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  • Governo prepara salvaguardas no acordo Mercosul-UE

    Governo prepara salvaguardas no acordo Mercosul-UE

    O governo federal prepara decreto de salvaguardas no acordo Mercosul-UE. O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou o envio do texto à Casa Civil nesta quarta-feira (25). A Casa Civil fará análise jurídica antes da publicação do decreto.

    As salvaguardas funcionam como instrumentos de proteção aos produtores nacionais. O texto prevê mecanismos para proteger produtos agrícolas brasileiros. Essas medidas poderão ser acionadas caso organismos europeus imponham sanções.

    No fim do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas. As novas normas se vinculam ao acordo comercial com o Mercosul. As medidas europeias poderão ser aplicadas se grandes volumes importados ameaçarem produtores locais. Diante disso, o agronegócio brasileiro cobra reciprocidade do governo federal.

    O setor defende salvaguardas contra eventual aumento de importações europeias concorrentes. “Alguns setores sempre demonstram preocupação. Por isso, encaminhamos hoje a proposta”, afirmou Alckmin. Ele deu a declaração após reunião com o presidente da Câmara Hugo Motta e o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), que relata o projeto que ratifica o acordo entre os blocos.

    O tratado criará uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O bloco reunirá produção estimada em US$ 22 trilhões. Além disso, o acordo abrangerá mercado consumidor de 720 milhões de habitantes. A Casa Civil poderá consultar ministérios como o da Fazenda. Depois, o governo enviará o decreto para assinatura presidencial. O Senado ainda analisará a ratificação do acordo Mercosul-UE. A Câmara dos Deputados aprovou o texto nesta quarta-feira.

    Como funcionam as salvaguardas no acordo Mercosul-UE

    As salvaguardas permitem reação a surtos de importação após redução tarifária. O governo pode aplicar medidas se comprovar dano grave à produção nacional. Nesse caso, o país poderá estabelecer cotas de importação. Também poderá suspender a redução tarifária prevista no acordo. Além disso, poderá restabelecer o imposto anterior ao tratado. O decreto definirá prazos, procedimentos de investigação e condições de aplicação.

  • Brasil amplia vendas de carne bovina à China em 2025

    Brasil amplia vendas de carne bovina à China em 2025

    As exportações brasileiras de carne bovina bateram recorde em 2025, segundo dados oficiais. A China manteve a liderança como principal destino da carne brasileira no período. Esse cenário, contudo, aumenta a pressão sobre a cadeia pecuária em 2026.

    Pesquisadores do Cepea destacam que a produção nacional opera em patamar recorde. Além disso, a China impôs medidas de proteção comercial às importações de carne. Essas medidas incluem tarifas e cotas, conhecidas como salvaguardas. Diante disso, o setor pecuário precisa ampliar alternativas de escoamento do produto.
    Essa estratégia envolve tanto o mercado externo quanto o consumo interno.

    Recorde de vendas para a China

    Dados da Secex mostram que o Brasil exportou 1,648 milhão de toneladas à China em 2025. O volume representa um recorde histórico para o mercado chinês. O crescimento foi de 24,6% em relação a 2024.
    Além disso, a China respondeu por 48% das exportações brasileiras totais.

    Salvaguardas

    Com as salvaguardas, o Brasil terá cota de 1,106 milhão de toneladas em 2026. Sobre o volume excedente, a China aplicará tarifa adicional de 55%. Com base em 2025, a cota seria atingida entre agosto e setembro.

    A média embarcada à China nos últimos quatro meses de 2025 foi de 175 mil toneladas. Se esse ritmo continuar, a cota pode ser alcançada entre junho e julho de 2026.

    Preços

    Em relação aos preços, a média da carne exportada subiu 15,42% em 2025. Em geral, o valor médio ficou em US$ 5,15 por quilo, segundo a Secex. A China pagou, em média, US$ 5,29 por quilo pela carne brasileira. Ou seja, esse preço superou em 17,24% o registrado em 2024.

    O ano de 2025 foi o segundo melhor em preços pagos pela China. O recorde segue com 2022, quando a média atingiu US$ 6,41 por quilo.

    Se a cota for atingida em 2026, a tarifa elevará o preço médio para US$ 8,2 por quilo. Porém, a China e países europeus nunca pagaram esse patamar.