Tag: Robótica Agrícola

  • IA multiagente amplia operação no campo com robôs autônomos

    IA multiagente amplia operação no campo com robôs autônomos

    A Solinftec apresentou, durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), uma nova etapa de sua estratégia em robótica agrícola ao lançar uma família de robôs autônomos e uma arquitetura de inteligência artificial multiagente. Léo Carvalho (CGSO), Denis Arroyo Alves (vice-presidente global) e Emerson Crepaldi (COO) conduziram a apresentação, enquanto Henrique Nomura (CTO), Bruno Pavão (CCO) e Murilo Toneta (diretor financeiro) participaram da sessão de perguntas e respostas. Com isso, a empresa avança na aplicação da chamada inteligência artificial física, na qual sistemas analisam dados e executam decisões diretamente no campo.

    Inicialmente, a companhia consolidou o modelo Solix X1 como base de sua operação autônoma. Agora, amplia o portfólio com os modelos Solix XT e Solix XC. Dessa forma, passa a estruturar uma operação com múltiplos robôs, capazes de ampliar cobertura e reduzir gargalos operacionais. Segundo Léo Carvalho, “essa nova geração representa a escala, pois a autonomia deixa de ser solução e passa a ser infraestrutura do campo”.

    O Solix XT atua de forma contínua ao longo do ciclo produtivo. Além disso, prioriza frequência e consistência nas operações. O equipamento pode operar por até 50 horas e cobrir até 500 hectares, sobretudo em culturas como a cana-de-açúcar. Por outro lado, o Solix XC foca velocidade e intensidade. Nesse sentido, alcança autonomia de até 70 horas e cobertura de até 1.000 hectares por ciclo, com aplicação em culturas como soja, milho e algodão.

    Ao combinar os dois modelos, a empresa cria uma lógica operacional complementar. Enquanto o XT mantém o campo sob monitoramento contínuo, o XC responde a demandas de execução rápida em grandes áreas. Assim, o sistema reduz a dependência de operações manuais e aumenta a previsibilidade.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    IA multiagente leva decisão à execução no campo

    Além dos robôs, a empresa lançou a Alice IA Multiagente, que introduz uma nova camada de inteligência operacional. Diferentemente dos modelos tradicionais, a solução distribui funções entre agentes especializados. Dessa maneira, cada agente assume responsabilidades específicas e atua de forma coordenada.

    A tecnologia utiliza dados históricos e contexto operacional para transformar análises em ações práticas. Conforme destacou Denis Arroyo Alves, “não se trata mais apenas de analisar dados, mas de agir sobre eles”. Entre os agentes previstos, destacam-se os módulos de suporte, operação, clima, análise de dados, gestão de frotas e projeção espacial.

    Na prática, o sistema atua como um copiloto da operação agrícola. Ele monitora variáveis em tempo real, antecipa riscos e organiza prioridades. Além disso, adapta decisões conforme mudanças no cenário. Segundo Henrique Nomura, a principal mudança ocorre na transição de um modelo reativo para uma inteligência contínua e ativa.

    O Agente Operacional concentra parte relevante das funções. Ele prevê, planeja e otimiza atividades com base em dados agronômicos, históricos e logísticos. Entre as capacidades, estão a simulação de operações, a estimativa de insumos e a recomendação automática de parâmetros de máquinas.

    Além disso, os agentes atuam de forma integrada. Por exemplo, o sistema cruza dados climáticos, operacionais e espaciais para gerar recomendações mais precisas. Com isso, consegue ajustar operações conforme o clima, redistribuir máquinas e priorizar áreas com maior risco agronômico. Ao mesmo tempo, simula cenários antes da execução, o que reduz incertezas.

    Executivos da Solinftec durante perguntas e respostas na coletiva de imprensa – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Previsibilidade e eficiência operacional

    Com a arquitetura multiagente, a empresa busca substituir decisões reativas por planejamento antecipado. Assim, a operação semanal pode ser prevista, simulada e ajustada antes mesmo de começar. Durante a execução, o sistema realiza correções automáticas conforme as condições mudam.

    Outro avanço envolve a comunicação operacional. Em vez de depender de múltiplas etapas, o sistema envia decisões diretamente para operadores e equipamentos. Dessa forma, reduz o tempo de resposta e aumenta a eficiência.

    Por fim, a Solinftec projeta ganhos em eficiência operacional, melhor uso de insumos, redução de riscos e maior velocidade na tomada de decisão. Com isso, a empresa reforça a proposta de uma operação agrícola mais integrada, orientada por dados e com maior autonomia.

  • Sensor agrícola – nova tecnologia detecta plantas por vibração

    Sensor agrícola – nova tecnologia detecta plantas por vibração

    Um avanço promissor na robótica agrícola está vindo do Instituto de Robótica da Carnegie Mellon University (EUA): um sensor chamado SonicBoom, capaz de localizar frutas e vegetais pelas vibrações que emitem. A tecnologia, ainda em fase de testes, pode ser a chave para baratear e aumentar a eficiência de robôs usados na colheita, poda e manejo de plantações.

    Atualmente, os robôs agrícolas dependem majoritariamente de câmeras e visão computacional para identificar e colher frutas. No entanto, folhagens densas, variações de luz e obstruções dificultam o trabalho dessas máquinas. Enquanto um trabalhador humano usa o tato para encontrar maçãs escondidas, os robôs frequentemente falham ou exigem sistemas caros e complexos.

    Foi pensando nisso que Moonyoung (Mark) Lee, doutorando em robótica, e sua equipe criaram o SonicBoom – um sensor que “ouve” as plantas para encontrá-las, dispensando câmeras em certas situações.

    Como funciona o SonicBoom?

    O dispositivo utiliza microfones de contato (usados para captar vibrações em superfícies, não sons no ar) acoplados a um tubo de PVC. Quando o sensor toca um galho ou fruta, as vibrações são registradas. E por meio de inteligência artificial, o sistema calcula a posição exata do objeto com precisão de 0,43 a 2,2 cm.

    • Mais barato e durável: diferente de câmeras táteis ou sensores de pressão – que se desgastam rápido ou custam caro –, o SonicBoom é resistente e de baixo custo.
    • Funciona no escuro: não depende de luz, podendo ser usado em estufas ou à noite.
    • Versátil: pode ser adaptado para detectar desde galhos rígidos até frutas macias.

    A pesquisa, publicada no periódico IEEE Robotics and Automation Letters, ainda está em desenvolvimento, mas os primeiros resultados são promissores. O próximo passo é integrar o sensor a braços robóticos para testes práticos em pomares e lavouras.

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    Além da agricultura, o SonicBoom pode ser útil em:

    • Robôs de serviço que interagem com humanos.
    • Sistemas de segurança para evitar colisões.
    • Ambientes com pouca visibilidade, como armazéns escuros.

    Por que isso importa?

    Com o aumento da demanda por alimentos e a escassez de mão de obra rural, a automação agrícola se torna cada vez mais necessária. Tecnologias como o SonicBoom podem reduzir custos, aumentar a produtividade e tornar a robótica acessível para pequenos e médios produtores.

    Se os testes continuarem bem-sucedidos, em alguns anos poderemos ver robôs “cegos” que colhem com mais eficiência que humanos – tudo graças ao poder das vibrações.

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  • Agrishow: Solinftec reforça liderança com robótica e inteligência artificial

    Agrishow: Solinftec reforça liderança com robótica e inteligência artificial

    A Solinftec reuniu a imprensa na terça-feira (29), durante a 30ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto, para apresentar os avanços de suas tecnologias, resultados de 2024 e projeções ambiciosas para 2025. A coletiva contou com a participação de Denis Arroyo, vice-presidente global; Emerson Crepaldi, COO Brasil e América Latina; e Bruno Pavão de Assis, CRO. A empresa celebrou 18 anos de atuação com o anúncio de metas ousadas, reforçando seu protagonismo em inteligência artificial, robótica e gestão agrícola de precisão.

    Foco em inovação e expansão global

    Denis Arroyo destacou o pioneirismo da Solinftec, única do setor a oferecer mais de 20 soluções tecnológicas multimercados, com liderança em inteligência artificial e robótica aplicada à agricultura em escala. Em 2025, a empresa atingiu o marco de maior AgTech do agronegócio brasileiro em área, receita e abrangência de mercado.

    Com mais de R$ 1,3 bilhão investidos em inovação e um time de mais de 800 colaboradores – metade deles dedicados ao desenvolvimento de soluções – a Solinftec projeta alcançar R$ 450 milhões em receita recorrente no próximo ano, superando os R$ 70 milhões registrados em 2024, que já representaram crescimento 20% acima do esperado. A meta é crescer 50% em 2025 e dobrar esse volume em 2026.

    “Tudo o que fazemos é vinculado às pessoas. Nossos clientes estão no centro do propósito: impactar positivamente a agricultura mundial”, afirmou Arroyo.

    Plataforma Alice e integração com IA generativa

    Emerson Crepaldi explicou a estratégia da empresa baseada em inteligência artificial na lavoura, com foco em gestão agrícola além das máquinas. “O produtor quer investir menos e produzir mais, e é isso que nossas soluções oferecem”, disse.

    Dennis, Emerson e Bruno durante coletiva na 30ª Agrishow
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    A Plataforma Alice teve sua capacidade de entrega inteligente ampliada. As novidades incluem recomendações agronômicas, análise operacional e de condições climáticas, além de insights sobre o uso de máquinas. A integração com IA generativa, como o ChatGPT, promete ainda mais agilidade nas tomadas de decisão.

    Crepaldi também destacou a isonomia das informações – automáticas, sem intervenção humana – e apresentou o novo sistema de Benchmark de máquinas, o maior banco de dados do mundo, com mais de 70 mil máquinas e 250 mil operadores monitorados. Em até 60 dias, a plataforma permitirá comparações entre marcas e modelos, auxiliando na escolha mais eficiente de equipamentos.

    Entre os lançamentos, estão o certificado digital de matéria-prima, a fila única de transbordo (FUT), telemetria para otimização de insumos e a alocação inteligente de caminhões com rotas seguras e eficientes no campo e nas rodovias. A empresa também projeta o avanço da robótica até 2050, com mais inteligência, qualidade e sustentabilidade.

    A Refill Station, sistema que possibilita operações autônomas de recarga do robô Solix, também foi detalhada: com câmeras para navegação, atuadores de conexão automática e IA para operações sem risco humano, é um passo definitivo na automação de campo.

    Resultados concretos com o robô Solix

    Bruno Pavão compartilhou os impactos do uso do robô Solix na safra 2024/2025 em culturas como soja, milho, cana, algodão e também na pecuária. Entre os destaques, estão a redução no uso de herbicidas, maior economia de água e aumento da eficiência produtiva.

    Protótipo de robô da Solinfitec
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Na pecuária, o sistema Solix foi aplicado no controle de plantas daninhas em pastagens, permitindo a separação entre o capim e plantas de folha larga, com consequente redução de herbicidas, aumento da sanidade do pasto e incremento de unidades animais por hectare.

    Em termos biológicos, a empresa registrou aumento de 40% em fungos e bactérias que ajudam no estresse climático, 48% nas que favorecem a produção e 12% em microrganismos que contribuem com a degradação de moléculas químicas e orgânicas.

    Com expectativa de cerca de 700 robôs no campo até 2026, a Solinftec reafirma sua missão de transformar a agricultura mundial com inteligência, sustentabilidade e eficiência.

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