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  • Fenasucro & Agrocana abre 32ª edição com foco na bioenergia brasileira

    Fenasucro & Agrocana abre 32ª edição com foco na bioenergia brasileira

    A 32ª edição da Fenasucro & Agrocana começou nesta terça-feira (11) em Sertãozinho (SP), no Centro de Eventos Zanini. A cerimônia de abertura reuniu autoridades políticas e lideranças do agronegócio, que reforçaram o protagonismo do Brasil na transição energética global.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, prestigiou o evento ao lado do secretário estadual da Agricultura, Geraldo Melo Filho, e do prefeito de Sertãozinho, Zezinho Gimenez. Também participaram o presidente da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone; o presidente de honra da edição e presidente da União Nacional da Bioenergia (UDOP), Hugo Cagno Filho; o presidente emérito da feira, Antônio Eduardo Tonielo; e a presidente do Ceise Br, Rosana Amadeu.

    Governador aposta no etanol para descarbonizar transporte marítimo e aéreo

    Durante o discurso, Tarcísio de Freitas defendeu a diversidade de fontes renováveis do país e apontou oportunidades na descarbonização de diferentes modais de transporte. Segundo o governador, grandes empresas de navegação já preparam a adoção do biobunker, combustível marítimo misturado a fontes renováveis, e do etanol na propulsão de navios.

    “Uma das vocações do Brasil é a transição energética”, declarou Tarcísio, ao citar também o avanço do combustível sustentável de aviação (SAF) e da cana-de-açúcar como matéria-prima estratégica. O governador ainda destacou a chegada do biometano a regiões como Ribeirão Preto, que já substitui combustíveis fósseis em frotas de veículos pesados.

    Sertãozinho consolida posição como polo tecnológico da bioenergia

    O diretor da Fenasucro & Agrocana, Paulo Montabone, ressaltou o papel de Sertãozinho no desenvolvimento tecnológico da cadeia sucroenergética. A feira reúne mais de 600 marcas expositoras e representantes de mais de 80 países nesta edição.

    32ª Fenasucro & Agrocana
    Foto: Divulgação / 32ª Fenasucro & Agrocana

    “Precisamos valorizar esse patrimônio nacional, exportar nossas tecnologias e incentivar o uso do etanol”, afirmou Montabone, ao defender maior participação brasileira no mercado global de bioenergia a partir das soluções desenvolvidas na região.

    Bioenergia brasileira evolui para modelo de biorrefinaria, diz presidente da UDOP

    O presidente de honra da edição, Hugo Cagno Filho, que também preside a União Nacional da Bioenergia (UDOP), avaliou que a transição energética deixou de ser promessa para se tornar realidade concreta nos mercados. Segundo ele, a bioenergia brasileira já opera como um conjunto de biorrefinarias, capazes de produzir etanol, bioeletricidade, biogás, biometano, biobunker e SAF.

    “É um setor que gera empregos, promove o desenvolvimento regional, investe em inovação e fortalece a posição do Brasil na agenda mundial da descarbonização”, declarou Cagno Filho, ao citar o crescente interesse internacional pelos biocombustíveis brasileiros.

    Etanol marítimo pode movimentar mercado de 225 milhões de toneladas

    A sustentabilidade dominou a programação do primeiro dia de feira. Em painel promovido pela Canaoeste, especialistas apresentaram iniciativas que combinam redução de custos, eficiência produtiva e preservação ambiental.

    O painel “Etanol na Navegação Marítima: O Futuro Chegou” discutiu o potencial do etanol brasileiro na descarbonização do setor marítimo. Plínio Nastari, CEO da DATAGRO, projetou um mercado potencial de 225 milhões de toneladas para o etanol marítimo. Um volume que supera em mais do dobro a atual produção mundial do combustível, estimada em 100 milhões de toneladas.

    A Copersucar, por sua vez, apresentou um teste com navio cargueiro apto a substituir o e-metanol por etanol. E também detalhou a inclusão de biocombustíveis em sua logística. A empresa já opera 74 caminhões movidos a biometano no transporte de açúcar até o Porto de Santos.

    SAF ganha espaço entre as discussões da feira

    O painel “Por que o mercado de SAF do Brasil pode estar mais próximo do que você imagina” reuniu especialistas para debater perspectivas e oportunidades do combustível sustentável de aviação no país. O tema reforça o interesse crescente do setor aéreo brasileiro pela descarbonização.

    A programação da Fenasucro & Agrocana continua nesta quarta-feira (12) com os painéis da FenaBio e a exposição de tecnologias e oportunidades de negócios para a cadeia da bioenergia.

    Serviço – 32ª Fenasucro & Agrocana
    • Data: até sexta-feira, 14 de agosto de 2026
    • Local: Centro de Eventos Zanini – Sertãozinho (SP)
    • Exposição: das 13h30 às 20h
    • Eventos de conteúdo: das 8h às 18h

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  • Inovação ganha papel estratégico no agro brasileiro

    Inovação ganha papel estratégico no agro brasileiro

    A inovação no agro ocupa papel cada vez mais estratégico para garantir a competitividade da agricultura brasileira. Essa foi a principal conclusão dos debates realizados durante evento promovido pela Bayer, em 15 de junho, em São Paulo. Especialistas, representantes da indústria, juristas e produtores rurais discutiram os fatores que sustentam o desenvolvimento tecnológico no campo e os desafios para atender às novas demandas do mercado.

    Ao longo de três painéis, os participantes defenderam que o avanço do agronegócio depende da combinação entre pesquisa científica, segurança jurídica, proteção da propriedade intelectual e adoção de novas tecnologias. Além disso, destacaram a necessidade de preparar o setor para um cenário marcado pela transição energética, pela busca por sustentabilidade e pelo aumento da demanda global por alimentos e combustíveis renováveis.

    Da pesquisa ao campo

    O painel “Do laboratório à lavoura: como a inovação chega ao campo” contou com a mediação de Francila Calica, diretora de Sustentabilidade e Assuntos Agrícolas da Bayer para a América Latina. Participaram da discussão Fábio Passos, diretor de soja comercial da Bayer; Tages Martinelli, CEO da Sementes Jotabasso; e o produtor rural Pompílio Rocha Silva, engenheiro agrônomo e agricultor de Chapadão do Sul (MS).

    Durante o debate, os especialistas explicaram que o desenvolvimento de uma nova biotecnologia exige tempo, investimento e planejamento. Em muitos casos, uma tecnologia leva entre 12 e 15 anos para chegar ao mercado. Nesse período, pesquisadores realizam estudos em laboratório, testes em campo e avaliações regulatórias antes da liberação comercial.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Os debatedores também destacaram o papel das sementes na transferência de tecnologia. Segundo eles, a genética carrega boa parte das inovações que chegam às propriedades rurais, permitindo ganhos de produtividade, resistência a pragas e maior adaptação às condições climáticas.

    Ao mesmo tempo, os participantes lembraram que a tecnologia não gera resultados sozinha. O produtor precisa combinar genética, manejo e conhecimento técnico para extrair o máximo potencial das ferramentas disponíveis.

    Nesse contexto, as mudanças climáticas ampliam a importância da inovação. Eventos extremos, como estiagens prolongadas e irregularidade das chuvas, exigem cultivares mais resilientes e sistemas produtivos mais eficientes.

    Segurança jurídica impulsiona investimentos

    O segundo painel, “Segurança jurídica e os pilares da inovação”, teve mediação de Andrea Garcia, vice-presidente Jurídica, de Patentes e Compliance da Bayer no Brasil. Participaram da discussão Catharina Pires, diretora de Germoplasma e Biotecnologia da CropLife Brasil, e Luiz Henrique do Amaral, sócio sênior do escritório Dannemann e membro da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual (ABPI).

    Os especialistas defenderam que a inovação depende de um ambiente regulatório estável e previsível. Segundo eles, empresas e instituições de pesquisa investem bilhões de reais em projetos que levam anos para apresentar resultados. Por isso, a proteção da propriedade intelectual se torna fundamental para estimular novos investimentos.

    Durante o debate, os participantes explicaram que muitas tecnologias estudadas nunca chegam ao mercado. Dessa forma, mecanismos como patentes e proteção de cultivares ajudam a garantir retorno aos investimentos realizados ao longo do processo de pesquisa.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Catharina Pires ressaltou que o crescimento do agro brasileiro resulta da combinação entre condições produtivas favoráveis, produtores dispostos a adotar tecnologia e um ambiente jurídico capaz de oferecer segurança para quem investe em inovação.

    Além disso, os debatedores abordaram o impacto da pirataria de sementes. Dados apresentados durante o painel indicam que cerca de 11% das sementes de soja utilizadas no Brasil têm origem ilegal. Em algumas regiões do Rio Grande do Sul, esse percentual ultrapassa 28%.

    Segundo os especialistas, a prática provoca prejuízos econômicos para toda a cadeia produtiva. Além disso, aumenta os riscos relacionados à qualidade das sementes, à produtividade das lavouras e à segurança fitossanitária.

    Biocombustíveis ampliam oportunidades

    O terceiro painel, “Sementes, inovação e novas demandas de mercado”, foi mediado por Rafael Mendes, diretor do negócio de soja da Bayer. Participaram da discussão Fábio Meneghin, fundador da Veeries, e Catarina Correa, gerente de Relações Institucionais da Bayer.

    Os participantes analisaram as transformações que devem influenciar o futuro da agricultura brasileira. Segundo eles, a demanda por proteína animal continuará importante para a soja. No entanto, novos mercados começam a ganhar espaço e podem impulsionar a próxima fase de crescimento do setor.

    Entre essas oportunidades estão os biocombustíveis. Os especialistas destacaram que programas voltados ao biodiesel e ao combustível sustentável de aviação (SAF) devem ampliar a demanda por óleo vegetal nos próximos anos.

    Nesse cenário, a Lei do Combustível do Futuro aparece como um instrumento capaz de oferecer previsibilidade para investimentos e estimular o crescimento da cadeia produtiva.

    Além disso, os debatedores destacaram que o Brasil reúne condições favoráveis para aproveitar essa oportunidade. O País possui escala de produção, capacidade tecnológica e experiência na utilização de fontes renováveis de energia.

    Sustentabilidade entra na agenda do mercado

    A sustentabilidade também ganhou espaço nas discussões. Segundo Catarina Correa, os mercados internacionais exigem cada vez mais informações sobre a origem dos produtos e sobre as emissões associadas à produção agrícola.

    Por isso, produtores e empresas precisam avançar na adoção de ferramentas capazes de medir e comprovar práticas sustentáveis. Entre elas estão sistemas de agricultura digital, monitoramento de indicadores ambientais e programas de mensuração de carbono.

    Ao mesmo tempo, os participantes ressaltaram que o aumento da produtividade continua sendo o principal caminho para ampliar a produção de forma sustentável. Dessa forma, a inovação seguirá desempenhando papel central na agricultura brasileira.

    As novas tecnologias também devem contribuir para o desenvolvimento de cultivares mais eficientes, mais adaptadas às mudanças climáticas e capazes de atender às exigências de consumidores e mercados globais.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    O papel da inovação no futuro do agro

    Embora tenham abordado temas distintos, os três painéis convergiram para uma mesma conclusão. O futuro do agronegócio brasileiro dependerá da capacidade de transformar conhecimento científico em soluções práticas para o campo.

    Pesquisa, genética, biotecnologia, segurança jurídica e sustentabilidade formam uma base essencial para sustentar a competitividade do setor. Além disso, a integração entre ciência, indústria e produtores continuará determinando a velocidade com que novas tecnologias chegarão às propriedades rurais.

    Diante das mudanças climáticas, da transição energética e do crescimento da demanda global por alimentos e combustíveis renováveis, os participantes defenderam que a inovação continuará sendo uma das principais ferramentas para garantir o desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira nas próximas décadas.

  • Agricultores exportam algodão orgânico para marca francesa

    Agricultores exportam algodão orgânico para marca francesa

    Cerca de 150 famílias do semiárido piauiense produzem algodão orgânico que abastece uma exigente empresa francesa de tênis. A matéria-prima cultivada sem agrotóxicos ou produtos químicos conquista as principais vitrines de calçados no Brasil e no exterior.

    A Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) adquiriu uma miniusina de beneficiamento em 2024. O equipamento custou R$ 150 mil e chegou aos produtores de São Francisco de Assis do Piauí. A novidade permite que os agricultores entreguem o algodão em fardos ao invés de plumas. Esta mudança aumenta o valor agregado do produto e eleva a renda das famílias. A produção anual gira em torno de 10 toneladas de plumas.

    Embrapa capacita produtores para combater pragas naturalmente

    Os produtores mantêm parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) da Paraíba. O objetivo é capacitar agricultores dos municípios para melhorar os cuidados contra pragas. Como a produção não utiliza químicos, ela fica mais vulnerável ao bicudo, inseto que destrói as plantações.

    “Precisamos compreender a existência de inimigos naturais, como o inseto bicudo do algodoeiro”, explica Antônio Pereira, diretor de Agroecologia e Agricultura Periurbana da SAF. “O manejo adequado inclui cultivo de outras culturas alimentares junto ao algodão, como milho e macaxeira.”

    A estratégia também envolve inseticidas naturais, bioinsumos e técnicas de conservação do solo. Os produtores discutem questões de comercialização e necessidade de selo de verificação. Empresas estrangeiras demonstram interesse crescente pelos algodões agrícolas brasileiros.

    Agricultor de São Raimundo Nonato forma três filhas com renda do algodão

    Manoel Aragão Ribeiro trabalha na produção de algodão agroecológico na localidade Lagoa dos Prazeres, em São Raimundo Nonato. Ele conta como começou a atividade que hoje vende para uma empresa francesa.

    “A associação começou no final de 2010. Em 2011 reunimos os grupos e em 2012 conseguimos registrar em cartório”, relembra o agricultor. “Esse trabalho já vem dos nossos antepassados. Formalizamos a partir do incentivo da Embrapa e da Diaconia.”

    algodão organico
    Manoel Aragão mostra tênis que é fabricado a partir do algodão orgânico cultivado por ele. Foto: Geirlys Silva / SAF

    A iniciativa preserva a área com práticas sustentáveis de conservação do solo. Os produtores utilizam curva de nível, esterco natural de bode e outras técnicas ecológicas.

    Manoel destaca que o trabalho evoluiu com a exportação da matéria-prima. A parceria surgiu através da Diaconia, instituição de Recife responsável pelo mapeamento da empresa francesa. Ele define a atividade como um trabalho que “transforma sonho em realidade”.

    “Sou pai de três meninas, e todas cresceram com a produção de algodão”, conta orgulhoso. “Consegui formar uma em administração em faculdade privada. Ela cursa pedagogia na Universidade Estadual do Piauí (Uespi). Outra se formou técnica em restaurante e a terceira terminou o ensino médio.”

    A área de plantio ganhou destaque mesmo com chuvas irregulares. O trabalho de 30 anos sem queimadas e agrotóxicos criou a melhor área de produção da região. “Hoje eu calço um tênis francês feito com o algodão que eu mesmo produzi”, finaliza Manoel com satisfação.

    A história exemplifica como a agricultura familiar sustentável pode gerar renda, preservar o meio ambiente e conectar pequenos produtores ao mercado internacional.

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  • Produção de caju garante renda a agricultores familiares no Piauí

    Produção de caju garante renda a agricultores familiares no Piauí

    O Piauí se destaca como o segundo maior produtor de caju do Brasil. A cultura ocupa mais de 50 mil hectares e atinge mais de 100 municípios no estado. A Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) investe forte no fortalecimento da cajucultura para garantir renda aos agricultores familiares. Para isso, a SAF planeja entregar 800 mil mudas de caju até o final de 2025, para plantio e reposição da área.

    José Augusto de Sousa, agricultor familiar em Jaicós, diz que o caju transformou sua vida. Ele planta cajueiros desde 2014 e vende o caju e a castanha em feiras, fábricas e para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Segundo ele, o trabalho com o caju é a principal fonte de renda da família. “Com a SAF doando as mudas, conseguimos plantar, colher e vender. Depois que entramos no PAA, nossa renda melhorou bastante”, afirma.

    José Augusto relata melhoria na renda após ser beneficiado com distribuição de mudas de caju pela SAF. Foto: Geirlys Silva / SAF

    O superintendente de Ações de Apoio à Agricultura Familiar da SAF, Clébio Coutinho, explica que a secretaria atua para ampliar a área plantada e gerar emprego e renda. Até 2025, a SAF vai distribuir 1,8 milhão de mudas no estado, sendo 400 mil entregues em 2023 e 2024, e 800 mil previstas para este ano. O programa conta com recursos do governo estadual, federal e emendas parlamentares.

    Viveiros

    Além disso, a SAF vai entregar quatro viveiros de mudas de caju, ligados a jardins clonais, para garantir mudas de qualidade. Dois viveiros estão em fase avançada de conclusão, em Jaicós e Pio XIX. Outros dois serão implantados em Teresina e Eliseu Martins, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

    O projeto inclui capacitação para estudantes e produtores dos territórios Entre Rios e Chapada das Mangabeiras, por meio das Escolas Famílias Agrícolas (EFAs). Segundo Clébio, a estratégia visa aumentar a produção de mudas de qualidade não só no semiárido, mas também na região de Picos, berço da cajucultura no Piauí.

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  • Agroenergia impulsiona aviação sustentável com SAF no Brasil

    Agroenergia impulsiona aviação sustentável com SAF no Brasil

    A Agroenergia desempenha um papel estratégico na transição para uma aviação mais sustentável, e o Brasil está se posicionando como líder na produção de biocombustíveis avançados, como o Combustível Sustentável de Aviação (SAF).

    A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com empresas associadas, lançou uma publicação exclusiva com dados técnicos, cenários e diretrizes para acelerar o desenvolvimento do SAF no país. O estudo reforça o potencial do Brasil em se tornar um grande produtor global desse biocombustível.

    O setor de transportes é um dos maiores emissores de gases de efeito estufa (GEE). Dentro desse segmento, a aviação responde por 5% das emissões globais, enquanto o transporte hidroviário contribui com menos de 2% (SEEG, 2025).

    Nos últimos anos, a descarbonização da matriz energética ganhou força, com a adoção de combustíveis renováveis como:

    • Etanol
    • Biodiesel
    • HVO (Óleo Vegetal Hidrotratado)
    • Combustível de Navegação Sustentável
    • SAF (Combustível Sustentável de Aviação)

    Crescimento da demanda por combustíveis de aviação

    A expansão da aviação comercial e o aumento do número de voos globais elevam a necessidade por querosene de aviação. Fatores como globalização, urbanização e crescimento da classe média (especialmente na Ásia e América Latina) impulsionam essa demanda.

    Projeções indicam que o tráfego aéreo dobrará nas próximas duas décadas, aumentando a dependência de combustíveis fósseis. Para reduzir esse impacto, o SAF surge como a principal alternativa sustentável, exigindo inovação tecnológica e políticas eficientes para garantir sua viabilidade.

    Brasil na vanguarda do SAF

    Para consolidar sua liderança no mercado de biocombustíveis, o Brasil precisa alinhar sua regulamentação às certificações internacionais. Isso garantirá:

    • Reconhecimento global do SAF brasileiro
    • Rastreabilidade e ciclo de vida sustentável
    • Elegibilidade para créditos de carbono

    A ABAG disponibilizou o estudo completo sobre o SAF, com análises e estratégias para o setor. Acesse aqui a publicação e saiba como o Brasil pode liderar essa transformação.

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  • Biocombustível promete aviação mais verde até 2030

    Biocombustível promete aviação mais verde até 2030

    A 30ª Fenasucro & Agrocana, realizada em Sertãozinho/SP, encerrou ontem (16) com debates sobre megatendências que fortalecem o protagonismo do Brasil na transição energética. Um dos destaques do evento foi o SAF (Combustível Sustentável de Aviação), um biocombustível com potencial para transformar o setor aéreo.

    Biocombustível

    O painel “Tecnologias em Biocombustíveis”, organizado pelo Instituto SENAI, abordou o SAF como uma solução crucial para reduzir as emissões de carbono na aviação. Primeiramente, Henrique Baudel, engenheiro químico e líder do Grupo Bioprocessos do Instituto, destacou que, apesar de estar em fase de desenvolvimento comercial, o SAF pode revolucionar a indústria aérea até 2030.

    Baudel explicou que a transição para o SAF exige soluções tecnológicas e logísticas complexas, integrando biotecnologia e química, além de coordenar diversos setores da indústria. Além disso, ele ressaltou que, enquanto Europa e Estados Unidos avançam nessa área, o Brasil possui uma vantagem estratégica por ter grande capacidade de produção de etanol, matéria-prima essencial para o SAF.

    Atualmente, o SAF representa entre 0,5% e 1% do combustível global, mas a previsão é que ele possa abastecer até 20% da frota mundial de aviões com combustível puro até 2030. Baudel afirma que a colaboração entre produtores e fabricantes é vista como fundamental para garantir um futuro mais sustentável na aviação.

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    Descarbonização: Brasil rumo a uma mobilidade de baixo carbono

    A descarbonização e a busca por uma mobilidade mais limpa e socialmente responsável também foram temas discutidos no painel “A Liderança Brasileira na Transição para uma Mobilidade de Baixo Carbono”. Orlando Merluzzi, gestor operacional do Acordo de Cooperação Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil (MBCB) conduziu o painel.

    Merluzzi destacou que o MBCB é uma coalizão de esforços criada para responder à agenda global sobre mudanças climáticas, que exige novas soluções para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Em resumo, o objetivo é evitar a desindustrialização do país, utilizando todas as rotas tecnológicas disponíveis.

    Os participantes do painel também conheceram o Estudo “Trajetórias tecnológicas mais eficientes para a descarbonização da mobilidade”. O MBCB encomendou o estudo que foi realizado pela LCA Consultores e MTempo Capital. A análise prevê impactos econômicos positivos ao combinar biocombustíveis com veículos elétricos híbridos, em comparação com um cenário focado em veículos 100% elétricos.

    Merluzzi enfatizou que o Brasil vive um momento propício para avançar. Isso porque tem com planos de investimento substanciais, apoio do governo, do Congresso Nacional e consenso técnico e científico.

    A próxima edição da Fenasucro & Agrocana está marcada para ocorrer entre 12 e 15 de agosto de 2025, em Sertãozinho/SP.