Tag: sardinha

  • Tarifa sobre tilápia em SP atinge todos os pescados importados

    Tarifa sobre tilápia em SP atinge todos os pescados importados

    O decreto assinado pelo governador Tarcísio, que estabeleceu tributação sobre a importação de tilápia em SP, acabou produzindo efeitos sobre todo o mercado de pescados importados. Com a nova regra, espécies que anteriormente eram isentas passaram a recolher ICMS de 7%, incluindo salmão, bacalhau, polaca, merluza, cação, sardinha e pangasius, além da própria tilápia.

    A medida atende a uma reivindicação antiga de entidades ligadas à piscicultura nacional, como a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR) e a Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca). Desde o ano passado, a entrada de filé de tilápia do Vietnã no mercado brasileiro vem pressionando a cadeia produtiva por chegar ao país com preços inferiores aos custos de produção da indústria nacional.

    Segundo Emerson Esteves, diretor-tesoureiro da Peixe SP, a legislação paulista difere da adotada em outros estados produtores.

    “A lei no Paraná e em outros estados como Santa Catarina e Minas Gerais permite a isenção de apenas um produto. Nesses estados, o governo aumentou o ICMS para até 22% no caso da importação do filé de tilápia.”

    Setor importador pede revisão

    Logo após a publicação do decreto, a Associação Brasileira de Fomento ao Pescado (Abrapes), entidade que representa indústrias importadoras, tradings e distribuidoras, iniciou conversas com o governo paulista para solicitar o retorno da isenção dos demais pescados importados.

    A entidade argumenta que a decisão afeta uma cadeia composta por 110 indústrias, responsáveis pela geração de aproximadamente 60 mil empregos diretos e indiretos.

    O presidente da Abrapes, Julio César Antonio, afirmou que a entidade apoia a tributação da tilápia, mas considera inadequado estender a cobrança a outras espécies.

    “Somos favoráveis à tributação da tilápia, mas isso não pode atingir todos os pescados importados. O decreto inviabiliza todas as indústrias importadoras do nosso Estado, que importa de 70% a 80% do pescado que processa”, disse,

    Graças à sua eficiência produtiva, a tilápia se tornou uma das espécies mais importantes para o desenvolvimento da piscicultura nacional — Foto: Ricardo Trida/Secom GOVSC

    Além disso, segundo ele, a reivindicação conta com apoio do Sindicato da Indústria da Pesca no Estado de São Paulo (Sipesp) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

    Governo avalia alternativa para outros pescados

    De acordo com Julio César Antonio, o governador compreendeu as preocupações apresentadas pelo setor.

    Assim, uma proposta já foi encaminhada ao governo para restabelecer a isenção dos pescados importados que não possuem produção nas águas brasileiras, mantendo a cobrança de ICMS sobre a tilápia. Segundo o dirigente, foi criada uma força-tarefa envolvendo as secretarias da Fazenda e da Agricultura, e a expectativa é que uma definição ocorra entre 15 e 30 dias.

    Secretaria dialoga com a cadeia produtiva

    Em nota, a Secretaria da Agricultura e Abastecimento de São Paulo informou que acompanha o tema e mantém diálogo permanente com os diferentes segmentos da cadeia do pescado, especialmente os produtores paulistas.

    “As medidas adotadas têm como objetivo garantir condições equilibradas de competitividade para quem produz, gera emprego e riqueza no Estado e no país. Eventuais impactos sobre importadores serão tratados pela Secretaria da Fazenda e Planejamento, por meio de instrumentos previstos na legislação tributária, caso demandem ajustes.”

    Projeto propõe veto à importação

    Enquanto o debate avança em São Paulo, uma proposta ainda mais rígida tramita no Congresso Nacional.

    Na Câmara dos Deputados, um projeto de lei prevê a proibição da importação de tilápia e seus derivados em todo o território nacional. A proposta abrange desde peixes vivos e alevinos até produtos resfriados, congelados, filetados ou processados, destinados tanto ao consumo humano quanto animal.

    O texto já recebeu aprovação na Comissão de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e prevê aplicação de multas, além da destruição das cargas irregulares.

    Para se tornar lei, a proposta ainda precisa passar por outras comissões e pelo plenário da Câmara antes de seguir para análise do Senado Federal.

  • Alerta: Anvisa manda recolher sardinha congelada contaminada com Salmonella

    Alerta: Anvisa manda recolher sardinha congelada contaminada com Salmonella

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (29/4), o recolhimento imediato de um lote de Peixe Congelado Sardinha Laje (espalmada e eviscerada) após a detecção da bactéria Salmonella spp. no produto. O lote afetado é o de número 1309902244, fabricado pela empresa JMS Indústria e Comércio de Pescados. Não consuma o produto em nenhuma circunstância.

    A medida foi adotada após laudo de análise laboratorial apontar resultado microbiológico insatisfatório e condição de impropriedade para consumo humano. A própria empresa comunicou o recolhimento voluntário do produto ao órgão regulador. Diante do risco confirmado, a Anvisa determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso do lote em todo o país.

    A Salmonella spp. é um gênero de bactéria patogênica que provoca infecção intestinal com sintomas como vômito, dores abdominais, febre e diarreia. Em casos raros, a doença pode evoluir para quadros graves e levar à morte, especialmente em crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas.

    O que é recolhimento voluntário e quando ele é obrigatório?

    O recolhimento voluntário é uma medida preventiva por meio da qual a própria empresa, ou outras integrantes da cadeia produtiva, promove a retirada de lotes com potencial risco do mercado consumidor, sem aguardar determinação dos órgãos reguladores.

    No entanto, quando o alimento representa risco concreto à saúde do consumidor, o recolhimento deixa de ser opcional e passa a ser obrigatório, conforme a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 655/2022. Nesses casos, a empresa tem prazo de 48 horas a partir do momento em que toma ciência do problema para comunicar o fato à Anvisa. O objetivo, portanto, é garantir que o órgão possa adotar as medidas sanitárias necessárias e acompanhar o processo de recolhimento.

    Consumidores que tiverem adquirido o produto devem evitar o consumo. E podem entrar em contato com a empresa fabricante ou com os canais de atendimento da Anvisa para mais informações.

  • Ibama apreende quase 10 toneladas de peixe em operação contra pesca ilegal

    Ibama apreende quase 10 toneladas de peixe em operação contra pesca ilegal

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 9,8 toneladas de pescado irregular durante a Operação Coremas. A fiscalização foi realizada no final de fevereiro nos municípios de Coremas e Sousa, na Paraíba. A fiscalização contou com o apoio do Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar da Paraíba (BPMA) e teve como alvo a pesca predatória em açudes públicos federais.

    A operação ocorreu estrategicamente no período que antecede o fim da piracema, quando a pesca de espécies como curimatã, sardinha, branquinha e piau é proibida conforme a Instrução Normativa Ibama nº 210/2008. A restrição tem como objetivo assegurar a reprodução das espécies e a sustentabilidade dos estoques pesqueiros.

    Durante as fiscalizações, os agentes retiraram de circulação 1,2 quilômetro de redes de pesca utilizadas de forma irregular, totalizando 10 unidades apreendidas. Um estabelecimento comercial que atuava em desacordo com a legislação ambiental também foi embargado.

    As multas aplicadas somam R$ 25.400,00. Além disso, parte do pescado apreendido, cerca de 668 quilos, foi doada ao programa social Sesc Mesa Brasil. Ele é voltado ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade alimentar.

    O Ibama reforça que, durante o período de defeso, a legislação proíbe a captura, o transporte, o armazenamento, a industrialização e a comercialização das espécies protegidas e de suas ovas. Com o encerramento da piracema, a legislação volta a permitir a atividade pesqueira, desde que os pescadores respeitem as normas vigentes.

  • Mercúrio contamina peixes da Baía de Guanabara

    Mercúrio contamina peixes da Baía de Guanabara

    A Universidade Federal Fluminense (UFF) identificou a presença de mercúrio em peixes da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O estudo também revelou que pescadores apresentam níveis de contaminação que superam os limites recomendados por autoridades sanitárias.

    Os pesquisadores analisaram oito espécies de peixes e coletaram amostras de cabelo de integrantes de colônias de pescadores em Magé, Itaboraí e na Ilha do Governador. O trabalho integra o Programa de Pós-Graduação em Higiene Veterinária e Processamento Tecnológico de Produtos de Origem Animal (PPGHIGVET-UFF).

    Bruno Soares Toledo conduziu a pesquisa sob orientação de Eliane Teixeira Mársico. Ambos alertam para os riscos à saúde de comunidades que dependem do pescado como principal fonte de proteína.

    Baía sustenta milhares de famílias de pescadores

    A Baía de Guanabara sustenta cerca de 4 mil pescadores vinculados à Associação de Homens e Mulheres do Mar da Baía de Guanabara (Rede AHOMAR). Aproximadamente 8 milhões de pessoas vivem no território que circunda o estuário.

    Atividades industriais, tráfego marítimo e lançamento de resíduos domésticos e industriais aumentam a liberação de substâncias tóxicas no ambiente aquático. Essas fontes de poluição comprometem a qualidade da água e a saúde das espécies que habitam a região.

    Sardinha e robalo apresentam maior variação de mercúrio

    A primeira etapa da pesquisa avaliou a presença de mercúrio total (HgT) em oito espécies de peixes com diferentes hábitos alimentares. Os cientistas analisaram sardinha, robalo, corvina e tainha, entre outras.

    A legislação brasileira estabelece limite de até um miligrama de mercúrio para cada quilograma de peixes predadores (mg/kg) e 0,5 mg/kg para não predadores. Os resultados mostraram variações significativas: a sardinha apresentou valores muito baixos, em torno de 0,0003 mg/kg, enquanto o robalo registrou a maior concentração, com 0,2218 mg/kg.

    “A concentração detectada não é alta, mas expressa a necessidade de maior espaçamento entre as refeições. Precisa existir um intervalo maior entre o consumo”, explica Bruno Toledo. “Nosso intuito não é que as pessoas deixem de consumir os peixes, mas que haja um rodízio entre as espécies. Desta forma, a possível exposição ao mercúrio será amenizada”, complementa o pesquisador.

    Pescadores superam limite de contaminação recomendado pela ONU

    Na segunda etapa, os pesquisadores analisaram amostras de cabelo humano, método reconhecido internacionalmente para identificar exposição crônica ao mercúrio. A Organização das Nações Unidas (ONU) indica limites entre 1 e 2 mg/kg.

    Foto: Agência Agro em Campo

    O estudo encontrou valores que variaram de 0,12 mg/kg a 3,5 mg/kg entre os voluntários. “Isso significa que tivemos voluntários com resultados acima do limite previsto, o que indica maior exposição, possivelmente relacionada ao consumo frequente de peixe”, afirma Eliane Mársico.

    As amostras coletadas revelam realidades distintas dentro do mesmo estuário. A Ilha do Governador concentra os maiores índices, seguida por Magé e Itaboraí. A frequência de consumo e as espécies mais capturadas podem explicar essas diferenças.

    Contaminação atinge também consumidores fora das regiões pesquisadas

    Uma parcela dos peixes destina-se ao consumo próprio das famílias de pescadores, principalmente aqueles com menor valor comercial. Os demais abastecem o comércio local, o que significa que os impactos na saúde podem se estender para além das três regiões analisadas.

    Segundo a ONU, a inalação ou ingestão de grandes quantidades de mercúrio provoca consequências neurológicas sérias. Entre os sintomas, destacam-se tremores, insônia, perda de memória, dores de cabeça, fraqueza muscular e, em casos extremos, morte.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que dois grupos enfrentam maior vulnerabilidade: fetos cujas mães apresentam altos níveis de mercúrio no sangue e populações mais expostas a altos níveis da substância, como os pescadores de subsistência.

    Comunidades receberão orientações sobre prevenção

    A equipe da UFF planeja devolver os resultados do estudo às comunidades pesquisadas. A iniciativa busca levar informações de forma acessível para contribuir com a saúde coletiva.

    “Os pescadores não têm conhecimento completo do problema. A percepção deles é o quanto diminuiu a oferta de peixes e outras espécies de pescado ao longo dos anos. Além disso, relataram que o tamanho dos peixes capturados está diminuindo bastante a cada período. De forma geral, eles entendem que é a poluição e acúmulo de resíduos líquidos e sólidos na baía”, explica Bruno Toledo.

    A proposta dos pesquisadores inclui apresentar os dados em banners claros e diretos, que ficarão expostos na Associação de Pescadores. O material permitirá que todas as colônias compreendam os resultados e saibam como se proteger.

    “Os pescadores querem saber e é necessário que tenham essa informação para que possam se prevenir, fazer um rodízio entre as espécies que consomem e evitar impactos no futuro. Nosso foco é garantir a essas comunidades a tranquilidade de se alimentar com algo que gostam e podem”, conclui Eliane Mársico.

    Com informações da Agência Brasil

  • Sardinha enlatada vira alternativa ao ovo após alta de preços

    Sardinha enlatada vira alternativa ao ovo após alta de preços

    O preço do ovo disparou e, com isso, muita gente tem repensado o cardápio de casa. De acordo com o IPCA, divulgado na última sexta-feira (11), o valor do alimento subiu 13,13% entre fevereiro e março. O impacto já pesa no bolso do consumidor, que busca saídas para continuar comendo bem, mas sem estourar o orçamento.

    E é aí que entra a sardinha enlatada. Barata, nutritiva e com validade de até cinco anos, ela tá ganhando espaço nas despensas brasileiras. O melhor? Não precisa nem de geladeira.

    Rica em proteínas, ômega-3, cálcio e vitamina D, a sardinha não deve nada ao ovo quando o assunto é nutrição. “A sardinha enlatada é um alimento muito completo. Além de ser fonte de proteína, é rica em gorduras boas e micronutrientes importantes para o organismo”, explica Thais Fagury, engenheira de alimentos e presidente da Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço).

    Versatilidade na cozinha

    Além disso, ela é uma mão na roda na cozinha. Vai bem em saladas, massas, tortas, sanduíches e até no arroz de forno. Tudo rápido, prático e com pouco risco de desperdício.

    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    Trocar o ovo pela sardinha, por exemplo, pode ser uma estratégia inteligente pra driblar a inflação sem abrir mão da qualidade no prato. Com preços mais estáveis e um pacote nutritivo de respeito, o alimento enlatado conquista quem precisa economizar, mas não quer descuidar da saúde.

    No fim das contas, o que essa tendência mostra é que dá pra comer bem mesmo quando o dinheiro tá curto. É só olhar pro mercado com outros olhos e, por que não, com mais criatividade.

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  • Conepe condena isenção de imposto sobre sardinha importada

    Conepe condena isenção de imposto sobre sardinha importada

    O Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (Conepe) expressou forte oposição à decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre conservas de sardinha. A medida, segundo a entidade, coloca em risco a indústria nacional, que sustenta mais de 50 mil empregos diretos e indiretos no Brasil.

    Cadu Villaça, presidente do Conepe, criticou a falta de consulta prévia ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). “É preocupante. Uma medida com potencial de afetar profundamente nossa indústria tenha sido tomada sem a participação das entidades que compreendem a complexidade e importância da pesca no Brasil”, afirmou.

    Cadeia produtiva consolidada

    A sardinha brasileira é um recurso historicamente abundante, com capturas superiores a 100 mil toneladas em 2024. A cadeia produtiva é robusta e gera milhares de empregos. O Conepe alerta que isentar impostos para produtos importados pode abrir espaço para uma concorrência desleal. E assim, colocar em risco a atividade primária e toda a estrutura de suporte vinculada.

    A medida pode desestimular a produção local e afetar a sustentabilidade econômica das comunidades que dependem da pesca. Produtos importados de regiões asiáticas, como China e Tailândia, possuem custos de produção inferiores devido a subsídios e condições regulatórias menos rigorosas.

    Ações do Conepe

    Diante disso, o Conepe busca sensibilizar o Palácio do Planalto e o Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para reverter a decisão. “Nosso objetivo é garantir que o setor pesqueiro brasileiro continue forte e competitivo. Valorizando a produção nacional e assegurando os empregos que dela dependem”, finalizou Villaça.

    A isenção de impostos sobre a sardinha enlatada importada foi aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) com uma cota de 7,5 mil toneladas, apesar das críticas da indústria nacional. O setor pesqueiro brasileiro tem enfrentado desafios com a concorrência internacional, e a medida pode agravar a situação.

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