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  • Elefante-marinho retorna ao mar após período de descanso

    Elefante-marinho retorna ao mar após período de descanso

    Um elefante-marinho surpreendeu moradores e turistas ao aparecer em praias do litoral norte de São Sebastião nos primeiros dias de abril.

    O animal, um macho jovem da espécie Mirounga leonina, chamou a atenção ao circular por diferentes pontos da região, como Barra do Sahy e Juquehy. Equipes do Instituto Argonauta iniciaram o acompanhamento logo após os primeiros registros.

    Monitoramento garantiu segurança

    Ao longo do dia, o elefante-marinho percorreu diferentes praias até escolher a faixa de areia de Boiçucanga para descansar.

    Durante esse período, profissionais acompanharam o animal de forma contínua e avaliaram seu estado de saúde. Os técnicos observaram respiração estável, bom estado corporal e ausência de sinais de debilidade.

    Além disso, especialistas identificaram indícios de que o animal passava pela fase de muda. Nesse processo natural, ele troca pelos e parte da pele, o que exige mais energia e faz com que permaneça mais tempo fora da água.

    Espécie chama atenção por comportamento e porte

    O elefante-marinho-do-sul figura entre os maiores mamíferos marinhos do planeta. Machos adultos podem ultrapassar 4 toneladas e alcançar mais de 5 metros de comprimento, embora indivíduos jovens apresentem menor porte.

    A espécie vive principalmente em regiões subantárticas. Ainda assim, alguns indivíduos se deslocam para áreas mais ao norte, especialmente durante fases de dispersão.

    Além disso, o animal impressiona pela capacidade de mergulho. Ele pode atingir profundidades superiores a 1.000 metros e permanecer submerso por mais de uma hora em busca de alimento.

    Retorno ao mar ocorreu de forma natural

    Na manhã seguinte, o elefante-marinho voltou ao mar por conta própria.

    Mesmo após o retorno, as equipes mantêm o monitoramento na região. Esse cuidado continua porque o animal pode retornar à faixa de areia para novos períodos de descanso.

    Orientação é evitar aproximação

    A presença do animal exige atenção da população.
    Especialistas orientam que as pessoas mantenham distância e evitem qualquer tipo de interação. O elefante-marinho pode reagir de forma agressiva quando se sente ameaçado.

    Além disso, a aproximação pode causar estresse e prejudicar o comportamento natural do animal.

    Ocorrências têm se tornado mais frequentes

    Nos últimos anos, pesquisadores registraram com mais frequência a presença de mamíferos marinhos fora de suas áreas habituais no litoral brasileiro.

    Esse movimento pode estar ligado a mudanças climáticas, variações na oferta de alimento e deslocamentos naturais da espécie.

    Por isso, cada registro contribui para ampliar o conhecimento científico sobre esses animais.

    Monitoramento reforça conservação

    O acompanhamento integra ações do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos, iniciativa ligada ao licenciamento ambiental de atividades costeiras.

    O projeto monitora aves, tartarugas e mamíferos marinhos, além de prestar atendimento a animais encontrados nas praias.

    Nesse cenário, a presença do elefante-marinho reforça a importância do monitoramento contínuo e da atuação conjunta entre pesquisadores, instituições e população para proteger a fauna marinha.

  • Filhotes de tartaruga-cabeçuda nascem em São Sebastião

    Filhotes de tartaruga-cabeçuda nascem em São Sebastião

    Quatro filhotes de tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) nasceram recentemente na Praia da Paúba, em São Sebastião, no litoral norte de São Paulo. O registro foi feito pela equipe do Instituto Argonauta para Conservação Costeira e Marinha, que atua pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

    A ocorrência chamou atenção porque aconteceu em uma área que não integra as zonas habituais de desova da espécie. Segundo a médica-veterinária Mariana Zillio, do Instituto Argonauta, o litoral norte paulista não figura como zona prioritária de nidificação das tartarugas marinhas. “O monitoramento contínuo é essencial para garantir a proteção desses casos pontuais”, explicou.

    Os filhotes foram encontrados por um morador local, que acionou a equipe técnica após notar o pequeno animal na areia. Ao chegar ao local, os biólogos confirmaram o nascimento de quatro tartarugas, todas já em direção ao mar.

    Zillio reforçou a importância da conduta adequada ao encontrar filhotes ou indícios de ninhos: “A orientação é não tocar nos animais e acionar imediatamente as equipes responsáveis. A manipulação indevida pode causar estresse e comprometer o sucesso da eclosão”, advertiu.

    Ação coordenada

    O presidente do Instituto Argonauta, o oceanógrafo Hugo Gallo, destacou a importância da ação coordenada entre as instituições. “Mesmo fora das áreas tradicionais de desova, esses registros exigem resposta técnica imediata. Trabalhamos junto à Fundação Projeto TAMAR para monitorar a área e garantir que novos filhotes alcancem o mar com segurança”, afirmou.

    As equipes do Instituto Argonauta e da base de Ubatuba do Projeto TAMAR mantêm o monitoramento constante na região para localizar o ninho e verificar a possibilidade de novos nascimentos, assegurando a proteção do local.

    Sobre o Instituto Argonauta

    Fundado em 1998, o Instituto Argonauta é uma organização sem fins lucrativos criada a partir do Aquário de Ubatuba. A entidade atua na conservação ambiental e na educação para a sustentabilidade no litoral norte paulista. Desde 2015, integra o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), com atuação nos municípios de Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião.

    Sobre o PMP-BS

    O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos é uma ação vinculada ao licenciamento ambiental das atividades da Petrobras na região, conduzido pelo Ibama. O objetivo é avaliar os possíveis impactos da produção e escoamento de petróleo e gás sobre a fauna marinha e costeira, por meio de monitoramento sistemático das praias e atendimento a ocorrências envolvendo animais vivos ou mortos.