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  • Café da Amazônia vira fenômeno e muda Rondônia

    Café da Amazônia vira fenômeno e muda Rondônia

    Durante anos, o café produzido em Rondônia foi visto apenas como uma produção regional, voltada ao mercado comum. Agora, porém, o cenário mudou. Em plena Amazônia, produtores passaram a investir em tecnologia, melhorar o manejo das lavouras e apostar em cafés de maior qualidade. O resultado começou a aparecer rapidamente: aumento da produtividade, valorização dos grãos e espaço crescente no mercado de cafés especiais.

    O movimento chama atenção porque acontece em um estado historicamente ligado à pecuária. Agora, porém, o avanço do chamado robusta amazônico começa a mudar a paisagem econômica de diversas cidades rondonienses.

    Boa parte dessa mudança aconteceu depois que produtores começaram a investir mais em tecnologia no campo. O uso de mudas clonais, sistemas de irrigação e técnicas modernas de manejo ajudou a elevar a produção e melhorar a qualidade dos grãos.

    A transformação ganhou força com o uso de mudas clonais, irrigação e manejo técnico mais avançado. Em algumas propriedades, a produção praticamente dobrou na comparação com métodos tradicionais.

    Produtividade com qualidade

    Além da produtividade, outro fator começou a mudar o jogo: a qualidade.

    Produtores passaram a investir em fermentação controlada, secagem especial e rastreabilidade, abrindo portas para nichos premium. O resultado foi o crescimento da presença do café amazônico em concursos nacionais e mercados internacionais.

    Enquanto isso, cooperativas locais relatam aumento na procura de compradores estrangeiros interessados em cafés com identidade regional e perfil sensorial diferente.

    O avanço acontece em um momento de forte valorização global do café. Problemas climáticos em grandes regiões produtoras e oscilações no mercado internacional elevaram os preços e ampliaram o interesse por novas fronteiras agrícolas.

    Em Rondônia, o impacto já aparece na economia de pequenos municípios.

    Nas cidades do interior, o café passou a movimentar comércio, ampliar investimentos em máquinas agrícolas e gerar renda para propriedades familiares. Em algumas regiões, produtores que antes dependiam quase exclusivamente da pecuária começaram a diversificar a produção.

    Foto: Divugação – SECOM/RO

    Especialistas do setor avaliam que Rondônia vive uma espécie de “segunda revolução agrícola”, impulsionada pela combinação entre clima favorável, tecnologia e demanda internacional crescente.

    O desafio, agora, é sustentar o crescimento sem perder competitividade e equilíbrio ambiental, tema que segue no centro do debate sobre o futuro do agro na Amazônia.

    Ainda assim, o sentimento entre produtores é de otimismo.

    Nos bastidores do setor, o robusta amazônico já deixou de ser visto como aposta distante. Para muitos compradores, ele começa a se consolidar como uma nova força do café brasileiro.

  • Cafeicultoras de Rondônia vencem maior concurso de café do Brasil

    Cafeicultoras de Rondônia vencem maior concurso de café do Brasil

    As cafeicultoras rondonienses Ângela Maria Coutinho e Fabiana Souza Leal fizeram história na 8ª edição do Concurso Nacional Florada Premiada, conquistando o primeiro e segundo lugares da competição. O evento foi realizado durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte (MG). E reuniu produtoras de todo o país, consolidando Rondônia como referência na produção de cafés especiais.

    Ângela Maria Coutinho, produtora do município de Seringueiras, levou o primeiro lugar, enquanto Fabiana Souza Leal, de Espigão do Oeste, garantiu a segunda posição. A terceira colocação ficou com uma cafeicultora do Espírito Santo, estado tradicional no setor cafeeiro brasileiro.

    Robusta Amazônico ganha destaque nacional

    A conquista das duas primeiras posições representa um marco histórico para a cafeicultura de Rondônia. O resultado comprova a qualidade superior do Robusta Amazônico e destaca o protagonismo feminino no agronegócio nacional.

    O governador de Rondônia, Marcos Rocha, atribuiu o sucesso aos investimentos em políticas públicas voltadas para o setor. “O que celebramos com este resultado não é sorte, mas sim a colheita do que plantamos, com políticas públicas sérias e investimentos contínuos”, afirmou o governador.

    Protagonismo feminino impulsiona a cafeicultura local

    O Concurso Florada Premiada é reconhecido nacionalmente por valorizar o trabalho das mulheres produtoras rurais e incentivar a qualidade na cafeicultura. A vitória das rondonienses serve como vitrine para o mercado global e abre portas para maior valorização comercial dos grãos produzidos em Seringueiras e Espigão do Oeste.

    Segundo o secretário de Agricultura de Rondônia, Luiz Paulo, a conquista de Ângela e Fabiana inspira toda a cadeia produtiva do estado. “Este feito motiva outras mulheres a investirem na qualidade, na sustentabilidade e no empreendedorismo rural. Reafirmando o potencial da cafeicultura de Rondônia como motor de desenvolvimento econômico e social”, declarou.

    Rondônia consolida posição no mercado de cafés especiais

    A premiação demonstra que a inovação e o cuidado técnico em cada etapa da produção resultam em cafés de sabor diferenciado, capazes de competir e vencer em âmbito nacional. Para o governador Marcos Rocha, as conquistas comprovam que o estado está no caminho certo.

    “Estamos garantindo que o Robusta Amazônico continue a ser o motor da nossa economia. Nossas conquistas são a prova de que estamos consolidando Rondônia como a nova fronteira global do café especial, gerando mais renda, emprego e orgulho para cada família rondoniense”, concluiu o governador.

  • Café robusta amazônico ganha força em agenda internacional

    Café robusta amazônico ganha força em agenda internacional

    A ApexBrasil abriu, nos dias 2 e 3 de novembro, a edição Cafés Especiais do programa Exporta Mais Brasil com foco no robusta amazônico. A primeira etapa ocorreu no Acre e reuniu nove compradores internacionais vindos da América, Europa, Oriente Médio e Ásia.

    A programação incluiu visitas técnicas, sessões de cupping e encontros de negócios com produtores do Acre e de Rondônia. As ações fortaleceram a imagem da Amazônia como produtora de cafés especiais com qualidade, tecnologia e sustentabilidade. “O Acre simboliza a força da produção amazônica. É um reconhecimento ao potencial do nosso café especial”, afirmou Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.

    Novas iniciativas impulsionam o café amazônico

    Dois anúncios marcaram o evento. O primeiro foi o lançamento do The Best of Canephora, o primeiro concurso internacional dedicado aos robustas amazônicos. A iniciativa vai reconhecer e dar visibilidade global à qualidade da variedade.

    O segundo destaque foi o anúncio de um curso para formação de provadores profissionais, previsto para fevereiro de 2026, na região Norte. O objetivo é capacitar especialistas e fortalecer toda a cadeia produtiva. Essas ações consolidam a valorização e a internacionalização do robusta amazônico, ampliando sua presença e prestígio no mercado mundial.

    Novos mercados

    O programa faz parte das ações do Governo Federal para fortalecer o setor cafeeiro. Desde o início da gestão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de 18 agendas internacionais em parceria com a ApexBrasil e o Itamaraty, abrindo cerca de 500 novos mercados para produtos brasileiros.

    A estratégia também busca diversificar destinos de exportação, especialmente para produtores impactados por tarifas dos Estados Unidos. O projeto reforça o compromisso com a sustentabilidade e a geração de renda na Amazônia, alinhado às metas da COP30.

    Crescimento da produção de robusta na Amazônia

    A produção de robusta amazônico cresce em ritmo acelerado. Dados do IBGE mostram avanço médio de 4,6% ao ano desde 2019, acima da média nacional de 1,6%.

    A produtividade também impressiona: Rondônia registrou alta anual de 9,7%, enquanto o Acre cresceu 9,1% no mesmo período. Os resultados reforçam o papel sustentável da região na produção de café.

    Exporta Mais Brasil segue para outras regiões

    Após o Acre, o programa avança para Minas Gerais e Espírito Santo. O grupo de compradores internacionais passará de 9 para 24 integrantes, vindos de cinco continentes.

    Entre 4 e 6 de novembro, o grupo participará da Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte, um dos principais eventos do setor. A jornada se encerra entre 9 e 14 de novembro, nas regiões de Matas de Minas e Caparaó, reconhecidas pela produção de cafés especiais.

    O Exporta Mais Brasil conta com apoio do Sebrae Nacional, da BSCA e de associações regionais como CAFERON, APEC e o Conselho das Entidades de Café de Matas de Minas.

    Exportações em alta e novos acordos internacionais

    A ApexBrasil tem papel decisivo na expansão das exportações de robusta amazônico. Em agosto de 2023, a Agência levou 20 compradores de 11 países a Cacoal (RO). O encontro com 23 produtores locais gerou R$ 8 milhões em negócios até 2024.

    Entre os compradores, destacou-se a Luckin Coffee, maior rede de cafeterias da China. A parceria resultou em acordo de US$ 500 milhões, firmado em 2024, para fornecimento de 120 mil toneladas de café.

    O sucesso levou a um novo contrato de US$ 2,5 bilhões, válido de 2025 a 2029, para compra de 240 mil toneladas. O acordo foi articulado pela ApexBrasil e pelo MDIC.

    “O robusta amazônico se tornou símbolo da força exportadora do Brasil”, destacou Jorge Viana. O volume exportado pela região Norte subiu de US$ 18 milhões em 2023 para US$ 131 milhões em 2024, um crescimento de sete vezes.

    Exporta Mais Brasil

    Criado pela ApexBrasil, o programa aproxima o comércio exterior de empreendedores de todas as regiões do país. Em dois anos, foram 28 edições, com 875 empresas apoiadas, 305 compradores internacionais de 65 países e R$ 553 milhões em negócios.

    A iniciativa posiciona o Brasil como fornecedor global de produtos de alto valor agregado, ampliando oportunidades e reconhecimento para o café robusta amazônico.