Tag: Responsabilidade social

  • Lenços do Agro mobiliza rede de apoio a pacientes com câncer

    Lenços do Agro mobiliza rede de apoio a pacientes com câncer

    A campanha Lenços do Agro deu início à mobilização para a edição 2026 com um novo chamado à solidariedade. Neste ano, o movimento destaca a importância da rede de apoio formada por empresas, entidades, profissionais e voluntários que atuam ao lado de pacientes em tratamento contra o câncer. Além disso, a iniciativa celebra 12 anos de atuação nacional, consolidando-se como uma das principais ações sociais ligadas ao agronegócio brasileiro.

    Criado em 2014 por Andrea Cordeiro, o Lenços do Agro nasceu com o objetivo de arrecadar lenços para mulheres em tratamento oncológico. Desde então, a campanha ampliou sua atuação e passou a reunir doações de acessórios, perucas, sutiãs, próteses mamárias externas e itens voltados ao bem-estar. Com isso, fortaleceu uma corrente de acolhimento que beneficia instituições assistenciais em diferentes regiões do País.

    Solidariedade cresce junto com o movimento

    Ao longo de sua trajetória, o Lenços do Agro reuniu mais de 190 empresas apoiadoras e 25 entidades representativas. Além disso, participou de mais de 220 eventos e desenvolveu ações que atenderam diretamente mais de 27 instituições assistenciais.

    A campanha também ultrapassou a marca de 14 mil lenços arrecadados. Somam-se a esse resultado mais de 15 mil peças de bijuterias e acessórios, mais de 300 sutiãs e próteses mamárias externas, mais de 85 perucas e mais de 20 mil itens destinados ao autocuidado e ao acolhimento de pacientes.

    Entretanto, os organizadores ressaltam que o principal legado da iniciativa vai além dos números. Ao longo de 12 anos, o movimento aproximou empresas, cooperativas, indústrias, tradings, entidades, organizadores de eventos, profissionais da comunicação e voluntários em torno de uma causa comum.

    Segundo Andrea Cordeiro, idealizadora da campanha, o Lenços do Agro passou a representar um patrimônio construído de forma coletiva.

    “Há 12 anos idealizei o Lenços do Agro. Hoje, tenho a alegria de ver que ele se transformou em um patrimônio afetivo do agronegócio brasileiro. A campanha é de todos aqueles que doam seu tempo, sua voz, seus recursos, seu conhecimento e seu coração para levar acolhimento a quem mais precisa.”

    Rede de apoio será o tema da edição 2026

    Neste ano, a campanha adota como tema central Rede de Apoio. A proposta presta homenagem às pessoas que acompanham pacientes durante o tratamento e contribuem para transformar desafios em esperança.

    De acordo com Andrea Cordeiro, a escolha do tema reflete a própria história do movimento. Afinal, a campanha cresceu graças ao envolvimento de pessoas e organizações comprometidas com a solidariedade.

    “Ninguém faz nada sozinho. E talvez essa seja uma das maiores lições que o próprio Lenços do Agro nos deixou ao longo de sua trajetória. Ao longo desses anos vimos uma verdadeira rede de apoio ser construída pelo agronegócio brasileiro, pela comunicação, pelas instituições, pelos voluntários e por milhares de pessoas que escolheram fazer a diferença na vida de outras pessoas.”

    Agora, durante o mês de julho, o movimento inicia oficialmente as ações da edição 2026. Além disso, abrirá em 15 de julho o cadastro de empresas, entidades, eventos, veículos de comunicação, lideranças e parceiros interessados em integrar a campanha.

    Como participar da campanha

    Empresas, entidades, organizadores de eventos, profissionais, veículos de comunicação e voluntários interessados em integrar a edição 2026 do Lenços do Agro podem obter informações ou manifestar interesse pelos canais oficiais da campanha.

    WhatsApp: (41) 98775-7171

    Instagram: @mulheresdoagronegociobrasil

  • Escola em João Pessoa consolida legado do cooperativismo

    Escola em João Pessoa consolida legado do cooperativismo

    A força do cooperativismo ganhou forma concreta em João Pessoa com a entrega da Escola Cidadã Integral Técnica Professor Raul Córdula, inaugurada em 2024 por meio de uma parceria entre a Unimed João Pessoa e o Governo da Paraíba. Mais do que uma obra estrutural, o projeto simboliza como os resultados financeiros de uma cooperativa podem retornar diretamente à sociedade em forma de educação, inclusão e desenvolvimento social.

    Fundada em 1971 por um grupo de 106 médicos, a Unimed João Pessoa consolidou-se como a maior operadora de saúde da capital paraibana. Atualmente, reúne 1.906 médicos cooperados, cerca de 2,5 mil colaboradores e mais de 183 mil clientes. Em 2025, a cooperativa atingiu faturamento bruto de R$ 1,386 bilhão, com crescimento acumulado de 47,5% desde 2020.

    Além disso, parte desse desempenho foi convertida em investimento social. A Escola Raul Córdula representa esse conceito: a sobra obtida pela cooperativa sendo revertida em benefício coletivo.

    Nesse contexto, a unidade foi entregue em janeiro de 2024, apenas um ano após o lançamento da pedra fundamental. Construída a cerca de 200 metros da antiga escola estadual, a nova estrutura ampliou a capacidade de atendimento de 320 para 380 estudantes, incluindo Ensino Fundamental, Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Educação como resultado do cooperativismo

    Nesse sentido, o projeto foi desenvolvido com base em conceitos de sustentabilidade, acessibilidade e ensino integral. A estrutura conta com 11 salas de aula, laboratórios, quadra poliesportiva coberta, salas multifuncionais, refeitório climatizado e áreas de convivência ampliadas. Também incorpora energia solar e coleta seletiva, além de garantir acessibilidade para pessoas com deficiência.

    Além disso, a entrega ocorreu por meio de uma permuta formalizada entre a cooperativa e o Governo do Estado, aprovada pela Assembleia Legislativa da Paraíba. O modelo evidencia a capacidade de articulação do cooperativismo para gerar impacto direto na sociedade.

    Para o presidente executivo do Sistema OCB/Paraíba, André Pacelli, a iniciativa reflete o papel social do cooperativismo. “A Unimed é a maior cooperativa de saúde do mundo. A Unimed João Pessoa é um case de sucesso aqui do Nordeste, emprega mais de 2 mil pessoas, reúne mais de 1.800 cooperados e registra faturamento superior a R$ 1,3 bilhão”, afirmou.

    Presidente executivo do Sistema OCB/Paraíba, André Pacelli – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Além disso, ele destacou o impacto regional. “Oferece qualidade de vida e assistência à saúde a cerca de 180 mil usuários em uma cidade que cresce, sobretudo no turismo, atraindo pessoas em busca de melhor qualidade de vida”, disse.

    Pacelli também ressaltou o avanço estrutural da cooperativa. “Temos três hospitais, com certificações internacionais. O cooperativismo se orgulha dessa parceria e desse momento vivido pela Unimed João Pessoa”, completou.

    Por outro lado, ao abordar o cenário mais amplo, reforçou a expansão do setor. “O cooperativismo da Paraíba vive um momento importante de crescimento. O maior desafio ainda é a desinformação, é preciso mostrar à sociedade o que o cooperativismo faz de bom”, afirmou.

    Inclusão social e desenvolvimento comunitário

    Por sua vez, a atuação social da Unimed João Pessoa vai além da educação formal. Por meio do Instituto Unimed João Pessoa, a cooperativa desenvolve projetos estruturados em pilares como saúde, cidadania, cultura, esporte, educação, preservação ambiental e voluntariado.

    Coral Jovem do Instituto Unimed João Pessoa – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Entre os destaques, por exemplo, está o Coral Jovem, formado por crianças e adolescentes de comunidades locais. Assim, o projeto promove inclusão social por meio da educação musical e do desenvolvimento cidadão.

    Segundo o presidente do Instituto Unimed João Pessoa, Fernando Florêncio, a iniciativa vai além da formação artística. “São cerca de 50 jovens, entre 8 e 18 anos, que participam do coral e recebem toda a assistência, inclusive para suas famílias, nas áreas médica, odontológica e cultural”, explicou.

    Além disso, ele detalha o impacto do programa. “O desenvolvimento ocorre por meio de uma série de práticas voltadas à formação cidadã diferenciada, permitindo a inserção desses jovens na sociedade de forma mais ampla”, afirmou.

    Ao mesmo tempo, a cooperativa mantém o Espaço Vida, com 3.500 metros quadrados dedicados à experiência do cliente, focado em reabilitação em fisioterapia e terapias exclusivas, reforçando sua vocação de cuidado integral.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    A estratégia evidencia um dos princípios do cooperativismo: o interesse pela comunidade. Ao cooperar, laços são criados, ideais se fortalecem e o crescimento ocorre de forma coletiva.

    Por fim, nesse contexto, a Escola Raul Córdula se consolida como símbolo desse modelo. Mais do que números expressivos, o cooperativismo demonstra sua força ao transformar resultados financeiros em legado social concreto, impactando diretamente a vida de centenas de famílias paraibanas.

  • Baixo estoque e alta demanda mantêm recorde do café arábica

    Baixo estoque e alta demanda mantêm recorde do café arábica

    Os preços do café arábica seguem em patamares recordes ao longo de fevereiro. Segundo o Cepea, a cotação real do grão atingiu novos máximos na série histórica iniciada em novembro de 1996. No dia 12, o Indicador CEPEA/ESALQ para o arábica tipo 6, bebida dura para melhor, alcançou R$ 2.769,45 por saca de 60 kg, um recorde real. Nos dias seguintes, os valores oscilaram levemente, mas permaneceram próximos de R$ 2.700 por saca. Somente em 2025, o indicador já subiu mais de R$ 500 por saca.

    Pesquisadores do Cepea apontam que os baixos estoques, tanto no Brasil quanto no mercado global, sustentam essa valorização. Além disso, a safra 2025/26 deve registrar produção modesta. Apesar dos preços elevados, a demanda segue aquecida. No campo, as lavouras de arábica estão na fase final de desenvolvimento, mas o forte calor e o clima seco desta semana preocupam os produtores.

    Responsabilidade social e sustentabilidade no setor cafeeiro

    O Comitê de Responsabilidade Social e Sustentabilidade (RSS) do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) se reuniu em 18 de fevereiro com representantes da organização Verité. O encontro discutiu a aplicação das ferramentas do Projeto COFFEE nos processos de devida diligência em direitos humanos e trabalhistas de empresas e cooperativas exportadoras de café.

    Silvia Pizzol, diretora de RSS do Cecafé, destaca que a adoção de boas práticas é essencial para garantir competitividade no mercado europeu. “Com as novas regras de comércio da União Europeia voltadas para ESG, aprimorar os processos de devida diligência socioambiental se torna fundamental. O bloco absorve cerca de 50% das exportações brasileiras de café”, afirma.

    O Cecafé tem investido na capacitação do setor por meio de sua plataforma de ensino a distância. O curso “Novas Regras de Comércio em Tempos de ESG” foi lançado recentemente para orientar exportadores sobre as exigências internacionais. Além disso, a entidade promove diálogos entre o setor exportador e iniciativas alinhadas à devida diligência em direitos humanos e trabalhistas.

    Silvia Pizzol ressalta a importância do kit de ferramentas desenvolvido pela Verité no projeto COFFEE. “O objetivo é criar um ciclo virtuoso de melhoria contínua na sustentabilidade social da cadeia de fornecimento do café”, explica. Em resumo, o programa, financiado pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos (DOL), oferece acesso gratuito às ferramentas e capacitações, especialmente para as primeiras etapas da devida diligência socioambiental.

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  • Fazenda África investe em agropecuária e desenvolvimento comunitário

    Fazenda África investe em agropecuária e desenvolvimento comunitário

    Teresina, capital do Piauí, é classificada como terceiro município com melhor qualidade de vida nas regiões norte e nordeste pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Além da indústria, um dos destaques da cidade é sua contribuição com o setor agropecuário. E neste lugar se localiza a Fazenda África, propriedade de Rossana e Eduardo Aboud. Especializada em pecuária de corte, ela abre suas porteiras para iniciativas de empreendedorismo, gestão e capacitação na região.

    Após 12 anos vivendo em países como Angola, Moçambique, África do Sul, Tanzânia e Quênia, a advogada e empreendedora Rossana Aboud decidiu junto com seu marido que era o momento de retornar ao Brasil. “Frente à pandemia nos questionamos se valia a pena passar tanto tempo fora e longe da família. Isso nos levou a refletir sobre esse momento pessoal”, conta Rossana.

    Rossana Aboud, da Fazenda África

    Motivados pelo sonho e pela experiência em gestão corporativa, os executivos contrataram um consultor para ensinar os manejos da pecuária de corte. Em 2021, inauguraram a propriedade de 20 hectares. Passaram também a compartilhar o cotidiano no campo nas redes sociais.

    Reconhecimento e inovação

    Desde então, a empreitada tem conquistado diferentes formas de reconhecimento. Em três anos, a página da Fazenda África já soma 20 mil seguidores no Instagram. Em 2023, Rossana foi uma das produtoras reconhecidas no Prêmio Mulheres do Agro. O prêmio é uma iniciativa idealizada pela Bayer em parceria com a Abag (Associação Brasileira do Agronegócio) — que está com inscrições abertas para novas interessadas até o dia 31 de julho.

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    Focada em incentivar mais mulheres a mostrarem sua jornada no campo, a produtora passou a compartilhar, investindo na transparência dentro da porteira, conteúdo sobre suas práticas que englobam a dedicação ao cuidado animal que resulta na qualidade da carne. Com grande preocupação com a qualidade da alimentação, água, vacina e manejo sanitário, a propriedade busca aperfeiçoar a produção de capim e o modelo de irrigação. “Dentro da Fazenda África entendemos que a sustentabilidade segue um tripé social, econômico e ambiental. Entre nossas ações, captamos a água da chuva para otimizar nosso modelo de irrigação de gotejamento, e conseguimos economizar recursos hídricos com eficiência”, conta.

    Responsabilidade social

    A Fazenda África compartilha nas redes sociais sua rotina de participação em eventos, dicas de infraestrutura, sustentabilidade e silagem além de técnicas de bem-estar animal, como o curral antiestresse. A propriedade também promove cursos de gestão. Além disso, defende um modelo de gestão transparente, oferecendo oportunidades para que seus colaboradores se especializem e tenham oportunidades de crescimento. Essa estratégia é também uma forma de retenção de talentos que gera motivação nos profissionais.

    Logo da Fazenda Africa
    Reprodução – Redes Sociais

    Com pouco mais de um ano de atividade da Fazenda África, Rossana soube da iniciativa Prêmio Mulheres do Agro, que busca dar espaço e valorizar o trabalho das mulheres que fazem a diferença no campo, reconhecendo suas iniciativas na gestão sustentável de suas propriedades, com foco nos pilares de governança, social e ambiental, e se inscreveu. Desde então, a produtora expandiu sua atuação abrindo as porteiras. “Vi que me comunicar e me posicionar proporcionou mais experiência e vivências voltadas a responsabilidade social. Hoje integro projetos como o ‘Movimento Mulheres de Fibra’ e o ‘Instituto Cultivar Progresso’ ”.

    Dentro dessas iniciativas, Rossana soma esforços para a construção de uma clínica escolar para a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) que vai beneficiar mais de 300 crianças no sul do estado do Piauí. Esse projeto também auxiliará a comunidade local, com espaço para cursos, aulas de educação ambiental e uma agrofloresta. “Queremos impactar a vida das crianças e de suas famílias, e atrair parceiros para a região, fomentando o empreendedorismo”, acrescenta.

    Liderança e inspiração

    Já no Movimento Mulheres de Fibra, do Instituto Cultivar Progresso, Rossana é uma das líderes do projeto ao lado das produtoras de grãos Lúcia Bortolozzo e Ani Sanders, com objetivo de difundir uma corrente de ideias ligadas a transformação social. Dentro do projeto, a rede cria produtos e serviços no município de Sebastião Leal. A cidade é um dos polos do agronegócio do Piauí, oferecendo oficinas e capacitações voltadas ao desenvolvimento local.

    Com os aprendizados da participação nesses projetos e após ter realizado no progresso à frente da Fazenda África, a produtora voltou a se inscrever no Prêmio Mulheres do Agro em 2023, quando foi reconhecida na categoria de Pequena Propriedade. “O prêmio trouxe muita validação pessoal e profissional. Me sinto mais segura representando o Piauí e defendo a importância de as mulheres reconhecerem suas conquistas”, diz ela.

    A produtora convoca as mulheres do setor que ainda não se inscreveram na premiação a também se inscreverem e conhecerem de perto a iniciativa. “O prêmio é importante para balizar o que estamos fazendo em nossas fazendas, reforçar práticas e se apropriar desse espaço. Mostrem seu belíssimo trabalho nas redes sociais, invistam nessa comunicação. Apliquem para suas iniciativas porque ele é um divisor de águas para o nosso desenvolvimento e para nos sentirmos especiais.”

    As inscrições para produtoras rurais no Prêmio Mulheres do Agro se encerram na próxima quarta-feira, 31 de julho. E podem ser realizadas por meio do site da premiação.