Tag: safra de verão

  • Preço do milho fecha semana em queda em SP e MS, mas sobe até 4,3% em MT

    Preço do milho fecha semana em queda em SP e MS, mas sobe até 4,3% em MT

    Preço do milho fecha semana em queda em SP e MS, mas sobe até 4,3% em MT

    Os preços do milho encerraram a semana passada com comportamento desigual entre as regiões produtoras do Brasil. Por um lado, o avanço da colheita da safra de verão pesou sobre as cotações em praças de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Por outro lado, a posição firme de produtores diante das incertezas quanto ao frete sustentou altas expressivas no Mato Grosso. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da consultoria AgRural.

    Queda nas praças de SP, MS e MG

    Em Campinas (SP), o indicador do Cepea registrou a cotação de R$ 70,34 por saca de 60 quilos na sexta-feira (27/3). Isso representa um recuo semanal de 1,44%. Apesar da baixa, o indicador acumula alta de 1,16% em março. O patamar de preços, portanto, segue elevado em relação ao início do período.Da mesma forma, outras praças também registraram quedas. Em Dourados (MS), a saca foi negociada a R$ 57,60, com recuo de 0,7% na semana. Já em Unaí (MG), a queda foi de 0,8%, para R$ 61,50 a saca. Em todas essas regiões, o avanço da colheita aumentou a oferta do cereal no mercado físico. Com isso, os compradores recuaram ou ofertaram valores abaixo das pedidas dos vendedores.

    Mato Grosso na contramão: alta de até 4,3%

    No Mato Grosso, no entanto, o cenário foi completamente inverso. De acordo com a AgRural, Lucas do Rio Verde registrou o maior avanço semanal entre as praças monitoradas: alta de 4,3%, com a saca atingindo R$ 48. Além disso, em Querência, a valorização foi de 3,4%, para R$ 46 a saca.

    Dessa forma, a sustentação dos preços na região está ligada à resistência dos produtores em negociar diante das incertezas relacionadas ao custo do frete. Esse fator eleva o risco logístico e, consequentemente, reduz o interesse em fechar contratos a preços considerados abaixo do satisfatório.

    Exportações aceleram em março

    No mercado externo, os embarques de milho seguem em ritmo acelerado. Conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos primeiros 15 dias úteis de março, foram exportadas 784,2 mil toneladas do cereal, volume equivalente a 90% do total embarcado no mês. Além disso, o ritmo diário de exportação foi 14% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, sinalizando, assim, forte demanda internacional pelo grão brasileiro.

  • Chuvas irregulares em outubro atrasam plantio da safra de verão

    Chuvas irregulares em outubro atrasam plantio da safra de verão

    As precipitações registradas em outubro chegaram de forma irregular às principais regiões produtoras do Brasil e impactaram diretamente o calendário de semeadura dos cultivos de verão. O Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado esta semana, aponta que os volumes ficaram abaixo da média histórica e atrasaram o plantio em diversas áreas.

    No Centro-Oeste, as chuvas ocorreram de maneira desigual ao longo do mês. Mato Grosso e o sudoeste de Mato Grosso do Sul concentraram os maiores volumes, enquanto outras regiões receberam acumulados menores. O período chuvoso ainda não se estabilizou na região.

    Os dados do último decêndio de outubro revelam uma recuperação nos níveis de umidade do solo em algumas áreas, o que beneficia tanto a semeadura quanto o desenvolvimento inicial da soja. Entretanto, o norte de Mato Grosso do Sul e Goiás ainda enfrentam restrição hídrica significativa.

    Sudeste e Nordeste apresentam cenários críticos

    O Sudeste seguiu o padrão de irregularidade observado no Centro-Oeste. As chuvas se concentraram apenas no segundo decêndio do mês, mas chegaram de forma mal distribuída às lavouras.

    No Nordeste, a situação preocupa ainda mais. A Conab identificou pouca ou nenhuma precipitação na maior parte da região durante outubro. No Matopiba, que engloba áreas do Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste da Bahia e Tocantins, as poucas chuvas registradas não foram suficientes para recuperar o armazenamento hídrico do solo. O cenário limita o avanço da semeadura dos cultivos de primeira safra sem irrigação.

    Por outro lado, o centro-leste do Maranhão e parte do Sealba (Sergipe, Alagoas e Nordeste da Bahia, além do sul baiano) receberam volumes maiores. As precipitações não prejudicaram a colheita do milho de terceira safra, que avança na nova fronteira agrícola.

    Norte apresenta contrastes entre regiões, Sul tem melhor desempenho com chuvas intensas

    Rondônia, o sudeste do Pará e o oeste do Tocantins registraram chuvas irregulares e em menor volume durante o mês. Já o Amazonas e o oeste paraense receberam precipitações mais favoráveis, o que beneficia a semeadura da soja no sudoeste do Pará e melhora as condições de umidade no noroeste do estado.

    A região Sul apresentou o cenário mais favorável em outubro. Chuvas intensas se alternaram com períodos de tempo estável ao longo do mês. O noroeste do Rio Grande do Sul, o oeste de Santa Catarina e o Paraná concentraram os maiores volumes.

    As precipitações contribuíram para recuperar e manter a umidade do solo, favorecendo os cultivos de inverno em estádios reprodutivos e o desenvolvimento dos cultivos de verão. Portanto, os períodos de tempo estável no último decêndio beneficiaram os cultivos de inverno em maturação e colheita. Isso além de acelerar a semeadura da safra de verão.

  • Safra recorde de grãos consolida Paraná como potência agrícola

    Safra recorde de grãos consolida Paraná como potência agrícola

    O Paraná caminha para colher 46,3 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/2025, um volume inédita para o estado. O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, divulgou os dados nesta semana. A previsão supera a safra anterior (38,48 milhões de toneladas) e bate o recorde de 45,48 milhões de toneladas registrado em 2022/2023.

    Soja, milho e feijão tiveram produções excepcionais. O estado colheu 21 milhões de toneladas de soja no último ciclo. A produção de milho atingiu 20,4 milhões de toneladas, e a de feijão, 841 mil toneladas. O arroz (136 mil t) e o café (44,9 mil t) também integraram a cesta da safra histórica.

    Culturas de inverno impulsionam resultado final

    A colheita das culturas de inverno, ainda em andamento, consolidará o recorde. Os produtores já colheram 41% da área de trigo, com rendimento médio saltando de 2.139 kg/ha para 3.258 kg/ha na comparação com a safra passada. A produtividade da cevada também aumentou, subindo de 3.841 kg/ha para 4.333 kg/ha.

    “As últimas chuvas colaboraram para que essas produtividades pudessem ser alcançadas”, afirmou Hugo Godinho, chefe da Divisão de Conjuntura do Deral. Ele ponderou que os ventos fortes causaram acamamento em algumas lavouras. A expectativa é de uma safra de 449 mil toneladas de cevada.

    O Paraná mantém sua posição como o segundo maior produtor de grãos do Brasil, responsável por 13,3% da produção nacional, atrás apenas do Mato Grosso.

    As previsões para a safra de verão 2025/2026 também são positivas. As chuvas recentes umedeceram o solo para o plantio, que deve se intensificar nos próximos dias. O estado espera produzir 25,7 milhões de toneladas na próxima safra, com a soja como carro-chefe (21,9 milhões de toneladas estimadas).

  • Produtores do Paraná avançam no plantio da safra de verão

    Produtores do Paraná avançam no plantio da safra de verão

    Os produtores do Paraná começaram o plantio da safra de verão com foco no milho e na batata. Segundo o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), essas culturas lideram o avanço dos trabalhos no estado.

    O plantio da soja, por sua vez, ainda é restrito e acontece majoritariamente na Região 2, que abrange o Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste. Nas demais regiões, o vazio sanitário segue em vigor, e a liberação para o plantio deve ocorrer ao longo deste mês.

    Milho avança com 9% da área prevista semeada

    O milho tem aproveitado as condições climáticas favoráveis. Até agora, cerca de 29 mil hectares já foram plantados, o que representa 9% dos 314 mil hectares previstos para esta safra. A região de Ponta Grossa, maior produtora do estado, responde por 21 mil hectares plantados, representando 23% da área total estimada para o Paraná.

    A região de Guarapuava ocupa a segunda posição, com 15% da área prevista para o milho, cerca de 47,6 mil hectares. A projeção para a safra é de 3,2 milhões de toneladas no primeiro ciclo do ano agrícola.

    Plantio da batata atinge 22% da área, mas desacelera por solo seco

    A batata de primeira safra está plantada em 3,5 mil hectares, o equivalente a 22% da área total estimada em 16,3 mil hectares. O avanço ficou abaixo do registrado no ano passado, que marcava 35% do plantio neste período. A secura do solo atrasou o ritmo das operações.

    As principais regiões produtoras incluem Curitiba (39% da área), Guarapuava (23%) e Ponta Grossa (13%). A expectativa de colheita é de 517,1 mil toneladas, volume 11% menor que as 584,2 mil toneladas colhidas em 2024.

    Tabaco deve registrar maior área plantada da história do Paraná

    Os produtores de tabaco planejam ampliar o plantio para 85,3 mil hectares, o maior já registrado no estado. Principal alternativa de renda para pequenas propriedades do Sudeste paranaense, a previsão é colher 217,5 mil toneladas, superando o recorde anterior de 195,1 mil toneladas.

    Exportação de frango tem alta no faturamento, mas queda no volume

    O Brasil vendeu 2,906 milhões de toneladas de frango entre janeiro e julho, redução de 2,3% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, o faturamento cresceu 0,9%, atingindo US$ 5,472 bilhões.

    No Paraná, o volume exportado caiu 5,7%, para 1,189 milhão de toneladas, e a receita diminuiu 4%, somando US$ 2,181 bilhões. A retração resulta dos embargos de alguns países após confirmarem caso de gripe aviária em maio, no Rio Grande do Sul.

    O valor da arroba bovina fechou agosto em R$ 310,50, com alta de 5,49% impulsionada pela menor oferta de animais. As exportações mantiveram ritmo forte, com recorde de 310 mil toneladas embarcadas em julho.

    No mercado interno, a maioria dos cortes bovinos sofreu aumento de preço em agosto. Apenas alcatra sem osso e contrafilé com osso registraram queda nos valores. Os demais cortes subiram entre 1,7% e 4,3%.