Tag: Reserva Particular do Patrimônio Natural

  • Maior reserva ambiental do Piauí protege 560 hectares de Caatinga

    Maior reserva ambiental do Piauí protege 560 hectares de Caatinga

    lgO Piauí acaba de ganhar sua maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de gestão estadual: a RPPN Flor da América, localizada em Colônia do Piauí. Com 560 hectares de Caatinga sob proteção permanente, a nova unidade de conservação representa um avanço histórico para a preservação do bioma, o único exclusivamente brasileiro. E um passo importante para o fortalecimento da conservação privada no país.

    A criação da reserva foi oficializada durante solenidade em Teresina (PI), em celebração ao Dia Nacional das RPPNs, comemorado em 31 de janeiro, data que ressalta o papel estratégico dessas áreas para a proteção da biodiversidade e o incentivo à preservação ambiental em propriedades particulares.

    Refúgio ecológico e legado ambiental

    A RPPN Flor da América, criada pela Auren Energia, funcionará como um verdadeiro santuário ecológico para diversas espécies da fauna e flora típicas do semiárido. Entre os animais protegidos estão aves, mamíferos, répteis e anfíbios que dependem da vegetação nativa para sobreviver.

    Além de abrigar a vida silvestre, a reserva exerce papel fundamental na regulação climática, na conservação do solo e na recarga hídrica da região. Sua localização estratégica contribui para a formação de corredores ecológicos. Permitindo o fluxo genético das espécies e fortalecendo a resiliência ambiental da Caatinga frente às mudanças climáticas.

    Avanço para a conservação do semiárido

    A criação da RPPN Flor da América integra um conjunto de ações voltadas à restauração e ao manejo sustentável da Caatinga no estado. Nessas áreas, monitoramentos recentes registraram mais de 170 espécies nativas, incluindo o periquito-da-caatinga, o pompeu e o gato-do-mato-pequeno. Todos classificados como vulneráveis pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).


    Jarbas Amaro, gerente de Sustentabilidade, e Rafael Campolina, gerente executivo de Sustentabilidade da Auren Energia, participam da cerimônia de assinatura para a criação da RPPN. Foto: Narcílio Costa/ Ascom Semarh/PI

    A iniciativa reforça o compromisso com a preservação de biomas estratégicos e demonstra o papel crescente do setor privado na ampliação das áreas de conservação voluntária no Brasil.

  • Lobos do Santuário do Caraça mostram adaptação à presença humana

    Lobos do Santuário do Caraça mostram adaptação à presença humana

    Um estudo recente na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Santuário do Caraça, em Minas Gerais, revelou que os lobos-guarás estão habituados à presença de visitantes sem alterar seus comportamentos naturais.

    https://www.instagram.com/reel/C9xNMZAOTRq/

    A pesquisa, realizada pelo projeto “Turismo de observação do lobo-guará como ferramenta de conservação” e apoiada pelo programa Semente, aponta a convivência pacífica entre animais e turistas, principalmente nas proximidades da Igreja Nossa Senhora Mãe dos Homens.

    Foto: Santuário do Caraça

    Dois casais de lobos-guarás vivem na reserva. Sampaia (8 anos) e Zico (6 anos) ocupam a área central do Santuário, enquanto Petrina (3 anos) e Lourenço (5 anos) habitam uma região mais rural conhecida como “baixada caracense”. As áreas utilizadas pelos casais não se sobrepõem, confirmando o comportamento territorialista típico da espécie.

    O monitoramento por colares GPS e câmeras trap, em operação por 430 dias, mostrou que Sampaia percorreu cerca de 106,21 km², e Zico, 161,67 km². Petrina e Lourenço, acompanhados em períodos menores, circularam por áreas compatíveis com os padrões da espécie em ambiente selvagem. O estudo também indicou que, mesmo quando próximos a humanos, os lobos mantêm independência e preferem áreas preservadas para alimentação e descanso.

    Bernardo Borba, coordenador ambiental do Santuário do Caraça, destacou que o ambiente protegido garante segurança e condições ideais para a reprodução e sobrevivência dos lobos. Ele reforçou que o turismo sustentável é uma aliada da conservação.

    Parceria

    O projeto contou com parceria do Instituto Pró-Carnívoros e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação dos Mamíferos Carnívoros (CENAP/ICMBio). Rogério Cunha, coordenador do CENAP, ressaltou o comportamento territorial e a ausência de disputa entre os casais.

    Cascata dentro do Santuário. Foto: Santuário do Caraça

    Além disso, o estudo registrou interações positivas entre lobos e visitantes no adro da igreja. Sampaia demonstrou mais conforto com a presença humana, embora o tempo próximo aos visitantes seja curto. Os lobos também circulam nas trilhas turísticas fora do horário de visitação, reforçando a coexistência harmoniosa.

    O programa Semente, que financiou a pesquisa, conecta o Ministério Público de Minas Gerais a iniciativas socioambientais, viabilizando a conservação por meio do turismo consciente. Assim, a ação fortalece a proteção do lobo-guará, espécie vulnerável, e realça a importância da preservação do Cerrado.

  • Onça-pintada do Pantanal é flagrada em raro momento de descanso

    Onça-pintada do Pantanal é flagrada em raro momento de descanso

    A onça-pintada, maior felino das Américas e predador de topo, também precisa descansar. Em um raro flagrante no Pantanal, foi registrado o despertar dessa gigante, mostrando seu lado tranquilo e delicado.

    Esse felino exerce papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas. É uma caçadora habilidosa, capaz de nadar longas distâncias, e sua mordida destaca-se entre as mais fortes do reino animal, capaz de perfurar cascos de jacarés e tartarugas.

    Apesar da força e imponência, a onça-pintada também tem momentos de descanso na mata para recuperar energia e continuar sua jornada. Esse registro faz parte do monitoramento da fauna na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Pantanal, realizado pelo Polo Socioambiental Sesc Pantanal em parceria com o Museu Nacional, UFRJ, UFRGS e o Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS).

    Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Pantanal

    A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Sesc Pantanal é a maior reserva natural privada do Brasil. Ela esta localizada no Pantanal mato-grossense, com uma área de 108 mil hectares. Criada em 1997 pelo Sistema CNC-Sesc-Senac, a RPPN desempenha um papel crucial na conservação da biodiversidade local. Abrigando espécies ameaçadas de extinção como onça-pintada, lobo-guará e tamanduá-bandeira.

    A reserva possui reconhecimentos internacionais importantes. Foi designada como Sítio Ramsar, identificando-a como uma área úmida de importância global. E também como Zona Núcleo da Reserva da Biosfera do Pantanal, títulos que ressaltam seu valor ecológico e científico. A RPPN contribui de forma significativa para a purificação da água, regulação climática e adaptação às mudanças climáticas, além de proteger milhares de espécies de fauna e flora.

    A gestão da RPPN inclui ações intensivas de monitoramento, prevenção e combate a incêndios florestais, que contam com tecnologia de ponta e brigada especializada. Guardas-parques locais, muitos nascidos na região, atuam na conservação da área e no apoio a pesquisas nacionais e internacionais. Que buscam aprofundar o conhecimento sobre o Pantanal e seus ecossistemas.

    Esse projeto integra o Polo Socioambiental Sesc Pantanal e envolve parcerias com instituições como o Museu Nacional, UFRJ, UFRGS e o Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS). Reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e proteção ambiental.