Tag: Rio Grande do Norte

  • Conheça a região que abastece 95% do sal marinho consumido no Brasil

    Conheça a região que abastece 95% do sal marinho consumido no Brasil

    O Rio Grande do Norte consolidou uma posição única e estratégica na economia brasileira. O estado detém o controle absoluto da produção de sal marinho no país, respondendo por impressionantes 95% de todo o volume nacional. Essa hegemonia transforma o RN no verdadeiro coração da indústria salineira brasileira, superando sozinho a soma de todos os demais estados produtores.

    O protagonismo potiguar não acontece por acaso. A região da Costa Branca, localizada no litoral oeste do estado, reúne condições naturais raras que a tornam praticamente imbatível na extração de sal marinho. O clima semiárido encontra o litoral em uma combinação geográfica única no Brasil, criando o cenário perfeito para a cristalização do sal.

    Os números climáticos explicam a vantagem competitiva: a região registra temperaturas médias em torno de 28°C, chuvas concentradas em apenas três a quatro meses do ano e evaporação anual que ultrapassa 2.000 milímetros. Quase três vezes superior à precipitação, que gira em torno de 700 milímetros anuais. Ventos constantes e secos aceleram o processo de evaporação, enquanto a salinidade natural das águas estuarinas varia entre 3,5 e 5 graus, produzindo um sal com teor de pureza que alcança 99,88%.

    As planícies flúvio-marinhas dos rios Apodi-Mossoró e Piranhas-Açu oferecem outro diferencial decisivo: solos de baixa permeabilidade e extensas áreas planas no nível do mar. Essas características naturais eliminam a necessidade de investimentos pesados em infraestrutura de drenagem e permitem a operação de salinas em escala industrial com custos competitivos.

    Macau e Mossoró concentram mais de 60% de toda a produção nacional

    A distribuição geográfica da produção salineira potiguar revela a força de dois municípios específicos. Macau e Mossoró, juntos, contribuem com mais de 60% de todo o sal marinho produzido no Brasil. Areia Branca, Grossos, Galinhos, Guamaré e Porto do Mangue completam o mapa produtivo da região.

    A produção anual do Rio Grande do Norte oscila entre 5,8 e 6,5 milhões de toneladas de sal, dependendo das condições climáticas de cada safra. Apenas a maior empresa do setor, a Salinor, extrai 2,5 milhões de toneladas por ano, operando salinas em Macau e Mossoró e respondendo por mais de 40% de todo o sal marinho brasileiro.

    A concentração industrial também impressiona: 76% da produção estadual está nas mãos de apenas seis empresas. Duas de grande porte e quatro de médio porte. Esse modelo empresarial combina produtores integrados, arrendamentos de estruturas e empresas que operam apenas refino ou marcas, sem manter salinas próprias.

    Indústria salineira gera 15 mil empregos diretos e movimenta 3,5% do PIB estadual

    O impacto econômico da indústria salineira ultrapassa os limites das salinas. O setor gera cerca de 15 mil empregos diretos e 50 mil empregos indiretos, sustentando famílias em toda a região da Costa Branca. A atividade contribui com 3,5% do Produto Interno Bruto do Rio Grande do Norte, posicionando o sal como um dos pilares da economia estadual.

    A movimentação logística durante a safra demonstra a dimensão da cadeia produtiva. Estima-se que aproximadamente 300 carretas circulam diariamente transportando sal das cidades produtoras e beneficiadoras. Mossoró destaca-se como o principal centro de beneficiamento, moagem, refino e comercialização de sal do país, agregando valor ao produto bruto extraído das salinas.

    Em janeiro de 2025, o setor salineiro foi incluído no Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI) do Rio Grande do Norte, atendendo uma demanda histórica das empresas. O incentivo fiscal garante competitividade, previsibilidade e segurança jurídica ao setor até a implementação completa da Reforma Tributária, prevista para 2032.

    Exportação para EUA, Europa e África coloca o sal potiguar no mercado global

    O sal produzido no Rio Grande do Norte não abastece apenas o mercado interno brasileiro. Parte significativa da produção segue para exportação, com destinos nas Américas do Norte e do Sul, Europa e África. A qualidade e a pureza do sal marinho potiguar conquistaram reconhecimento internacional, fortalecendo a presença brasileira no mercado global.

    O Brasil ocupa atualmente a nona posição no ranking mundial de produção de sal, com média anual de 7,6 milhões de toneladas. Volume do qual o Rio Grande do Norte responde por quase a totalidade. As exportações brasileiras aproximam-se de 1 milhão de toneladas anuais, movimentando dezenas de milhões de dólares.

    O Terminal Salineiro de Areia Branca, conhecido como Porto-Ilha, desempenha papel estratégico nesse fluxo comercial. Trata-se de uma estrutura offshore construída em alto mar, distante cerca de 14 milhas náuticas do litoral de Areia Branca. Dedicado exclusivamente à exportação de sal marinho, o terminal permite o embarque de grandes volumes em navios de longo curso.

    Entre os principais mercados consumidores estão países de clima temperado como Estados Unidos, Canadá e nações europeias, que utilizam o sal brasileiro para derreter o gelo acumulado nas estradas durante o inverno. Essa aplicação específica garante demanda constante e adiciona um componente de segurança viária ao valor estratégico do produto.

    Desafios ambientais e tarifas internacionais ameaçam o setor

    Apesar da posição dominante e da importância econômica, a indústria salineira potiguar enfrenta desafios complexos que podem comprometer seu futuro. A questão ambiental ocupa o centro das preocupações, com empresas pressionadas a regularizar ocupações em Áreas de Preservação Permanente (APPs), especialmente em regiões de manguezais, apicuns e salgados.

    Em 2013, a Operação Ouro Branco, deflagrada pelo Ibama, resultou na autuação de 35 salinas por ocupações irregulares. Foram aplicadas 112 multas que somaram cerca de R$ 80 milhões, além de 19 áreas embargadas e 45 notificações. O Ministério Público Federal propôs acordos de regularização que preveem desocupação de APPs e compensação ambiental pelos danos causados ao longo de anos de operação em desacordo com as normas legais.

    O cenário internacional também apresenta ameaças concretas. Os Estados Unidos impuseram tarifa de 50% sobre importações de sal brasileiro, medida que coloca em risco até 4 mil empregos diretos no setor, segundo estimativa do sindicato local. Países concorrentes como Chile, Egito, Namíbia e México enfrentam tarifas menos drásticas no mercado americano, criando desvantagem competitiva para o produto potiguar.

    Internamente, o setor sofre com a baixa inovação tecnológica, diversidade de legislações conflitantes, custos elevados de processos judiciais e falta de capital subsidiado pelo governo. A ausência de uma estrutura organizacional coesa, com disputas entre órgãos reguladores como Ibama, Idema e Ministério Público, dificulta avanços mais estruturais e investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

    História

    A história da indústria salineira no Rio Grande do Norte remonta ao período colonial. Documentos do início do século XVII já destacavam as riquezas das salinas potiguares e a excelência do sal ali existente. A atividade ganhou impulso econômico a partir do século XX, especialmente após 1889, com o regime republicano. Na década de 1960, incentivos fiscais da Sudene promoveram a mecanização da produção, com grupos nacionais e estrangeiros modernizando o parque salineiro de Mossoró, Grossos, Areia Branca e Macau.

    A atividade salineira transformou a paisagem, a cultura e a economia de toda a região da Costa Branca. O sal deixou de ser apenas um produto comercial para se tornar elemento identitário do povo potiguar. As salinas moldaram o desenvolvimento urbano, geraram tradições e sustentaram comunidades por gerações.

    O futuro desse “império do sal” dependerá da capacidade de equilibrar produção econômica, sustentabilidade ambiental e competitividade internacional. A equação envolve manter mercados, proteger empregos, modernizar infraestrutura e resolver impasses regulatórios. Desafios que decidirão se o Rio Grande do Norte continuará brilhando como o coração salineiro do Brasil ou se enfrentará retração sob pressões externas e internas.

  • Conab investe R$ 920 mil para fortalecer agricultura familiar no Rio Grande do Norte

    Conab investe R$ 920 mil para fortalecer agricultura familiar no Rio Grande do Norte

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou um investimento de aproximadamente R$ 920 mil para apoiar o escoamento da produção da agricultura familiar no Rio Grande do Norte. A ação ocorre por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e contempla projetos nos municípios de Janduís, Touros e Pendências.

    As equipes realizaram as atividades ao longo da semana, entre 4 e 8 de maio, com eventos de lançamento e distribuição simbólica de alimentos destinados a entidades socioassistenciais e redes de segurança alimentar.

    No município de Janduís, o maior volume de recursos será aplicado: cerca de R$ 610 mil. O programa vai beneficiar 61 agricultores familiares e garantir o escoamento de mais de 36 toneladas de alimentos. Os produtores destinarão a produção ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), incluindo hortaliças e produtos beneficiados, como doces, bolos e polpas de frutas.

    Já em Touros, o investimento previsto é de R$ 180 mil, com a participação de três associações da agricultura familiar. A expectativa é adquirir mais de 34 toneladas de alimentos, entre eles abacaxi, banana, batata-doce, coco, feijão e mandioca.

    Em Pendências, o programa aplicará aproximadamente R$ 130 mil e possibilitará o escoamento de mais de 26 toneladas de produtos como hortaliças, frutas, raízes e legumes, incluindo abóbora, alface, banana, beterraba, caju, cenoura, feijão, mamão, mandioca, melancia e melão.

    Presença do programa em diferentes regiões

    Segundo o superintendente regional da Conab no estado, Sebastião Arruda Júnior, as ações reforçam a presença do programa em diferentes regiões potiguares. “O PAA tem papel fundamental no desenvolvimento local, fortalecendo a agricultura familiar e ampliando o acesso à alimentação”, afirmou.

    Os investimentos recentes se somam aos resultados obtidos em 2025. No Sertão do Apodi, onde está localizado o município de Janduís, foram destinados mais de R$ 4,7 milhões. Assim, viabilizando o escoamento de cerca de 238 toneladas de alimentos produzidos por 432 agricultores e beneficiando 34 entidades.

    Em Touros, os aportes no ano passado chegaram a R$ 1,51 milhão, atendendo 158 agricultores familiares e quatro entidades socioassistenciais.

    A Conab executa o Programa de Aquisição de Alimentos com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. A iniciativa promove a compra direta de alimentos de pequenos produtores, garantindo renda no campo e destinando os produtos a populações em situação de vulnerabilidade.

    O PAA atende diversos públicos da agricultura familiar, incluindo assentados da reforma agrária, pescadores artesanais, extrativistas, povos indígenas, comunidades quilombolas e outros grupos tradicionais, fortalecendo a economia local e combatendo a insegurança alimentar.

  • Poluição por petróleo altera machos de peixes raros no Rio Grande do Norte

    Poluição por petróleo altera machos de peixes raros no Rio Grande do Norte

    Pesquisadores identificaram indícios de que a contaminação por petróleo pode estar provocando alterações biológicas em espécies raras de peixes anuais no Rio Grande do Norte. Incluindo mudanças na coloração de machos que passaram a apresentar padrões associados às fêmeas.

    Pesquisadores observaram o fenômeno em espécies do gênero Hypsolebias lulai, peixes de pequeno porte que a ciência descreveu recentemente e que vivem em poças temporárias do semiárido potiguar, região também marcada por atividade petrolífera.

    Os resultados foram apresentados por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte no Encontro Brasileiro de Ictiologia (EBI). E apontam que a exposição a hidrocarbonetos do petróleo pode estar associada a alterações fenotípicas ligadas à desregulação endócrina, processo em que contaminantes interferem no sistema hormonal dos organismos.

    Segundo o estudo, alguns machos apresentaram coloração semelhante à das fêmeas, além de sinais classificados pelos autores como fenótipos intersexuais. O que pode indicar impactos sobre processos reprodutivos e sobrevivência dessas populações.

    Espécies raras e habitat vulnerável

    Os peixes anuais do gênero Hypsolebias vivem em ambientes temporários que se formam no período chuvoso e desaparecem na estiagem. Esse ciclo torna as espécies particularmente sensíveis a mudanças ambientais.

    Por ocorrerem em áreas restritas e frágeis, esses peixes já enfrentam pressões relacionadas à perda de habitat, secas e degradação ambiental. A possibilidade de impactos associados à atividade petrolífera amplia as preocupações sobre conservação.

    Pesquisadores brasileiros descreveram recentemente a espécie Hypsolebias lulai, considerada endêmica da região.

    Petróleo pode atuar como desregulador endócrino

    Segundo a literatura científica, compostos presentes no petróleo, como hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (PAHs), podem atuar como desreguladores endócrinos, afetando desenvolvimento, comportamento reprodutivo e características sexuais em organismos aquáticos.

    Esse tipo de alteração já foi documentado em estudos internacionais com peixes expostos a contaminantes industriais. Mas registros envolvendo espécies nativas raras do semiárido brasileiro ainda são pouco comuns.

    Para os pesquisadores, os resultados reforçam a necessidade de ampliar investigações toxicológicas e monitoramentos em áreas da Bacia Potiguar, importante polo de exploração terrestre de petróleo do país.

    Conservação e monitoramento

    O caso também acende alerta para políticas de conservação. Órgãos como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis podem ter papel relevante em ações de monitoramento e proteção dessas populações.

    Além do impacto sobre indivíduos, especialistas alertam que alterações reprodutivas em espécies de distribuição limitada podem comprometer populações inteiras ao longo do tempo.

    Os pesquisadores defendem que novos estudos aprofundem se as mudanças observadas têm relação direta com contaminantes do petróleo e quais podem ser os efeitos para a sobrevivência dessas espécies.

  • Jacaré de quase 3 metros é capturado em zona rural no RN

    Jacaré de quase 3 metros é capturado em zona rural no RN

    Um jacaré de quase três metros mobilizou equipes e assustou moradores na zona rural de Janduís, interior do estado do Rio Grande do Norte.

    (Imagem/Reprodução:Redes Sociais)

    O animal apareceu em uma propriedade e, por isso, foi necessário acionar equipes especializadas para garantir a captura com segurança.

    Animal chamou atenção pelo tamanho

    O jacaré impressionou pelo porte e pela proximidade com áreas habitadas. Assim que perceberam a presença do animal, moradores evitaram se aproximar e buscaram ajuda. Dessa forma, a captura aconteceu sem registro de feridos.

    Captura foi feita com segurança

    Equipes responsáveis realizaram a contenção do animal e, na sequência, fizeram o transporte para um local adequado.

    (Imagem/Reprodução: Redes Sociais)

    Além disso, todo o processo seguiu protocolos para preservar tanto a segurança das pessoas quanto o bem-estar do animal.

    Presença de animais silvestres cresce

    Casos como esse têm se tornado mais frequentes em áreas rurais. Isso acontece porque mudanças no ambiente e a redução de habitat natural fazem com que espécies como o jacaré se aproximem de regiões ocupadas.

    Além disso, períodos de chuva e disponibilidade de água também favorecem esse deslocamento.

  • Defeso do caranguejo-uçá começa no Norte e Nordeste

    Defeso do caranguejo-uçá começa no Norte e Nordeste

    O período de defeso do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) terá início em 17 de fevereiro de 2026, terça-feira de Carnaval. E se estenderá até 22 de fevereiro, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará.

    A medida protege a reprodução da espécie e garante a manutenção dos estoques naturais nos manguezais das regiões Norte e Nordeste. O defeso vale para Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

    O Ibama também definiu as próximas etapas do defeso. De 3 a 8 e de 18 a 23 de março, e também dos períodos de 1º a 6 e de 17 a 22 de abril.

    Durante o defeso, os caranguejos saem das tocas para acasalar e liberar ovos, fase essencial para a continuidade da espécie. Por isso, ficam proibidas a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização do caranguejo-uçá, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas.

    Regras

    A proibição vale para animais vivos, congelados ou processados, inteiros ou em partes. Quem desrespeitar as normas está sujeito às sanções previstas na Lei nº 9.605/1998 e no Decreto nº 6.514/2008, que incluem multas e demais penalidades civis e administrativas.

    A comercialização da espécie durante o defeso só é permitida a quem apresentar a Declaração de Estoque registrada no Ibama até o último dia útil antes do início do período. Neste ciclo, o prazo é 13 de fevereiro de 2026. O documento deve detalhar os estoques de caranguejos vivos, congelados, pré-cozidos, cozidos, inteiros ou em partes, conforme o formulário anexo à portaria do instituto.

    Segundo o Ibama, o respeito ao defeso é essencial para a sustentabilidade da atividade extrativista e para a preservação dos manguezais, ecossistemas fundamentais ao equilíbrio ambiental e à subsistência de comunidades tradicionais.

  • Operação apreende mais de 5 toneladas de pescados irregulares

    Operação apreende mais de 5 toneladas de pescados irregulares

    O Ibama fiscalizou cidades litorâneas do Rio Grande do Norte entre 20 e 24 de outubro, que concentrou ações na cadeia de custódia do polvo (Octopus spp.) e no ordenamento pesqueiro da região. A operação fiscalizou empresas pesqueiras, estabelecimentos que beneficiam pescados e embarcações atuantes no mar. Como resultado, o Ibama emitiu 10 Autos de Infração e recolheu 4.162,6 kg de polvo e 1.052 kg de lagostas. Somando 5,2 toneladas de pescado irregular.

    O foco da operação residiu em comprovar a legalidade da origem do pescado, conforme determina a Lei Federal nº 11.959/2009. Essa lei obriga a fiscalização em toda a cadeia produtiva, da captura à comercialização e exportação.

    A rastreabilidade do pescado depende da apresentação da Nota Fiscal contendo o nome e o código RGP (Registro Geral da Pesca) da embarcação, além dos dados da unidade de inspeção sanitária responsável. A falta dessa documentação facilita fraudes e a entrada de pescado ilegal no mercado, além de gerar irregularidades tributárias e sanitárias.

    Entre as irregularidades flagradas, o Ibama destacou o uso proibido de mergulho autônomo com potes de cimento para atrair polvos. Especialmente por embarcações autorizadas para a pesca de lagosta, uma infração ambiental grave. Também constatou falhas no monitoramento por satélite, como ausência ou desligamento não autorizado do dispositivo obrigatório para barcos com mais de 10 metros, dificultando a fiscalização.

    Polvo e lagosta foram apreendidos por falta de comprovação de origem. Foto: Fiscalização/Ibama
  • Seca grave atinge 37% dos municípios do Rio Grande do Norte

    Seca grave atinge 37% dos municípios do Rio Grande do Norte

    Dados do Monitor de Secas referentes a setembro de 2025 revelam um cenário de estiagem extensa no Rio Grande do Norte. O fenômetro atinge 83,83% dos municípios potiguares, com a Seca Grave sendo a categoria mais frequente no estado.

    A seca de intensidade grave impacta 37,13% das cidades, concentrando-se principalmente nas regiões do Alto Oeste e do Seridó. Enquanto isso, a Seca Fraca (23,95%) e a Seca Moderada (22,75%) apresentam percentuais próximos, somando outros 46,7% do território afetado. O estudo não registrou ocorrência de Seca Extrema ou Excepcional no período.

    Apenas 16,17% dos municípios permanecem na classificação de “Sem Seca Relativa”, um indicativo do alcance significativo do fenômeno no estado.

    Municípios em alerta

    A lista de cidades em situação de Seca Grave inclui Acari, Caicó, Caraúbas, Ipueira, Jardim de Piranhas, Jucurutu, Marcelino Vieira, Martins, Olho d’Água do Borges, Parelhas, Patu, Pau dos Ferros, São Fernando, São João do Sabugi, Timbaúba dos Batistas e Umarizal, entre outras.

    Na categoria de Seca Moderada, encontram-se municípios como Apodi, Assu, Currais Novos, Felipe Guerra, Ipanguaçu, Macau, Mossoró, Santa Cruz e Tibau.

    Já entre os afetados por Seca Fraca, estão Areia Branca, Baía Formosa, Ceará-Mirim, Extremoz, Goianinha, Natal, Nova Cruz, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, São José de Mipibu e Tibau do Sul.

    Os dados consolidam um panorama de atenção para o estado, exigindo monitoramento contínuo e políticas públicas para mitigar os efeitos da estiagem na população e na economia potiguar.

  • Projeto Algimare promove mutirão de limpeza no rio Aratuá em Galinhos

    Projeto Algimare promove mutirão de limpeza no rio Aratuá em Galinhos

    No Dia Mundial de Limpeza dos Rios e Oceanos (Cleanup Day), o projeto Algimare promoveu um mutirão para limpeza do rio Aratuá, em Galinhos (RN). A ação uniu equipes do Centro AMA-GOA de Cultura e Meio Ambiente e da EMPARN. O mutirão contou ainda com apoio da Colônia de Pescadores Z-30, Prefeitura de Galinhos e patrocínio da Petrobras, parceira que aprovou o projeto no seu edital Socioambiental.

    O Algimare aposta na algicultura, o cultivo de algas marinhas, como motor de geração de renda para comunidades de marisqueiras e pescadoras da região. Além disso, o projeto atua na preservação ambiental, com foco na recuperação dos ecossistemas locais.

    A iniciativa pretende implantar duas unidades de cultivo da macroalga Gracilaria birdiae nas áreas de manguezal e braço de mar nas comunidades de Diogo Lopes, em Macau, e Galinhos. As unidades serão protegidas por costões arenosos e manguezais, ambientes propícios para o crescimento da alga.

    Sobre o projeto Algimare

    O projeto, desenvolvido pela EMPARN em parceria com o Centro AMA-GOA, recebeu investimento de R$ 3.939.726,00 pelo Programa Socioambiental da Petrobras. O montante será destinado à produção sustentável de macroalgas no litoral norte do Rio Grande do Norte, contemplando os municípios de Macau e Galinhos.

    Selecionado em 2023, o projeto aguardava a assinatura do convênio para iniciar as atividades, que terão duração prevista de três anos. A expectativa é que o investimento gere emprego e renda para a população local, incentivando a economia regional e promovendo a preservação dos recursos naturais.

    Ana Célia, pesquisadora da Unidade de Aquicultura da EMPARN, destaca que o Algimare reduzirá a colheita predatória em bancos naturais de algas, fortalecendo a conservação dos ecossistemas costeiros.

    A EMPARN fornecerá as recomendações técnicas para o Centro AMA-GOA executar as ações de cultivo e experimentos com as macroalgas. Segundo Josemir Neves, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da EMPARN, a produção das algas garantirá renda para pescadoras e marisqueiras, beneficiando comunidades tradicionais das duas localidades.

    Macroalgas e seus usos

    As macroalgas, organismos fotossintetizantes encontrados em ambientes marinhos e de água doce, podem ser consumidas frescas ou processadas. Seus produtos servem como estabilizantes e espessantes na indústria alimentícia, além de aplicações em fármacos, cosméticos, rações, fertilizantes e biotecnologia.

    Foto: ASCOM/EMPARN

    O Algimare alia a conservação ambiental à produção econômica, firmando-se como exemplo de desenvolvimento sustentável no litoral do Rio Grande do Norte.

  • Rio Grande do Norte registra seca grave em 37% dos municípios em agosto

    Rio Grande do Norte registra seca grave em 37% dos municípios em agosto

    O Rio Grande do Norte enfrentou uma seca grave em agosto de 2025, com 37,12% dos municípios atingidos por esta condição, segundo dados da EMPARN e da ANA. No total, 83,84% das cidades do estado tiveram algum nível de seca, em um cenário que demanda atenção especial.

    A seca grave (S2) foi a categoria mais presente no estado. A seca fraca (S0) e a seca moderada (S1) estiveram em patamares próximos, com 23,95% e 22,75% dos municípios, respectivamente. Não houve registro de seca extrema (S3) ou excepcional (S4) neste período. Apenas 16,16% dos municípios ficaram livres da seca relativa.

    O fenômeno afetou principalmente o Alto Oeste e o Seridó, regiões em que predomina a seca grave. O leste do estado apresentou melhora, com chuvas acima da média que reduziram os níveis das secas fraca e moderada.

    O Monitor de Secas, publicado mensalmente pela EMPARN, divulga esses dados com base na análise da Agência Nacional de Águas (ANA). O informe está disponível no site da EMPARN, na seção de Publicações.

    Municípios com seca grave

    Acari, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Antônio Martins, Apodi, Caicó, Campo Grande, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Cruzeta, Coronel João Pessoa, Encanto, Equador, Florânia, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Ipueira, Itajá, Itaú, Janduís, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Lucrécia, Luís Gomes, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Messias Targino, Olho-d’Água do Borges, Ouro Branco, Paraná, Parelhas, Patu, Paraú, Pau dos Ferros, Pilões, Portalegre, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Santana do Matos, Santana do Seridó, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José do Seridó, São Rafael, São Vicente, Serra Negra do Norte, Serrinha dos Pintos, Taboleiro Grande, Tenente Ananias, Tenente Laurentino Cruz, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal e Viçosa.

    Municípios com seca moderada

    Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Angicos, Areia Branca, Assu, Baraúna, Bodó, Campo Redondo, Carnaubais, Cerro Corá, Coronel Ezequiel, Currais Novos, Doutor Severiano, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Ipanguaçu, Jaçanã, Lagoa Nova, Lajes, Lajes Pintadas, Macau, Mossoró, Pedro Avelino, Pendências, Porto do Mangue, Rodolfo Fernandes, Santa Cruz, São Bento do Trairi, São Miguel, São Tomé, Serra do Mel, Severiano Melo, Tibau, Upanema e Venha-Ver.

    Municípios com seca fraca

    Barcelona, Bento Fernandes, Boa Saúde, Bom Jesus, Galinhos, Guamaré, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Ielmo Marinho, Jandaíra, Monte das Gameleiras, Jardim de Angicos, Japi, João Câmara, Lagoa d’Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa Salgada, Lagoa de Velhos, Passa-e-Fica, Parazinho, Pedra Grande, Pedra Preta, Poço Branco, Pureza, Riachuelo, Ruy Barbosa, Santo Antônio, São Miguel do Gostoso, São Bento do Norte, São José do Campestre, São Paulo do Potengi, São Pedro, Santa Maria, Senador Elói de Souza, Serra Caiada, Serra de São Bento, Serrinha, Sítio Novo, Tangará, Taipu e Touros.

     

  • Seca grave atinge 20% do Rio Grande do Norte

    Seca grave atinge 20% do Rio Grande do Norte

    O Rio Grande do Norte enfrenta um agravamento crítico da seca, com 20,4% dos municípios em condição de seca grave, segundo o Mapa de Secas de maio de 2025, divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN). O fenômeno avança no Oeste Potiguar, enquanto o Centro do estado registra situação moderada, e apenas o Leste apresenta alívio devido a chuvas acima da média.

    Os dados são alarmantes: 88% dos municípios são afetados:

    • 34,7% com seca fraca
    • 32,9% com seca moderada
    • 20,4% com seca grave (34 municípios)
    • Apenas 11,9% sem seca relativa.

    Principais cidades em situação crítica:

    Caicó, Patu, Jucurutu, Caraúbas, Umarizal, São João do Sabugi e Santana do Seridó estão entre as 34 localidades onde a disponibilidade hídrica e a agricultura sofrem impactos severos.

    Enquanto o Centro-Oeste e Norte registram melhora, o Nordeste concentra 39% das áreas com seca grave no país, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA). O Rio Grande do Norte está entre os estados onde o fenômeno se intensificou, ao lado do Piauí e Pernambuco.

    Operação Carro-Pipa

    O Exército Brasileiro está em alerta para ampliar a Operação Carro-Pipa, que já atende 61 municípios potiguares.

    Acari e Paraú aguardam contratação de pipeiros, enquanto Lagoa D’Anta e Senador Elói de Souza estão em processo de inclusão no programa.

    A situação compromete a agricultura, o abastecimento humano e a economia local, exigindo políticas de gestão hídrica e investimentos em infraestrutura. A EMPARN disponibiliza atualizações no Monitor de Secas, ferramenta essencial para ações governamentais.

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