Tag: répteis

  • Chimpanzés ganham chá e cobertores para enfrentar frio no Zoológico de SP

    Chimpanzés ganham chá e cobertores para enfrentar frio no Zoológico de SP

    O inverno chegou! As baixas temperaturas levaram o Zoológico de São Paulo a adotar medidas especiais para garantir o bem-estar animal durante os dias mais frios do ano. Chás de ervas, sopas, aquecedores e cobertores foram distruibuídos aos “moradores” do Zoo e chamaram atenção pela fofura.

    Entre os animais que receberam atenção reforçada estão os chimpanzés, que ganharam cobertas, frutas e chás quentinhos para enfrentar a nova estação.

    Chimpanzé do Zoo SP
    Foto: Divulgação/Zoo SP
    Chimpanzé do Zoo SP
    Foto: Divulgação/Zoo SP
    Chimpanzé do Zoo SP
    Foto: Divulgação/Zoo SP

    Além disso, os répteis, por exemplo, permanecem em recintos com sistemas de aquecimento que auxiliam na manutenção da temperatura corporal. Já os tamanduás-bandeira chamam a atenção dos visitantes ao utilizarem a própria cauda como uma espécie de cobertor natural.

    Segundo o zoológico, o período oferece uma oportunidade para que o público observe comportamentos típicos das espécies durante o inverno. Além dos tamanduás, é possível ver aves eriçando as penas para conservar calor.

    Inverno começou oficialmente no Brasil

    O inverno de 2026 começou oficialmente no Brasil no dia 20 de junho, segundo o calendário astronômico. A estação seguirá até 22 de setembro, quando terá início a primavera.

    Durante o período, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste costumam registrar as menores temperaturas do ano, além da ocorrência de massas de ar frio, geadas em algumas áreas e queda da umidade relativa do ar.

  • Conheça a curiosa cobra-papagaio, serpente que vive pendurada nas árvores

    Conheça a curiosa cobra-papagaio, serpente que vive pendurada nas árvores

    Imagine só: uma cobra que passa o dia inteiro enrolada num galho a 15 metros de altura, tem o corpo verde com manchas brancas, barriga amarela e, quando filhote, é alaranjada. Parece criação de roteirista, mas a cobra-papagaio é real, vive nas florestas tropicais da América do Sul e carrega uma série de características que deixam até os especialistas impressionados. Além disso, ela não precisa de veneno para matar.

    Uma cobra de visual impactante e nome à altura

    Seu nome científico é Corallus batesii e ela pertence à família Boidae, a mesma das jiboias e sucuris. No Brasil, ganhou o apelido de cobra-papagaio por razão óbvia: sua coloração intensa em verde e amarelo lembra diretamente a ave mais tradicional do país. Mais precisamente, boa parte do corpo é verde com manchas brancas e o ventre é amarelo, segundo o Instituto Butantan.

    Em termos de tamanho, não há como ignorá-la. A cobra-papagaio pode chegar a até 2 metros de comprimento, o que a coloca entre as serpentes de porte médio-grande do continente. Apesar da aparência imponente, ela não é peçonhenta, ou seja, não possui veneno. Mas isso não significa que seja inofensiva para as suas presas.

    Sem veneno, mas com técnica mortal

    A ausência de veneno não representa nenhuma desvantagem para a cobra-papagaio na hora de caçar. Ela adota a mesma estratégia das sucuris e jiboias: a constrição. A serpente se enrola em torno da presa e aperta com força suficiente para impedir a respiração, matando o animal antes de devorá-lo. Eficiente, silenciosa e mortal, sem precisar inocular uma única gota de toxina.

    Com hábitos noturnos, a cobra-papagaio desce ao solo ao anoitecer para caçar marsupiais como gambás, roedores, morcegos e até algumas aves. Durante o dia, o comportamento é completamente diferente: ela sobe e permanece imóvel nos galhos mais altos, em repouso e camuflada. Suas pupilas verticais são adaptadas para enxergar melhor no escuro e regular a luminosidade.

    A cobra-papagaio muda de cor conforme cresce para garantir camuflagem perfeita em cada etapa da vida — (Foto: Divulgação/Instituto Butantan)

    A vida nas alturas: o hábito que mais surpreende

    Enquanto a maioria das cobras raseja pelo chão, a cobra-papagaio escolheu outro endereço. Ela é mais comumente encontrada no topo de grandes árvores, chegando a se instalar por horas em galhos a alturas de 12 a 15 metros, de acordo com o Instituto Butantan. Esse comportamento arborícola é raro entre as serpentes e contribui muito para o fascínio que a espécie desperta.

    A cobra-papagaio é endêmica de regiões com alta umidade arbórea, especialmente a floresta amazônica, e pode ser encontrada no Brasil, Peru, Suriname, Guiana, Colômbia, Venezuela e Equador. Em casos excepcionais, também aparece em áreas mais secas como savanas ou florestas secas de outras partes da América do Sul, sobretudo em períodos de seca, quando desce ao solo em busca de água.

    Uma cobra que muda de cor ao longo da vida

    Talvez a característica mais surpreendente da cobra-papagaio seja a transformação que ela passa ao longo do ciclo de vida. Quando filhote, ela não tem nada de verde. Nessa fase, possui coloração alaranjada para se disfarçar nos galhos finos e mais baixos das árvores, onde ainda não consegue subir. Conforme cresce e passa a habitar as partes mais altas das copas, a coloração vai se transformando progressivamente. À medida que se tornam adultas e alcançam as partes com folhagem, ficam cada vez mais verdes para se camuflar entre as folhas.

    Essa adaptação cromática ao longo da vida é uma estratégia sofisticada de sobrevivência. Cada fase do desenvolvimento exige uma camuflagem diferente porque o ambiente acessível ao animal muda conforme ele cresce. Nenhuma cor é aleatória: cada tom é uma resposta precisa ao ambiente e ao estágio de vida da serpente.

    Para quem se interessa por fauna silvestre, a cobra-papagaio é um lembrete de que a Amazônia ainda guarda animais cuja biologia rivaliza com qualquer ficção científica. Bela, letal à sua maneira e capaz de se reinventar ao longo da vida, ela é uma das joias menos conhecidas da biodiversidade brasileira.

  • Ibama desmantela criadouro clandestino de répteis exóticos em Minas Gerais

    Ibama desmantela criadouro clandestino de répteis exóticos em Minas Gerais

    Uma operação conjunta do Ibama e da Polícia Federal resultou na desarticulação de um criadouro ilegal de répteis em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A ação foi deflagrada após investigações baseadas em denúncias de comércio irregular de animais silvestres em redes sociais.

    Durante a fiscalização, os agentes ambientais encontraram dez répteis mantidos em cativeiro sem autorização. Incluindo espécies exóticas como a píton-real (Python regius) e a cobra-do-milho (Pantherophis guttatus), além de um tigre-d’água (Trachemys dorbigni), espécie nativa do Brasil. As autoridades apreenderam os animais que viviam em condições inadequadas e os encaminharam ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-MG). Agora, os veterinários avaliarão cada um antes de destiná-los a locais apropriados.

    A polícia deteve o responsável pelo criadouro clandestino e aplicou multas que somam R$ 4,3 mil, com base na Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). Os agentes o conduziram à Delegacia da Polícia Federal em Belo Horizonte. E poderá responder por tráfico de fauna silvestre, prática que movimenta um mercado ilegal de animais exóticos e nativos, muitas vezes destinados a colecionadores ou comércio irregular de pets.

    Impacto ambiental e riscos do tráfico de animais

    Além de representar um crime contra a biodiversidade, a criação e o comércio ilegal de animais silvestres expõem espécies a condições precárias, aumentando o risco de maus-tratos e disseminação de doenças. O Ibama alerta que a posse irregular de animais exóticos pode ainda desestabilizar ecossistemas caso esses espécimes sejam introduzidos na natureza.

    “Operações como essa são fundamentais para coibir o tráfico de fauna e proteger espécies nativas e exóticas da exploração ilegal”, afirmou um representante do Ibama. A fiscalização reforça o compromisso do governo brasileiro no combate ao comércio clandestino de animais. Essa prática coloca em risco tanto a saúde pública quanto o equilíbrio ambiental.

    O que diz a lei?

    De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, a criação, venda ou transporte de animais silvestres sem autorização pode resultar em multas, prisão e apreensão dos espécimes. O Ibama reforça que apenas criadouros legalizados e autorizados podem manter animais exóticos ou nativos, desde que cumpram normas de bem-estar e conservação.

    Para combater esse tipo de crime, o Ibama incentiva a população a denunciar atividades suspeitas por meio do Linha Verde (0800 61 8080). Ou pelo site oficial do órgão. A colaboração da sociedade é essencial para identificar e reprimir redes de tráfico de animais em todo o país.

    Enquanto os répteis apreendidos em Minas Gerais aguardam destinação adequada, as autoridades reforçam a importância de conscientização sobre os riscos da posse ilegal de animais silvestres, prática que, além de criminosa, ameaça a sobrevivência de espécies e o equilíbrio da fauna brasileira.

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  • Jabuti é encontrado após 10 anos soterrado

    Jabuti é encontrado após 10 anos soterrado

    Um jabuti foi resgatado com vida após viver por quase uma década sob o piso de uma casa na pequena cidade de Itacajá, no nordeste do Tocantins. A descoberta inusitada aconteceu no dia 7 de fevereiro, quando Luiza Coelha da Cruz Aguiar, de 60 anos, investigava uma possível infiltração em sua residência.

    Luiza e seu marido contaram com a ajuda de um pedreiro para procurar o vazamento, mas a busca revelou algo muito mais surpreendente: um jabuti escondido sob o piso. A descoberta chocou a comunidade local e rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

    @wcoelho23

    Como ele foi parar aí? #misterio

    ♬ som original – Wilson Coelho

    Deformidades e resgate

    Ao deixar o local, o jabuti apresentava deformações no casco, provavelmente causadas pela compressão do espaço e pela proximidade com a cerâmica. O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) atendeu ao chamado e resgatou o animal, que agora precisa de tratamento especializado.

    A equipe encaminhará o jabuti ao Centro de Fauna (CEFAU), onde ele receberá os cuidados necessários, como controle de temperatura e acesso à luz solar indireta. Os profissionais do CEFAU possuem expertise na reabilitação de animais silvestres e na garantia do seu bem-estar.

    Jabutis: curiosidades e importância

    Os jabutis são répteis terrestres da ordem Testudinata, a mesma das tartarugas e cágados. No Brasil, são encontradas duas espécies principais: o jabuti-piranga ( Chelonoidis carbonarius) e o jabuti-tinga (Chelonoidis denticulatus). Ambos desempenham um papel importante no ecossistema, atuando como dispersores de sementes e contribuindo para a manutenção da biodiversidade.

    Esses animais possuem hábitos diurnos e se alimentam de frutas, verduras, legumes, flores, folhas, cogumelos e, eventualmente, pequenos invertebrados. Os jabutis podem viver por muitos anos, chegando a atingir a idade de 80 anos ou mais.

    Resiliência e conservação

    A história do jabuti de Itacajá é um exemplo de resiliência e adaptação da vida selvagem. A descoberta também serve como um lembrete da importância da conservação ambiental e da necessidade de estarmos atentos à fauna local.

    Casos como este reforçam a importância de ações de educação ambiental e da conscientização sobre a proteção dos animais silvestres. Ao encontrar um animal em situação de risco, é fundamental acionar os órgãos ambientais competentes para garantir o resgate e tratamento adequados.

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