A 18ª edição do Sabor da Colheita levou visitantes ao maior cafezal urbano do mundo, no Instituto Biológico (IB-APTA), na capital paulista, neste sábado (23). Promovido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), o evento marcou o início da safra paulista de café e aproximou o público do processo produtivo do grão.

Durante a programação, os participantes acompanharam todas as etapas da colheita, desde a retirada dos frutos até a degustação da bebida. A experiência incluiu atividades práticas, orientações técnicas e contato direto com os pés de café cultivados no local.
O secretário executivo da SAA, Diógenes Kassaoka, destacou a integração entre ciência, produção e sociedade. Segundo ele, a iniciativa conecta institutos de pesquisa, assistência técnica e produtores rurais ao público urbano, fortalecendo a valorização da cafeicultura paulista.
Além da vivência no campo, o evento apresentou cafés premiados no Concurso Estadual de Qualidade do Café de São Paulo e reuniu produtores com selo de Indicação Geográfica (IG), reforçando a qualidade e a diversidade da produção no estado.
A coordenadora do Instituto Biológico, Ana Eugênia Campos, ressaltou o papel da ciência no cotidiano. Ela afirmou que o cafezal urbano funciona como uma vitrine tecnológica, permitindo transmitir conhecimento de forma acessível ao público.
Pesquisa e inovação no café paulista
Os institutos vinculados à SAA participaram com estandes técnicos e atividades educativas. O Instituto Agronômico (IAC-APTA) apresentou soluções de manejo e inovação para a cafeicultura. Já o Instituto Biológico destacou os resultados do projeto de cafezal regenerativo, baseado em práticas sustentáveis.
A pesquisadora Harumi Hojo explicou que o projeto busca demonstrar, na prática, como o manejo adequado e técnicas regenerativas impactam diretamente na qualidade do café.

O Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) trouxe análises de mercado e dados estratégicos para o setor. A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) ofereceu orientações sobre condução dos cafezais e comercializou mudas de café, frutíferas e espécies nativas.
A Defesa Agropecuária abordou a certificação de mudas, a sanidade da produção e a importância das abelhas na polinização. Já a APTA Regional apresentou o potencial do café robusta paulista para novos mercados e produtos.
O evento também contou com uma roda de conversa sobre cultura e ciência do café, com especialistas do IEA-APTA e da APTA Regional.
Café impulsiona economia de São Paulo
A realização do Sabor da Colheita reforça o peso da cafeicultura no agronegócio paulista. O café está entre as cinco principais culturas do Valor da Produção Agropecuária (VPA) do estado, que alcançou R$ 10,4 bilhões em 2025.

Levantamento do IEA-APTA e da CATI projeta crescimento de 15,2% na safra 2025/26, com produção estimada em 5,13 milhões de sacas.
São Paulo também conta com seis regiões cafeeiras com Indicação Geográfica reconhecida, fator que agrega valor ao produto, fortalece produtores e impulsiona o desenvolvimento regional.
