Tag: safra 2024/2025

  • Arroz: expectativas para a safra na região Centro-Oeste Gaúcha

    Arroz: expectativas para a safra na região Centro-Oeste Gaúcha

    Após enfrentar desafios climáticos na safra anterior, os produtores de arroz no Rio Grande do Sul estão otimistas com as projeções de crescimento. Isso tanto para a área plantada quanto para a produtividade. Na última safra, a área total semeada no estado foi de 970.194 hectares, representando um aumento de 7,8% em relação à safra anterior.

    A preparação do solo é uma etapa crucial que começa meses antes da semeadura. Em junho e julho, os produtores realizam a incorporação da palha remanescente da safra anterior. Nivelamento do terreno e outras práticas essenciais para garantir um bom desenvolvimento da cultura. “O arroz tem uma janela de plantio entre meados de setembro e outubro, mas todo o preparo de solo começa bem antes. Esse processo é fundamental para garantir uma lavoura produtiva e de qualidade”, explica Dauto Carpes, engenheiro agrônomo e especialista de marketing de produto e mercado da FertiSystem.

    As condições climáticas atuais têm sido favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. Com temperaturas mais elevadas e tempo seco proporcionando maior radiação solar, portanto, essencial para o crescimento saudável das plantas. “As previsões indicam que teremos uma boa safra, desde que o clima continue colaborando assim”, afirma Carpes.

    Novas tecnologias e cultivares

    A introdução de novas cultivares, como a BRS A709, desenvolvida pela Embrapa para regiões irrigadas por inundação, tem contribuído para o incremento da produtividade no RS. Além disso, a utilização de tecnologias avançadas e práticas de manejo eficientes são estratégias-chave para garantir bons resultados. “Estamos vendo um avanço significativo na adoção de semeadoras com acionamento elétrico e sistemas de dosagem de precisão”, destaca o engenheiro agrônomo.

    Entretanto, apesar do incremento de área de plantio com arroz em RS, em algumas regiões há redução devido ao aumento do cultivo de soja e milho nessas terras que antes eram tradicionalmente utilizadas para a cultura irrigada. Nas áreas do extremo sul, produtores estão aderindo ao plantio dos grãos em sistemas de camaleão. Uma prática que melhora a fertilidade do solo e amplia as opções de rotação de culturas.

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  • Cientistas brasileiros editam genética do milho

    Cientistas brasileiros editam genética do milho

    Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estão utilizando a agrobacterium para editar o DNA do milho, tornando a planta mais resistente às altas temperaturas e à escassez de água provocadas pelas mudanças climáticas. Essa inovação promete aumentar a tolerância do milho em até 2°C acima da temperatura ideal de cultivo, que varia entre 28°C e 30°C.

    Com a crescente elevação das temperaturas globais, que já aumentaram 1°C em comparação aos níveis pré-industriais e devem alcançar 1,5°C entre 2030 e 2050, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, a pesquisa se torna ainda mais relevante. O relatório do IPCC alerta que até 8% da flora mundial pode desaparecer de suas áreas tradicionais devido ao aquecimento global.

    Os resultados preliminares da pesquisa indicam que as plantas geneticamente modificadas apresentaram um aumento de 10% na produção. Além disso, as novas variedades de milho requerem apenas 20% da água necessária anteriormente, o que representa um avanço significativo em tempos de seca.

    Terceiro maior produtor

    O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de produção de milho. Contribuindo com cerca de 11,7% do fornecimento global, atrás apenas dos Estados Unidos (30,3%) e da China (24,1%). Nos últimos vinte anos, a produção brasileira cresceu continuamente a uma taxa média de 5,2% ao ano, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária.

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    Para a safra 2024/2025, que está em fase de plantio, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a área cultivada deve se manter estável em torno de 21 milhões de hectares. A expectativa é que a produção alcance 119,8 milhões de toneladas.

    Como funciona a edição genética

    A técnica utilizada pelos cientistas envolve a agrobacterium, uma bactéria capaz de modificar o DNA das plantas. Embora na natureza essa bactéria seja considerada uma praga que pode causar tumores nas raízes do milho, no ambiente controlado do laboratório, os pesquisadores removem as partes do DNA que causam doenças antes de introduzi-la nas células do milho.

    A inserção da agrobacterium não representa risco para os consumidores. Qualquer alimento com genoma mapeado pode passar por esse processo de edição genética para obter benefícios semelhantes aos observados no milho.

    Para monitorar se o gene alterado se desenvolveu corretamente, os pesquisadores utilizam marcadores genéticos que mudam a cor dos grãos. Durante a fase embrionária, essa coloração pode ser observada ao microscópio. Quando o milho se desenvolve completamente, toda a espiga assume essa nova cor. Contudo, ao final do estudo e antes da comercialização da nova variedade, esses marcadores não serão mais inseridos, garantindo que o milho mantenha sua coloração amarela tradicional.

    Testes em ambientes diversos

    As plantas geneticamente modificadas passam por uma série de testes em diferentes ambientes durante seu desenvolvimento. Desde as salas de aclimatação até estufas com climas extremos, os pesquisadores avaliam como as plantas reagem ao estresse térmico e à variação na quantidade de água disponível. As variedades que demonstram resistência são então replicadas por meio da polinização.

    Além disso, os testes incluem o plantio em lavouras reais para verificar como as novas variedades se comportam no campo.

    Portanto, com essas inovações na genética do milho, o Brasil se posiciona na vanguarda da pesquisa agrícola voltada para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. A capacidade de produzir milho mais resistente não apenas ajuda os agricultores locais a manterem suas colheitas em condições adversas. Mas também contribui para a segurança alimentar em um cenário global cada vez mais incerto.

  • Safra de Soja 2024/2025 apresenta cenário otimista

    Safra de Soja 2024/2025 apresenta cenário otimista

    Com um índice de chuvas adequado e condições favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, a safra de soja 2024/2025 no Brasil promete ser promissora. Projeções da Agroconsult indicam uma produção superior a 172,2 milhões de toneladas, um aumento de 16,7 milhões em relação à temporada 2023/2024.

    No entanto, apesar das boas expectativas, os agricultores devem manter vigilância no controle de doenças e pragas que podem comprometer a produtividade.

    Preocupações no Paraná e Mato Grosso do Sul, otimismo no Rio Grande do Sul

    Na região do Paraná e Mato Grosso do Sul, a incidência precoce do percevejo marrom tem gerado preocupação entre os produtores. Sérgio Silva, gerente de Desenvolvimento de Mercado Sul da BASF Soluções para Agricultura no Brasil, destaca a importância da prevenção contra doenças como cercóspora e ferrugem. “Devemos ter cuidados especiais com as doenças que costumam se intensificar da metade para o final do ciclo da soja”, alerta.

    Porém, Silva enfatiza a necessidade de aplicações preventivas e a escolha de produtos seletivos, especialmente devido à combinação de chuvas e altas temperaturas na região. “É fundamental que o agricultor utilize ferramentas mais seletivas para evitar fitotoxicidade nas folhas”, explica.

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    No Rio Grande do Sul, o cenário também é positivo. Miguel Manosso, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF, informa que as lavouras plantadas em outubro estão se desenvolvendo bem, tanto na soja quanto no arroz. “Esperamos uma safra de alta produtividade, com algumas doenças em ascensão. A ferrugem pode ter uma ocorrência menor este ano, mas outras doenças como manchas devem crescer”, alerta Manosso.

    Estabilidade no Mato Grosso e plantio tranquilo no MATOPIBA

    Em Mato Grosso, até a primeira quinzena de outubro, a instabilidade nas chuvas preocupava os agricultores. Contudo, Alexandre Santaella, gerente de Desenvolvimento de Mercado Norte-Mato Grosso da BASF, relata que o índice pluviométrico estabilizou e o desenvolvimento das lavouras está tranquilo. “O excesso de chuva e nebulosidade é perfeito para doenças e dificulta o calendário de aplicações de fungicidas”, destaca.

    Atualmente, a incidência forte de lagartas dos gêneros Spodoptera e Helicoverpa tem sido observada. “Muitos produtores estão agindo preventivamente com inseticidas fisiológicos”, afirma Santaella.

    Na região do MATOPIBA — que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — o plantio está progredindo sem problemas. Marlo Friedrich, Técnico em Desenvolvimento de Mercado da BASF, relata que as chuvas chegaram mais cedo este ano e estão mais regulares. “As lavouras estão bem estabelecidas e as plantas apresentam vigor e potencial produtivo elevado”, conclui.

    A safra de soja 2024/2025 apresenta um panorama otimista para os produtores brasileiros. No entanto, é crucial que os agricultores permaneçam atentos ao manejo adequado para garantir que as boas projeções se concretizem. O controle eficaz de pragas e doenças será fundamental para maximizar a produtividade e assegurar o sucesso desta safra promissora.

  • Funcafé libera R$ 5 bilhões para a safra 2024/2025

    Funcafé libera R$ 5 bilhões para a safra 2024/2025

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) autorizou a liberação de R$ 5,016 bilhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para financiar a safra 2024/2025. Ou seja, as instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR), autorizadas pelo Mapa, poderão operacionalizar os recursos. Os extratos dos 22 termos aditivos dos contratos foram publicados nesta sexta-feira (9) na seção 3 do Diário Oficial da União (DOU).

    Recursos disponíveis em breve

    Os recursos estarão disponíveis nas instituições financeiras a partir da próxima semana. O secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, destacou que esses recursos fazem parte dos R$ 6,8 bilhões autorizados pelo Conselho Monetário Nacional, conforme a Resolução CMN nº 5.138/2024. Segundo Campos, em breve será aberto um edital de credenciamento para a contratação do valor total. Ou seja, garantindo que os recursos cheguem aos produtores no momento adequado para o financiamento das etapas da cafeicultura.

    Do total do Funcafé, R$ 1,735 bilhões são destinados ao custeio, R$ 2,49 bilhões à comercialização e R$ 1,615 bilhões à linha de Financiamento para Aquisição de Café. Além disso, o crédito para capital de giro de indústrias de café solúvel, torrefação e cooperativas de produção será de R$ 1,015 bilhões. Já o crédito para recuperação de cafezais danificados foi estabelecido em R$ 30 milhões. Em julho, o Mapa iniciou o recebimento de propostas para a contratação dos recursos do Funcafé.

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    Operacionalização

    A distribuição dos recursos entre as instituições financeiras será feita com base no número de operações de crédito realizadas no ano anterior. Além disso, o percentual de aplicação dos recursos contratados também servirá como base..

    Instituições financeiras que não firmaram contrato em 2023 também poderão apresentar suas propostas, conforme os termos do Edital de Credenciamento, que será publicado em breve.