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  • Araucária gigante cai e mobiliza corrida científica para preservar DNA raro

    Araucária gigante cai e mobiliza corrida científica para preservar DNA raro

    A queda da quarta maior araucária do Brasil, na Estação Experimental da Embrapa em Caçador (SC), disparou uma operação de resgate genético contra o relógio. Uma equipe da Embrapa Florestas viajou até o município para coletar material genético e tentar clonar o exemplar. Ele era apelidado carinhosamente de “Pinheirão” por pesquisadores que conviveram com ele por décadas.

    Com 44 metros de altura e 2,45 metros de diâmetro à altura do peito (DAP), o espécime era o quarto maior da espécie Araucaria angustifolia no país, segundo levantamentos do professor Marcelo Scipioni, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A queda ocorreu nas últimas semanas, mas não há confirmação da data exata.

    A corrida contra o tempo

    Após chegar ao local, a equipe avaliou as condições das brotações na copa do Pinheirão. “O ideal é que a coleta deste tipo de material ocorra entre cinco e dez dias após a queda. No entanto, a equipe encontrou brotações ainda viáveis”, explica o pesquisador Ivar Wendling, da Embrapa Florestas.

    O material coletado seguiu para enxertia em laboratório. Os pesquisadores devem confirmar o sucesso do procedimento em cerca de 100 dias. A altura do Pinheirão, que por décadas impediu qualquer intervenção no topo da árvore, só se tornou acessível com o tombamento. “Esse material se encontra no alto, na copa da árvore e, em virtude de sua altura, o procedimento só seria possível por meio de escalada, o que era inviável nesta árvore, ou, infelizmente, com seu tombamento”, explica Paulo César, bolsista da equipe.

    Equipe da Embrapa Florestas se mobilizou para coleta de material genético e tentativa de clonagem da árvore. Foto: Katia Pichelli / Embrapa Florestas

    A iniciativa busca preservar características genéticas raras da espécie, incluindo altura e longevidade excepcionais.

    Vínculo científico e emocional

    Para Anderson Feltrim, gerente da Estação Experimental da Epagri em Caçador, a mobilização vai além do interesse científico. “A mobilização atual reflete não apenas o valor científico da árvore, mas também o vínculo ao longo dos anos de todos nós que convivemos com ela. Assim que constatamos a queda, acionamos a Embrapa, pois entendemos o valor científico de estudá-la”, afirmou.

    A Embrapa Florestas já tem experiência nesse tipo de operação. Em Cruz Machado (PR), a instituição conduziu a clonagem de outra araucária de grande porte após queda semelhante. Um caso que serve de referência técnica para o trabalho atual.

    Uma idade ainda desconhecida

    O Pinheirão nunca revelou sua idade com precisão. O tronco oco inviabilizava a dendrocronologia, técnica que determina a idade de uma árvore pela contagem dos anéis de crescimento no interior do tronco. Em árvores em pé e íntegras, a leitura se faz com um trado que extrai uma amostra de madeira a partir da altura do peito, onde os anéis costumam ser mais regulares e representativos. Com o tombamento, tornou-se possível retirar discos do tronco para contagem direta.

    A equipe, com orientação do técnico Arnaldo Soares da Embrapa Florestas, pretende coletar discos em uma região onde a madeira permanece íntegra, por volta dos cinco metros de altura. A contagem, porém, indicará apenas uma idade mínima: os anos iniciais de crescimento, anteriores ao momento em que o tronco atingiu aquela altura, ficam fora do registro.

    A pesquisadora Maria Augusta Doetzer Rosot, do Laboratório de Monitoramento da Embrapa Florestas, acompanhou o Pinheirão desde 2003. Foi quando a equipe instalou experimentos na estação em parceria com professores e alunos da UFPR. “Devido à fragilidade observada no tronco, optou-se por não se proceder a nenhuma investigação para determinar sua idade, mas certamente esta árvore serviu de inspiração para muitos de nossos trabalhos”, conta.

    Além disso, o exemplar também figurava na agenda de visitantes internacionais, como pesquisadores da FAO, da Universidade Politécnica de Madri, do Centro Agronômico de Investigação e Ensino (CATIE, Costa Rica) e da Rede Internacional de Bosques Modelo (Canadá).

    Os últimos registros em vida

    Em novembro de 2025, o fotógrafo Zé Paiva e o cinegrafista Gustavo Fonseca foram os últimos profissionais a documentar o Pinheirão ainda em pé. A dupla estava em Caçador para o projeto “Reinvenção da Natureza”, do SESC, que mapeou 12 árvores gigantes do Sul do Brasil com base no trabalho do prof. Scipioni.

    “É muito forte a sensação de sermos os últimos fotógrafos documentando essa árvore tão impressionante, sentir a força da natureza, mas também o impacto de ver a finitude da vida e que a vida está sempre se renovando”, disse Paiva.

    Últimos registros oficiais do Pinheirão quando ele ainda estava em pé foram feitos em novembro de 2025. Foto: Zé Paiva/Vista Imagens

    O projeto resultará em uma exposição artística multimídia, com vídeos e experiência imersiva sobre a Floresta Ombrófila Mista. A mostra deve estrear no primeiro semestre na galeria do SESC Concórdia e, no segundo semestre, no SESC Itajaí. Acompanhe o perfil @zepaivaphoto para mais informações.

    Scipioni coordena um dos principais levantamentos de árvores gigantes do Sul do Brasil, mapeando exemplares com mais de 1,5 metro de diâmetro, hoje cada vez mais escassos. Além disso, o trabalho envolve expedições a campo, análise de anéis de crescimento e estudo de araucárias e imbuias de grande porte. E tem foco em ecologia, conservação e importância ambiental.

    Clima extremo derruba gigantes

    Em estudo recente, Scipioni investigou a relação entre mudanças climáticas e a queda de árvores monumentais no Sul do Brasil. A pesquisa analisou eventos de 2023 e concluiu que o fator determinante para o tombamento não é o vento, mas a saturação do solo, que perde resistência e compromete a ancoragem das raízes.

    “O peso elevado e as copas largas dessas árvores centenárias as tornam particularmente vulneráveis a essas mudanças climáticas induzidas pelo El Niño”, explica o professor. O aumento das chuvas extremas transforma terrenos argilosos em superfícies instáveis para árvores de grande porte. O que exige, portanto, estratégias urgentes de conservação e monitoramento proativo para proteger esse patrimônio ecológico e cultural.

  • Por que o El Niño preocupa a agricultura no Sul do Brasil?

    Por que o El Niño preocupa a agricultura no Sul do Brasil?

    Você que planta no Sul do Brasil sabe bem: quando o El Niño aparece, o céu desaba e o campo vira um mar de lama. Agora, em maio de 2026, previsões do INMET e CPTEC apontam probabilidade acima de 60% de formação do fenômeno entre maio e julho, saltando para mais de 90% no segundo semestre. Chuvas excessivas no inverno e primavera ameaçam soja, trigo, milho e pastagens, com encharcamento do solo, doenças fúngicas e atrasos operacionais que podem custar bilhões aos produtores.

    O que é o El Niño e por que ele mira o Sul?

    O El Niño surge quando águas quentes do Pacífico equatorial se espalham, alterando ventos e chuvas globais. No Brasil, ele seca o Norte e Nordeste, mas no Sul provoca o oposto: precipitação acima da média, especialmente de junho a dezembro. Histórico mostra perdas pesadas, como no Paraná em ciclos passados, onde trigo perdeu 980 mil toneladas e prejuízos bateram R$ 1 bilhão só nessa cultura, além de R$ 2,5 bilhões totais em safras afetadas. Anomalias de chuva superaram 300 mm em Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul em eventos recentes, e 2026 pode repetir o filme.

    Chuvas torrenciais enchem o campo e travam máquinas

    Produtores enfrentam solos encharcados que impedem o plantio e a colheita, com máquinas atoladas e erosão acelerada. O excesso hídrico atinge fases críticas das culturas, como floração, enchimento de grãos e maturação, reduzindo drasticamente a produtividade.

    Doenças fúngicas explodem na umidade alta, atacando folhas e raízes sem misericórdia, enquanto pragas se multiplicam com temperaturas elevadas associadas. No Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, rios como Uruguai e Ibirapuitã já viram alertas de cheia, complicando ainda mais o acesso às lavouras.

    A soja, carro-chefe do Sul, também sofreu com chuvas em setembro-outubro, período de enchimento de grãos, o que compromete rendimento e qualidade. Estimativas passadas indicam perdas de até 1,5 milhão de toneladas em estados sulinos, com grãos rebaixados para ração animal.

    Preços sobem e mercado sente o tranco

    Com produção menor, preços de grãos disparam, mas o produtor sulista arca com custos extras de manejo e replantio. O fenômeno pressiona a inflação de alimentos, como já alertam analistas para a safra de grãos 2026. Café e cana no Sudeste ganham com seco, mas o Sul paga a conta, com qualidade de grãos chuvados e ATR em queda na cana afetada indiretamente. Mercados globais observam, e o Brasil pode exportar menos, apertando o câmbio.

    Estratégias urgentes pro produtor esperto

    Monitore boletins do INMET, CPTEC e Embrapa diariamente pra ajustar plantios e usar sementes resistentes a fungos. Opte por variedades de ciclo curto na soja, espaçamentos maiores no trigo pra ventilação, e fungicidas preventivos no milho. Diversifique culturas, invista em drenagem de solos e planeje safrinha com margem de segurança. Bancos como BB oferecem crédito consciente pro agro climático; use pra mitigar riscos agora. Assim, você transforma ameaça em oportunidade, sem deixar o El Niño mandar no seu campo.

  • Conexão além da vida? Égua relincha ao lado de caixão e comove família em SC

    Conexão além da vida? Égua relincha ao lado de caixão e comove família em SC

    Lágrimas e silêncio costumam ditar o ritmo de um velório, mas em Santa Catarina, um som diferente rompeu a atmosfera de luto e deixou todos os presentes arrepiados. Levada para se despedir de seu tutor, a égua de estimação de um idoso catarinense protagonizou uma cena que reforça os laços invisíveis entre humanos e animais. Ao se aproximar do caixão, o animal não apenas parou, mas relinchou alto, como se estivesse chamando por aquele que cuidou dela durante anos.

    Um pedido especial da família

    Realizar essa homenagem não foi um improviso de última hora. A ideia partiu da filha do falecido, que conhecia a relação profunda entre o pai e o animal. Segundo familiares, a égua era a grande companheira do idoso nas rotinas no campo. Assim, a decisão de levá-la até o local da cerimônia buscou honrar essa amizade que, para muitos ali, parecia transcender a compreensão humana básica sobre o comportamento animal.

    A ciência por trás do luto animal

    Cenas como essa levantam discussões sobre a capacidade cognitiva e emocional dos cavalos. Especialistas em comportamento animal explicam que equinos são extremamente sensíveis a odores e sinais auditivos, sendo capazes de reconhecer seus tutores mesmo em condições adversas. No entanto, o impacto visual de um animal expressando o que parece ser tristeza profunda gera um impacto imediato na audiência digital. “Ela sabia que ele estava ali, foi uma despedida de alma”, afirmou uma das presentes no vídeo que já soma milhares de visualizações.

    https://www.instagram.com/reel/DXwfKubyMq0/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Reação viral e comoção nas redes

    Imagens registradas por celulares mostram o momento exato em que a égua encosta o focinho no caixão. A partir daí, o vídeo se espalhou por grupos de mensagens e redes sociais, gerando milhares de comentários de internautas emocionados com a lealdade do bicho. Além disso, o episódio reacende o debate sobre a permissão de animais de estimação em cerimônias fúnebres, algo que vem se tornando mais comum como parte do processo de fechamento de ciclo para as famílias.

    O legado de uma amizade rural

    Finalizada a cerimônia, o sentimento que ficou entre os parentes foi de dever cumprido. O relincho, que para desconhecidos poderia ser apenas um som natural, para aquela família foi um recado claro de gratidão. Em contraste com a frieza de algumas despedidas modernas, a presença da égua trouxe uma humanidade visceral ao momento, provando que o luto, definitivamente, não é um sentimento exclusivo dos seres humanos.

  • Com impostos em alta, Lei do Bem vira saída estratégica para empresas

    Com impostos em alta, Lei do Bem vira saída estratégica para empresas

    A recente alta da carga tributária no Brasil tem levado empresas a buscar alternativas para preservar a saúde financeira. Nesse cenário, a Lei do Bem volta ao centro das estratégias corporativas, especialmente como forma de compensar a redução de benefícios fiscais e o aumento de tributos.

    Com a entrada em vigor da Lei Complementar nº 224/25, em janeiro de 2026, diversos incentivos foram reduzidos. Ao mesmo tempo, houve aumento nas contribuições de PIS e Cofins, além de ajustes no IPI e mudanças na presunção de lucro para empresas do regime de Lucro Presumido. Como consequência, muitas companhias passaram a enfrentar custos mais elevados.

    Diante desse contexto, especialistas apontam que a Lei do Bem surge como uma alternativa eficiente. Isso porque o mecanismo permite reduzir a carga tributária ao mesmo tempo em que incentiva investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

    Evento orienta empresas sobre oportunidades

    Para ajudar empresários a entender melhor essas possibilidades, os escritórios Andersen Ballão Advocacia e Schneider, Starke & Ruppel Advogados promovem o evento “Inovação como Estratégia Tributária: Redução dos benefícios fiscais e oportunidades da Lei do Bem”.

    O encontro acontece no dia 22 de abril, às 19h, no auditório da Associação Empresarial de Blumenau, em Blumenau. A participação é gratuita, embora as vagas sejam limitadas.

    Além disso, a iniciativa conta com apoio do SIMMMEB e da Rádio 90FM Blumenau, o que amplia o alcance da discussão no meio empresarial.

    Palestrantes estarão presentes no evento.

    Lei do Bem ganha protagonismo

    Segundo especialistas, a Lei do Bem mantém relevância mesmo após as mudanças tributárias recentes. De acordo com a advogada Barbara Neves, a legislação continua sendo uma ferramenta estratégica para empresas que investem em inovação.

    Ela destaca que o mecanismo permite deduções fiscais no IRPJ e na CSLL, além de oferecer benefícios como depreciação acelerada de ativos ligados a projetos de pesquisa e desenvolvimento.

    Além disso, a lei estimula a criação de novos produtos e processos, o que fortalece a competitividade das empresas no mercado.

    Adaptação se torna essencial

    Para Anne Ruppel, também especialista na área tributária, as empresas precisam se adaptar rapidamente ao novo cenário. Segundo ela, estratégias fiscais mais eficientes deixaram de ser uma opção e passaram a ser uma necessidade.

    Ela ressalta que o uso correto da Lei do Bem não apenas reduz custos, mas também cria um ambiente favorável à inovação. Dessa forma, empresas conseguem crescer e se diferenciar mesmo em um cenário econômico mais desafiador.

    No entanto, ainda existem obstáculos. Muitas organizações não compreendem completamente os critérios exigidos para acessar os benefícios.

    Falta de conhecimento limita adesão

    O advogado Amauri Melo Filho chama atenção para um problema recorrente. Segundo ele, diversas empresas deixam de aproveitar a Lei do Bem por não reconhecerem suas próprias iniciativas como inovação.

    Ele explica que melhorias em produtos, serviços ou até a adaptação de tecnologias existentes podem, sim, se enquadrar como inovação. Portanto, uma análise mais estratégica pode abrir espaço para benefícios fiscais relevantes.

    Assim, o uso adequado da legislação pode impactar diretamente a saúde financeira das empresas, principalmente em um momento de aumento da carga tributária.

    Inscrições abertas em: https://bit.ly/leidobem-blumenau
  • Operação apreende 75 mil litros de cachaça ilegal em SC

    Operação apreende 75 mil litros de cachaça ilegal em SC

    Uma operação de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) resultou na apreensão de aproximadamente 75 mil litros de cachaça clandestina na região de Criciúma, Santa Catarina. A ação, coordenada pelo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov) da Superintendência do Mapa no estado, expõe os riscos crescentes da produção irregular de bebidas alcoólicas no Brasil.

    Foto: MAPA

    Durante a operação, três estabelecimentos foram fiscalizados: dois foram autuados e interditados por operarem sem registro no Mapa, enquanto o terceiro recebeu autuação por produzir em condições higiênico-sanitárias inadequadas. A cachaça apreendida estava sendo fabricada em ambientes impróprios, sem o controle de qualidade exigido pela legislação.

    Riscos à saúde pública

    O consumo de bebidas clandestinas representa grave ameaça à saúde, podendo causar intoxicações severas, cegueira e até morte. Esses riscos decorrem da presença de substâncias tóxicas resultantes de adulterações ou processos de produção irregulares, sem qualquer supervisão técnica ou sanitária.

    A fiscalização reforça a importância de que a produção de bebidas alcoólicas ocorra apenas em estabelecimentos devidamente registrados que atendam às normas higiênico-sanitárias estabelecidas pelo Mapa. A Instrução Normativa nº 72/2018 define os requisitos e procedimentos administrativos para o registro de estabelecimentos e produtos classificados como bebidas.

    Intensificação da fiscalização

    Segundo o Mapa, as ações de fiscalização foram intensificadas nos últimos meses com a chegada de novos servidores, incluindo Auditores Fiscais Federais Agropecuários e Agentes de Atividades Agropecuárias. O reforço amplia a capacidade do ministério de proteger consumidores e assegurar a qualidade dos produtos de origem agrícola comercializados no país.

    Produtores que desejam regularizar suas atividades podem acessar a seção de Vinhos e Bebidas no site oficial do Ministério da Agricultura, onde encontram orientações detalhadas sobre o processo de registro e adequação às normas vigentes.

    Crise nacional: mortes por metanol alarmam autoridades

    A operação em Santa Catarina ocorre em um momento crítico para a segurança alimentar brasileira. O país enfrenta desde agosto de 2025 um grave surto de intoxicações por metanol relacionado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, que tem gerado apreensão em todas as regiões do país.

    Segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde até 24 de outubro, o Brasil registra 58 casos confirmados de intoxicação por metanol e 50 casos em investigação. O número de mortes chegou a 15, sendo nove em São Paulo, três no Paraná e três em Pernambuco. Outros nove óbitos seguem em investigação.

    São Paulo concentra o maior número de casos, com 44 confirmados e 14 em investigação. A crise levou à criação de estruturas emergenciais. O Ministério da Saúde instalou uma Sala de Situação em Brasília no dia 1º de outubro para monitorar os casos crescentes. E o governador Tarcísio de Freitas anunciou em 30 de setembro um gabinete de crise para coordenar ações das secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça.

    Como o metanol contamina as bebidas

    Investigações da Polícia Civil identificaram que uma fábrica clandestina no ABC Paulista adulterava vodka com etanol comprado em postos de gasolina. Porém, utilizando inadvertidamente etanol contaminado com metanol. As principais linhas de investigação apontam para contaminação por metanol usado na limpeza de garrafas reaproveitadas e uso da substância para aumentar o volume de bebidas adulteradas.

    Até outubro, 41 pessoas foram presas acusadas de adulteração de bebidas no estado de São Paulo Agência Brasil, incluindo fornecedores de insumos para falsificação.

    Sintomas e tratamento

    O metanol, ao ser metabolizado no organismo, gera formaldeído e ácido fórmico, substâncias que podem causar danos graves à saúde, incluindo perda irreversível de visão e morte. Os sintomas podem aparecer entre 12 e 24 horas após a ingestão, incluindo alterações visuais, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental e sudorese excessiva.

    Foto: MAPA

    Para combater a crise, o Ministério da Saúde adquiriu 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico. E está comprando mais 5 mil tratamentos (150 mil ampolas) para garantir o estoque do Sistema Único de Saúde.

    Orientações às autoridades e população

    Autoridades orientaram a notificação imediata de casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol, caracterizando-os como eventos de “ameaça à saúde pública”.

    Consumidores devem redobrar a atenção com a procedência das bebidas alcoólicas, evitando produtos sem rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal. Em caso de sintomas suspeitos após o consumo de bebidas alcoólicas, a orientação é procurar imediatamente atendimento médico de emergência. O socorro em até seis horas após o início dos sintomas é fundamental para evitar agravamento.

    As operações de fiscalização e combate à produção clandestina de bebidas, como a realizada em Santa Catarina, são fundamentais para prevenir novos casos. Além de proteger a saúde da população brasileira diante desta crise sanitária sem precedentes recentes no país.

  • Ataques de abelhas: especialista orienta como se proteger

    Ataques de abelhas: especialista orienta como se proteger

    Os casos de ataques de abelhas em áreas urbanas chamam a atenção em Santa Catarina principalmente na primavera e no verão. Esses insetos, embora fundamentais para o equilíbrio ambiental e para a agricultura, podem gerar situações de risco quando as colônias se instalam próximo à circulação de pessoas.

    Durante as estações mais quentes, as colônias crescem e ficam mais populosas. Rodrigo Cunha, chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, esclarece um ponto importante: as abelhas não são agressivas, são defensivas.

    “Elas só atacam quando percebem que sua colmeia está ameaçada”, explica o especialista. O problema ocorre quando enxames se instalam em telhados, árvores ocas, bueiros, entulhos ou galpões e acabam perturbados por barulho, vibrações ou movimentações comuns do dia a dia.

    Atividades rotineiras como corte de grama, obras ou simples movimentações podem perturbar um enxame. Quando isso acontece, as abelhas interpretam a situação como uma ameaça e desencadeiam uma reação de ataque para proteger a colônia.

    A compreensão desse comportamento defensivo ajuda a população a evitar situações de risco e a tomar as precauções necessárias ao identificar a presença de abelhas nas proximidades.

    O que fazer durante um ataque: orientações essenciais

    Se um enxame desencadear um ataque, a Epagri orienta:

    Ação imediata:
    • Afaste-se imediatamente do local, de preferência correndo em zigue-zague
    • Busque abrigo em ambiente fechado (casa, comércio ou veículo)
    Primeiros socorros:
    • Retire os ferrões raspando a pele com uma lâmina ou cartão
    • Nunca aperte os ferrões com os dedos
    • Lave a região com água corrente
    • Aplique gelo para reduzir o inchaço
    Quando buscar atendimento médico:
    • Em casos de múltiplas ferroadas
    • Se surgirem sinais de reação alérgica
    • Sintomas como falta de ar, inchaço generalizado ou queda de pressão

    Rodrigo alerta que qualquer pessoa pode entrar em risco de morte após uma grande quantidade de ferroadas. Indivíduos alérgicos podem sofrer reações graves até mesmo com apenas uma picada.

    Enxameação: fenômeno natural aumenta presença urbana

    A primavera e o verão trazem o fenômeno da enxameação. Nesse período, a colônia de abelhas se divide e parte da família migra para ocupar um novo local. Outro fenômeno comum é o abandono da colmeia, quando toda a família deixa a colônia em busca de outro abrigo.

    Em ambos os casos, esses enxames frequentemente se deslocam até ambientes urbanos procurando locais adequados para se instalar.

    Enxames temporários em árvores e varandas: como identificar

    A população catarinense observa com relativa frequência enxames de abelhas se amontoando temporariamente em árvores, varandas ou beirais de casas. Rodrigo explica que essas aglomerações representam apenas uma “parada” antes de seguirem para outro local.

    “Isso pode acontecer em poucas horas ou dias. Nessas situações, o ideal é não mexer e apenas manter distância e isolar o local”, recomenda o especialista.

    A situação muda quando o enxame se fixa em um ponto que oferece risco. Locais próximos a áreas de circulação de pessoas, escolas, creches ou ambientes com animais exigem atenção especial.

    Rodrigo recomenda acionar um serviço profissional para a retirada do enxame. “Nunca tente retirar a colmeia por conta própria. A falta de conhecimento e equipamentos de proteção pode desencadear um ataque grave”, alerta.

    Polinização: o serviço essencial que vai além do mel

    As abelhas prestam um serviço fundamental para a humanidade que ultrapassa a produção de mel: a polinização. Estudos estimam que 75% das plantas agricultáveis do mundo dependem desses insetos para produzir.

    As plantas nativas também dependem das abelhas para sobreviver. A taxa de dependência varia de 30 a 80% entre as diferentes espécies vegetais. “Sem esse trabalho, haveria queda na produção de frutas, hortaliças e grãos, além de impactos severos na biodiversidade”, ressalta Rodrigo.

    A compreensão da importância ecológica das abelhas ajuda a população a conviver de forma mais harmônica com esses insetos essenciais, respeitando seu papel na natureza enquanto adota medidas de segurança apropriadas.

  • Mirtilo: cultura rende até R$ 250 mil por hectare e atrai pequenos produtores

    Mirtilo: cultura rende até R$ 250 mil por hectare e atrai pequenos produtores

    A Epagri realizou na última semana um Dia de Campo em Palmeira, município de 2,7 mil habitantes localizado a 40 quilômetros de Lages. O evento reuniu agricultores de diversos municípios da Serra Catarinense interessados em conhecer o cultivo de mirtilo como alternativa de renda.

    A iniciativa faz parte da estratégia da empresa de promover a agregação de valor e a viabilidade econômica dos empreendimentos rurais catarinenses. Durante o evento, produtores conheceram a experiência bem-sucedida da Palm Berries, propriedade comandada pelo fruticultor Celso Claudino e seu genro, João Carneiro.

    Dois hectares geram até R$ 250 mil por safra com mirtilo orgânico

    A Palm Berries ocupa apenas dois hectares entre as florestas de pinus da família. Nesta área, Celso e João cultivam cerca de três mil pés de mirtilo. Cada planta produz, em média, entre cinco e dez quilos da fruta por safra.

    A comercialização acontece em todo o Brasil. O produto alcança R$ 60 por quilo no varejo e R$ 30 no atacado, sem embalagem. “O pinus é uma cultura de longo prazo. Quem plantar agora vai começar a ganhar dinheiro em oito ou nove anos. O mirtilo é muito mais rápido. Se plantar agora uma muda boa, no ano que vem já pode colher”, explica João Carneiro.

    O produtor reforça o potencial econômico da cultura: “Nosso projeto inicial era de dez toneladas por hectare. Se o produtor conseguir o mesmo, vai girar em torno de R$ 250 mil por safra”.

    Cultivo orgânico dispensa agrotóxicos e facilita manejo

    A dupla de produtores adota o sistema orgânico de produção. “Além de dar dinheiro, a cultura do mirtilo é muito prazerosa. É uma planta fácil de manejar. Como aqui não gostamos de veneno e fazemos tudo orgânico, é necessário fazer a roçada manual para manter o pomar sempre limpinho. Mas, no geral, não dá muito trabalho”, afirma o fruticultor Celso Claudino.

    Mirtilo é alternativa para diversificação da renda das famílias agricultoras. Foto: Pablo Gomes / Epagri

    A simplicidade do manejo atrai especialmente pequenos produtores que buscam diversificar a renda familiar sem grandes investimentos em maquinário ou insumos químicos.

    Clima da Serra favorece adaptação do mirtilo

    A extensionista rural Maêve Silveira Castelo Branco, da Gerência Regional da Epagri em São Joaquim e líder do Programa Fruticultura na região, destaca a adaptabilidade da cultura ao clima serrano.

    “Originalmente, o mirtilo provém da América do Norte, em regiões de sub-bosque, e existe em áreas de matas onde ocorre naturalmente o pinus”, explica Maêve. A especialista ressalta que a planta também se adapta facilmente a áreas sem pinus, pois o cultivo é bastante simples.

    Convivência entre o mirtilo e as florestas de pinus é perfeitamente possível. Foto: Pablo Gomes / Epagri

    “Claro que tem algumas exigências, principalmente em relação ao solo e disponibilidade de água, mas é uma planta que pode se adaptar a pequenas e grandes áreas de cultivo. Por isso, é uma boa alternativa para diversificar a produção aqui na região, o que gera empregos, aumenta a renda e promove a qualidade de vida das famílias”, completa a extensionista.

    Produtores viajam mais de 200 km para aprender sobre mirtilo

    O sucesso da Palm Berries atrai agricultores de toda a Serra Catarinense. A agricultora Ana Claudia Wawrzyniak viajou mais de 200 quilômetros entre ida e volta para participar do Dia de Campo. Moradora de Cerro Negro, ela já produz pequenas frutas como amora, fisális e framboesa, além de uma quantidade ainda pequena de mirtilo.

    “Atualmente, tenho 130 pés de mirtilo. Nesta visita a uma propriedade onde a atividade deu certo, pude aprender mais, e vou levar o conhecimento para aumentar minha produção”, conta Ana Claudia.

    Pedro Donizete de Souza, secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca da Prefeitura de Lages, participou do evento e demonstrou entusiasmo com a cultura.

    “O mirtilo tem um potencial muito grande e é ideal para o pequeno produtor rural, pois é um trabalho que pode ser feito com a família. É uma alternativa de renda e que tem mercado. A atividade ainda está no início, mas já está dando muito certo e podemos ver os resultados na prática. Certamente toda a nossa região tem muito a ganhar com o mirtilo”, avalia o secretário.

    O engenheiro-agrônomo José Márcio Lehmann, gerente regional da Epagri em Lages, destaca a importância institucional de eventos como o Dia de Campo.

    “Neste caso, é o mirtilo, uma cultura nova, mas que já está dando resultado. Por isso a importância de oportunizar aos produtores a diversificação baseada no clima da região. A Epagri tem este papel institucional de levar à sociedade as várias possibilidades de cultura”, conclui Lehmann.

  • Novas variedades transformam cultivo de mandioquinha-salsa

    Novas variedades transformam cultivo de mandioquinha-salsa

    A mandioquinha-salsa virou um negócio lucrativo em Santa Catarina. Em pouco mais de uma década, a produtividade média subiu de 12 para 35 toneladas por hectare. O custo de produção caiu 56%. O avanço veio com novas variedades desenvolvidas pela Epagri em parceria com agricultores e pesquisadores.

    Até 2012, os produtores dependiam apenas do cultivar Senador Amaral, que não se adaptava bem ao clima local. A falta de opções levou a perdas por pragas e doenças. A Epagri então testou materiais genéticos em Angelina, na Grande Florianópolis. As melhores plantas, rústicas e produtivas, deram origem às variedades SCS380 Inca e SCS381 Coqueiral, lançadas em 2022.

    Variedades de mandioquinha-salsa são adaptadas às condições climáticas de Santa Catarina. Foto: Epagri

    A Inca produz mais de 30 toneladas por hectare. A Coqueiral chega a 40 toneladas, contra apenas 12 do Senador Amaral. Em 2023, as novas variedades já ocupavam 98% da área plantada em SC e 90% no Paraná, somando 2 mil hectares. Cerca de 900 famílias catarinenses e 1,5 mil em outros estados já adotaram a tecnologia.

    Bruno Dias, de Angelina, abandonou a mandioquinha-salsa por causa da baixa produtividade. Com a Coqueiral, retomou o cultivo em sistema orgânico. Em 2023, colheu 39 toneladas por hectare, com apenas 1% de descarte. A renda chegou a R$ 42,9 mil, com custos de apenas 8%.

     

    O Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), da Epagri, ajudou a reduzir 70% dos fertilizantes e 65% dos agrotóxicos. A erosão caiu 90%, e muitas lavouras dispensaram irrigação. Hoje, o sistema já cobre 30% das áreas no estado.

    A mandioquinha-salsa já movimenta R$ 25 milhões em Angelina só com raízes. Com tecnologia e manejo adequado, a cultura avança para o Vale do Itajaí e Planalto Norte, consolidando Santa Catarina como referência no setor.

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  • Crise na armazenagem: SC tem déficit de 800 mil toneladas em capacidade para grãos em 2025

    Crise na armazenagem: SC tem déficit de 800 mil toneladas em capacidade para grãos em 2025

    Santa Catarina enfrenta um déficit crítico de 800 mil toneladas na capacidade de armazenagem de grãos, segundo o Boletim Agropecuário de junho de 2025, divulgado pela Epagri/Cepa 167. Enquanto a produção agrícola do estado cresceu 19% nos últimos cinco anos (saltando de 6,2 milhões para 7,38 milhões de toneladas), a infraestrutura de armazenamento avançou apenas 5,1% no mesmo período, criando um gargalo logístico que ameaça a competitividade do agronegócio catarinense.

    O problema é ainda mais grave para o milho, insumo essencial para as cadeias de suínos, aves e bovinocultura leiteira. Mesmo com um aumento de 25% na produção estadual em 2025, o déficit de armazenagem específico para o grão já ultrapassa 5,5 milhões de toneladas.

    Santa Catarina importa cerca de 6 milhões de toneladas de milho por ano de outras regiões do Brasil e do exterior. Soluções emergenciais, como silos bolsa, são adotadas, mas têm custos elevados e limitações de tempo de armazenamento.

    Edilamar Wons, vice-presidente da Cooperalfa, alerta: “Sem armazenagem suficiente, os produtores são forçados a vender em momentos de preços baixos, reduzindo a rentabilidade. As altas taxas de juros também dificultam novos investimentos em infraestrutura fixa.”

    Impacto no mercado: queda nos preços do arroz e milho

    O boletim também destaca a pressão sobre os preços dos grãos:

    • Arroz: queda de 30,38% no preço em abril de 2025, com a saca cotada a R$ 65,75, devido à safra recorde.
    • Milho: recuo de 7,8% em maio, influenciado pela colheita nacional e oferta global.

    Apesar da produtividade histórica, a falta de armazenamento adequado reduz o poder de negociação dos produtores, que muitas vezes precisam liquidar estoques em períodos de baixa.

    Soluções em debate: investimentos urgentes e tecnologia

    Especialistas defendem ações estratégicas para reverter o cenário:

    • Expansão de silos e armazéns com incentivos fiscais e linhas de crédito acessíveis.
    • Adoção de tecnologias como armazéns inteligentes e monitoramento de umidade para reduzir perdas .
    • Parcerias público-privadas para ampliar a infraestrutura logística.

    Haroldo Tavares Elias, analista da Epagri/Cepa, reforça: “A armazenagem é estratégica para garantir o abastecimento das cadeias produtivas. O estado não pode parar de crescer, mas precisa corrigir esse desequilíbrio.”

    Santa Catarina consolida-se como um grande produtor de grãos e proteína animal, mas a falta de armazenamento ameaça sua sustentabilidade. Enquanto o estado busca soluções, os produtores enfrentam desafios imediatos de comercialização e rentabilidade.

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  • Gripe aviária: Santa Catarina investiga caso suspeito

    Gripe aviária: Santa Catarina investiga caso suspeito

    Santa Catarina está em alerta após a identificação de um caso suspeito de gripe aviária (Influenza Aviária H5N1) em uma granja comercial localizada em Ipumirim, no Oeste do estado. A informação foi confirmada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pela prefeitura local em 19 de maio de 2025. Como medida de precaução, o governo catarinense proibiu a entrada de aves vivas e ovos férteis provenientes de 12 municípios do Rio Grande do Sul, conforme nota técnica divulgada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).

    A restrição atinge os seguintes municípios gaúchos:

    • Cachoeirinha
    • Canoas
    • Capela Santana
    • Esteio
    • Gravataí
    • Montenegro
    • Nova Santa Rita
    • Novo Hamburgo
    • Portão
    • São Leopoldo
    • Sapucaia do Sul
    • Triunfo

    Segundo a Cidasc, está autorizada a entrada em Santa Catarina de produtos de origem animal de aves oriundos do Rio Grande do Sul, exceto ovos comerciais provenientes dos municípios citados, que compõem a zona de contenção do foco.

    Medidas de prevenção e contenção

    A decisão do governo catarinense segue as diretrizes do Plano Nacional de Contingência para Influenza Aviária, elaborado pelo MAPA. O objetivo é conter a disseminação do vírus H5N1, proteger a produção avícola e garantir a segurança alimentar.

    Orientações para produtores e população:

    • Reforço na biosseguridade: produtores devem intensificar as medidas de controle sanitário e restringir o acesso de pessoas externas às granjas.
    • Notificação imediata: qualquer ocorrência de aves com sintomas como dificuldade respiratória, secreção ocular, andar cambaleante, torcicolo, movimentos circulares ou mortalidade súbita deve ser comunicada à Cidasc.
    • Evitar manipulação: as pessoas não devem manipular aves mortas ou com sinais clínicos sem orientação técnica.

    Segurança no consumo

    O Ministério da Agricultura reforça que a gripe aviária não é transmitida pelo consumo de carne de frango ou ovos devidamente inspecionados. A população pode consumir esses produtos com segurança, conforme nota oficial do MAPA e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

    O vírus Influenza Aviária H5N1 é altamente patogênico para aves, com rápida disseminação e alta mortalidade. Embora o risco de transmissão para humanos seja baixo, pessoas com contato direto e intenso com aves infectadas ainda podem contrair a doença. Pesquisadores identificaram o subtipo H5N1 pela primeira vez em 1996, na China, e desde então órgãos como a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) e a Embrapa monitoram sua disseminação em escala global.

    O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, destacou a importância da colaboração de todos: “Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do Brasil, graças à implementação das normas de biosseguridade e ao trabalho da defesa sanitária. Estamos vigilantes e reforçando todas as medidas para impedir a entrada dessa doença em Santa Catarina. Precisamos que cada um faça sua parte.”

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