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  • Bife de ouro: conheça a carne de luxo servida em jantar de Vorcaro nos EUA

    Bife de ouro: conheça a carne de luxo servida em jantar de Vorcaro nos EUA

    O famoso bife de ouro voltou aos holofotes após aparecer em um jantar de luxo bancado pelo banqueiro Daniel Vorcaro para o então governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, em Nova York. O encontro, estimado em cerca de R$ 60 mil, ocorreu no restaurante Nusr-Et Steakhouse, comandado pelo chef turco Salt Bae.

    O caso ganhou repercussão nacional depois que documentos da Polícia Federal apontaram que Vorcaro pediu uma experiência exclusiva para Castro, incluindo carnes folheadas a ouro, vinhos premium e champanhes internacionais.

    Como é o famoso “bife de ouro”

    O chamado bife de ouro se tornou um dos pratos mais conhecidos da alta gastronomia mundial. A iguaria utiliza cortes nobres, como Tomahawk e Wagyu, carnes valorizadas pelo elevado nível de marmorização, que garante maciez e sabor intenso.

    Após o preparo na grelha, o corte recebe delicadas folhas de ouro comestível de 24 quilates. O metal é aplicado diretamente sobre a carne ainda quente e cria o visual luxuoso que viralizou nas redes sociais.

    Filé com ouro em restaurante do chef turco Salt Bae — Foto: Reprodução

    Apesar da aparência extravagante, o ouro não altera o sabor da carne. Especialistas e críticos gastronômicos afirmam que ele funciona apenas como elemento visual e símbolo de ostentação. Ainda assim, o espetáculo à mesa ajudou a transformar o prato em febre mundial.

    Os preços impressionam. Dependendo do restaurante e do corte escolhido, o prato pode custar entre R$ 1,5 mil e mais de R$ 10 mil. Em Londres, por exemplo, versões do famoso tomahawk dourado chegaram a ultrapassar US$ 1 mil.

    O sucesso do prato também está ligado ao forte apelo visual. Vídeos publicados por Salt Bae, mostrando o preparo teatral das carnes e o famoso gesto de salgar os cortes com o braço inclinado, viralizaram na internet e transformaram o chef em meme global.

    Redes sociais de Salt Bae mostram malabarismo no preparo de carnes — Foto: Reprodução/Instagram

    Quem é Salt Bae?

    O chef turco Nusret Gökçe, conhecido como Salt Bae, nasceu em 1983, na Turquia, e começou a trabalhar ainda jovem como aprendiz de açougueiro em Istambul.

    Entre 2007 e 2010, ele viajou para países como Argentina e Estados Unidos para aperfeiçoar técnicas de preparo de carnes. Depois disso, abriu o primeiro restaurante da rede Nusr-Et, em 2010.

    A fama mundial veio em 2017, quando vídeos mostrando seu jeito teatral de cortar carnes e jogar sal viralizaram nas redes sociais. O gesto virou meme e ajudou a transformar o chef em um fenômeno da internet.

    Jantar de luxo e a investigação da Polícia Federal

    Segundo documentos obtidos pela GloboNews, Daniel Vorcaro orientou assessores a organizarem uma experiência diferenciada para Cláudio Castro durante viagem oficial aos Estados Unidos.

    “Pede aquela carne de ouro ou alguma especial pra ele ir”, escreveu o banqueiro, conforme a investigação.

    A PF afirma ainda que Vorcaro autorizou a compra do vinho Vega-Sicilia Único 2013 e de champanhes internacionais, como Dom Pérignon On Ice e Cristal.

    O relatório também indica que funcionários do restaurante informaram que Salt Bae estaria presente no local e atenderia pessoalmente a mesa.

    Embora Vorcaro não tenha participado diretamente do jantar, investigadores localizaram um pagamento de US$ 13,3 mil em seu cartão na mesma data do encontro, valor equivalente a cerca de R$ 66 mil na cotação da época.

    Castro elogia jantar com Vorcaro — Foto: Reprodução/TV Globo

    O jantar ocorreu em maio de 2023, durante a viagem de Cláudio Castro aos Estados Unidos para participar do LIDE Brazil Investment Forum. Meses depois, o Rioprevidência realizou aportes milionários no Banco Master.

    Segundo a investigação, o fundo aplicou inicialmente R$ 40 milhões na instituição financeira em novembro de 2023. Pouco depois, houve novos aportes de R$ 80 milhões e R$ 200 milhões.

    Os documentos foram enviados ao ministro do STF André Mendonça, relator dos inquéritos relacionados ao caso. A defesa de Cláudio Castro afirma que não houve irregularidades. Já o Banco Master sustenta que todas as operações seguiram critérios técnicos e legais.

  • Rio de Janeiro é o segundo maior produtor de abacaxi do Brasil; interior do estado lidera a colheita

    Rio de Janeiro é o segundo maior produtor de abacaxi do Brasil; interior do estado lidera a colheita

    O Rio de Janeiro consolidou sua posição como um dos principais estados produtores de abacaxi do Brasil. Em 2024, o estado colheu cerca de 165 mil toneladas da fruta, com produção concentrada no Norte Fluminense. A região abriga três dos maiores municípios produtores do país.

    São Francisco de Itabapoana lidera o ranking estadual e ocupa o segundo lugar no cenário nacional, com 107,2 mil toneladas produzidas no último ano. São João da Barra e Campos dos Goytacazes completam o pódio fluminense, segundo dados da Emater-Rio.

    No total, o estado conta com aproximadamente 6 mil hectares cultivados e reúne cerca de 1.170 agricultores dedicados à cultura do abacaxi. A produtividade média chega a 35 mil frutos por hectare. Resultado que reflete tanto avanços tecnológicos no manejo quanto o acesso dos produtores a linhas de financiamento específicas para o setor.

    Variedade Pérola domina o mercado

    A variedade Pérola responde por cerca de 95% de toda a produção fluminense, sendo reconhecida pela doçura, suculência e boa aceitação no mercado consumidor. Os outros 5% ficam com a Smooth Cayenne. O ciclo produtivo escalonado da cultura permite colheitas ao longo de todo o ano, o que garante maior estabilidade de renda aos agricultores.

    Foto: Secom RJ

    Além do consumo in natura, o abacaxi produzido no Rio tem potencial crescente para industrialização. Sucos, polpas, doces e outros derivados ampliam as possibilidades de comercialização. A proximidade com grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo representa uma vantagem competitiva relevante para os produtores da região.

    Crédito a 2% de juros financia melhorias nas lavouras

    Parte significativa desse crescimento está associada ao acesso a financiamento rural com condições diferenciadas. Desde 2020, foram firmados 82 contratos de crédito voltados à fruticultura no estado, totalizando mais de R$ 4,5 milhões em recursos. Cada produtor pode acessar até R$ 100 mil com taxa de juros de 2% ao ano, para investir em insumos, irrigação e modernização das lavouras.

    Estevo Silva da Penha, agricultor de São Francisco de Itabapoana com mais de quatro décadas de experiência na cultura do abacaxi, é um dos beneficiários da linha de crédito há mais de dez anos. Na sua propriedade, as variedades Pérola e Perolera colombiana rendem entre 500 e 600 toneladas por ano.

    “O crédito me permite ter tudo o que é necessário para a produção no momento certo. Isso faz toda a diferença no campo e se reflete diretamente no aumento da produtividade”, afirma o agricultor, cuja tradição na atividade foi herdada do pai.

    Produtores rurais interessados em acessar a linha de crédito para fruticultura podem solicitar informações pelo e-mail [email protected].

  • RJ impulsiona exportação de gado vivo com projeto pioneiro no Porto do Açu

    RJ impulsiona exportação de gado vivo com projeto pioneiro no Porto do Açu

    O Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, deu um passo decisivo para se tornar um corredor de exportação de gado vivo para o Rio de Janeiro. Em uma visita técnica realizada nesta semana, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPPA) apresentou a produtores rurais e entidades do setor os detalhes do projeto que iniciará suas operações em escala experimental pelo Terminal Multicargas do porto.

    A iniciativa, considerada estratégica para o agronegócio fluminense, tem o objetivo de ampliar os mercados internacionais para a pecuária do estado, aumentando sua competitividade e rentabilidade. O encontro reuniu representantes do Sindicato Rural, da Federação de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro (FAERJ), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), além de técnicos da Pesagro-Rio e da Superintendência de Defesa Agropecuária.

    De acordo com o secretário de Agricultura, Dr. Flávio, a medida é um marco para o setor. “Estamos criando condições para que os nossos produtores tenham acesso a novos mercados e possam competir com igualdade com outros estados exportadores. O Porto do Açu tem potencial para se tornar um grande corredor de exportação do nosso agro”, destacou.

    A primeira fase do projeto será crucial para o seu sucesso a longo prazo. Nesta etapa experimental, o foco será ajustar todos os protocolos operacionais, com ênfase no bem-estar animal e no rigoroso cumprimento das exigências sanitárias internacionais. O sucesso nessa fase é visto como fundamental para consolidar a confiança dos mercados importadores e garantir a sustentabilidade da operação.

    Parceria estratégica com o agro

    Para o CEO do Porto do Açu, Eugenio Figueiredo, a iniciativa fortalece a parceria com o setor agropecuário. “A proposta é possibilitar que os produtores utilizem o Porto do Açu para o escoamento de suas produções. O porto possui uma estrutura moderna e preparada. Nosso objetivo é ampliar a eficiência e a competitividade do setor, garantindo que os produtores tenham acesso a mercados internacionais, melhores preços e maior rentabilidade”, ressaltou Figueiredo.

    Foto: Divulgação

    A expectativa é que, uma vez consolidado, o novo corredor de exportação posicione o Rio de Janeiro não apenas como um player nacional no agronegócio. Mas também como uma referência emergente na exportação pecuária, trazendo novos investimentos e fortalecendo a economia local.

     

  • Operação apreende 2,4 toneladas de café irregular no RJ

    Operação apreende 2,4 toneladas de café irregular no RJ

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) retirou mais de 2,4 toneladas de café impróprio do mercado fluminense. A ação ocorreu entre 27 e 29 de agosto em Campos dos Goytacazes (RJ).

    A fiscalização reuniu Mapa, Procon-RJ, Secretaria de Defesa do Consumidor e Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. Em geral, o objetivo foi combater fraudes e proteger consumidores. Os fiscais inspecionaram quatro indústrias de café torrado e moído. Eles identificaram o uso de grãos mofados e ardidos, além de impurezas como cascas e paus.

    Os fiscais destruíram imediatamente 1.070 quilos de café durante a ação. Outros 1.350 quilos foram apreendidos para análise e destinação correta. Além disso, também foram inutilizadas três bobinas de rótulos irregulares.
    As empresas autuadas receberam intimações. Elas têm 90 dias para adequar instalações, reforçar higiene e implantar controle de qualidade e rastreabilidade.

    Defesa do consumidor e concorrência

    Foto: divulgação – Mapa

    Segundo os auditores, a operação teve caráter preventivo. Ou seja, a meta foi garantir produtos de qualidade no mercado e proteger a saúde pública.
    O Mapa também reforçou a importância de assegurar concorrência leal. Ao mesmo tempo, o órgão destacou que práticas irregulares prejudicam produtores sérios e comprometidos com o café brasileiro.

    Integração entre órgãos

    Auditores federais agropecuários de três estados coordenaram a operação. Equipes técnicas do Procon-RJ, da Sedcon-RJ e da Polícia Militar apoiaram as ações.
    Para Celso Franchini, chefe do Serviço de Combate a Fraudes do Dipov, a integração fortalece a resposta do Estado. Além disso, ele destacou que a união de esforços amplia a proteção à saúde pública e ao setor produtivo.

     

  • Zeca Pagodinho doa terreno para horta urbana em Xerém

    Zeca Pagodinho doa terreno para horta urbana em Xerém

    O cantor Zeca Pagodinho doou um terreno de 8 mil metros quadrados em Xerém, distrito de Duque de Caxias (RJ), para a criação da Horta Urbana Xerém I, projeto focado no combate à insegurança alimentar e geração de renda. A iniciativa, conduzida pelo Instituto Zeca Pagodinho (IZP), em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio e a Embrapa, prevê a produção de até 40 toneladas de alimentos frescos por ano.

    O cultivo já conta com mais de 11 mil mudas de hortaliças, como abóbora, acelga, alface, beterraba, brócolis, escarola, quiabo, rúcula e salsa. Também foram plantadas cerca de 50 árvores frutíferas, incluindo acerola, jabuticaba, carambola, laranja, manga e tangerina. A horta localiza-se próxima à Reserva Biológica do Tinguá, o que reforça a conexão com práticas ambientais sustentáveis.

    A iniciativa atende inicialmente dez núcleos familiares em situação de vulnerabilidade social. Parte da colheita destina-se a cozinhas solidárias, creches, escolas públicas e alunos do IZP. Também ocorre a comercialização por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Prefeitura de Duque de Caxias, garantindo a sustentabilidade econômica do projeto.

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    Além de fornecer alimentos, o projeto forma agricultores locais para o plantio e manutenção da horta, garantindo emprego e remuneração a esses trabalhadores, que recebem salário e uma parte da produção. O projeto integra o programa Guardiões da Mata, que inclui ações de reflorestamento e a criação de um banco de sementes nativas, preservando a biodiversidade regional.

    O projeto conta com financiamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário e recursos oriundos de emenda parlamentar da deputada federal Benedita da Silva.

    Zeca Pagodinho destaca a importância da horta para a comunidade: “Quando chegamos a Xerém, era tudo barro, poucas famílias e muita necessidade. Para todo mundo que entra aqui, eu pergunto: ‘Já almoçou?’ Pobre, rico, polícia, otário, malandro… todo mundo come”. Ele reforça que a horta representa a realização de um sonho antigo de combater a fome e promover solidariedade local.

    Segundo dados do IBGE, em 2023 o estado do Rio de Janeiro registrava 1,2 milhão de pessoas em situação de insegurança alimentar. O cadastramento das famílias beneficiadas pela horta está previsto para começar em 2025, com planos de ampliação do atendimento para mais moradores vulneráveis, incluindo creches e escolas públicas.

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