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  • Exportações de café solúvel do Brasil têm melhor fevereiro em cinco anos

    Exportações de café solúvel do Brasil têm melhor fevereiro em cinco anos

    As exportações brasileiras de café solúvel atingiram 7,4 mil toneladas em fevereiro de 2026, registrando avanço de 13,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). O volume corresponde a 321,1 mil sacas de 60 kg, com receita cambial de US$ 90,3 milhões, alta de 10,8% frente a fevereiro de 2025.

    De acordo com o diretor executivo da entidade, Aguinaldo Lima, esse foi o melhor resultado para o mês de fevereiro nos últimos cinco anos. “O desempenho surpreende diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que ainda impactam parte dos embarques. Mesmo assim, observamos aumento das aquisições norte-americanas, o que reforça a demanda pelo café brasileiro”, afirmou.

    Desempenho no ano ainda é negativo

    Apesar da recuperação mensal, o acumulado do primeiro bimestre de 2026 somou 13,2 mil toneladas (573,7 mil sacas), queda de 11,5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita também recuou, totalizando US$ 161,1 milhões no comparativo anual.

    Lima avalia, porém, que a redução das tarifas de 50% para 10% sobre o produto brasileiro, válida a partir de março, pode estimular a retomada dos embarques nos próximos meses. “Essa mudança tende a amenizar as perdas e fortalecer o ritmo de exportações para os EUA ao longo do ano”, destacou.

    União Europeia e mercados prioritários

    A Abics também espera avanços com a ratificação do acordo Mercosul-União Europeia, que deve reduzir gradualmente a tarifa de 9% incidente sobre o café solúvel exportado ao bloco europeu. “A Europa é nosso segundo principal destino. O acordo trará novos espaços para crescimento”, comentou Lima.

    No ranking dos principais importadores, os Estados Unidos permanecem líderes, com 1,8 mil toneladas (76,8 mil sacas) compradas no primeiro bimestre. Uma queda de 2,5% ante 2025. Rússia e Argentina completam as primeiras posições, com 1,16 mil toneladas (+18,5%) e 1,09 mil toneladas (−2,6%), respectivamente.

    No mercado doméstico, o consumo de café solúvel no Brasil continua em expansão. Entre janeiro e fevereiro, o volume cresceu 15,1%, alcançando 4,1 mil toneladas (179,7 mil sacas). Segundo Lima, o avanço reflete investimentos da indústria em qualidade e inovação. “As empresas vêm apostando em novos produtos e embalagens, o que tem fortalecido a preferência do consumidor brasileiro”, disse.

  • Brasil exporta 2,963 milhões de sacas de café em maio, uma queda de 33% em relação à maio de 2024

    Brasil exporta 2,963 milhões de sacas de café em maio, uma queda de 33% em relação à maio de 2024

    De acordo com o boletim estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país embarcou 2,963 milhões de sacas de 60 kg do produto em maio deste ano. O volume implica queda de 33,3% em relação aos 4,446 milhões registrados no mesmo mês de 2024. A receita cambial, contudo, cresceu 21,1% no mesmo intervalo comparativo, saindo de US$ 1,027 bilhão para os atuais US$ 1,243 bilhão.

    No acumulado dos 11 meses do ano safra 2024/25, o Brasil exportou 42,968 milhões de sacas de café. E obteve o valor recorde de US$ 13,691 bilhões com essas transações comerciais. Na comparação com o período de julho de 2023 a maio de 2024, essa performance representa leve recuo de 2% em volume, mas expressiva alta de 52,3%em receita

    Ano civil

    Entre janeiro e o fim de maio de 2025, os embarques brasileiros de café totalizaram 16,790 milhões de sacas, aferindo declínio de 19,2% na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado. Já os valores arrecadados com as exportações atuais cresceram 44,3% ante 2024, alcançando US$ 6,483 bilhões, o maior montante da história para o período.

    “O recuo observado nas exportações do Brasil reflete à menor disponibilidade de café. Principalmente da espécie arábica, cuja colheita começou a ganhar corpo somente agora neste mês de junho. E o fato de nossos canéforas (conilon e robusta) estarem menos competitivos, atualmente, em relação a outras origens produtoras, como Vietnã e Indonésia”, explica o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

    A respeito dos recordes registrados nos valores arrecadados, ele relata que resultam das cotações elevadas no mercado internacional. “Vivemos um período de perdas de potencial produtivo de café ao longo de praticamente cinco safras, devido aos extremos climáticos, com menores ofertas dos principais produtores mundiais, como Brasil, Vietnã, Colômbia e Indonésia, por exemplo. Isso gerou a disparada nos preços em todo o mundo e, consequentemente, a evolução da receita cambial com nossas exportações”, analisa.

    Principais destinos

    Os Estados Unidos lideram o ranking das exportações brasileiras de café no acumulado de 2025, com a importação de 2,874 milhões de sacas até o fim de maio. Esse montante corresponde a 17,1% do total remetido pelo Brasil ao exterior e implica queda de 17,4% em relação ao mesmo intervalo de 2024.

    A Alemanha, respondendo por 12,6% dos embarques nos cinco primeiros meses deste ano, adquiriu 2,112 milhões de sacas de café, o que representa redução de 28,7% na comparação anual. Fechando o top 5, aparecem Itália, com 1,375 milhão de sacas (-17,5%); Japão, com 1,089 milhão de sacas (+10,6%); e Bélgica, com 809.897 sacas (-61,7%).

    Tipos de café

    O café arábica foi o mais exportado nos cinco primeiros meses de 2025, com as remessas ao exterior somando 14,116 milhões de sacas. O segmento do café solúvel veio na sequência, com embarques equivalentes a 1,641 milhão de sacas. Ele é seguido pela espécie canéfora (conilon + robusta), com 1,011 milhão de sacas. E pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 22.128 sacas.

    Portos

    O Porto de Santos (SP) permanece como o principal exportador dos cafés do Brasil no primeiro quinquemestre, com o embarque de 13,562 milhões de sacas e representatividade de 80,8% no total. Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 14,9% ao enviar 2,5 milhões de sacas para fora do país. E o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 170.596 sacas e teve representatividade de 1%.

    Cafés diferenciados

    Os cafés que possuem certificados de práticas sustentáveis ou qualidade superior responderam por 22,1% das exportações totais brasileiras nos cinco primeiros meses de 2025, com a remessa de 3,703 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 7,2% inferior ao registrado no acumulado de janeiro a maio do ano passado.

    A um preço médio de US$ 440,44 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 1,631 bilhão. Isso correspondeu a 25,2% do total obtido com os embarques de café no primeiro quinquemestre do ano. No comparativo anual, o valor é 70,5% maior do que o registrado no mesmo período de 2024.

    Os EUA lideraram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 709.586 sacas. Isso é o equivalente a 19,2% do total desse tipo de produto remetido ao exterior pelo Brasil. Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 514.163 sacas e representatividade de 13,9%; Bélgica, com 344.118 sacas (9,3%); Itália, com 275.403 sacas (7,4%); e Holanda (Países Baixos), com 270.114 sacas (7,3%).

    O relatório completo das exportações dos cafés do Brasil, com a atualização referente a maio de 2025, está disponível no site do Cecafé: https://www.cecafe.com.br/.

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