 8,4% no período, tornando a tilápia a escolha perfeita pra quem quer economizar sem abrir mão da proteína.

    A Scanntech identificou diferenças importantes entre as regiões do país. A tilápia dominou as vendas em praticamente todo Brasil, só ficou de fora do pódio no Norte. As regiões Centro-Oeste e Norte foram as que viram a maior queda no preço por quilo, e consequentemente registraram os melhores resultados em volume.

    O que aconteceu com os outros peixes?

    Cada espécie teve seu próprio comportamento no mercado brasileiro:

    • Salmão perdeu espaço. Enquanto outros peixes ganhavam terreno, o salmão apresentou queda de consumo em todas as regiões do país. O preço mais salgado pode ter afastado os consumidores.
    • Merluza cresceu em regiões estratégicas. O peixe apresentou aumento de vendas no Interior de São Paulo, Nordeste e região Leste (Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro) — áreas onde a espécie já tinha participação expressiva.
    • Pescada aumentou 42,5% no Brasil. A espécie se destacou com crescimento robusto em praticamente todo país. Só não emplacou no Centro-Oeste, onde o preço médio mais elevado limitou as vendas.
    • Sardinha em queda, mesmo sendo a mais barata. Apesar de ter o menor preço por quilo, a sardinha registrou recuo na maioria das regiões. As exceções foram São Paulo, Nordeste e Centro-Oeste, onde o produto manteve relevância.

    O que esperar daqui pra frente?

    Com a inflação das proteínas tradicionais ainda pressionando o orçamento familiar, especialistas acreditam que o consumo de pescados deve continuar em alta. A tilápia, especialmente, consolidou seu espaço como alternativa viável e acessível no dia a dia do brasileiro.

    Pra quem trabalha com varejo ou indústria de alimentos, fica o alerta: o consumidor brasileiro está mais atento aos preços e disposto a mudar hábitos quando necessário. E os peixes vieram pra ficar, não só na Páscoa, mas no cardápio do ano inteiro.