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  • Peixes amazônicos já respiram plásticos, aponta estudo

    Peixes amazônicos já respiram plásticos, aponta estudo

    A poluição por plástico já chegou a diferentes ambientes da Amazônia. Uma pesquisada realizada pela Agência Pública mostra que microplásticos estão presentes em rios, igarapés e lagos da região e já foram encontrados no organismo de peixes.

    O problema vai além da presença das partículas na água. Dependendo da espécie e do ambiente, os resíduos podem ser ingeridos junto com os alimentos ou ficar presos nas brânquias, estruturas fundamentais para a respiração dos animais.

    Microplástico chega às brânquias e ao sistema digestivo

    Um dos levantamentos analisou peixes das bacias dos rios Guamá e Acará-Capim, no Pará. Os pesquisadores encontraram partículas plásticas nas brânquias e no trato digestivo de praticamente todos os animais avaliados.

    Ao todo, foram identificadas 383 partículas, com uma média de 5,6 partículas por peixe. A contaminação também apareceu em espécies com hábitos alimentares diferentes, incluindo predadores.

    O resultado chama atenção porque mostra que o problema não está restrito aos peixes que vivem no fundo ou se alimentam de sedimentos. As partículas podem circular pela cadeia alimentar e chegar a diferentes espécies.

    Além disso, o contato com as brânquias pode provocar danos físicos e interferir na respiração e no funcionamento do sistema imunológico dos animais.

    Pirarucu enfrenta um risco ainda mais particular

    Entre as espécies amazônicas, o pirarucu apresenta uma característica que aumenta a preocupação dos pesquisadores.

    O peixe consegue respirar diretamente o ar atmosférico graças a uma bexiga natatória modificada, que funciona de maneira semelhante a um pulmão. Em ambientes com pouco oxigênio, ele precisa subir à superfície para respirar.

    pirarucu
    O pirarucu tem grande importância econômica e alimentar para comunidades da região (Foto: Rodolfo Pongelupe)

    Segundo os pesquisadores ouvidos pela reportagem, essa adaptação pode aumentar o contato do animal com microplásticos que ficam próximos à superfície da água. Em determinadas condições, as partículas poderiam entrar no órgão responsável pela respiração aérea e provocar obstruções ou processos inflamatórios.

    Igarapés podem concentrar mais poluição

    Embora os grandes rios tenham enorme volume de água, isso não significa que estejam livres da contaminação.

    Nos rios Amazonas, Negro, Tapajós e Tocantins, monitoramentos encontraram concentrações consideradas baixas em alguns pontos. Já igarapés próximos a áreas urbanas podem apresentar condições mais preocupantes, especialmente quando recebem esgoto e lixo descartado de maneira irregular.

    Em Manaus, por exemplo, pesquisas já registraram concentrações de até 74.550 microplásticos por metro cúbico em igarapés urbanos.

    O comportamento das águas amazônicas também influencia a distribuição das partículas. Durante o período de cheia, os rios conectam áreas de várzea e florestas inundáveis, facilitando o transporte dos poluentes. Na seca, por outro lado, os microplásticos podem ficar mais concentrados em canais, sedimentos e ambientes isolados.

    Plástico também aparece no fundo dos rios

    A contaminação não fica apenas na superfície.

    Um dos casos estudados é o do tamoatá, peixe que vive próximo ao fundo de lagos e áreas de várzea e se alimenta de detritos presentes nos sedimentos. Esse comportamento pode aumentar a exposição às partículas que se acumulam no leito dos ambientes aquáticos.

    No sedimento do rio Negro, a concentração de microplásticos foi estimada em aproximadamente 13 milhões de partículas por metro cúbico.

    Experimentos com o tamoatá também indicaram que pequenas quantidades de microplásticos na alimentação podem estar associadas a aumento do estresse e perda de peso. Os pesquisadores destacam, porém, que ainda são necessários estudos para compreender como esses efeitos acontecem em diferentes espécies e condições ambientais.

    Contaminação preocupa também a pesca

    O problema ganha uma dimensão ainda maior quando considerado o papel do pescado na alimentação amazônica.

    No Amazonas, uma pessoa consome, em média, cerca de 14 quilos de peixe por ano, aproximadamente cinco vezes a média nacional de 2,8 quilos. Em comunidades ribeirinhas, esse consumo pode ser ainda maior.

    Por isso, a presença de microplásticos nos peixes desperta preocupação tanto pela conservação das espécies quanto pela segurança alimentar das populações que dependem da pesca.

    Os pesquisadores ressaltam que ainda não existem dados suficientes para determinar qual é o impacto do consumo de peixes amazônicos contaminados por microplásticos sobre a saúde humana. A possibilidade de exposição pela alimentação, entretanto, é considerada plausível.

    O que ainda precisa ser descoberto

    A Amazônia abriga mais de 3 mil espécies de peixes, e os cientistas ainda conhecem pouco sobre os efeitos específicos dos microplásticos em grande parte delas.

    Além da ingestão, os pesquisadores querem entender como as partículas se movimentam entre rios, lagos, igarapés e áreas de várzea. A dinâmica das cheias e secas, o tipo de água e até a presença de plantas aquáticas podem alterar a distribuição desses resíduos.

    Assim, o avanço das pesquisas será fundamental para medir o impacto da poluição sobre a biodiversidade, a pesca e os ecossistemas amazônicos.

  • Tecnologia amplia detecção de agrotóxicos e fármacos na água

    Tecnologia amplia detecção de agrotóxicos e fármacos na água

    Um método desenvolvido pela Embrapa Meio Ambiente (SP) em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) elevou a precisão na detecção de contaminantes emergentes em água. A técnica amplia a sensibilidade das análises e permite identificar substâncias em concentrações extremamente baixas, o que fortalece o monitoramento ambiental e a segurança hídrica.

    A fusão das técnicas de cromatografia líquida e espectrometria de massas viabiliza monitoramentos ambientais mais abrangentes. Foto: Bianca Ferreira

    O estudo integra uma tese de doutorado defendida no Programa de Pós-Graduação em Química da Unicamp, com coorientação da Embrapa. A proposta viabiliza análises mais completas e automatizadas, com potencial de aplicação em órgãos de fiscalização e sistemas de abastecimento.

    A pesquisa parte de um cenário crescente de preocupação: além dos poluentes tradicionais, como metais pesados e resíduos industriais, cientistas já detectam contaminantes emergentes em rios, lagos e até na água potável. Entre eles estão agrotóxicos, fármacos, hormônios, surfactantes, presentes em detergentes, xampus e cosméticos e outros compostos de uso doméstico.

    Essas substâncias, muitas vezes fora das legislações atuais, podem causar impactos à saúde humana e à vida aquática. Segundo a pesquisadora Bianca Ferreira, autora da tese, o principal desafio está na complexidade química desses compostos e nas baixas concentrações em que aparecem, geralmente na faixa de nanogramas por litro.

    Técnica amplia capacidade de detecção

    Para superar essas limitações, a pesquisa utiliza a cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas sequencial (LC-MS/MS). A técnica separa misturas complexas e identifica moléculas com alta precisão, permitindo tanto análises direcionadas, para compostos já conhecidos, quanto triagens que detectam substâncias suspeitas sem padrão prévio.

     

    O rio Mogi Guaçu foi um dos analisados no estudo. Foto: Robson Barizon / Embrapa

    De acordo com a professora Carla Bottoli, orientadora do trabalho na Unicamp, o método integra essas duas abordagens em um único protocolo analítico. Isso amplia a capacidade de identificar compostos presentes em baixos níveis e que não fazem parte das rotinas tradicionais de monitoramento.

    A pesquisadora Sonia Queiroz, da Embrapa Meio Ambiente, destaca que a metodologia pode apoiar estudos de impacto ambiental e o controle da qualidade da água, especialmente em regiões sob influência de atividades agrícolas e urbanas, onde há maior diversidade de contaminantes.

    Principais avanços da pesquisa:

    • Desenvolvimento de método analítico com preparo de amostras otimizado para extrair e concentrar contaminantes
    • Integração de análises direcionadas e triagem de compostos suspeitos
    • Uso de espectrometria de massas de alta resolução, que aumenta a seletividade e reduz erros analíticos

    Impactos para o monitoramento ambiental

    A nova abordagem oferece aplicação direta em políticas públicas e rotinas laboratoriais. O método pode auxiliar agências reguladoras na atualização de protocolos de análise da água, incluindo substâncias que hoje não entram nos testes convencionais.

    Com isso, o estudo contribui para aprimorar o controle da qualidade da água, reduzir riscos à saúde e fortalecer estratégias de gestão sustentável dos recursos hídricos. Um tema cada vez mais relevante para o agronegócio e para a segurança ambiental.

  • Agrotóxicos e vinhaça destroem predadores aquáticos e desequilibram rios e lagoas

    Agrotóxicos e vinhaça destroem predadores aquáticos e desequilibram rios e lagoas

    Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) identificou que a combinação de agrotóxicos e vinhaça, resíduo líquido da produção de etanol de cana-de-açúcar, elimina predadores aquáticos, compromete funções ecológicas essenciais e desequilibra ecossistemas de rios, lagos e lagoas. O estudo ganha relevância diante da expansão do setor sucroenergético brasileiro, que depende do uso intensivo de defensivos agrícolas em áreas próximas a corpos d’água.

    Pesquisadores enchendo os tanques experimentais (mesocosmos) instalados a céu aberto próximo a áreas agrícolas para análise da água e monitoramento dos macroinvertebrados como larvas, insetos, moluscos e minhocas. Foto: Allan Pretti Ogura

    Os pesquisadores testaram os efeitos do inseticida fipronil, do herbicida 2,4-D e da vinhaça, aplicados isoladamente e em conjunto,sobre macroinvertebrados bentônicos, grupo que inclui larvas de insetos, moluscos e minhocas. Esses organismos desempenham papéis críticos no ecossistema aquático: decompõem matéria orgânica, ciclam nutrientes e controlam populações de outras espécies. Nos experimentos, a exposição aos contaminantes provocou o desaparecimento de predadores e perturbou profundamente o equilíbrio ecológico.

    Os resultados integram o artigo científico “Impacts of pesticides and vinasse on the composition and functional diversity of aquatic macroinvertebrates exposed in a mesocosm system”, assinado pela professora Raquel Aparecida Moreira, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA/USP), e pelo pesquisador Thandy Junio da Silva Pinto, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre outros autores.

    Experimento monitorou fauna aquática por 150 dias em área rural de São Paulo

    A equipe conduziu o estudo em tanques experimentais a céu aberto, chamados mesocosmos. Eles estão instalados no município de Itirapina (SP), onde a cana-de-açúcar domina a economia local. Os pesquisadores coletaram e analisaram amostras de água e monitoraram os macroinvertebrados aos 7, 14, 28, 75 e 150 dias após a exposição aos contaminantes.

    A professora Raquel Moreira destaca que os resultados confirmaram a toxicidade da vinhaça e seu elevado potencial de impacto ambiental, especialmente quando agricultores a aplicam junto com agrotóxicos. Uma prática corrente na agricultura brasileira. Amplamente usada como fertilizante por fertirrigação, a vinhaça concentra altos níveis de potássio, magnésio, fósforo e nitrogênio.

    “É justamente a elevada carga de nutrientes e de matéria orgânica que compromete o ecossistema aquático”, afirma a pesquisadora. A vinhaça analisada apresentou Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) de 46.500 miligramas por litro e Demanda Química de Oxigênio (DQO) de 107.000 mg/L. Valores que indicam enorme quantidade de matéria orgânica e alto consumo de oxigênio na água.

    “A redução do oxigênio pode ter consequências graves. Se os níveis caem muito, peixes e outros organismos aquáticos morrem por asfixia. Por isso, a DBO é um dos principais parâmetros para medir a qualidade da água e o grau de poluição de rios e lagoas”, explica Raquel.

    Vinhaça prolonga ação do fipronil e acelera formação de subprodutos tóxicos do 2,4-D

    Thandy da Silva Pinto identificou outro efeito preocupante: nos tanques em que os pesquisadores aplicaram a vinhaça junto aos agrotóxicos, o fipronil permaneceu mais tempo na água, enquanto o 2,4-D se degradou mais rapidamente em metabólitos que podem ser tão ou mais tóxicos do que a molécula original.

    “Na prática, o ecossistema deixa de funcionar de forma equilibrada, mesmo que nem todas as espécies desapareçam”, diz o pesquisador.

    O fipronil se mostrou o contaminante mais letal. Nos tanques expostos ao inseticida, predadores desapareceram completamente. Resultado que se repetiu quando os dois agrotóxicos atuaram em conjunto. Nos tanques com 2,4-D, os pesquisadores registraram aumento de coletores-catadores, organismos que consomem partículas orgânicas, e queda acentuada de raspadores, grupo fundamental no controle de algas. Sobretudo na amostragem dos 75 dias.

    Nos ambientes com vinhaça exclusiva, predadores dominaram o ambiente e coletores-catadores regrediram. Quando a combinação de vinhaça e agrotóxicos entrou em cena, os coletores-catadores resistiram até o sétimo dia. Mas depois os grupos funcionais sofreram mudanças significativas, evidenciando o efeito potencializado dos poluentes combinados.

    Pesquisadores defendem monitoramento contínuo e regras mais rígidas para uso próximo a rios

    Diante dos resultados, os pesquisadores reforçam a necessidade de monitoramento contínuo e de critérios mais rigorosos para o uso combinado de agrotóxicos e fertilizantes em áreas próximas a corpos d’água.

    Visão geral dos mesocosmos instalados próximos a áreas agrícolas. Foto: Allan Pretti Ogura

    Para eles, a adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis é fundamental para reduzir os riscos de contaminação e evitar impactos duradouros sobre a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.

    Baseado no texto de Ivanir Ferreira/Jornal da USP

  • Cerrado: Caixa-D’Água do Brasil será lançado dia 12

    Cerrado: Caixa-D’Água do Brasil será lançado dia 12

    O livro “Cerrado: Caixa-D’Água do Brasil” é uma jornada fotográfica e científica que destaca a importância do Cerrado, o segundo maior bioma do Brasil, responsável por abastecer as principais bacias hidrográficas do país. Com lançamento previsto para 12 de março na Biblioteca Nacional de Brasília, a obra reúne especialistas para explorar os segredos e desafios desse ecossistema ameaçado pelo desmatamento.

    O Cerrado é conhecido como a “caixa-d’água do Brasil”. Isso por abrigar as nascentes de rios como o São Francisco, Tocantins e as bacias dos rios Paraná e Paraguai. Além disso, ele desempenha um papel crucial na recarga de aquíferos, como o Aquífero Guarani, que abastece uma vasta área na América do Sul. A preservação do Cerrado é essencial para garantir a segurança hídrica e o potencial hidrelétrico do Brasil.

    Em 2024, o desmatamento no Cerrado atingiu 712 mil hectares, uma área maior do que o Distrito Federal, conforme o Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado (SAD Cerrado). Esse cenário alarmante reforça a urgência da preservação desse bioma, que ocupa aproximadamente 25% do território nacional.

    O livro como ferramenta de conscientização

    “Cerrado: Caixa-D’Água do Brasil” é mais do que um registro das belezas do bioma; é um chamado à ação em defesa desse ecossistema. Com apoio da Lei Rouanet e patrocínio do Atacadão Dia a Dia, a obra pretende educar, sensibilizar e inspirar a conservação ambiental. Especialmente em tempos de crises climáticas. A publicação é uma homenagem ao sistema biogeográfico que abastece boa parte das principais bacias hidrográficas brasileiras e àqueles que lutam pela sua preservação.

    O lançamento do livro ocorrerá em 12 de março, na Biblioteca Nacional de Brasília, com entrada franca. A obra é organizada e editada por Caco Schmitt, com contribuições de especialistas como Altair Sales Barbosa, José Eloi Guimarães Campos, Drielly Souza Rodrigues, Wilson Vieira Júnior e Braulio Ferreira de Souza Dias. As imagens capturadas pelos fotógrafos Luiz Ávila e Cuba Cambará são um espetáculo visual que traduzem a essência do bioma.

    SERVIÇO

    Lançamento do livro “Cerrado: Caixa-D’Água do Brasil”
    Quando: 12/03. Quarta-feira, a partir das 17h
    Onde: Biblioteca Nacional de Brasília Leonel de Moura Brizola – Setor Cultural da República, Área Cívica
    Quanto: Entrada franca

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  • Conheça os 10 maiores rios do Brasil

    Conheça os 10 maiores rios do Brasil

    O Brasil é um país privilegiado quando o assunto é recursos hídricos. Com uma das maiores redes hidrográficas do mundo, o território brasileiro abriga rios de grande extensão, volume de água e importância econômica e ambiental.

    Abaixo, apresentamos os 10 maiores rios do Brasil, destacando suas características, curiosidades e a importância que exercem sobre o meio ambiente e a economia.

    1 – Rio Amazonas

    Foto: DIvulgação
    • Extensão: 6.992 km
    • Local: Percorre os estados do Amazonas, Pará e Amapá, no Norte do Brasil
    • Volume de Água: O rio Amazonas é o mais volumoso do mundo, com uma descarga média de aproximadamente 209.000 m³/s.
    • Curiosidade: O Amazonas abriga a maior biodiversidade de água doce do planeta e é fundamental para o clima global, influenciando padrões de chuva em várias regiões. É responsável por cerca de 20% da água doce que chega aos oceanos.

    2 – Rio Paraná

    Rio Paraná é uma das principais vias de integração do Mercosul. Foto: Kiko Sierich/MTur
    • Extensão: 4.880 km
    • Local: Limita os estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Nasce na confluência dos rios Paranaíba e Grande.
    • Volume de Água: É um dos principais rios da América do Sul em termos de volume. Tem uma vazão média de 17.290 m³/s.
    • Curiosidade: O Paraná é famoso por suas cataratas, incluindo as impressionantes Cataratas do Iguaçu, que atraem turistas de todo o mundo. O Rio Paraná é fundamental para a geração de energia elétrica, abrigando usinas como Itaipu, uma das maiores do mundo.

    3 – Rio Madeira

    Ponte sobre rio Madeira. Foto: Pedro Devani/Agencia Acre
    • Extensão: 3.315 km
    • Local: Nasce na Bolívia e percorre os estados de Rondônia e Amazonas.
    • Volume de Água: É um dos maiores afluentes do Amazonas. Vazão média de 31.200 m³/s.
    • Curiosidade: O Madeira é vital para o transporte fluvial na Amazônia e possui uma rica biodiversidade aquática , incluindo peixes como o tambaqui e o pirarucu. É um dos principais afluentes do Rio Amazonas.

    4 – Rio Purus

    Foto: Reprodução Instituto Mpumalanga
    • Extensão: 3.218 km
    • Local: Amazonas
    • Volume de Água: Um dos principais afluentes do Amazonas, com uma vazão média de 8.400 m³/s..
    • Curiosidade: O Purus é conhecido por suas águas escuras e pela diversidade de peixes que abriga. É um dos rios mais sinuosos do mundo, com curvas que facilitam a navegação e o transporte na região amazônica. O trajeto pelo rio Purus foi mapeado pelo famoso jornalista e historiador Euclides da Cunha, em uma expedição em 1904.

    5 – Rio São Francisco

    Foto: Codevasf
    • Extensão: 3.180 km
    • Local: Nasce em Minas Gerais e atravessa Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe.
    • Volume de Água: Importante para a irrigação e abastecimento de água na região semiárida. Vazão média de 2.850 m³/s.
    • Curiosidade: Conhecido como “Velho Chico”, o São Francisco é fundamental para a cultura e economia das comunidades ribeirinhas. Também é  fundamental para o abastecimento de água e irrigação no Nordeste brasileiro, e está em um processo de obras de transposição, para abastecer mais cidades.

    6 – Rio Tocantins

    Durante a época das cheias, seu trecho navegável é de aproximadamente 1 150km. Foto: Valéri Zelaya/Secom
    • Extensão: 2.699 km
    • Local: Tocantins e Pará
    • Volume de Água: Um dos principais rios da região Norte. Vazão média de 13.598 m³/s.
    • Curiosidade: O Tocantins é navegável em grande parte de seu curso, facilitando o transporte de mercadorias. Abriga a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, uma das maiores do Brasil.

    7 – Rio Araguaia

    Turistas podem aproveitar atrações que variam de águas termais até visitas a tribo indígena no Araguaia. Foto: Augusto Miranda/MTur
    • Extensão: 2.627 km
    • Local: Goiás e Mato Grosso
    • Volume de Água: Importante para a biodiversidade da região. Vazão média de 6.200 m³/s.
    • Curiosidade: O Araguaia é famoso por suas praias de água doce. Também abriga a Ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo.

    8 – Rio Paraguai

    Foto: Catia Urbanetz/Embrapa
    • Extensão: 2.549 km
    • Local: Mato Grosso do Sul e outros países da América do Sul.
    • Volume de Água: Fundamental para a navegação na região.
    • Curiosidade: O Paraguai forma parte da fronteira natural entre o Brasil e o Paraguai, sendo vital para o comércio regional. Também é essencial para o ecossistema do Pantanal, uma das maiores áreas úmidas do planeta.

    9 – Rio Juruá

    Rio Jurua nasce no Peru. A palavra procede do nheengatu iuruã, que significa “boca alta, boca aberta, foz desentupida de rio. Foto: AmazonasTur.
    • Extensão: 2.410 km no Brasil.
    • Local: Acre e Amazonas
    • Volume de Água: Importante para as comunidades locais. 4 765 m3/s de vazão média.
    • Curiosidade: O Juruá é conhecido por sua grande quantidade de peixes e pela beleza natural ao longo de seu percurso. Serve como hidrovia para diversas comunidades, já que rodovias são inexistentes na maior parte de seu curso.

    10 – Rio Xingu

    Eixo Principal do Xingu. Foto: Michael Goulding /ONG Aguas Amazonicas.
    • Extensão: 1.870 km
    • Local: Pará e Mato Grosso.
    • Volume de Água: É um importante afluente do rio Amazonas. Vazão média de 9.700 m³/s.
    • Curiosidade: A Usina Hidrelétrica de Belo Monte está localizada no Xingu, gerando controvérsias sobre seus impactos ambientais. É lar de diversas comunidades indígenas

    Os rios brasileiros não são apenas importantes fontes de água; eles desempenham papéis cruciais na economia, no transporte e na biodiversidade do país. Conhecer esses gigantes das águas é fundamental para promover sua preservação e garantir que continuem a beneficiar as futuras gerações. Com sua rica diversidade ecológica e cultural, os rios são verdadeiros tesouros naturais que merecem ser protegidos.

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