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  • Imagens aéreas mostram incêndios destruindo vegetação em diferentes áreas do DF

    Imagens aéreas mostram incêndios destruindo vegetação em diferentes áreas do DF

    Imagens aéreas divulgadas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) mostram a dimensão de grandes incêndios florestais registrados nesta quinta-feira (20/8) nas regiões do Paranoá e de Santa Maria, no Distrito Federal.

    O intervalo entre 11h e 16h concentrou a maior quantidade de acionamentos e exigiu reforço na mobilização das equipes operacionais. Além dos veículos terrestres, o CBMDF utilizou o avião Nimbus, do modelo Air Tractor, nas operações de combate.

    Para atender às ocorrências, o Corpo de Bombeiros empregou 53 viaturas ao longo do dia (Foto: CBMDF)

    No Paranoá, o combate às chamas ainda estava em andamento às 20h. De acordo com o CBMDF, duas equipes, formadas por 10 militares, permaneciam mobilizadas para controlar o incêndio.

    Já em Santa Maria, o fogo havia sido controlado. Ainda assim, as equipes do Corpo de Bombeiros continuavam realizando rondas na área. A medida tem como objetivo identificar e evitar o surgimento de novos focos.

    52 ocorrências chegaram aos bombeiros

    O Distrito Federal registrou um número elevado de ocorrências envolvendo fogo em áreas de vegetação. Segundo o CBMDF, até as 18h desta quinta-feira (20), foram contabilizadas 52 ocorrências de incêndio em vegetação em diferentes pontos do DF.

    A corporação informou que as condições ambientais continuam favorecendo a propagação rápida das chamas, principalmente em áreas com vegetação seca.

    O trabalho das equipes segue concentrado no controle dos focos e na prevenção de novos incêndios nas áreas atingidas.

  • RS projeta safra recorde de noz-pecã e reforça liderança nacional

    RS projeta safra recorde de noz-pecã e reforça liderança nacional

    O Rio Grande do Sul, responsável por cerca de 90% da produção de noz-pecã consumida no Brasil, caminha para registrar uma safra histórica em 2026. A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta para uma colheita de 8 mil toneladas, volume muito superior às 5,2 mil toneladas alcançadas no ciclo anterior.

    De acordo com o gerente regional da Emater, Guilherme Passamani, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras e impulsionaram o resultado esperado. Segundo ele, as chuvas ocorreram em períodos estratégicos, o que contribuiu diretamente para a formação da supersafra observada neste ano.

    Além das precipitações regulares, os produtores também se beneficiaram de dias ensolarados e ventos leves durante as fases de brotação e floração das nogueiras. Esse cenário criou condições ideais para elevar a produtividade dos pomares. Enquanto isso, a colheita segue até junho e ocorre de maneira mecanizada, com máquinas que sacodem as árvores para derrubar os frutos.

    Cultivo exige cuidados

    Na região Central do estado, uma propriedade localizada em Santa Maria mantém cerca de 20 mil nogueiras distribuídas em 120 hectares. Depois da colheita, os produtores encaminham as nozes para etapas de limpeza, seleção e classificação por tamanho.

    O produtor Eduardo Klumb ressalta que o manejo adequado tem papel decisivo no desempenho das plantações. Segundo ele, além de aproveitar os anos de maior produtividade, o cultivo exige adubação constante e aplicação correta de defensivos agrícolas para garantir bons resultados.

    Atualmente, Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Anta Gorda e Santa Maria concentram as maiores áreas de cultivo de noz-pecã no Rio Grande do Sul. Com o bom desempenho das lavouras, o setor acredita que novos produtores devem investir na cultura, ao mesmo tempo em que o mercado tende a ampliar sua demanda.

    Hoje, a Itália lidera as compras da noz-pecã produzida no estado, e a expectativa dos produtores segue positiva para os próximos anos. O presidente do Instituto Brasileiro de Pecan (IBPecan), Instituto Brasileiro de Pecan, Claiton Wallauer, afirma que o Rio Grande do Sul já possui entre 8 mil e 9 mil hectares plantados com nogueira-pecã. Além disso, ele projeta que a produção nacional poderá ultrapassar 15 mil toneladas até 2030.

    O retorno financeiro da atividade também impulsiona a expansão da cultura no estado. Conforme observa Guilherme Passamani, muitos produtores que iniciam o cultivo acabam ampliando suas áreas devido aos resultados positivos, o que também incentiva novos investidores a ingressarem no setor.