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  • Plataforma unifica dados e promete mais lucro no campo

    Plataforma unifica dados e promete mais lucro no campo

    A PTx apresenta ao mercado brasileiro o FarmENGAGE durante a Agrishow 2026, realizada entre 27 de abril e 1º de maio, em Ribeirão Preto (SP). A plataforma surge como principal aposta da empresa para resolver um dos maiores desafios do produtor rural: integrar dados de máquinas de diferentes marcas e gerações em tempo real, com foco em aumento de rentabilidade e redução de custos no campo.

    Desenvolvido como um sistema central de gerenciamento, o FarmENGAGE conecta frotas agrícolas independentemente do fabricante, modelo ou ano. Dessa forma, o produtor passa a ter controle total sobre a operação, eliminando gargalos causados pela fragmentação de informações. Além disso, a solução simplifica a gestão e melhora a tomada de decisão no dia a dia da fazenda.

    A plataforma opera com base na interoperabilidade. Por isso, integra sistemas amplamente utilizados no mercado, como Deere Operations Center, Raven Slingshot e Case IH FieldOps. Ao mesmo tempo, conecta-se diretamente a monitores de máquinas Fendt, Massey Ferguson e Valtra, além de equipamentos que utilizam monitores PTx Trimble da série GFX.

    “O lançamento do FarmENGAGE marca uma nova era para a PTx no Brasil. A produtividade não pode depender da marca do equipamento. Nosso objetivo é garantir ao produtor controle total da operação”, afirma Rosiéli Mika Bonette, especialista de Marketing de Produto da PTx Trimble.

    Na prática, o sistema entrega visibilidade em tempo real da frota e das atividades no campo. Com isso, o produtor consegue ajustar operações rapidamente e reduzir períodos de ociosidade. Além disso, a plataforma automatiza relatórios, eliminando anotações manuais e aumentando a precisão na análise de custos e desempenho.

    FarmENGAGE/ Divulgação

    Outro diferencial envolve o roteamento inteligente de dados. A tecnologia organiza o fluxo de informações e facilita a integração com softwares de terceiros e consultores agrônomos. Ao mesmo tempo, mantém o conceito de retrofit, permitindo atualizar máquinas já existentes sem necessidade de troca imediata da frota.

    Assim, o FarmENGAGE atua em todo o ciclo produtivo, potencializando recursos e reduzindo desperdícios. A proposta da PTx é transformar dados em decisões estratégicas, ampliando a margem de lucro do produtor.

    Panorama amplia controle e leva gestão para a nuvem

    Além do FarmENGAGE, a PTx também apresenta o Panorama, plataforma desenvolvida pela Precision Planting e voltada à gestão de dados em nuvem. A solução centraliza informações agronômicas e oferece ao produtor uma visão integrada da operação, com acesso remoto e em tempo real.

    O sistema funciona como extensão do monitor Precision Planting 20|20 e disponibiliza dados detalhados sobre plantio, colheita e pulverização. Dessa maneira, o produtor acompanha o desempenho das máquinas e toma decisões com maior precisão.

    Entre os destaques está o recurso PassMaster. A funcionalidade permite que dois monitores compartilhem mapas e dados de cobertura na mesma área. Com isso, evita sobreposição de passadas, reduz o uso de insumos e aumenta a eficiência operacional.

    Além disso, o Panorama incorpora transmissão ao vivo das operações. O produtor pode visualizar, à distância, as telas dos equipamentos em funcionamento. Assim, acompanha o trabalho em tempo real, direto do celular ou computador.

    PANORAMA/ Divulgação

    A plataforma também mantém compatibilidade com frotas mistas. Em propriedades com máquinas de diferentes marcas, os dados circulam sem barreiras. Como resultado, o produtor ganha controle sobre as informações e realiza análises mais precisas da safra.

    “O volume de dados no campo pode se tornar um problema sem a ferramenta adequada. Com o Panorama, entregamos clareza, controle remoto e integração total, transformando informação em rentabilidade”, afirma Rosiéli.

  • Nova adubação do cajueiro-anão corta custos em 70%

    Nova adubação do cajueiro-anão corta custos em 70%

    Depois de um quarto de século usando as mesmas recomendações, os produtores de caju do Ceará finalmente tem uma alternativa que promete revolucionar seus pomares. A Embrapa Agroindústria Tropical desenvolveu uma nova forma de adubar o cajueiro-anão que reduz em 70% os custos com fertilizantes no plantio. Eo melhor: sem comprometer o desenvolvimento das plantas.

    A mudança representa uma economia direta de R$ 382 por hectare. Enquanto a antiga recomendação custava cerca de R$ 520 por hectare, a nova metodologia baixa esse valor pra R$ 138. Para quem planta em escala, os números fazem diferença no fim das contas.

    “Levantamentos realizados junto aos produtores de caju confirmaram a necessidade de adequar essas orientações”, explica o pesquisador Carlos Taniguchi, que coordena os estudos. Ele conta que a recomendação anterior se baseava em pesquisas com o cajueiro-comum e outras frutíferas, mas não refletia as necessidades específicas da variedade anã.

    O que muda na prática

    A diferença começa na quantidade de adubo por cova. Antes, os produtores aplicavam quase um quilo de superfosfato simples em cada buraco de plantio, dependendo das condições do solo. Agora, esse volume cai para no máximo 200 gramas.

    O calcário, que antes ia tanto na cova quanto na área total do pomar, agora fica restrito apenas à aplicação geral. Os micronutrientes também tiveram redução significativa. O FTE-BR12, aquele produto que tem zinco, boro, cobre, ferro, manganês e molibdênio, era aplicado sempre na mesma quantidade: 100 gramas por cova. Não importava se o solo era fértil ou não.

    Com a nova recomendação, essa dose varia conforme os resultados da análise de solo. Parece óbvio, mas na agricultura nem sempre o óbvio é praticado.

    Validação já mostra resultados promissores

    A tecnologia está sendo testada desde março de 2025 em cinco municípios cearenses: Fortim, Alto Santo, Ocara, Santana do Acaraú e Cascavel. As plantas são avaliadas a cada seis meses, e os resultados iniciais animam.

    Cajueiro-anão sob nova adubação com 1 ano de idade. Foto: Carlos Taniguchi

    “Observamos melhor desenvolvimento do cajueiro quando comparado ao obtido na antiga adubação”, conta Taniguchi. As plantas crescem bem, mas com menos insumos e menor investimento. A validação deve seguir até o final de 2026 pra consolidar os dados.

    Aplicativo vai facilitar diagnóstico nutricional

    Junto com a nova recomendação de adubação, a Embrapa desenvolve uma ferramenta digital batizada de CND Caju. O aplicativo interpreta os resultados da análise foliar e determina o estado nutricional do cajueiro em poucos cliques.

    O engenheiro agrônomo Wiliam Natale, bolsista do CNPq que participa dos estudos, explica que a ferramenta considera as interações entre os nutrientes em plantas de alta performance. “O estado nutricional ideal não é a abundância de nutrientes, mas o equilíbrio entre esses elementos”, ressalta.

    Os gastos com adubação representam aproximadamente 30% dos custos de produção na cajucultura. Por isso, ter cálculos precisos faz toda diferença. “Uma análise de solo ou foliar bem feita pode aumentar consideravelmente a produção e gerar mais lucro”, enfatiza Natale.

    Benefícios vão além do bolso

    A redução no uso de fertilizantes químicos também traz ganhos pro meio ambiente. Menos produtos no solo significam menor risco de contaminação dos cursos d’água e dos alimentos. A estrutura física do solo também agradece, já que alguns fertilizantes podem acumular sais e degradar a matéria orgânica.

    O cajueiro, que já é cultivado em solos de baixa fertilidade, agora consegue se desenvolver bem com doses quatro vezes menores de adubos. A longo prazo, essa redução pode melhorar a vida biológica do solo e até a qualidade dos frutos, especialmente quando combinada com práticas orgânicas.

    Cuidados necessários pra adotar a tecnologia

    Taniguchi faz um alerta importante: pra que a nova recomendação funcione direito, os produtores precisam fazer a análise de solo seguindo as orientações da pesquisa. Os resultados dessa análise é que vão indicar a real necessidade de adubação.

    “É fundamental que os agricultores realizem a coleta das amostras de forma adequada”, reforça o pesquisador. Ele também sugere buscar apoio de profissional técnico pra interpretar os resultados. A Empresa de Assistência Técnica Rural do Ceará (Ematerce) já apoia a disseminação da tecnologia.

    Quando plantar o cajueiro

    O momento certo faz toda diferença. Estudos recomendam que o plantio aconteça no início da estação chuvosa pra garantir umidade e facilitar o enraizamento das mudas. No Nordeste, geralmente esse período vai de outubro a janeiro.

    Mas pra não errar, vale seguir o Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cajucultura (Zarc Caju). A ferramenta indica as épocas e locais mais adequados considerando clima, tipo de solo e ciclo de desenvolvimento dos clones.

    Quem adota as recomendações do Zarc ainda pode ser beneficiado por programas do governo federal, como o Proagro e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. A ferramenta também facilita o acesso ao crédito rural.

    Pesquisa continua

    O acompanhamento dos cajueiros plantados com a nova adubação segue por pelo menos dois anos. “Pesquisas com culturas perenes são processos de longa duração”, lembra Taniguchi. Mesmo após o término do projeto, os estudos continuam pra verificar como as plantas se comportam em termos de produtividade.

    As pesquisas começaram em 2021 através de dois projetos: “Aperfeiçoamento tecnológico do manejo de pomares de cajueiros para obtenção de alta produtividade (Fase II)” e “Inovações tecnológicas para o sistema de produção do cajueiro-anão”, financiado pelo CNPq e pela Funcap.

    Os resultados completos estão disponíveis na publicação “Recomendações de calagem e adubação para o plantio do cajueiro”, que pode ser consultada por produtores e técnicos interessados.

  • Biopesticidas: pesquisa reduz custos e amplia viabilidade da produção

    Biopesticidas: pesquisa reduz custos e amplia viabilidade da produção

    Uma descoberta de cientistas da Embrapa Meio Ambiente e da Universidade Federal de Goiás promete facilitar e baratear a produção de biopesticidas. Os pesquisadores identificaram uma fonte de nitrogênio mais econômica, derivada de proteínas vegetais, essencial para o cultivo do fungo Beauveria bassiana. Esse microrganismo, amplamente utilizado contra insetos-praga, depende de nitrogênio, o nutriente mais caro em seu cultivo.

    Em resumo, os cientistas substituíram o caro extrato de levedura por proteínas vegetais, obtendo uma alternativa econômica e eficaz para a produção em larga escala. O estudo revelou que fontes de nitrogênio vegetal são viáveis para a fermentação líquida do fungo. Além disso, essa técnica produz blastosporos, células capazes de combater insetos e ácaros-praga, com resultados sustentáveis e eficientes.

    Sustentabilidade e economia com subprodutos agroindustriais

    As proteínas vegetais utilizadas no processo podem ser extraídas de subprodutos agroindustriais. Ou seja, isso reduz custos e agrega valor a materiais considerados resíduos pela agroindústria. “Essa abordagem torna a produção de biopesticidas mais acessível e sustentável, além de preservar a qualidade do produto final”, afirma Valesca Lima, da UFG.

    Portanto, segundo a pesquisadora, o uso de subprodutos agroindustriais diminui a dependência de substratos caros, valorizando resíduos ao transformá-los em biopesticidas sustentáveis. A técnica mantém atributos essenciais, como alta produção e tolerância a fatores abióticos.

    Resultados superiores no controle de pragas

    Os blastosporos cultivados com nitrogênio vegetal resistiram melhor ao calor e à radiação UV-B, mantendo alta eficácia contra pragas. A farinha de semente de algodão, usada como fonte de proteína, mostrou os melhores resultados. “Ela proporciona um equilíbrio nutricional ideal para o fungo, produzindo blastosporos eficazes e resistentes a estresses abióticos”, explica Gabriel Mascarin, da Embrapa.

    A produção desses fungos requer menos tempo de fermentação, variando entre dois e três dias. Além disso, a técnica pode ser aplicada a outros fungos entomopatogênicos, ampliando a oferta de biopesticidas no mercado global.

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    Biopesticidas de alta qualidade e impacto ambiental positivo

    Os blastosporos desenvolvidos com farinha de algodão apresentaram maior virulência contra larvas de pragas, exigindo menos inóculo para controle eficaz. Ou seja, esse avanço representa menor dose letal necessária, reduzindo custos e impactos ambientais.

    Em geral, o uso de subprodutos da agroindústria promove práticas sustentáveis, convertendo resíduos em produtos valiosos. “A integração entre genética e nutrição neste estudo amplia a eficiência de biopesticidas fúngicos”, ressalta Lima.

    Futuro promissor para biopesticidas sustentáveis

    A fermentação líquida submersa permite maior escalabilidade, custos operacionais menores e menor risco de contaminação. Essa abordagem contribui para a economia circular verde, alinhando inovação e sustentabilidade.

    “A farinha de semente de algodão demonstrou potencial para produzir biopesticidas de alta qualidade, resistentes e com maior estabilidade de armazenamento”, afirma Lima. Já Mascarin destaca o impacto positivo na saúde ambiental e a contribuição dessa tecnologia para a inovação de micopesticidas globais.

    Esse avanço reforça o papel do Brasil no desenvolvimento de soluções sustentáveis, oferecendo ao mercado global bioprodutos acessíveis e de alta eficácia.