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  • Citricultores paulistas têm até quarta-feira para entregar relatório de Cancro e Greening

    Citricultores paulistas têm até quarta-feira para entregar relatório de Cancro e Greening

    A Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) alerta os citricultores paulistas: o prazo para entregar o relatório semestral de Cancro Cítrico e HLB/Greening encerra na próxima quarta-feira, 15 de julho. Os produtores devem preencher o resultado das inspeções no sistema Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE), registrando as vistorias trimestrais realizadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026 em todas as plantas cítricas da propriedade.

    laranja com greening no pé
    Foto: Arquivo

    A entrega dos dados reais permite que a equipe técnica da Defesa Agropecuária acompanhe com precisão a dispersão e a incidência das duas doenças, orientando as ações de defesa fitossanitária e as políticas públicas voltadas ao setor.

    Estado exige relatório de todos os produtores, independentemente da idade das plantas

    A Portaria SDA/MAPA nº 1.326, de 4 de julho de 2025, instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB) e determinou que os estados passem a definir os critérios para eliminação de plantas sintomáticas. Já o monitoramento e o controle do psilídeo, inseto vetor do HLB/Greening, continuam obrigatórios em todos os pomares do país, sem exceção de idade.

    Foto: divulgação – Fundecitrus

    Em São Paulo, a regra é ainda mais rígida: a entrega do relatório vale para todos os produtores, independentemente da idade das plantas. Quem atrasa ou deixa de enviar o documento fica sujeito às sanções previstas no Decreto Estadual nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.

    Cancro cítrico ataca folhas, frutos e ramos das plantas

    Causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri, o cancro cítrico atinge todas as variedades e espécies de citros. A doença provoca lesões em folhas, frutos e ramos e, em casos de alta incidência, causa desfolha e queda de frutos.

    Desde 2017, quando o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) publicou a Resolução nº 4, de 22 de março, São Paulo integra o Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o cancro cítrico. O mecanismo permite adotar medidas fitossanitárias que reduzem o potencial de inóculo da praga e mantêm um nível de proteção adequado contra a doença. O que viabiliza a comercialização de frutos sem sintomas tanto no mercado interno quanto no internacional.

    Divulgação: CDA

    Transmitido pelo psilídeo (Diaphorina citri), o HLB/Greening é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e acomete todas as plantas cítricas. Depois que a bactéria contamina a planta, os produtores não conseguem eliminá-la: o vegetal passa a agir como fonte de inóculo, contaminando outras plantas ao redor. Hoje, o HLB/Greening representa a maior ameaça à citricultura em todo o mundo.

    SAA cria novas regras de monitoramento e flexibiliza erradicação

    Publicada em 28 de maio, a Resolução SAA nº 32/2026 revogou a Resolução SAA nº 88/2021 e trouxe mudanças importantes para o controle do HLB/Greening no estado:

    • Monitoramento quinzenal do psilídeo: os produtores passam a monitorar o inseto vetor a cada 15 dias em pomares de qualquer idade, e devem controlar a praga para impedir que ela complete o ciclo do ovo à fase adulta.
    • Regionalização por incidência: a SAA dividiu os municípios paulistas entre baixa e alta incidência da doença. Localidades com até 10% dos pomares contaminados entram na categoria de baixa incidência; acima desse percentual, a classificação passa para alta incidência.
    • Erradicação flexibilizada: produtores com árvores adultas doentes em municípios de alta incidência não precisam mais eliminar as plantas de forma compulsória. Nesses locais, a exigência de erradicação vale apenas para plantas novas, de até três anos. Nos municípios de baixa incidência, a regra permanece a mesma: erradicação obrigatória para plantas de qualquer idade.
    • Transporte interestadual mais rígido: antes de seguir para outros estados, as frutas paulistas precisam passar por processamento e escovação, etapa que elimina folhas ou ramos capazes de transportar a doença. A única exceção é a tangerina Ponkan, dispensada da escovação.

    Portaria Defesa nº 46/2026 define lista de municípios de baixa incidência

    Publicada nesta semana, a Portaria Defesa nº 46/2026 estabeleceu os municípios paulistas classificados como de baixa incidência de HLB/Greening. A lista inclui, entre outras, as cidades de Adamantina, Araçatuba, Assis, Auriflama, Birigui, Dracena, Fernandópolis, Ilha Solteira, Jales. Lucélia, Marília da região (Mariápolis), Martinópolis, Osvaldo Cruz, Pacaembu, Paraguaçu Paulista, Penápolis. Pereira Barreto, Pirapozinho, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Quatá, Rancharia, Santa Fé do Sul. Tupã e Teodoro Sampaio, além de diversos outros municípios da região Noroeste e Oeste do estado.

    Todos os demais municípios paulistas que não constam na lista passam a ser automaticamente classificados como de alta incidência da doença.

  • SP e DF assinam protocolo de intenções para parceria na fruticultura

    SP e DF assinam protocolo de intenções para parceria na fruticultura

    Na última terça-feira, 4 de fevereiro de 2025, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) firmou um protocolo de intenções com a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri), visando estabelecer uma parceria no setor de fruticultura. O documento formaliza o início de um relacionamento contínuo entre os dois estados, com o objetivo de desenvolver ações conjuntas para o fortalecimento do agropecuário.

    O secretário Executivo da SAA, Edson Fernandes, destacou que essa cooperação técnica irá impulsionar ainda mais a fruticultura. Especialmente no que diz respeito às frutas vermelhas. O protocolo prioriza a formação de pessoal em áreas estratégicas. E também o auxílio técnico mútuo e o compartilhamento de dados, com foco no desenvolvimento de projetos voltados para a agricultura familiar.

    Secretarias de Agricultura de SP e DF assinam protocolo de intenções para parceria na fruticultura.

    O protocolo dará origem a um termo de cooperação técnica mais abrangente entre SP e DF, que será assinado durante a Fruit Attraction 2025, um importante evento da fruticultura na América Latina, programado para março.

    Encontro em Campinas

    A assinatura do protocolo de intenções ocorreu em Campinas, na sede da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI. A coordenadoria é responsável pela execução do Projeto Frutas Vermelhas SP. O secretário de Agricultura do DF, Rafael Borges Bueno, enfatizou a importância da troca de conhecimentos entre os estados. “São Paulo tem muito a nos enriquecer na produção agropecuária. Vamos disponibilizar nosso conhecimento para promover qualidade de vida e geração de renda.”

    O setor frutal paulista tem mostrado um crescimento significativo, com um aumento de 13% nas exportações em relação a 2023. De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), as vendas externas ultrapassaram US$ 250 milhões no ano passado. Os limões e limas foram os produtos mais destacados, representando 50% das exportações, seguidos pela manga e pelo mamão.

    Iniciado em 2018 por demanda dos produtores rurais da CATI Regional Campinas, o Projeto Frutas Vermelhas SP visa diversificar a produção e agregar valor às propriedades que já cultivam goiaba, uva e morango. Atualmente, o projeto abrange 12 regionais da CATI em várias regiões do estado, com 43 produtores cadastrados.

    A assinatura do protocolo entre as Secretarias de Agricultura de São Paulo e do Distrito Federal representa um passo importante para fortalecer a fruticultura nos dois estados. Com foco na cooperação técnica e no desenvolvimento sustentável, essa parceria promete trazer benefícios significativos para os produtores rurais e para o setor agropecuário como um todo.

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