Tag: saúde

  • Fruta esquecida por todos ajudou Yasmin Brunet a perder 20 kg; saiba qual

    Fruta esquecida por todos ajudou Yasmin Brunet a perder 20 kg; saiba qual

    Em 2025, Yasmin Brunet chamou a atenção dos fãs ao revelar uma grande mudança no corpo. A modelo e ex-BBB contou que perdeu cerca de 20 kg durante o processo de cuidados com o lipedema e com a própria saúde.

    Nas redes sociais, Yasmin afirmou que o resultado veio acompanhado de mudanças de hábitos e de um processo de autocuidado. “Emagreci uns 20 kg cuidando do meu lipedema e, principalmente, da minha saúde. Foi um processo de autocuidado, consciência e amor-próprio”, escreveu.

    Entre as mudanças na alimentação, a loira passou a seguir uma dieta com restrição de FODMAPs. E foi justamente nesse cardápio que uma fruta pouco lembrada pelos brasileiros brilhou: a carambola.

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    O que é a dieta FODMAP?

    A dieta low FODMAP é uma estratégia alimentar desenvolvida principalmente para ajudar no controle de sintomas gastrointestinais, especialmente em pessoas com síndrome do intestino irritável. A sigla FODMAP reúne diferentes tipos de carboidratos de cadeia curta que podem ser mal absorvidos pelo intestino e provocar sintomas como gases, inchaço e dor abdominal.

    O método deve ser realizado com acompanhamento profissional, e envolve uma fase inicial de restrição e, posteriormente, a reintrodução gradual dos alimentos.

    No caso de Yasmin, a alimentação fez parte de um conjunto de mudanças relacionadas aos cuidados com a saúde. Entre os alimentos permitidos no cardápio acompanhado pela modelo estava a carambola, afirma a nutricionista Gisela Savioli.

    A fruta esquecida das feiras

    Com seu formato de estrela e sabor levemente adocicado, a carambola costuma passar despercebida nas feiras e supermercados. No entanto, a fruta apresenta uma composição nutricional muito interessante.


    A carambola é famosa por seu formato estrelado, sabor agridoce e poderes antioxidantes (Foto: Reprodução/UFABC)

    Ela é fonte de vitamina C, fibras e água, além de fornecer minerais como potássio. Uma pequena carambola, com aproximadamente 70 gramas, possui cerca de 22 calorias e 1,9 grama de fibras.

    A vitamina C possui ação antioxidante e participa da produção de colágeno. Já as fibras contribuem para o funcionamento intestinal e podem aumentar a sensação de saciedade. Por isso, a carambola pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, inclusive em estratégias voltadas ao controle do peso.

    Carambola exige atenção em alguns casos

    Apesar dos benefícios nutricionais, a fruta não é indicada para pessoas com doença renal crônica.

    Isso acontece porque a carambola contém caramboxina, uma substância que pode se acumular no organismo quando os rins não conseguem eliminá-la adequadamente.

  • O que acontece com seu fígado se você beber café todos os dias?

    O que acontece com seu fígado se você beber café todos os dias?

    Como dizia Jorge Ben Jor: Meu amor, me faz um cafézinho! Um dos maiores estudos já realizados sobre café e saúde do fígado surpreendeu ao apontar que o consumo da bebida pode estar associado a menores riscos de doenças hepáticas graves.

    A pesquisa, conduzida pela Cedars-Sinai Health Sciences University e publicada na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology, analisou dados de quase 355 mil pessoas ao longo de mais de uma década.

    Segundo os pesquisadores, indivíduos que consomem café regularmente apresentaram menor incidência de cirrose, câncer de fígado e mortes relacionadas a doenças hepáticas.

    A análise utilizou dados de 354.957 participantes do UK Biobank, todos sem histórico prévio de cirrose ou câncer hepático no início do estudo. Ao longo de um período médio de 13 anos, os cientistas monitoraram novos casos dessas doenças por meio de registros médicos.

    Os resultados mostraram que pessoas que consumiam cinco ou mais xícaras de café por dia tiveram:

    • 32% menos risco de cirrose
    • 47% menos risco de câncer de fígado
    • 42% menos risco de morte por doença hepática

    Mesmo entre aqueles que bebiam apenas uma ou duas xícaras diárias, já foram observados benefícios. Os efeitos mais consistentes apareceram com o consumo de três a quatro xícaras por dia.

    Café está ligado a menor dano no fígado

    Além dos dados clínicos, o estudo também avaliou exames de ressonância magnética e análises de proteínas no sangue. Os pesquisadores identificaram que consumidores de café apresentaram:

    • Menor acúmulo de gordura no fígado
    • Redução de fibrose (cicatrização hepática)
    • Menores níveis de inflamação
    • Menor excesso de ferro hepático

    No sangue, também foram encontrados níveis mais elevados de proteínas associadas à função saudável do fígado e menores níveis de marcadores inflamatórios.

    Esses achados ajudam a explicar, do ponto de vista biológico, por que o café tem sido associado a uma melhor saúde hepática.

    Com ou sem cafeína?

    O estudo também observou que tanto o café com cafeína quanto o descafeinado apresentaram associações positivas com a saúde do fígado.

    Um xícara de café
    O café contém diversas substâncias naturais que podem atuar na redução da inflamação e da fibrose (Foto: Rodarte/Agro Em Campo)

    Consumo moderado

    Apesar dos resultados, os pesquisadores reforçam que o estudo é observacional. Ou seja, não comprova que o café previne diretamente doenças hepáticas. Portanto, não há recomendação para aumentar o consumo apenas com base nesses dados.

    O café deve ser um complemento a hábitos já comprovados para a saúde do fígado, como manter o peso saudável, reduzir o consumo de álcool e praticar atividades físicas.

  • Genu-in Academy: plataforma conecta profissionais de saúde às últimas evidências científicas

    Genu-in Academy: plataforma conecta profissionais de saúde às últimas evidências científicas

    A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, lançou a Genu-in Academy, uma plataforma de educação continuada voltada a médicos, nutricionistas, nutrólogos e outros profissionais da saúde. A Genu-in, empresa da JBS Novos Negócios especializada em colágeno e gelatina, desenvolveu a iniciativa para ampliar o acesso a conteúdos baseados em evidências científicas atualizadas, produzidos por especialistas reconhecidos.

    A nutrição ocupa hoje um papel cada vez mais estratégico na prevenção de doenças, na promoção da longevidade e na melhoria da qualidade de vida. Nesse cenário, a nova plataforma busca oferecer aos profissionais um ambiente permanente de atualização técnica.

    Operações no interior de São Paulo sustentam a iniciativa

    A Genu-in mantém duas operações estratégicas no interior paulista voltadas à ciência, à inovação e à produção de ingredientes. Em Presidente Epitácio, a empresa opera uma fábrica 4.0, uma das mais modernas do setor, que produz peptídeos de colágeno e gelatina de alto valor agregado.

    Em Campinas, a empresa mantém o Centro de Inovação e Desenvolvimento de Colágeno, fruto de uma parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). O centro reúne pesquisadores, infraestrutura e expertise científica para pesquisar, validar e aplicar tecnologicamente o colágeno em soluções de nutrição, bem-estar e qualidade de vida.

    Plataforma reúne webinars, e-books e estudos clínicos

    A Genu-in Academy disponibiliza webinars, e-books, estudos clínicos e materiais técnicos voltados à prática clínica. A proposta é contribuir para a capacitação contínua de profissionais que atuam diretamente na prescrição nutricional, em um mercado que evolui rapidamente e exige decisões cada vez mais fundamentadas em evidências.

    O lançamento acompanha uma transformação relevante no mercado de saúde brasileiro. O país já reúne mais de 200 mil nutricionistas registrados, número que cresce de forma consistente nos últimos anos. A nutrição deixou de se restringir à alimentação e passou a ocupar papel central na prevenção de doenças, no envelhecimento saudável e na promoção da qualidade de vida, o que amplia a demanda por atualização profissional contínua.

    O uso crescente dos medicamentos análogos de GLP-1 figura entre os fatores que aceleram essa transformação. Esses medicamentos ampliam a necessidade de estratégias nutricionais capazes de preservar massa muscular, saúde óssea e qualidade dos tecidos durante o processo de perda de peso. O primeiro webinar da plataforma vai justamente abordar esse tema.

    Diretor destaca papel da educação para a empresa

    Guilherme Moraes, diretor de Marketing da JBS Novos Negócios, afirma que a Genu-in Academy nasce para democratizar o acesso ao conhecimento. E conectar profissionais às evidências mais atuais produzidas por especialistas reconhecidos. Segundo ele, o investimento da JBS em educação eleva o nível técnico de todo o ecossistema de saúde. E aproxima ciência, inovação e prática clínica, dando aos profissionais mais segurança na tomada de decisão e na prescrição nutricional. Moraes acrescenta que a companhia acredita que o futuro da saúde combinará ciência, inovação e educação. E que a JBS pretende contribuir ativamente para esse movimento.

    Depois do primeiro webinar sobre GLP-1 e suplementação, a programação da Genu-in Academy vai incluir conteúdos sobre longevidade, saúde da mulher e novas evidências relacionadas ao colágeno e a outras proteínas funcionais.

  • Ovelha visita pacientes oncológicos em hospital

    Ovelha visita pacientes oncológicos em hospital

    Uma ovelha de oito anos transformou a rotina de pacientes do Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo (RS), ao participar de uma ação do Programa Pet Terapia. Batizada de Chanel e natural de Lagoa Vermelha (RS), ela visitou pacientes oncológicos, acompanhantes e profissionais de saúde.

    Ação emocionante

    Esta foi a primeira experiência da ovelha em um hospital. A tutora, Cassandra Moreira, conta que a participação marcou não apenas os pacientes, mas também quem acompanhou a visita.

    Segundo ela, Chanel permaneceu tranquila durante toda a atividade e demonstrou o comportamento dócil que já é conhecido por milhares de seguidores nas redes sociais.

    “Foi incrível. A Chanel ama crianças e ficou calma e feliz durante toda a visita. Ver o brilho nos olhos dos pacientes mostrou que pequenos gestos podem fazer grande diferença. Fomos levar carinho e voltamos ainda mais inspirados pela força e esperança que encontramos ali”, afirmou.

    https://www.instagram.com/reel/DaliHBuBAy5/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Programa reúne diferentes espécies

    Criado em 2017, o Programa Pet Terapia busca humanizar o atendimento hospitalar por meio da interação entre pacientes e animais.

    Além de cães, que representam a maior parte dos participantes, o projeto já contou com gatos, papagaios, cobras e jabutis, além, é claro, da brilhante Chanel.

    A iniciativa é desenvolvida pelo Hospital São Vicente de Paulo em parceria com a Universidade de Passo Fundo (UPF).

    Animais passam por avaliação antes das visitas

    De acordo com Douglas Roberto Pegoraro, fisioterapeuta e coordenador da residência multiprofissional, todos os animais passam por uma avaliação veterinária antes de participarem das atividades.

    Os protocolos incluem análise do estado de saúde, comportamento e cuidados de higiene. No dia da visita, os animais recebem banho com produtos específicos e seguem diretamente ao hospital para garantir condições adequadas de segurança aos pacientes.

    Projeto já realizou mais de 600 atendimentos

    Em quase uma década de funcionamento, o Programa Pet Terapia já realizou mais de 600 atendimentos no Hospital São Vicente de Paulo.

    As sessões têm duração média de 30 minutos e acontecem em uma área verde da instituição. Os pacientes são selecionados conforme avaliação clínica, garantindo que a atividade seja realizada com segurança e respeitando as condições de saúde de cada participante.

  • Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Dia Mundial da Fruta: conheça as mais consumidas no Brasil

    Celebrado em 1º de julho, o Dia Mundial da Fruta chama a atenção para a importância do consumo desses alimentos na promoção da saúde e da qualidade de vida. A data foi criada em 2007, na Alemanha, em parceria com instituições de saúde, com o objetivo de incentivar hábitos alimentares mais saudáveis e ampliar o consumo diário de frutas.

    Além de fazer parte de uma alimentação equilibrada, as frutas ocupam um papel estratégico na agricultura brasileira. O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de frutas tropicais do mundo, com destaque para culturas como manga, banana, mamão, melão e uva.

    Frutas são aliadas da saúde

    Ricas em água, fibras, vitaminas e minerais, as frutas contribuem para o bom funcionamento do organismo e ajudam na prevenção de diversas doenças.

    Entre os principais benefícios estão o fortalecimento do sistema imunológico, melhora da digestão, auxílio na hidratação do organismo e redução do risco de doenças cardiovasculares.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e vegetais por dia, quantidade equivalente a aproximadamente cinco porções.

    As frutas mais consumidas no Brasil

    A banana lidera o ranking mundial de consumo e também figura entre as preferidas dos brasileiros.

    O sucesso da fruta está relacionado à praticidade, ao alto valor energético, ao preço acessível e à disponibilidade durante praticamente todo o ano.

    Na sequência aparecem as frutas cítricas, especialmente laranja e limão, seguidas por maçãs e uvas.

    Essas frutas conquistaram espaço no mercado mundial por aliarem valor nutricional, facilidade de transporte e longa conservação após a colheita.

    Por que essas frutas lideram o consumo?

    Cada uma delas reúne características que favorecem sua produção e comercialização em larga escala.

    Banana

    • Rica em potássio e carboidratos;
    • Fonte rápida de energia;
    • Cultivada em mais de 130 países;
    • Disponível durante praticamente todo o ano.

    Laranja e limão

    • Fontes importantes de vitamina C;
    • Muito utilizados na produção de sucos;
    • Casca resistente facilita o transporte e armazenamento.

    Maçãs e uvas

    • Possuem excelente vida útil pós-colheita;
    • São consumidas frescas e também processadas;
    • Dão origem a produtos como vinhos, geleias, doces e passas.

    Brasil tem papel de destaque na fruticultura

    Além de abastecer o mercado interno, o Brasil é um dos principais produtores de frutas tropicais do planeta.

    A manga está entre os produtos agrícolas brasileiros de maior destaque nas exportações, chegando a diversos mercados internacionais graças à qualidade da produção nacional.

    O clima favorável e a diversidade de regiões produtoras permitem que o país cultive uma ampla variedade de frutas ao longo do ano, fortalecendo o agronegócio e gerando empregos em diferentes estados.

  • Por que Vini Jr. come abacaxi antes de entrar em campo? Entenda os benefícios

    Por que Vini Jr. come abacaxi antes de entrar em campo? Entenda os benefícios

    Um vídeo de Vini Jr. comendo uma fatia de abacaxi poucos minutos antes de entrar em campo chamou a atenção nas redes sociais e despertou a curiosidade de muitos torcedores. A cena virou meme, mas também levantou uma pergunta: afinal, existe um motivo para atletas consumirem a fruta antes de uma partida?

    A resposta é sim, mas não porque o abacaxi seja uma solução milagrosa. O alimento reúne características que podem contribuir para o desempenho físico quando faz parte de uma alimentação equilibrada e planejada.

    Por que o abacaxi é consumido antes do exercício?

    O abacaxi é uma fruta composta por mais de 85% de água, o que ajuda na hidratação do organismo. Para quem pratica atividades físicas, manter um bom nível de hidratação é essencial para preservar o desempenho durante treinos e competições.

    Além disso, a fruta contém carboidratos naturais, que podem fornecer energia ao organismo. Como são absorvidos de forma gradual, ajudam a evitar oscilações bruscas nos níveis de glicose, oferecendo um aporte energético mais estável.

    Leia mais: Argentina leva 500 kg de carne para a Copa e mantém tradição do churrasco

    Bromelina também chama a atenção

    Outro diferencial do abacaxi é a presença da bromelina, uma enzima natural associada à digestão das proteínas. Embora os estudos sobre seu impacto direto no desempenho esportivo ainda sejam limitados, ela pode contribuir para uma digestão mais confortável, especialmente antes da prática de exercícios.

    O abacaxi também é fonte de vitamina C, nutriente que participa da formação de colágeno e atua como antioxidante — Foto: GOV

    Leia mais: Fruta mais saborosa do mundo ganha espaço no Brasil

    Comer apenas uma fatia faz diferença?

    Especialistas em nutrição esportiva destacam que o desempenho de um atleta não depende de um único alimento consumido minutos antes da atividade.

    As reservas de energia utilizadas pelos músculos começam a ser formadas horas antes do exercício, por meio de uma alimentação equilibrada ao longo do dia. O pré-treino é apenas uma etapa dessa estratégia nutricional.

    Por isso, o consumo de abacaxi deve ser visto como um complemento dentro de uma dieta adequada, e não como um recurso capaz de melhorar sozinho o rendimento físico.

  • Porcos doam órgãos? Entenda o transplante inédito realizado na China

    Porcos doam órgãos? Entenda o transplante inédito realizado na China

    Um avanço científico realizado na China chamou a atenção e reforçou o potencial da suinocultura na área da saúde. Pesquisadores da Universidade Médica de Guangxi, localizada no sul do país, realizaram o primeiro transplante simultâneo de fígado e rins de porco em um ser humano.

    Os órgãos foram retirados de um porco geneticamente modificado e transplantados para um homem de 53 anos que havia sido diagnosticado com morte cerebral.

    Nova etapa dos xenotransplantes

    A cirurgia é considerada um marco para os chamados xenotransplantes, nome dado aos transplantes realizados entre espécies diferentes.

    Segundo informações publicadas pela revista científica Nature, os estudos mais avançados até então haviam demonstrado o funcionamento de apenas um órgão animal por vez em seres humanos. Agora, pela primeira vez, cientistas comprovaram que múltiplos órgãos provenientes do mesmo animal podem operar simultaneamente dentro de um corpo humano.

    Técnica é vista como esperança para reduzir filas de transplante no mundo inteiro — Foto: Wildpixel/Getty Images

    Além disso, os resultados iniciais foram considerados bastante positivos. Menos de 24 horas após o procedimento, o fígado suíno já produzia bile normalmente, enquanto os rins transplantados passaram a filtrar o sangue e reduzir os níveis de creatinina, um dos principais indicadores utilizados para avaliar a função renal.

    Modificações genéticas foram essenciais

    Para tornar o transplante viável, os pesquisadores precisaram realizar uma série de alterações genéticas no animal doador.

    De acordo com o estudo, foram feitas seis modificações no genoma do porco. Três genes associados à rejeição imunológica foram removidos. Em contrapartida, outros três genes humanos foram inseridos para aumentar a compatibilidade entre os tecidos e reduzir os riscos de coagulação após o transplante.

    Por que os porcos são candidatos ideais?

    Os porcos vêm sendo apontados há anos como uma das alternativas mais promissoras para ampliar a oferta de órgãos destinados a transplantes.

    Além da facilidade de criação em larga escala, os animais possuem órgãos com tamanho, anatomia e características fisiológicas semelhantes às encontradas nos seres humanos.

    Suínos se destacam em pesquisas voltadas à medicina regenerativa — Foto: AEN Paraná

    Nos últimos anos, diversos estudos envolvendo órgãos suínos geneticamente modificados ganharam espaço em centros de pesquisa ao redor do mundo. O objetivo é reduzir a dependência de doadores humanos e ajudar a diminuir as longas filas de espera por rins, fígados, corações e outros órgãos vitais.

    Oferta global de órgãos

    Embora a técnica ainda seja considerada experimental, os pesquisadores da Universidade Médica de Guangxi avaliam que o resultado obtido fortalece a viabilidade dos xenotransplantes como solução para a crescente escassez de órgãos no mundo.

    Além disso, os cientistas acreditam que, caso os desafios relacionados à rejeição imunológica sejam superados nos próximos anos, os porcos geneticamente modificados poderão desempenhar papel estratégico no fornecimento de órgãos para transplantes.

  • Tomar uma taça de vinho por dia faz bem? Veja o que dizem os especialistas

    Tomar uma taça de vinho por dia faz bem? Veja o que dizem os especialistas

    A ideia de que uma taça de vinho por dia faz bem para a saúde é antiga, mas especialistas alertam que a relação entre álcool e benefícios ao organismo ainda gera debate.

    Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não existe uma dose totalmente segura para o consumo de bebidas alcoólicas. Ainda assim, pesquisas analisam possíveis efeitos positivos do consumo moderado de vinho, especialmente o tinto.

    Vinho aparece na dieta mediterrânea

    O vinho tinto costuma ser associado à chamada dieta mediterrânea, considerada uma das mais saudáveis do mundo. Nesse padrão alimentar, porém, o consumo acontece em pequenas quantidades e durante as refeições.

    A Sociedade Brasileira de Cardiologia não recomenda que pessoas passem a beber visando benefícios à saúde. No entanto, para quem já consome álcool, a orientação é limitar a ingestão a até duas taças por dia para homens e uma para mulheres.

    Benefícios ainda não são comprovados

    Estudos investigam compostos presentes no vinho, como os polifenóis e o resveratrol, por possíveis ações antioxidantes e anti-inflamatórias.

    Pesquisas observacionais apontam que o consumo moderado pode estar associado a menor risco de algumas doenças cardiovasculares. Entre os efeitos analisados estão melhora da circulação, redução de coágulos e proteção das artérias.

    Apesar disso, cientistas reforçam que ainda não existe comprovação definitiva de que o vinho, sozinho, melhora a saúde do coração.

    O resveratrol, composto presente no vinho tinto, é um dos antioxidantes mais estudados pela ciência — Foto: Divulgação

    Além disso, o excesso de álcool pode elevar a pressão arterial, favorecer arritmias e aumentar o risco de outros problemas de saúde.

    Efeitos no cérebro e no intestino também são estudados

    Pesquisadores também analisam possíveis impactos do vinho tinto na microbiota intestinal e no declínio cognitivo.

    Os polifenóis presentes na bebida podem contribuir para a diversidade de microrganismos benéficos no intestino. Já algumas revisões sugerem que o consumo moderado pode estar ligado a uma progressão mais lenta do declínio cognitivo.

    Mesmo assim, especialistas alertam que esses resultados não justificam iniciar o consumo de álcool por motivos de saúde.

    Nem todo mundo deve consumir vinho

    Grupos como gestantes, lactantes, crianças e adolescentes não devem consumir bebidas alcoólicas. A restrição também vale para pessoas que usam medicamentos que podem interagir com álcool ou possuem doenças crônicas.

    Médicos reforçam que a decisão sobre incluir vinho na rotina deve considerar histórico de saúde, uso de medicamentos e riscos individuais.

  • Vinho quente ou quentão? Saiba qual bebida junina pesa menos na dieta

    Vinho quente ou quentão? Saiba qual bebida junina pesa menos na dieta

    As festas juninas estão chegando e, com elas, surgem os sabores típicos que aquecem os dias frios. Entre os favoritos do público estão o tradicional vinho quente e o clássico quentão. Porém, muita gente ainda se pergunta qual das duas bebidas é a melhor escolha para evitar exageros no álcool e nas calorias.

    Especialistas explicam que, embora ambas façam parte da tradição junina, existem diferenças importantes entre elas, principalmente no teor alcoólico, na quantidade de açúcar e até nos possíveis benefícios nutricionais.

    Vinho quente tem menos álcool

    O vinho quente costuma levar vantagem quando o assunto é teor alcoólico. Isso porque o vinho tinto utilizado na receita possui cerca de 12% a 14% de álcool. Já o quentão, preparado tradicionalmente com cachaça, pode chegar a índices entre 38% e 48%.

    A nutricionista Giuliana Modenezi, do Hospital Israelita Albert Einstein, alerta que o ideal é nunca consumir bebidas alcoólicas de estômago vazio. Além disso, ela recomenda alternar as doses com água para manter a hidratação.

    Quentão costuma ter mais calorias

    Outro ponto que diferencia as bebidas é a quantidade de açúcar utilizada nas receitas. Em geral, o quentão leva mais açúcar e, consequentemente, mais carboidratos.

    Uma porção de 100 ml de vinho quente possui aproximadamente 130 a 160 calorias, além de cerca de 15 a 18 g de carboidratos.

    Enquanto isso, a mesma quantidade de quentão pode alcançar entre 170 e 220 calorias, com cerca de 18 a 25 g de carboidratos, dependendo da receita.

    Benefícios nutricionais favorecem o vinho quente

    Além de menos álcool e calorias, o vinho quente ainda apresenta uma pequena vantagem nutricional. Isso porque o vinho tinto contém polifenóis e resveratrol, compostos antioxidantes associados à saúde cardiovascular.

    As frutas usadas na preparação, como maçã, laranja e limão, também podem oferecer vitamina C e antioxidantes, principalmente quando consumidas junto com a bebida.

    Já o quentão mantém seu valor cultural e sabor marcante, mas possui teor alcoólico mais elevado devido à cachaça.

    Ainda assim, nutricionistas reforçam que o segredo está no consumo consciente. Com moderação e hidratação adequada, é possível aproveitar as comemorações sem grandes excessos.

    Origem das bebidas típicas

    O vinho quente tem inspiração europeia e surgiu em regiões frias durante festas de inverno e celebrações natalinas. No Brasil, a receita ganhou adaptações com ingredientes populares, como gengibre, maçã e especiarias.

    O quentão, por sua vez, nasceu no Brasil e mistura influências indígenas, africanas e europeias. A bebida ficou tradicional nas festas juninas graças à combinação de cachaça, gengibre, açúcar, cravo e canela.

    Receitas tradicionais para fazer em casa

    Receita de vinho quente

    Ingredientes

    • 1 garrafa de vinho tinto seco
    • 1 xícara de água
    • 1/2 xícara de açúcar
    • 1 maçã picada
    • 1 pau de canela
    • 3 a 5 cravos-da-índia
    • Casca de laranja ou limão
    • 1 dose de cachaça (opcional)

    Modo de preparo
    Primeiro, aqueça a água com açúcar e especiarias por cerca de 5 minutos. Depois, adicione o vinho e a maçã. Cozinhe em fogo baixo por mais 10 minutos, evitando fervura intensa. Sirva ainda quente.

    Receita de quentão

    Ingredientes

    • 1 xícara de açúcar
    • 50 g de gengibre
    • Cascas de laranja e limão
    • 5 cravos-da-índia
    • 2 paus de canela
    • 600 ml de água
    • 600 ml de cachaça

    Modo de preparo
    Derreta o açúcar até formar um caramelo claro. Em seguida, acrescente gengibre, especiarias e as cascas das frutas. Adicione a água e deixe ferver por cerca de 15 minutos. Depois, coloque a cachaça e aqueça sem deixar ferver demais. Sirva bem quente.

  • Animal encontrado por cientistas no fundo do mar pode ser a solução no combate ao câncer

    Animal encontrado por cientistas no fundo do mar pode ser a solução no combate ao câncer

    Uma descoberta feita por pesquisadores da Universidade do Mississippi pode abrir novos caminhos no combate ao câncer. Cientistas identificaram um composto presente no pepino-do-mar, um invertebrado marinho encontrado nas profundezas do oceano, capaz de bloquear uma enzima ligada ao avanço da doença.

    O estudo, publicado na revista científica Glycobiology, aponta que a substância pode ajudar a impedir a proliferação de células cancerígenas. Além disso, os pesquisadores acreditam que o composto apresenta vantagens importantes em relação a tratamentos já utilizados atualmente.

    O pepino-do-mar produz moléculas raras, praticamente inexistentes em outros organismos terrestres. Segundo a pesquisadora Marwa Farrag, essa exclusividade despertou o interesse da equipe científica.

    “Os compostos de açúcar em pepinos-do-mar são únicos. Eles não são vistos em outros organismos. Por isso, são valiosos para estudo”, afirmou a doutoranda e autora principal da pesquisa.

    Como o composto age no organismo

    As células humanas possuem estruturas chamadas glicanos, responsáveis por diversas funções, como comunicação celular e respostas imunológicas. No entanto, células cancerígenas alteram determinadas enzimas, entre elas a Sulf-2, favorecendo o crescimento do câncer.

    O professor associado de farmacognosia Vitor Pomin explicou que bloquear essa enzima pode representar um avanço importante no tratamento da doença.

    “As células do nosso corpo são cobertas por ‘florestas’ de glicanos”, destacou o pesquisador. “Enzimas alteram a função dessa floresta. Se pudermos inibir essa enzima, em tese, combatemos a proliferação do câncer.”

    Para chegar ao resultado, os cientistas utilizaram testes laboratoriais e modelagem computacional. A equipe descobriu que um açúcar conhecido como sulfato de condroitina fucosilado, encontrado na espécie Holothuria floridana, conseguiu inibir a enzima Sulf-2.

    De acordo com Robert Doerksen, os resultados obtidos em laboratório coincidiram com as simulações computacionais, aumentando a confiabilidade da descoberta.

    Composto não apresentou efeitos colaterais graves

    Outro ponto que chamou atenção dos pesquisadores foi a ausência de interferência na coagulação sanguínea. Muitos medicamentos que atuam sobre a enzima Sulf-2 podem provocar sangramentos intensos como efeito adverso.

    O professor associado de farmacologia Joshua Sharp explicou que esse diferencial torna a substância ainda mais promissora: “Se você está tratando um paciente com uma molécula que inibe a coagulação do sangue, um dos efeitos pode ser sangramento não controlado”, afirmou. “É promissor que esta molécula específica com que estamos trabalhando não tenha esse efeito.”

    Além disso, os cientistas ressaltaram que a extração do composto em animais marinhos apresenta menor risco de contaminação por vírus e outros agentes, problema que pode ocorrer em substâncias retiradas de animais terrestres.

    Segundo Pomin, o pepino-do-mar representa um recurso mais limpo e benéfico para pesquisas farmacêuticas.

    Próxima etapa da pesquisa

    Apesar da descoberta animadora, os pesquisadores explicam que ainda existem desafios antes que o composto possa se transformar em medicamento. O principal obstáculo está na baixa quantidade de pepinos-do-mar disponíveis para produção em larga escala.

    Por isso, a próxima fase do estudo será desenvolver uma forma de sintetizar o composto em laboratório. Assim, os cientistas poderão iniciar testes em animais futuramente.

    “Um dos desafios no desenvolvimento como medicamento seria a baixa produção, pois não se consegue toneladas de pepinos-do-mar”, explicou Pomin. “Então, precisamos de uma rota química, e quando a desenvolvermos, podemos começar a aplicar isso em modelos animais.”

    O estudo também contou com pesquisadores das áreas de química, farmacognosia e biologia computacional da Universidade de Georgetown. Para os cientistas envolvidos, a união entre diferentes áreas do conhecimento é essencial para encontrar novas formas de combater doenças complexas como o câncer.