Tag: Santos

  • Ibama autoriza terminal multimodal de grãos em Santos com investimento de R$ 2 bilhões

    Ibama autoriza terminal multimodal de grãos em Santos com investimento de R$ 2 bilhões

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a licença de instalação para o Terminal Multimodal de Grãos e Fertilizantes (TMGF), que será construído em Santos, no litoral de São Paulo. O projeto prevê investimento de R$ 2 bilhões.

    Conhecido como Projeto Seeds, o terminal terá capacidade para movimentar cerca de 9 milhões de toneladas de grãos e 3,5 milhões de toneladas de fertilizantes por ano, fortalecendo a logística do agronegócio brasileiro.

    A implantação do empreendimento deve gerar aproximadamente 2.500 empregos ao longo de dois anos e meio de obras. Na fase operacional, o terminal deve manter cerca de 600 postos de trabalho diretos. A expectativa é arrecadar cerca de R$ 300 milhões anuais em impostos.

    Durante o licenciamento ambiental, o projeto passou por ajustes relevantes para reduzir impactos. A revisão do leiaute do píer, por exemplo, buscou minimizar interferências no tráfego de embarcações de transporte público utilizadas por comunidades locais. O projeto também incorporou medidas de monitoramento e mitigação relacionadas à atividade pesqueira, à ecotoxicidade de sedimentos dragados e à gestão logística e de tráfego de cargas, além de um programa rigoroso de gerenciamento de riscos.

    Estudo de Impacto Ambiental

    O Estudo de Impacto Ambiental (EIA/Rima) chegou ao Ibama em maio de 2025. Técnicos analisaram o material e participaram de audiência pública realizada em Santos, em outubro do mesmo ano. Após avaliar as contribuições, o órgão ambiental concluiu o processo em 11 meses, prazo inferior ao limite definido pela Resolução Conama nº 237/1997.

    Segundo a diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama, Claudia Barros, a autorização reforça o compromisso do órgão com o desenvolvimento sustentável. “A emissão de mais uma importante licença para a ampliação e modernização da infraestrutura do país demonstra o compromisso constante e responsável do Ibama com o desenvolvimento sustentável do Brasil”, afirmou.

  • XXV Seminário do Café reúne especialistas de 15 países em Santos

    XXV Seminário do Café reúne especialistas de 15 países em Santos

    O XXV Seminário Internacional do Café, que ocorrerá em Santos entre os dias 19 e 21 de maio, promete ser um marco para o setor ao reunir especialistas de 15 países. O evento, organizado pela Associação Comercial de Santos (ACS), projeta receber mais de mil participantes para debater o futuro da cafeicultura em um mundo marcado por rupturas tecnológicas e novas demandas de mercado.

    Com uma agenda ampliada em relação aos anos anteriores, o encontro será sediado no Santos Convention Center. A solenidade de abertura está marcada para a noite do dia 19, às 19h, reunindo lideranças da cadeia produtiva e autoridades. Durante os dias 20 e 21, o foco recai sobre painéis técnicos que exploram temas cruciais como geopolítica, infraestrutura, sustentabilidade e inovação digital.

    Disrupção e tecnologia no agronegócio

    Um dos momentos mais aguardados é a palestra de Pablo Spyer, no dia 20, que abordará os desafios disruptivos enfrentados pelo Brasil. No mesmo dia, Walter Longo discutirá os impactos da inteligência artificial nos modelos de negócios. Essa abordagem tecnológica visa preparar o produtor e o exportador para uma realidade onde a análise de dados e a automação se tornam diferenciais competitivos.

    O painel sobre infraestrutura e logística também ganha relevância no primeiro dia de debates. Executivos e especialistas do setor portuário discutirão os gargalos que afetam o escoamento da produção. O debate é essencial para otimizar o transporte do grão até os portos, garantindo eficiência no comércio exterior.

    Sustentabilidade e o novo cenário regulatório

    No encerramento, dia 21, as discussões se voltam para o ambiente regulatório internacional. Marcos Matos, do Cecafé, e Bill Murray, da National Coffee Association dos Estados Unidos, trazem as perspectivas das normas globais e as exigências do mercado americano. A sustentabilidade, pilar central do evento, será detalhada por Kevin Lardner, da Rainforest Alliance, focando em práticas de certificação.

    O economista Eduardo Giannetti também integra a programação, oferecendo uma análise profunda sobre o cenário geopolítico e seus reflexos diretos no comércio internacional. Complementando o viés técnico, especialistas como Claudio Delposte e Oscar Schaps debaterão o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado de commodities, fornecendo subsídios para estratégias financeiras de curto e longo prazo.

    Networking e protagonismo nacional no Porto de Santos

    Além das palestras, o seminário oferece experiências práticas, como a visita guiada ao Porto de Santos, principal porta de saída do café brasileiro para o mundo. O evento encerra-se com uma festa no Mercado Municipal de Santos, reforçando o networking entre os participantes.

    O Brasil detém cerca de 38% da produção mundial de café. Em 2025, as exportações superaram 40 milhões de sacas, gerando US$ 15,5 bilhões. O Porto de Santos é peça-chave nessa engrenagem, operando 78% desse volume. O tema “O setor de café do Brasil está pronto para um mundo disruptivo?”, escolhido para esta 25ª edição, resume a necessidade de evolução constante da cadeia produtiva frente às mudanças globais.

  • Portos do Sudeste movimentam 575,5 milhões de toneladas e registram crescimento de 4,97% em 2025

    Portos do Sudeste movimentam 575,5 milhões de toneladas e registram crescimento de 4,97% em 2025

    Os portos da região Sudeste movimentaram 575,5 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e outubro de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado representa crescimento de 4,97% em relação ao mesmo período de 2024 e consolida a região como principal eixo logístico do país.

    A Antaq registrou desempenho positivo em todas as principais categorias de carga. Os granéis sólidos lideraram o volume total com 299,7 milhões de toneladas, alta de 4,20% na comparação anual. Os granéis líquidos alcançaram 187,3 milhões de toneladas e cresceram 7,74%, impulsionados pela movimentação de petróleo e derivados. As cargas em contêineres somaram 60 milhões de toneladas, expansão de 2,17%, enquanto a carga geral atingiu 28,6 milhões de toneladas, avanço de 1,60%.

    Sudeste concentra principais terminais portuários do Brasil

    “O Sudeste segue como o principal corredor logístico do país, sustentado pela diversidade de cargas, pela integração entre portos públicos e terminais privados e por uma agenda contínua de investimentos em infraestrutura”, afirma o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

    O Porto de Santos (SP) lidera a movimentação regional com 119,4 milhões de toneladas, crescimento de 1,05% frente a 2024. O maior terminal do país responde por 20,8% de toda a carga movimentada no Sudeste até outubro. O Terminal de Tubarão (ES) aparece na segunda posição com 70,4 milhões de toneladas, alta de 9,12%, seguido pelo Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), que movimentou 57,9 milhões de toneladas e registrou crescimento de 8,26%.

    O Porto de Itaguaí (RJ) mantém papel estratégico no escoamento de minério de ferro com 51,7 milhões de toneladas movimentadas. Já o Terminal de Petróleo TPE/TOIL (SP) registrou 49,6 milhões de toneladas, expressivo crescimento de 15,43%, e reforça a relevância da região na logística energética nacional.

    Minério de ferro lidera ranking de mercadorias

    O minério de ferro permanece como principal mercadoria da região e representa 33,7% do total movimentado. O levantamento da Antaq aponta 194,2 milhões de toneladas do produto, crescimento de 7,46%, consolidando o Sudeste como base do escoamento mineral brasileiro.

    O petróleo e derivados (óleo bruto) alcançaram 152,2 milhões de toneladas, alta de 10,35%, refletindo a força do setor energético. As cargas em contêineres somaram 60 milhões de toneladas, avanço de 2,17%. A soja movimentou 37,3 milhões de toneladas, expressivo crescimento de 16,47%, impulsionada pelo agronegócio. Os derivados de petróleo (sem óleo bruto) totalizaram 27,2 milhões de toneladas e mantiveram volumes relevantes na matriz regional.

    Navegação de longo curso cresce 5,23%

    A navegação de longo curso, que conecta o Brasil a outros países, movimentou 435,6 milhões de toneladas nos portos do Sudeste. O modal registrou crescimento de 5,23% em relação a 2024 e demonstra o fortalecimento da integração da região com mercados internacionais.

    A cabotagem, transporte de cargas entre portos brasileiros, somou 114,1 milhões de toneladas no período, alta de 5,25% na comparação anual. A modalidade é fundamental para a logística nacional, pois permite o deslocamento de grandes volumes de mercadorias ao longo da costa, reduz custos e complementa o transporte rodoviário.

    Exportações crescem 6,63% enquanto importações recuam

    Os dados da Antaq indicam que as exportações pelos portos do Sudeste cresceram 6,63%, enquanto as importações registraram leve retração de 2,41%. O movimento indica ajustes pontuais no volume de mercadorias que entram e saem do país pela região.

    Costa Filho destaca que a concentração de grandes terminais é um diferencial competitivo. “Estamos falando de portos que operam em alta escala, com vocações bem definidas, o que garante eficiência, previsibilidade e competitividade ao comércio exterior brasileiro”, conclui o ministro.

  • Cervejaria artesanal de Santos recebe selo Carbono Neutro inédito no estado

    Cervejaria artesanal de Santos recebe selo Carbono Neutro inédito no estado

    A Santos Cervejeiros se tornará a primeira cervejaria artesanal do Estado de São Paulo a receber o selo Carbono Neutro, certificação que atesta a compensação integral das emissões de gases de efeito estufa (GEE) nas operações da empresa.

    A entrega oficial acontece na próxima terça-feira (28), às 16h, na fábrica-bar da marca, localizada na Rua Santos Dumont, 78, bairro Macuco. E contará com presença a do secretário municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, Glaucus Farinello.

    Neutralização de 32 toneladas de CO₂e

    A certificação é resultado de auditoria conduzida pela AKVO ESG, startup especializada em medição e compensação de carbono. O processo validou a neutralização de aproximadamente 32 toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) geradas pela operação da cervejaria ao longo do período avaliado.

    A análise abrangeu emissões diretas e indiretas (escopos 1 e 2) e parte das emissões relacionadas ao transporte (escopo 3), incluindo consumo de energia, uso de gás e logística de insumos e resíduos. A compensação foi realizada por meio de créditos de carbono certificados, resultando em impacto líquido zero.

    Práticas sustentáveis na produção artesanal

    Desde 2024, a Santos Cervejeiros implementou programa contínuo de sustentabilidade com foco na redução da pegada ambiental. Entre as iniciativas adotadas estão o reaproveitamento de resíduos orgânicos e grãos de malte para panificação artesanal e compostagem, diminuindo significativamente o envio de materiais a aterros sanitários.

    A empresa também utiliza parte da energia elétrica proveniente de fonte solar por meio de assinatura, contribuindo para a redução das emissões no processo produtivo. “Ser carbono neutro vai muito além de obter um selo. É a comprovação de que é possível crescer sem perder a essência artesanal. E sem abrir mão da responsabilidade ambiental”, afirma Mariana Nogueira, sócia e gerente de marketing da cervejaria.

    O reconhecimento chega em momento estratégico para o município. Segundo levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP), Santos ocupa a primeira posição no ranking nacional de sustentabilidade, entre 404 municípios avaliados com base em indicadores ESG (ambientais, sociais e de governança corporativa).

    Tradição artesanal e inovação

    Fundada pelo mestre cervejeiro Jefferson Omelczuk, em parceria com Wilber Gadi e Mariana Nogueira, a Santos Cervejeiros produz entre 1.800 e 2.000 litros mensais, com maturações que variam de 30 a 40 dias. O portfólio conta com mais de 20 estilos, incluindo Pilsen, American IPA, Berliner Weisse, Dortmunder, Maibock, Australian Sparkling Ale, Red Rye Ale, Belgian Blond, English Porter e Weiss.

    Entre as criações recentes destaca-se o chope de vinho branco, primeiro do tipo produzido no Estado de São Paulo, e a cerveja Maibock, inspirada na primavera alemã, com notas marcantes de malte e aroma equilibrado de lúpulo. “Cada ingrediente abre novas possibilidades. Nenhuma receita é apenas técnica; cada criação nasce com propósito e afeto”, explica Wilber Gadi, químico e responsável técnico pela produção.

    Expansão com identidade regional

    Com a certificação Carbono Neutro, a cervejaria planeja fortalecer seu posicionamento sustentável e ampliar a distribuição. A partir de dezembro, lançará linha de latas temáticas inspiradas em pontos turísticos de Santos, como a Igreja do Embaré, a Cadeia Velha e a orla da praia, unindo referências medievais à identidade visual da marca.

    A empresa também tem expandido sua atuação em eventos corporativos, casamentos e festivais, consolidando presença no segmento premium. “Nosso objetivo é crescer com coerência: manter o artesanal, inovar nos produtos e avançar em sustentabilidade”, conclui Gadi.

    Serviço:
    • Evento: Entrega do selo Carbono Neutro à Santos Cervejeiros
    • Data: Terça-feira, 28 de janeiro
    • Horário: 16h
    • Local: Rua Santos Dumont, 78 – Macuco, Santos/SP
  • Brasil perde R$ 1,1 bilhão com café parado nos portos por gargalos logísticos

    Brasil perde R$ 1,1 bilhão com café parado nos portos por gargalos logísticos

    A infraestrutura portuária brasileira novamente demonstrou suas limitações em julho de 2025, quando o país deixou de exportar 508.732 sacas de café. Isso é equivalente a 1.542 contêineres, resultando em uma perda de receita cambial de R$ 1,084 bilhão. Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) após levantamento realizado junto aos associados.

    O montante perdido em julho representa apenas a ponta do iceberg de um problema estrutural que afeta o agronegócio brasileiro. Considerando o preço médio Free on Board (FOB) de US$ 385,36 por saca de café verde e a cotação média do dólar de R$ 5,5279 no período, a perda equivale a US$ 196,05 milhões em receitas de exportação.

    “Esse não ingresso de receitas com a exportação de café gera elevados prejuízos aos exportadores e representa o menor repasse das transações comerciais aos produtores brasileiros”, explica Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé. O executivo destaca que o Brasil transfere mais de 90% do preço FOB dos embarques diretamente aos cafeicultores, tornando os atrasos ainda mais prejudiciais para toda a cadeia produtiva.

    Custos operacionais disparam com atrasos

    Além da perda de receitas, os exportadores enfrentaram custos adicionais de R$ 4,14 milhões apenas em julho, decorrentes de armazenagem adicional, detentions, pré-stacking e antecipação de gates. Desde junho de 2024, quando o Cecafé iniciou o monitoramento sistemático, os prejuízos acumulados já ultrapassam R$ 83 milhões.

    A situação tende a se agravar no segundo semestre de 2025, período de safra de diversos produtos que dependem de contêineres para exportação. “No semestre passado, o período de entressafra de várias commodities ajudou a reduzir a pressão nos terminais, porém, como não houve melhorias, os desafios se intensificarão”, projeta Heron.

    Santos lidera índices de atrasos

    O Porto de Santos, responsável por 80,4% dos embarques de café entre janeiro e julho de 2025, registrou o maior índice de problemas: 65% dos navios sofreram atrasos ou alteração de escalas. Dos 182 porta-contêineres que operaram no terminal santista, 118 enfrentaram dificuldades, com o maior tempo de espera chegando a 35 dias.

    No Rio de Janeiro, segundo maior exportador de café do país com 15,5% de participação, o índice de atrasos foi de 37%, afetando 26 das 70 embarcações destinadas ao produto. O maior intervalo entre deadlines chegou a 40 dias.

    Boletim Detention Zero monitora desempenho

    O Boletim Detention Zero (DTZ), desenvolvido pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé, revelou que 51% de todos os navios registraram problemas em julho – 167 de um total de 327 embarcações nos principais portos brasileiros.

    O relatório também apontou deficiências nos prazos de gate aberto. Em Santos, apenas 4% dos procedimentos tiveram prazo superior a quatro dias, enquanto 59% operaram entre três e quatro dias e 38% com menos de dois dias. No Rio de Janeiro, 38% superaram quatro dias, 41% ficaram entre três e quatro dias, e 21% abaixo de dois dias.

    Iniciativas para solução do problema

    O Cecafé tem intensificado o diálogo com diferentes atores do comércio exterior para buscar soluções emergenciais. Em agosto, a entidade se reuniu com Bruno Pinheiro, gerente do Observatório do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), para discutir o aprimoramento de indicadores logísticos específicos para monitoramento das exportações de café.

    “Faremos um refinamento nas informações de nosso Boletim Detention Zero, com base em dados da ANTAQ e outras fontes públicas. O objetivo é estruturar um indicador que será disponibilizado pelo observatório do IBI para avaliar entraves nas exportações e buscar políticas públicas eficazes”, detalha Heron.

    Tecon Santos 10: esperança de alívio

    Uma perspectiva positiva surge com os avanços nas discussões sobre o leilão do Tecon Santos 10. Em painel promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) manifestou-se contra restrições na participação de interessados, indicando que existem alternativas mais adequadas para evitar concentração de mercado.

    Durante audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) da Câmara Federal, liderada pelo deputado Julio Lopes, ficou evidenciada a importância de acelerar o leilão sem restrições de participação, para que ocorra ainda em 2025.

    Medidas urgentes necessárias

    Para o diretor técnico do Cecafé, o setor exportador brasileiro necessita urgentemente de medidas que incluam agilização dos leilões de terminais, ampliação da capacidade de pátio e berços nos portos, melhoria dos acessos portuários e diversificação dos modais de transporte com investimentos em ferrovias e hidrovias.

    “É fundamental que os portos evoluam na mesma proporção do crescimento das cargas, considerando o constante avanço do agronegócio nacional”, conclui Heron, alertando que sem ações imediatas, os prejuízos bilionários continuarão impactando negativamente toda a cadeia produtiva do café brasileiro.

  • Ageo Terminais capta recursos para expansão no Porto de Santos

    Ageo Terminais capta recursos para expansão no Porto de Santos

    A Ageo Terminais finalizou uma captação de R$ 154 milhões por meio de debêntures de infraestrutura. Os recursos vão impulsionar a expansão do terminal da companhia no Porto de Santos, com a adição de 12 tanques para armazenamento de granéis líquidos, ampliando a capacidade em 58 mil m³.

    As obras, iniciadas em maio de 2024, devem ser concluídas até o início de 2026. A emissão tem prazo de 12 anos e consolida a posição da Ageo como uma das principais operadoras de infraestrutura portuária do Brasil.

    O projeto incorpora sistemas avançados de controle ambiental, incluindo gestão de resíduos, redução de emissões e uso de energia limpa. João Bergomas, diretor de Meio Ambiente da Ageo, destacou que as novas instalações seguirão os mais altos padrões internacionais de sustentabilidade.

    “Esta expansão reforça nosso compromisso com operações seguras e ambientalmente responsáveis, alinhadas às melhores práticas globais”, afirmou Bergomas.

    A operação contou com o Banco Itaú como coordenador líder e apoio jurídico dos escritórios Mattos Filho Advogados (com atuação do sócio Frederico Kerr Bullamah) e Lefosse Advogados. As debêntures têm classificação quirografária e remuneração vinculada ao IPCA + 7,6% ao ano, conforme registro no sistema da CVM.

    Com esta captação, a Ageo Terminais consolida sua liderança no Porto de Santos, onde opera desde 2004. A empresa já possui 272 tanques e capacidade para armazenar 520 mil m³ de granéis líquidos.

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  • Vai um cafezinho aí? Festival começa hoje em Santos

    Vai um cafezinho aí? Festival começa hoje em Santos

    O Festival Santos Café promete ser um paraíso para os amantes de café de 6 a 9 de julho. Durante os quatro dias do evento, das 11h às 18h, as 30 estações de degustação estarão abertas em duas praças principais: Rei do Café (Rua Gonçalves Dias, 34/36) e Garagem dos Bondes (Largo Marquês de Monte Alegre, Valongo).

    Estas estações, tradicionalmente as atrações mais procuradas do festival, contarão com marcas de Santos, de várias partes de São Paulo e de Minas Gerais. Além de experimentar gratuitamente os diferentes tipos de café, os visitantes poderão comprar café em grão, moído, em cápsulas. Também estão sendo vendidos produtos saborizados, canecas, doces feitos com café e utensílios para preparo da bebida.

    A Associação das Marcas de Cafés de Santos terá nove representantes no evento: Bendito Café, Café 2 Irmãs, Café Floresta, Café Inverno D’Italia, Esmeralda, Geek Baristas Santos, Riber Coffee, Superiore Tuo Caffè e Academia do Barista. Além disso, marcas, torrefações e produtores de São Paulo e Minas Gerais marcarão presença. Com espaço também para Café Inclusivo, Café Markanti, Café Mantissa, Colibri Tecnologia, Coronel Café Orgânico, Pasta de Amendoim da Tereza, Verena Café, Sudoeste de Minas e Santa Mônica.

    Mariana Proença, jornalista pós-graduada em Gestão Empreendedora, consultora e especialista em café, será a curadora das degustações. Com mais de 17 anos de experiência em eventos nacionais e internacionais, Mariana destaca que “durante os quatro dias, o visitante poderá degustar cafés de diferentes regiões do Brasil. Por estarmos em plena colheita, produtores e torrefações estão preparando novidades para trazer em primeira mão, com lançamentos e kits para presentear.”

    Detalhes do Festival Santos Café

    A 9ª edição do Festival Santos Café, organizada pela Secretaria de Empreendedorismo, Economia Criativa e Turismo (Seectur). Ela conta com mais de 80 atrações distribuídas por vários pontos do Centro Histórico. A programação inclui degustações e vendas de café de diversas localidades do país. Além disso, terão apresentações musicais de vários ritmos, oficinas, walking tours, visitas monitoradas. Os visitantes também poderão participar de atividades de lazer para crianças, feira de economia criativa, gastronomia, cerveja artesanal e muito mais. Confira a programação completa aqui.

  • Crise? Porto de Santos bate recorde de movimentação

    Crise? Porto de Santos bate recorde de movimentação

    O Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina, alcançou um recorde histórico na movimentação de cargas em maio de 2024, superando os números do mesmo mês no ano passado. De acordo com dados divulgados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o volume total de cargas movimentadas atingiu 15 milhões de toneladas. Isso representa um aumento de 5% em relação a maio de 2023.

    Análise do Crescimento

    Este crescimento significativo reflete a recuperação econômica e o aumento das exportações de produtos agrícolas e minerais. Os embarques de soja, milho e açúcar registraram aumentos expressivos, impulsionados pela alta demanda internacional. Além disso, o aumento na importação de fertilizantes e insumos industriais também contribuiu para o recorde alcançado.

    A movimentação de contêineres registrou um crescimento notável, com um aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entretanto, este incremento é atribuído à eficiência operacional e às melhorias na infraestrutura do porto. Isso inclui a modernização de terminais e a ampliação da dragagem, permitindo o acesso de navios de maior porte.

    O recorde de movimentação de cargas no Porto de Santos tem um impacto direto na economia regional e nacional. O aumento das operações portuárias gera mais empregos diretos e indiretos, fomenta o comércio exterior e reforça a posição do Brasil como um importante player no mercado global de commodities.

    Perspectivas Futuras

    As expectativas para os próximos meses permanecem otimistas, com previsões de novos recordes devido à safra abundante de grãos e à contínua demanda por produtos brasileiros no exterior. Enquanto isso, as autoridades portuárias continuam a investir em infraestrutura e tecnologia. Isso para manter a eficiência e a competitividade do Porto de Santos no cenário internacional.

  • Rumo vende 50% de terminal em porto de Santos para consórcio

    Rumo vende 50% de terminal em porto de Santos para consórcio

    A Rumo, operadora logística, anunciou nesta quarta-feira (29) a venda de sua participação de 50% no Terminal XXXIX, localizado no porto de Santos (SP).

    O comprador é um consórcio formado pelas empresas norte-americanas Bunge Alimentos e Zen-Noh Grain Corporation.Segundo fato relevante divulgado pela Rumo, o valor da transação é de R$ 600 milhões, correspondendo a um “equity value” de aproximadamente R$ 550 milhões.

    A Bunge e a Zen-Noh Grain, por meio de uma joint venture, vão deter participações iguais no terminal, enquanto os outros 50% permanecem sob propriedade da Caramuru Alimentos, processadora de commodities que é sócia da Rumo no empreendimento.

    Fortalecimento do caixa e foco em projetos estratégicos

    A Rumo afirmou que a venda da participação no T-XXXIX representa uma medida de disciplina financeira e reciclagem de capital, fortalecendo seu caixa e permitindo concentrar esforços em projetos que sustentem o aumento de capacidade em curso e reforcem a competitividade do modal ferroviário.

    Ganhos logísticos para as compradoras

    Para a Bunge e a Zen-Noh Grain, a aquisição do terminal representa uma oportunidade de ganhar maior flexibilidade logística em um corredor de exportação importante no Brasil. O Porto de Santos é o maior porto da América Latina, desempenhando um papel crucial nas exportações de commodities agrícolas.

    Rumo Logística: Conectando o Brasil por malhas férreas

    A Rumo é a maior operadora ferroviária da América Latina, responsável por transportar uma variedade de produtos, desde commodities agrícolas até insumos industriais. Sua frota de locomotivas e vagões é uma das mais modernas do país.

    Com uma rede de mais de 12 mil quilômetros de linhas férreas, a companhia conecta importantes regiões produtoras do país aos principais portos de exportação. A Rumo é a maior operadora ferroviária da América Latina, responsável por transportar uma variedade de produtos, desde commodities agrícolas até insumos industriais