Tag: São João

  • O mês junino vem aí: um breve guia para as festas em 2026

    O mês junino vem aí: um breve guia para as festas em 2026

    Bandeirinhas, comidas irresistíveis, bebidas típicas, quadrilhas e fogueiras. Não podem faltar, ainda, as barracas de prendas e os brinquedos. As festas juninas não ocupam apenas o imaginário afetivo do povo brasileiro: elas são também patrimônio cultural reconhecido por lei.

    Foto: Flickr

    A Lei nº 14.900, sancionada em junho de 2024, reconheceu essas comemorações como manifestações da cultura nacional.

    O festejo dos santos e a festa do campo

    As festas juninas têm suas raízes no Brasil colonial do século XVI, trazidas pelos jesuítas portugueses e incorporadas pelas comunidades locais.

    Os festejos homenageiam três santos populares celebrados em junho: Santo Antônio de Pádua (ou de Lisboa), São João e São Pedro. Ao longo do tempo, séculos, elas passaram a reunir elementos agrícolas brasileiros, o milho e os derivados da mandioca das tradições indígenas, os doces portugueses e receitas africanas à base de amendoim.

    Poucos se lembram, porém, de uma origem ainda mais antiga.

    Na Europa, celebrações ligadas ao solstício de verão, atualmente conhecidas como Noite de São João, marcavam o acendimento de grandes fogueiras em agradecimento pela fertilidade e abundância. No Brasil, a tradição foi ressignificada pelos arraiais, pela cultura rural e pela forte presença da religiosidade popular.

    Ligada aos ciclos da natureza, à produção agrícola, às tradições comunitárias e devoção religiosa, a festa junina consolidou-se como uma das mais importantes expressões culturais do país.

    Um guia das principais festas juninas brasileiras

    Elaborar um guia completo das festas juninas no Brasil seria tarefa impossível. Milhares de comunidades, escolas, igrejas, clubes e municípios de todas as regiões do país realizam celebrações. A seguir, destacamos algumas das festas mais conhecidas do calendário junino de 2026.

    • Nordeste

    Em Campina Grande (PB), ocorre o tradicional “Maior São João do Mundo”, de 3 de junho a 5 de julho.

    Já em Caruaru (PE), um dos principais berços do forró brasileiro, a programação do São João segue até 27 de junho. Em 2026, a festa tem como tema “Tecendo tradições, costurando gerações”.

    • Sudeste

    Na capital paulista, o CTN (Centro de Tradições Nordestinas) promove uma das maiores festas juninas da região. Com o tema “São João de Nóis Tudim”, o evento acontece de 29 de maio a 26 de julho.

    • Centro-Oeste

    Em Corumbá (MS), o tradicional Arraial do Banho de São João será realizado de 19 a 23 de junho. De caráter popular e religioso, a celebração é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

    • Norte

    Em Belém (PA), o Parraiá apresenta a influência amazônica sobre as festas juninas. “O maior São João da Amazônia”, ocorre nos dias 5, 6, 12 e 13 de junho.

    • Sul

    Em Curitiba (PR), o São João realizado no Parque Barigui, entre os dias 4 e 7 de junho, mostra como a tradição junina incorpora elementos regionais, incluindo pratos típicos da culinária sulista.

    Em 2026, as comemorações juninas coincidem com outro evento capaz de mobilizar as paixões e o imaginário do Brasil: a Copa do Mundo. Como ocorre a cada quatro anos, a festa dos arraiais e os jogos dividirão espaço no calendário, adicionando mais um ingrediente ao clima de celebração.

    Viva, Junho! Viva São João!

  • Vinho quente ou quentão? Saiba qual bebida junina pesa menos na dieta

    Vinho quente ou quentão? Saiba qual bebida junina pesa menos na dieta

    As festas juninas estão chegando e, com elas, surgem os sabores típicos que aquecem os dias frios. Entre os favoritos do público estão o tradicional vinho quente e o clássico quentão. Porém, muita gente ainda se pergunta qual das duas bebidas é a melhor escolha para evitar exageros no álcool e nas calorias.

    Especialistas explicam que, embora ambas façam parte da tradição junina, existem diferenças importantes entre elas, principalmente no teor alcoólico, na quantidade de açúcar e até nos possíveis benefícios nutricionais.

    Vinho quente tem menos álcool

    O vinho quente costuma levar vantagem quando o assunto é teor alcoólico. Isso porque o vinho tinto utilizado na receita possui cerca de 12% a 14% de álcool. Já o quentão, preparado tradicionalmente com cachaça, pode chegar a índices entre 38% e 48%.

    A nutricionista Giuliana Modenezi, do Hospital Israelita Albert Einstein, alerta que o ideal é nunca consumir bebidas alcoólicas de estômago vazio. Além disso, ela recomenda alternar as doses com água para manter a hidratação.

    Quentão costuma ter mais calorias

    Outro ponto que diferencia as bebidas é a quantidade de açúcar utilizada nas receitas. Em geral, o quentão leva mais açúcar e, consequentemente, mais carboidratos.

    Uma porção de 100 ml de vinho quente possui aproximadamente 130 a 160 calorias, além de cerca de 15 a 18 g de carboidratos.

    Enquanto isso, a mesma quantidade de quentão pode alcançar entre 170 e 220 calorias, com cerca de 18 a 25 g de carboidratos, dependendo da receita.

    Benefícios nutricionais favorecem o vinho quente

    Além de menos álcool e calorias, o vinho quente ainda apresenta uma pequena vantagem nutricional. Isso porque o vinho tinto contém polifenóis e resveratrol, compostos antioxidantes associados à saúde cardiovascular.

    As frutas usadas na preparação, como maçã, laranja e limão, também podem oferecer vitamina C e antioxidantes, principalmente quando consumidas junto com a bebida.

    Já o quentão mantém seu valor cultural e sabor marcante, mas possui teor alcoólico mais elevado devido à cachaça.

    Ainda assim, nutricionistas reforçam que o segredo está no consumo consciente. Com moderação e hidratação adequada, é possível aproveitar as comemorações sem grandes excessos.

    Origem das bebidas típicas

    O vinho quente tem inspiração europeia e surgiu em regiões frias durante festas de inverno e celebrações natalinas. No Brasil, a receita ganhou adaptações com ingredientes populares, como gengibre, maçã e especiarias.

    O quentão, por sua vez, nasceu no Brasil e mistura influências indígenas, africanas e europeias. A bebida ficou tradicional nas festas juninas graças à combinação de cachaça, gengibre, açúcar, cravo e canela.

    Receitas tradicionais para fazer em casa

    Receita de vinho quente

    Ingredientes

    • 1 garrafa de vinho tinto seco
    • 1 xícara de água
    • 1/2 xícara de açúcar
    • 1 maçã picada
    • 1 pau de canela
    • 3 a 5 cravos-da-índia
    • Casca de laranja ou limão
    • 1 dose de cachaça (opcional)

    Modo de preparo
    Primeiro, aqueça a água com açúcar e especiarias por cerca de 5 minutos. Depois, adicione o vinho e a maçã. Cozinhe em fogo baixo por mais 10 minutos, evitando fervura intensa. Sirva ainda quente.

    Receita de quentão

    Ingredientes

    • 1 xícara de açúcar
    • 50 g de gengibre
    • Cascas de laranja e limão
    • 5 cravos-da-índia
    • 2 paus de canela
    • 600 ml de água
    • 600 ml de cachaça

    Modo de preparo
    Derreta o açúcar até formar um caramelo claro. Em seguida, acrescente gengibre, especiarias e as cascas das frutas. Adicione a água e deixe ferver por cerca de 15 minutos. Depois, coloque a cachaça e aqueça sem deixar ferver demais. Sirva bem quente.

  • Arte popular: lata comemorativa é eleita a mais bela do Brasil

    Arte popular: lata comemorativa é eleita a mais bela do Brasil

    A Cachaça 51 acaba de conquistar o cobiçado prêmio Lata Mais Bonita do Brasil 2025. A Associação Brasileira de Lata de Alumínio (Abralatas) elegeu a edição comemorativa de São João da Cachaça 51 Ouro como a vencedora na categoria “Outros Produtos”. A lata se destaca por trazer na sua superfície as autênticas xilogravuras do mestre pernambucano J. Borges.

    As ilustrações representam cenas típicas das festas juninas, como sanfoneiros, fogueiras e dançarinos de quadrilha. A arte transformou a embalagem, inicialmente criada como um item colecionável, em um verdadeiro sucesso entre o público, que rapidamente a adotou.

    Para Marina Flávia da Silva, head de marketing da Cia. Müller de Bebidas, fabricante da Cachaça 51, o prêmio coroa uma estratégia bem-sucedida. “É um orgulho enorme para a Cachaça 51 receber esse reconhecimento. As latas comemorativas representam a união de dois ícones do Brasil: nossa cachaça e a arte de J. Borges. Vencer o Lata Mais Bonita reforça nosso compromisso em surpreender os consumidores e, ao mesmo tempo, celebrar nossas tradições”, comemora a executiva.

    Além da beleza: praticidade e sustentabilidade

    O design premiado vai além do apelo visual e cultural. A embalagem em lata oferece praticidade ao consumidor e é uma opção sustentável, por ser 100% reciclável. A iniciativa também amplia as ocasiões de consumo da cachaça, modernizando a experiência sem perder a essência.

    Lançadas como edições limitadas para o período de São João de 2025, as latas das versões Cachaça 51 Branca e 51 Ouro se tornaram objetos de desejo para colecionadores e admiradores da marca. Agora, com o título nacional, elas consolidam seu lugar na história não apenas como embalagens, mas como símbolos da criatividade e do respeito às raízes do Brasil.

  • Milho, coco, batata-doce e amendoim: os superalimentos juninos

    Milho, coco, batata-doce e amendoim: os superalimentos juninos

    As festas de São João trazem à mesa sabores típicos que remetem à tradição e à cultura brasileira. Mas além do sabor, muitos dos ingredientes dessas receitas são verdadeiros superalimentos, ricos em nutrientes essenciais para o corpo. A nutricionista Paloma Popov, professora do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica como aproveitar as delícias juninas com equilíbrio, sem abrir mão da saúde.

    O milho, a batata-doce, o amendoim e o coco são os protagonistas das receitas típicas e oferecem benefícios nutricionais importantes. O milho e a batata-doce são fontes ricas em fibras, que auxiliam no funcionamento intestinal e promovem saciedade. Já o amendoim, quando consumido com moderação e com pouco açúcar, é uma excelente fonte de gorduras saudáveis, que contribuem para a saúde cardiovascular.

    “A festa junina celebra o que vem da terra, da roça. O segredo está no modo de preparo e no equilíbrio”, destaca Paloma. Ela alerta para o consumo moderado de preparações como pé de moleque e paçoca, que podem conter altos níveis de gordura e açúcar.

    Os tradicionais caldos de feijão, verde e de legumes com proteína são opções nutritivas e reconfortantes para as noites juninas. “Eles podem se tornar refeições completas, especialmente quando enriquecidos com verduras e legumes, que fornecem vitaminas e minerais essenciais”, explica a nutricionista.

    Outros ingredientes que merecem destaque

    A abóbora, a mandioca e o coco também fazem parte do repertório das festas e são fontes importantes de nutrientes. A abóbora é rica em vitaminas A e C, a mandioca fornece carboidratos naturais para energia, e o coco agrega textura e sabor, além de nutrientes como fibras e gorduras boas.

    Para reduzir o aporte calórico, Paloma recomenda substituir frituras por versões assadas de pastéis, bolos e salgados. A inclusão de vegetais nas preparações ajuda a aumentar a diversidade nutricional e a sensação de saciedade.

    Para quem deseja saborear doces típicos, a sugestão é apostar em frutas acompanhadas de chocolate meio amargo, como maçã, uva do amor ou fondue. “Essa combinação oferece fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais, mantendo o clima festivo sem exageros”, afirma a especialista.

    Segundo Paloma Popov, é possível aproveitar as festas juninas com prazer e responsabilidade: “Festa junina de verdade é aquela que deixa lembrança boa no paladar, no corpo e no coração”. Com escolhas conscientes e preparos equilibrados, as celebrações podem ser momentos de saúde e bem-estar.

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  • São João: arte de J. Borges ilustra edição especial de cachaça

    São João: arte de J. Borges ilustra edição especial de cachaça

     

    A tradicional festa de São João ganha um toque especial em 2025 com o lançamento das embalagens comemorativas da Cachaça 51 e da Cachaça 51 Ouro, que chegam ao mercado com design inspirado na arte do renomado xilogravurista pernambucano J. Borges. A iniciativa da Cia. Müller de Bebidas celebra a rica identidade cultural brasileira. Especialmente as raízes nordestinas que marcam as festividades juninas.

    As garrafas e latas colecionáveis exibem as cores vibrantes e os traços marcantes das xilogravuras de J. Borges, reconhecido internacionalmente por retratar o cotidiano e o folclore do Nordeste. As ilustrações destacam elementos típicos do São João, como sanfoneiros, fogueiras e dançarinos. Assim, reforça a conexão emocional da marca com os consumidores e valorizando a diversidade cultural do país.

    Quem foi J. Borges

    José Francisco Borges, conhecido como J. Borges (1935–2024), foi um renomado artista popular, poeta e xilogravurista pernambucano, natural de Bezerros, no Agreste de Pernambuco. Autodidata, ele começou a trabalhar com xilogravura para ilustrar suas histórias em cordel, uma forma tradicional de literatura popular em verso, e se tornou um dos maiores nomes dessa arte no Brasil. Apesar de ter frequentado a escola por apenas dez meses, J. Borges desenvolveu uma carreira marcada pela forte conexão com a cultura nordestina, retratando em suas obras cenas do cotidiano e do folclore regional com traços expressivos e cores vibrantes.

    Foto: Museu do Pontal/Divulgação

    Sua obra ganhou projeção nacional e internacional a partir dos anos 1970, com exposições em museus como o Louvre, em Paris, e o Museu de Arte Moderna de Nova York, além de ilustrações para livros de escritores renomados, como Eduardo Galeano. Reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco, J. Borges recebeu diversos prêmios, incluindo o Prêmio Unesco e a comenda da Ordem do Mérito Cultural. Sua arte e poesia popular continuam a influenciar e representar a rica tradição cultural do Nordeste brasileiro.

    Manifestação cultural

    Marina Flavia da Silva, head de marketing e trade marketing da Cia. Müller de Bebidas, destaca a importância da ação: “O São João é uma manifestação da cultura brasileira celebrada em todo o país. Assim, temos orgulho de fazer parte desse momento. Unimos dois ícones do Brasil, a Cachaça 51 e a arte de J. Borges, para criar embalagens que homenageiam essa tradição com muito respeito e identidade.”

    Além do apelo visual, as embalagens comemorativas ressaltam o papel da Cachaça 51 nas bebidas típicas da época. No Sul e Sudeste, a cachaça é ingrediente fundamental do quentão, enquanto no Nordeste é base para diversas batidas de frutas tropicais, como maracujá, coco e cajá, presentes nas festas juninas.

    As embalagens especiais da Cachaça 51 e 51 Ouro estão disponíveis por tempo limitado. Portanto, corra atrás da sua. Eu já garanti a minha.

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