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  • Exportações de carne de MT crescem 67% com força no mercado chinês

    Exportações de carne de MT crescem 67% com força no mercado chinês

    As exportações de carne de Mato Grosso apresentaram um crescimento robusto de 67,4% no terceiro trimestre de 2025, impulsionadas principalmente pela demanda chinesa. Dados do Data Hub MT, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), revelam que o estado faturou US$ 1,28 bilhão com as vendas externas de proteína animal entre julho e setembro.

    Em comparação com o mesmo trimestre de 2024, quando as exportações totalizaram US$ 762,74 milhões, o salto foi significativo. No acumulado de janeiro a setembro de 2025, os embarques já somam US$ 2,88 bilhões, um aumento de 38% sobre os US$ 2,09 bilhões registrados em 2024.

    China consolida liderança como principal comprador

    A China se manteve como o destino absoluto das carnes mato-grossenses, sendo responsável por 56,67% de todas as importações do estado no período. Sozinha, a nação asiática comprou US$ 851,6 milhões em produtos. Os Emirados Árabes Unidos aparecem em segundo lugar, com US$ 225,7 milhões (10,8%), seguidos pela Turquia, com US$ 96,4 milhões (4,6%).

    A carne bovina congelada continua sendo o carro-chefe das exportações. No ano, este produto já gerou US$ 1,64 bilhão, representando 78,4% da receita total. As carnes bovinas frescas ou refrigeradas contribuíram com US$ 256,8 milhões (12,2%), enquanto as carnes de aves renderam US$ 146,3 milhões (7%).

    Setor atribui sucesso à competitividade e diversificação

    Para o presidente do Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Mato Grosso (Sindifrigo/MT), Paulo Bellincanta, os números confirmam a solidez do setor. Ele destacou que as chamadas barreiras comerciais (“tarifaço”) impostas pelos Estados Unidos não impactaram o desempenho das exportações.

    “O desempenho de Mato Grosso reforça a competitividade da nossa indústria frigorífica e a confiança dos mercados internacionais na qualidade da carne produzida aqui”, afirmou Bellincanta. “Os números mostram que o setor segue firme, diversificado e com presença consolidada em mais de 90 países. A tendência é de fechar o ano com novo recorde histórico, superando com folga os resultados de 2024”.

    O estado comercializa seus produtos com 92 países, uma diversificação que, segundo o setor, garante segurança e resiliência às vendas externas. A expectativa é que 2025 feche com um novo recorde histórico para as exportações de carne de Mato Grosso.

  • Junho registra recorde de preços e exportação de soja

    Junho registra recorde de preços e exportação de soja

    Os preços da soja no mercado interno brasileiro dispararam em junho, alcançando as maiores médias do ano em termos reais, segundo o IGP-DI de maio. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa – Paranaguá chegou a R$ 138,92 por saca, enquanto o Indicador CEPEA/ESALQ – Paraná atingiu R$ 133,98 por saca de 60 kg. Esses valores representam aumentos de 2,1% e 2,4%, respectivamente, em relação a maio de 2024.

    Os pesquisadores do Cepea atribuem essa alta à forte demanda internacional pela soja brasileira e à valorização do produto no mercado externo. Além disso, muitos sojicultores têm resistido a vender grandes volumes. Eles apostam que a alta taxa cambial continuará a favorecer as exportações e, consequentemente, os preços internos do grão.

    No primeiro semestre de 2024, as exportações de soja somaram 64,13 milhões de toneladas, um recorde para o período e 2,2% acima do volume exportado no mesmo intervalo de 2023, de acordo com dados da Secex.

    Vale lembrar que um outro diferencial do Brasil é a sustentabilidade. A Embrapa estabeleceu diretrizes técnicas para a certificação da soja de baixo carbono, prometendo uma redução de 30% na pegada ambiental das produções que seguirem as orientações. Este avanço, além de promover a sustentabilidade, visa diversificar as exportações brasileiras, atualmente direcionadas majoritariamente para a China.

    A primeira versão do documento “Diretrizes Técnicas para Certificação Soja Baixo Carbono” foi publicada, delineando as premissas para a mitigação de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em sistemas agrícolas. Essas premissas estão sendo testadas em mais de 60 áreas agrícolas, distribuídas por cinco macrorregiões produtoras de soja, durante as safras de 2023/24 e 2024/25.