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  • Dia do Hambúrguer: conheça a origem da data e 3 receitas irresistíveis para fazer em casa

    Dia do Hambúrguer: conheça a origem da data e 3 receitas irresistíveis para fazer em casa

    Celebrado em 28 de maio, o Dia do Hambúrguer homenageia um dos alimentos mais populares do planeta. Embora muita gente associe o prato aos Estados Unidos, sua origem começou muito antes, na cidade de Hamburgo, na Alemanha, onde era comum o consumo de carne moída temperada moldada em formato de disco.

    Com a imigração europeia para os EUA durante o século XIX, especialmente de alemães, a receita ganhou uma nova versão. Aos poucos, a carne passou a ser servida entre pães e se transformou no hambúrguer conhecido atualmente. Além disso, o prato se tornou símbolo da cultura do fast food e conquistou espaço em diversos países graças à expansão das redes de lanchonetes.

    No Brasil, o hambúrguer começou a se popularizar entre as décadas de 1950 e 1960, impulsionado por restaurantes inspirados no modelo americano. Desde então, o prato ganhou releituras criativas e versões gourmet, vegetarianas e até à base de peixe.

    Para entrar no clima da data, selecionamos três receitas especiais para preparar em casa e celebrar o Dia do Hambúrguer com muito sabor.

    Hambúrguer de prato com batatas

    Ingredientes do hambúrguer

    • 200 g de patinho moído;
    • 1 colher (sopa) de azeite;
    • 1 colher (sopa) de mostarda de Dijon;
    • 2 colheres (sopa) de creme de leite;
    • 1 colher (sopa) de leite;
    • Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto.

    Modo de preparo

    Misture a carne com o azeite, o sal e a pimenta-do-reino usando as mãos. Em seguida, modele uma bola e aperte delicadamente até formar o hambúrguer.

    Depois, aqueça uma frigideira antiaderente em fogo alto. Quando estiver bem quente, adicione um fio de azeite e coloque os hambúrgueres. Deixe dourar por cerca de 1 minuto de cada lado.

    Caso prefira a carne mal passada, cozinhe por aproximadamente 4 minutos no total, virando de minuto em minuto. Já para um ponto mais firme, deixe por cerca de 6 minutos.

    Retire os hambúrgueres da frigideira e reserve sobre as batatas. Logo depois, sem lavar a panela, acrescente os ingredientes do molho e cozinhe em fogo médio até engrossar. Finalize regando o molho sobre a carne.

    Ingredientes das batatas

    • 1 batata;
    • 2 colheres (sopa) de creme de leite;
    • 1 colher (sopa) de leite;
    • Sal e pimenta-do-reino a gosto;
    • Noz-moscada a gosto.

    Modo de preparo

    Lave bem a batata, descasque e corte em rodelas finas. Em seguida, coloque em um recipiente próprio para micro-ondas, cubra com água e tempere com sal.

    Leve ao micro-ondas por 10 minutos. Depois, escorra a água com cuidado. Acrescente o creme de leite e o leite, misture e tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada.

    Retorne ao micro-ondas por mais 5 minutos. Por fim, organize as fatias em formato circular para servir.

    Hambúrguer de faláfel

    Ingredientes

    • 1¼ de xícara (chá) de grão-de-bico seco (250 g);
    • ½ cebola;
    • ¼ de xícara (chá) de folhas de salsinha;
    • ¼ de xícara (chá) de folhas de coentro;
    • 1 dente de alho;
    • ½ colher (chá) de bicarbonato de sódio;
    • 1½ colher (sopa) de farinha de trigo;
    • 1 colher (chá) de cominho em pó;
    • 1 colher (chá) de pimenta síria;
    • ¼ de colher (chá) de canela em pó;
    • 1 colher (chá) de sementes de coentro;
    • 1 colher (chá) de sal;
    • Noz-moscada e pimenta-do-reino a gosto;
    • 2 xícaras (chá) de óleo para fritar.

    Modo de preparo

    Coloque o grão-de-bico em uma tigela com bastante água e deixe de molho por 24 horas. Depois desse período, escorra bem e seque os grãos com um pano limpo. Esse processo ajuda a evitar que os hambúrgueres se quebrem durante a fritura.

    Na sequência, descasque a cebola e o alho. Lave e seque as ervas. Bata tudo no processador até triturar bem.

    Adicione os grãos de grão-de-bico aos poucos e processe novamente, deixando a massa levemente granulada. Em seguida, misture o bicarbonato e a farinha.

    Divida a massa em 6 partes e modele os hambúrgueres pressionando bem para deixá-los compactos.

    Aqueça o óleo em fogo médio até atingir aproximadamente 190 ºC. Depois, frite os hambúrgueres por cerca de 5 minutos, virando na metade do tempo para dourar dos dois lados.

    Por fim, escorra em papel-toalha e sirva acompanhado de batatas rústicas e queijo de iogurte.

    Hambúrguer de salmão

    Ingredientes

    • 600 g de filé de salmão sem pele;
    • Raspas de 1 limão;
    • Caldo de ½ limão;
    • ½ xícara (chá) de farinha de rosca;
    • Azeite a gosto;
    • 1½ colher (chá) de sal;
    • Pimenta-do-reino moída na hora a gosto.

    Modo de preparo

    Corte o salmão em pedaços e bata no processador usando o modo pulsar até triturar bem.

    Transfira o peixe para uma tigela e acrescente as raspas e o caldo de limão. Depois, adicione azeite, sal e pimenta-do-reino e misture até incorporar os ingredientes.

    Divida a massa em 4 partes iguais. Em seguida, modele os hambúrgueres pressionando bem com as mãos para manter o formato firme.

    Passe cada hambúrguer na farinha de rosca dos dois lados para empanar levemente.

    Aqueça uma chapa ou frigideira antiaderente em fogo médio. Quando estiver quente, adicione azeite e grelhe os hambúrgueres por cerca de 3 minutos de cada lado. Vire apenas quando a superfície estiver dourada e soltar facilmente da chapa.

    Sirva imediatamente.

  • Tipos de vinagre: conheça as diferenças e saiba qual usar em cada receita

    Tipos de vinagre: conheça as diferenças e saiba qual usar em cada receita

    Presente há séculos na cozinha brasileira e mundial, o vinagre é um ingrediente versátil que aparece em saladas, marinadas e conservas. Seu sabor característico, azedo e ácido, resulta de um processo de dupla fermentação que combina álcool e ácido acético. A partir de diferentes matérias-primas, como frutas, grãos e álcool, a indústria alimentícia produz uma grande variedade de tipos, cada um com sabor, acidez e aplicações distintas.

    No Brasil, os mais encontrados nas prateleiras são o vinagre de álcool, o de maçã e o balsâmico. Contudo, com a popularização da culinária internacional e o crescimento do mercado de alimentos especiais, opções como o vinagre de arroz e os aromatizados ganharam espaço nos supermercados. A seguir, conheça os principais tipos e saiba como usar cada um.

    Vinagre de álcool

    O vinagre de álcool é o tipo mais consumido no Brasil e resulta da fermentação de álcool etílico quase puro, geralmente derivado de grãos. Por esse motivo, ele não carrega sabores aromáticos característicos, ao contrário do vinagre de vinho, por exemplo. Trata-se da escolha ideal para quem quer acidez sem interferir no sabor dos demais ingredientes da receita. É amplamente usado em conservas caseiras, molhos e temperos do dia a dia.

    Vinagre de maçã

    O vinagre de maçã ganhou grande popularidade no Brasil nos últimos anos, impulsionado tanto por benefícios comprovados quanto por mitos que circulam nas redes sociais. Ele resulta da fermentação do líquido alcoólico extraído de maçãs esmagadas e apresenta acidez mais baixa do que a maioria dos outros tipos, além de um leve sabor frutado. Por essas características, combina bem com saladas, molhos, marinadas e pratos com toque mais adocicado.

    Vinagre de maçã pode ajudar no emagrecimento por conter ácido acético

    Vinagre balsâmico

    Também chamado de “aceto balsâmico”, o vinagre balsâmico é produzido a partir do mosto de uva fermentado, ou seja, uvas inteiras prensadas. Sua coloração escura, textura espessa e sabor levemente adocicado o diferenciam dos demais. Na cozinha, funciona bem em molhos para saladas e marinadas, mas brilha especialmente quando reduzido em fogo brando até formar um molho denso, usado para finalizar carnes, frutas e até sorvetes.

    Vinagre de vinho

    O vinagre de vinho (produzido a partir de vinho tinto ou branco), apresenta acidez mais acentuada, que varia conforme o tipo de uva utilizada. É uma opção versátil: combina com marinadas, molhos de salada e no preparo de carnes e peixes, agregando complexidade ao sabor dos pratos.

    Vinagre de arroz

    Muito utilizado na culinária asiática, o vinagre de arroz resulta da fermentação do arroz e se destaca pelo sabor suave e pouco ácido. No Brasil, sua presença cresceu junto com a popularização da gastronomia japonesa e é ingrediente indispensável no preparo do sushi, de legumes em conserva e de frituras orientais.

    Cada tipo de vinagre tem sabor, acidez e aplicação específicos — (Foto de Catherine Karnow)

    Vinagre de malte

    Produzido a partir da fermentação de cerveja sem lúpulo, o vinagre de malte tem sabor intenso e acidez marcante. É menos comum no Brasil, mas aparece em receitas europeias, especialmente em molhos e cremes de origem britânica.

    Vinagres aromatizados

    Os vinagres aromatizados partem de uma base, geralmente vinagre de vinho, que recebe a adição de ervas como alecrim, sálvia ou manjericão, ou ainda de sucos de frutas. O resultado são versões com sabores exclusivos, ideais para molhos vinagrete e marinadas mais elaboradas. Por conterem açúcar adicionado, diferem dos vinagres tradicionais em composição e devem ser usados com atenção em receitas que exijam controle de doçura.

  • Receitas da Roça: o tutu de feijão que nasceu do fundo da panela

    Receitas da Roça: o tutu de feijão que nasceu do fundo da panela

    O tutu de feijão não é só comida de domingo na roça. É, antes de tudo, um retrato de época: tempo de feijão, farinha e pouco sal, em que sobrar qualquer coisa era luxo.

    Para muitos historiadores, a origem do tutu está ligada à época colonial, quando a alimentação de escravizados, indígenas e portugueses se misturou nas cozinhas do interior. O que restava no fundo do caldo de feijão, sobras e até o que “caía” das panelas, virava papinha espessa ao receber farinha de mandioca ou de milho.

    A palavra “tutu”, aliás, teria raízes africanas, ligada a papas baseadas em farinha, algo tipo “papão” ou “engrossar” o que já existe. Em vez de criar um novo prato, a gente aprendeu a esticar o que tinha.

    O tutu que viajou nas costas do tropeiro

    O prato ganhou corpo de verdade nas estradas de tropeiro, quando homens atravessavam o interior levando mercadoria, carne de porco, bacon e feijão seco.

    Em acampamentos à beira do caminho, o feijão cozido ganhava farinha de mandioca, virava uma massa cremosa e resistia a frio e longos dias de viagem. O que começara como forma de não perder caldo virou refeição completa, capaz de encher o estômago de quem levava dias a cavalo.

    Nos séculos XVIII e XIX, o tutu se instalou na cultura mineira e paulista, entrando em casas de fazenda, igrejas e botecos como acompanhamento de torresmo, linguiça e couve. A receita foi se adaptando: ora mais seca, ora mais mole, mas sempre com o mesmo conceito de aproveitar cada gota de feijão.

    Por que o tutu virou símbolo de afeto

    Hoje, o tutu de feijão carrega muito mais do que sabor: carrega memória de roça, de casa de avó e de fogão de lenha. Muita gente lembra que a avó só fazia tutu em dias de visita importante, quando a couve picada fina, o torresmo crocante e o bife de porco subiam de prato no almoço de domingo.

    Em Minas, o tutu é quase sinônimo de mesa de família, tanto que virou destaque em agendas de turismo, com restaurantes de estrada se gabando de “tutu à mineira” como um dos pilares do cardápio. O prato ajuda a contar a história de uma região que soube transformar restos em herança, aperto em orgulho.

    Receita de Tutu de feijão tradicional

    Ingredientes (para 4 a 6 porções):

    • 2 xícaras de feijão cozido com o caldo

    • 1 cebola pequena picada

    • 3 dentes de alho picados

    • 100 g de bacon picado

    • 1 linguiça calabresa ou linguiça tradicional picada

    • 1 xícara de cheiro verde picado (salsa e cebolinha)

    • 1 xícara de farinha de mandioca (ou farinha de milho, se quiser versão mais “caipira”)

    • Sal e pimenta a gosto

    • 1 fio de óleo ou azeite para refogar

    Modo de preparo:

    1. Aqueça o óleo em uma panela ou frigideira grande e frite o bacon até começar a soltar gordura. Em seguida, junte a cebola, o alho e a linguiça, refogando até dourar e soltar aroma.

    2. Acrescente o feijão já cozido com parte do caldo, mexendo bem para incorporar o refogado. Deixe ferver por alguns minutos e combine o cheiro verde, ajustando sal e pimenta ao seu gosto.

    3. Com o fogo baixo, coloque a farinha de mandioca aos poucos, mexendo sem parar. A quantidade de farinha determina a textura: mais seca, firme, quase como um purê; menos farinha, mais cremosa, lembrando uma papinha espessa.

    4. Cozinhe por mais alguns minutos até a mistura soltar do fundo da panela, sem ficar grudando nas laterais.

    5. Sirva bem quente, acompanhado de arroz branco, couve refogada, torresmo, linguiça frita e ovo frito, se quiser fechar a mesa de roça completa.

    Como o tutu continua falando do Brasil

    O tutu de feijão hoje é um paradoxo elegante: é prato de boteco de classe, de highway mineiro e de familiaridade de roça, tudo ao mesmo tempo.

    Para muitos, ele ainda representa uma cultura de não desperdício, de aproveitar sobras de feijão e transformar carência em conforto. E é justamente por isso que combina tão bem com o quadro “Receitas da roça”: cada porção de tutu, por mais simples que pareça, carrega dentro de si uma história de escravo, tropeiro, vovó de fogão de lenha e família reunida em volta da mesa.

  • Berbigão: o molusco que é símbolo de Santa Catarina

    Berbigão: o molusco que é símbolo de Santa Catarina

    O berbigão é mais que um simples molusco para os catarinenses . É um símbolo cultural, gastronômico e econômico de Santa Catarina. Encontrado principalmente no litoral do estado, especialmente na região da Grande Florianópolis, este marisco de sabor marcante conquista moradores e turistas que buscam experiências autênticas da culinária litorânea brasileira.

    O berbigão (Anomalocardia flexuosa) é um molusco bivalve de pequeno porte, com concha resistente e coloração que varia entre tons de bege, marrom e cinza. Seu tamanho compacto esconde um sabor intenso e levemente salgado, que remete diretamente ao mar. Tradicionalmente coletado por marisqueiras nas áreas de manguezal, o berbigão faz parte da identidade cultural das comunidades pesqueiras catarinenses há gerações.

    A extração do berbigão é uma atividade tradicional realizada principalmente por mulheres, conhecidas como marisqueiras ou berbigoadeiras. Munidas de peneiras e baldes, essas trabalhadoras enfrentam a lama dos manguezais durante a maré baixa para coletar os moluscos. Este ofício, transmitido entre gerações, representa não apenas uma fonte de renda, mas também um patrimônio cultural imaterial que precisa ser preservado e valorizado.

    Como preparar o berbigão

    A receita mais tradicional de berbigão é simples e valoriza o sabor natural do molusco. Os ingredientes básicos incluem alho, cebola, tomate, coentro ou cebolinha, azeite e, claro, os berbigões bem lavados. O preparo consiste em refogar os temperos, adicionar os moluscos e cozinhar até que as conchas se abram, liberando seu suculento conteúdo.

    Foto: Sean Salmon/Flickr

    O prato é servido ainda quente, geralmente acompanhado de pirão ralo (caldo do cozimento engrossado com farinha de mandioca), arroz branco e farinha de mandioca torrada. Algumas variações incluem pimenta, limão e até mesmo leite de coco, dependendo da região e da preferência familiar.

    Onde encontrar o melhor berbigão

    Santa Catarina oferece diversos restaurantes especializados em frutos do mar onde o berbigão é protagonista. A região de Florianópolis, especialmente os bairros do Ribeirão da Ilha e Santo Antônio de Lisboa, concentra estabelecimentos tradicionais que servem o prato com autenticidade. Outras cidades litorâneas como Palhoça, São José e Biguaçu também são conhecidas pela qualidade de seu berbigão.

    Para uma experiência ainda mais autêntica, muitos visitantes optam por comprar o molusco diretamente das marisqueiras nas feiras locais e prepará-lo em casa, seguindo receitas tradicionais.

    Valor nutricional e benefícios

    Além do sabor inconfundível, o berbigão oferece benefícios nutricionais significativos. Rico em proteínas de alta qualidade, o molusco é fonte de minerais essenciais como ferro, zinco, cálcio e fósforo. Também fornece vitaminas do complexo B e possui baixo teor de gordura, tornando-se uma opção saudável para quem busca alimentação equilibrada.

    A crescente demanda pelo berbigão trouxe preocupações ambientais importantes. A coleta excessiva e sem controle pode comprometer os estoques naturais e prejudicar o ecossistema de manguezal. Por isso, órgãos ambientais estabeleceram períodos de defeso (proibição temporária da coleta) para permitir a reprodução dos moluscos e garantir a sustentabilidade da atividade.

    Consumidores conscientes devem dar preferência ao berbigão coletado de forma legal e sustentável, respeitando os tamanhos mínimos estabelecidos pela legislação e os períodos de defeso. Algumas iniciativas também incentivam o cultivo de berbigão em cativeiro, oferecendo alternativa mais sustentável à coleta tradicional.

    Patrimônio cultural catarinense

    Em reconhecimento à importância cultural e gastronômica do berbigão, o prato foi registrado como Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina. Esta distinção valoriza não apenas o alimento em si, mas toda a cadeia que o envolve: as marisqueiras, as técnicas tradicionais de coleta, os saberes culinários transmitidos entre gerações e a identidade das comunidades litorâneas.

    Para quem deseja experimentar o berbigão pela primeira vez, algumas recomendações garantem a melhor experiência. Escolha estabelecimentos com boa reputação e movimentação constante, garantindo frescor dos moluscos. Observe se as conchas estão fechadas antes do cozimento (sinal de que estão vivos) e abertas depois (indicando cozimento adequado). Aprecie o caldo do cozimento, rico em sabor marinho, e não deixe de acompanhar com farinha de mandioca, combinação perfeita da culinária catarinense.

    O berbigão representa a essência da gastronomia de Santa Catarina: simples, saboroso, tradicional e profundamente conectado ao mar e às comunidades que dele vivem. Experimentar este prato é mergulhar na cultura litorânea brasileira e valorizar os saberes ancestrais que fazem da culinária regional um patrimônio vivo e delicioso.

  • Veja dicas de drinks e petiscos para alegrar o Dia das Mães

    Veja dicas de drinks e petiscos para alegrar o Dia das Mães

    No Dia das Mães, que tal inverter os papéis e deixar que ela seja a convidada de honra, fora da cozinha? Com receitas simples, cheias de cor e sabor, para brindar esse momento especial com drinks vibrantes que combinam perfeitamente com o clima de celebração. Para acompanhar, petiscos deliciosos que também podem ser servidos como parte do cardápio do almoço. É uma forma carinhosa de retribuir — mesmo que só um pouquinho — tudo que as mães fazem diariamente. Quer uma boa ideia para este dia especial? Confira essas receitas que são fáceis de fazer e vão deixar sua mãe cheia de orgulho.

    Caipirinha de Melancia com Hortelã

    Foto: Casa Comunicação

    Ingredientes:
    • 50 ml de Cachaça 51
    • Melancia em pedaços
    • Folhas de hortelã
    • Açúcar
    • Gelo
    Modo de Preparo:
    Adicione 50ml de cachaça 51 e macere a melancia com açúcar e gelo. Coloque mais gelo na coqueteleira e bata bem. No copo, adicione gelo e folhas de hortelã, e peneire o drink no copo. Finalize com mais hortelã.

    Drink ZumZum com 51 Mel

    Foto: Casa Comunicação

    Ingredientes:
    • 50 ml 51 Mel
    • 4 Pedaços de laranja
    • Refrigerante de guaraná
    • Gelo
    Modo de preparo:
    Em uma coqueteleira adicione os pedaços de laranja, adicione 50 ml de Cachaça 51 Mel e o gelo. Bata bem. Em um copo long drink, preencha com gelo, o drink e complete o copo com refrigerante de guaraná. Finalize com rodelas de laranja e aproveite.

    Camarão com Cachaça 51 

    Foto: Casa Comunicação

    Ingredientes:
    • 50 ml de Cachaça 51
    • 500 g de camarão sete barbas com casca
    • 06 dentes de alho picados
    • 01 limão
    • Sal, pimenta, salsinha e azeite
    Modo de preparo:
    Tempere o camarão com raspa de limão, sal e pimenta. Aqueça a frigideira com azeite e doure o alho. Frite o camarão até dourar levemente. Com o fogo alto, junte a cachaça e o flambe. Finalize com salsinha e aproveite.

    Bolinho de Arroz e Calabresa

    Foto: Casa Comunicação

    Ingredientes:
    • Calabresa (aqui pode ser a quantidade que preferir – quanto mais recheio, melhor!)
    • 2 xícaras (chá) de arroz branco cozido
    • 2 ovos
    • Salsinha picada a gosto
    • 6 colheres (sopa) de farinha panko ou farinha de trigo
    Modo de preparo:
    Em um recipiente, misture bem a calabresa frita, o arroz, os ovos, a salsinha e a farinha.
    Modele os bolinhos com o auxílio de duas colheres do mesmo tamanho. Aqueça o óleo e frite todos os bolinhos até que fiquem bem dourados.

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  • Após proibição da Anvisa, saiba como cultivar sua própria ora-pro-nóbis

    Após proibição da Anvisa, saiba como cultivar sua própria ora-pro-nóbis

    Com a possibilidade de não poder mais adquirir suplementos de ora-pro-nóbis no Brasil após proibição da Anvisa, os consumidores podem pensar na produção caseira dessa planta rica em nutrientes. A ora-pro-nóbis, famosa por suas folhas comestíveis e benefícios à saúde, cresce facilmente em casa, tanto em vasos quanto no jardim. Aqui está um guia completo sobre como plantar, cuidar e consumir essa planta valiosa.

    Para iniciar o cultivo, você pode usar sementes ou estacas de ramos semi-lenhosos, com cerca de 15 a 20 cm de comprimento. A melhor época para plantar é durante o período chuvoso, de setembro a janeiro. Em vasos, use terra vegetal acrescida de húmus para garantir nutrientes suficientes.

    A ora-pro-nóbis é uma planta perene que leva cerca de 60 dias para começar a produzir folhas comestíveis após o plantio. O ciclo completo de produção dura cerca de 90 dias, e a floração ocorre a partir do segundo ano de vida.

    O solo ideal deve ser bem drenado e rico em matéria orgânica. Misture terra vegetal com húmus e areia para criar um substrato adequado. Evite encharcar o solo, pois a planta não tolera excesso de água. Em cultivos caseiros, não é necessário realizar análises laboratoriais do solo, mas é importante revolvê-lo bem antes do plantio.

    As folhas, frutos e flores da ora-pro-nóbis oferecem versatilidade na culinária e enriquecem diversas receitas, como saladas, omeletes, sucos e farofas. Para manter uma alimentação equilibrada, recomenda-se consumir entre 160g e 240g de vegetais diariamente, quantidade que pode incluir porções de ora-pro-nóbis.

    Tempo para produção e colheita

    • Crescimento rápido: a ora-pro-nobis começa a produzir folhas em 3 a 4 meses.
    • Colheita sustentável: retire folhas e flores manualmente, evitando danificar os ramos principais. A planta rebrota rapidamente.
    • Floração: ocorre entre primavera e verão, com frutos comestíveis que atraem pássaros.

    Cuidados essenciais com o solo

    • Adubação: use compostagem a cada 3 meses para manter nutrientes.
    • Controle de pragas: a planta é resistente, mas pulverize com água e sabão neutro em caso de cochonilhas.
    • Poda: faça podas anuais para renovar os ramos e estimular o crescimento.

    A planta é versátil e pode ser usada fresca ou desidratada:

    Folhas
    • Saladas: lave bem e adicione cruas (ricas em ferro e vitamina C).
    • Sopas e refogados: cozinhe como espinafre.
    • Farinha: desidrate as folhas, triture e use em pães, smoothies ou mingaus.
    Flores e frutos:
    • As flores são comestíveis e decorativas.
    • Os frutos (amarronzados) podem ser consumidos in natura ou em geleias.
    Benefícios

    Fonte de proteína: 25% de proteína em suas folhas secas.

    Rica em fibras: auxilia na digestão e controle glicêmico.

    Vitamina A e C: fortalece a imunidade e saúde da pele.

    Por que cultivar em casa?
    • Além de substituir suplementos, a ora-pro-nobis:
    • Economiza dinheiro: uma planta adulta produz folhas durante anos.
    • É sustentável: reduz a demanda por produtos industrializados.
    • Decora e proteje: seus espinhos formam cercas-vivas naturais contra invasores.

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  • Conheça 5 receitas da fazenda para esse frio

    Conheça 5 receitas da fazenda para esse frio

    O frio chegou, e com ele a oportunidade de fazermos aquelas receitas gostosas para esquentar. Essa é uma ocasião ideal para juntar a família e ir visitar uma fazenda com comidas feitas no fogão a lenha, mas sabemos que nem sempre é fácil e da vontade de sair de casa com essas baixas temperaturas.

    Fizemos uma seleção de algumas receitas típicas para fazer em casa  mesmo neste final de semana.

    Polenta com molho de carne

    Para esse prato, o tempo de preparo estimado é 1h15, Ela tem rendimento de 6 porções, e é bem fácil de fazer,

    Ingredientes:
    • 1 e 1/2 xícara (chá) de fubá pré-cozido
    • 6 xícaras (chá) de água
    • 1 cubo de caldo de legumes
    • 2 colheres (sopa) de manteiga
    • Manteiga para untar
    • Folhas de manjericão fresco para decorar
    Ingredientes para o molho
    • 3 colheres (sopa) de azeite
    • 1 cebola picada
    • 1 dente de alho picado
    • 700g de acém em cubos
    • 3 tomates picados
    • 1 lata de molho de tomate
    • 1/2 xícara (chá) de vinho tinto seco
    • 1 xícara (chá) de água
    • Sal, pimenta-do-reino e manjericão picado a gosto
    Modo de preparo:

    Para o molho, aqueça uma panela de pressão com o azeite, em fogo médio, e frite a cebola e o alho até dourar. Adicione a carne e frite por 3 minutos. Adicione o tomate, o molho, o vinho, a água, sal, pimenta, manjericão e então tampe a panela. Cozinhe por 15 minutos, após iniciada a pressão. Desligue, deixe a pressão sair naturalmente. Abra a panela e verifique se está macio. Se necessário, cozinhe por mais alguns minutos com a panela destampada. Desligue e reserve.

    Enquanto isso, misture o fubá com metade da água até dissolver e separe. Aqueça uma panela com a água restante, o caldo de legumes e a manteiga até ferver e dissolver o caldo. Adicione o fubá dissolvido e cozinhe, mexendo até engrossar levemente. Cozinhe por 5 minutos. Transfira para um refratário médio untado, cubra com o molho. Decore com manjericão. E sirva em seguida.

    Polenta com queijo e costelinha

    Outra opção, ainda com polenta, é usando costelinha. O tempo de preparo estimado desta receita é de 1 hora e 20 minutos, com rendimento de 8 porções, e com nível de dificuldade fácil.

    Ingredientes:
    • 1,5kg de costelinha de porco
    • Sal, pimenta-do-reino e salsa picada a gosto
    • 3 colheres (sopa) de óleo
    • 2 cebolas em rodelas
    • 3 tomates picados
    • 1/2 xícara (chá) de água
    • 1 cubo de caldo de bacon
    • 1 e 1/2 xícara (chá) de fubá
    • 4 xícaras (chá) de água
    • 1 cubo de caldo de carne
    • Manteiga para untar
    • 1 xícara (chá) de queijo meia cura ralado
    Modo de preparo:

    Tempere a costelinha com sal e pimenta. Em uma panela de pressão, aqueça o óleo em fogo alto e frite a costelinha, aos poucos, até dourar. Na mesma panela, faça uma camada com a cebola, uma camada com a costelinha e cubra com o tomate picado. Regue com a água e adicione o caldo de bacon esfarelado. Tampe a panela e leve ao fogo baixo.

    Cozinhe por 20 minutos após iniciada a pressão. Desligue, deixe a pressão sair, abra a panela e tempere com sal, se necessário. Enquanto isso, para a polenta, dissolva o fubá em 1 xícara (chá) da água. Em uma panela, aqueça o restante da água com o caldo de carne, em fogo médio.

    Quando levantar fervura junte o fubá dissolvido e então cozinhe por 15 minutos, mexendo sempre. Transfira para um refratário redondo grande, untado, formando um buraco no centro. Arrume as costelinhas com o molho no centro da polenta, polvilhe com o queijo meia cura e leve ao forno médio, preaquecido, por 10 minutos.

    Polvilhe com salsa e esta pronto para servir.

    Costela assada com risoto de parmesão

    Agora, uma receita deliciosa de costela assada com risoto de parmesão. É um prato saboroso e que combina a suculência da costela com a cremosidade do risoto. Essa tem um tempo de preparo demorado, como todas as receitas com costela, de 4 horas e 10 minutos para costela, e para o risoto, de 30 até 35 minutos

    Ingredientes para a costela assada:
    • 1,5 kg de costela bovina
    • 4 dentes de alho picados
    • 1 cebola grande picada
    • 1 colher de sopa de sal grosso
    • 1 colher de chá de pimenta-do-reino moída
    • 1 colher de chá de páprica defumada (opcional)
    • 2 ramos de alecrim fresco
    • 2 folhas de louro
    • 1 xícara de vinho tinto seco
    • 1/4 de xícara de azeite de oliva
    • 1/2 xícara de água
    Ingredientes para o risoto de parmesão:
    • 2 xícaras de arroz arbóreo
    • 1 cebola média picada
    • 2 dentes de alho picados
    • 1/2 xícara de vinho branco seco
    • 5 xícaras de caldo de legumes quente
    • 1 xícara de queijo parmesão ralado
    • 2 colheres de sopa de manteiga
    • Sal e pimenta-do-reino a gosto
    • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
    • Salsinha picada para decorar (opcional)
    Modo de preparo da costela assada:

    Preaqueça o forno: a 160°C.  Em um recipiente para fazer a marinada, misture o alho, a cebola, o sal grosso, a pimenta-do-reino, a páprica, o alecrim, o louro, o vinho tinto e o azeite. Passe a marinada na costela, certificando-se de cobrir toda a carne. Deixe descansar por pelo menos 1 hora (se possível, deixe de um dia para o outro na geladeira).

    Coloque a costela em uma assadeira, adicione a água no fundo e cubra com papel-alumínio. Asse por 3 horas. Após 3 horas, retire o papel-alumínio, aumente a temperatura para 200°C e asse por mais 1 hora para dourar. Regue a costela com os líquidos da assadeira a cada 15 minutos.

    Risoto de Parmesão:

    Em uma panela grande, aqueça o azeite de oliva e refogue a cebola e o alho até ficarem translúcidos. Coloque o arroz arbóreo na panela e refogue por 2 minutos. Despeje o vinho branco e mexa até que seja absorvido.

    Adicione uma concha de caldo de legumes quente e mexa até que seja absorvido. Continue adicionando o caldo, uma concha de cada vez, mexendo sempre, até o arroz estar al dente (aproximadamente 18-20 minutos).

    Quando o arroz estiver cozido, adicione a manteiga e o parmesão ralado. Misture bem até que o risoto fique cremoso. Tempere com sal e pimenta a gosto. Finalize com salsinha picada, se desejar.

    Sirva a costela fatiada ao lado do risoto de parmesão. Decore com um pouco mais de parmesão ralado e um ramo de alecrim.

    Caldo Verde

    Uma sopa tradicional e reconfortante da culinária portuguesa, com várias opções de receitas, e com tempo de preparo de 35 a 40 minutos.

    Ingredientes
    • 500 g de batatas descascadas e cortadas em cubos
    • 1 cebola grande picada
    • 3 dentes de alho picados
    • 200 g de couve-manteiga cortada em tiras finas
    • 150 g de chouriço ou linguiça calabresa cortada em rodelas finas
    • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
    • 1,5 litros de água
    • Sal e pimenta-do-reino a gosto
    • 1 folha de louro (opcional)
    Modo de Preparo

    Em uma panela grande, aqueça 1 colher de sopa de azeite de oliva. Adicione a cebola e o alho, e refogue até que fiquem translúcidos.  Acrescente as batatas, a folha de louro e a água na panela. Tempere com sal e pimenta a gosto. Deixe cozinhar em fogo médio até que as batatas estejam bem macias (cerca de 20 minutos).

    Retire a folha de louro e use um mixer de mão para bater o conteúdo da panela até formar um purê cremoso. Se preferir, você pode transferir as batatas e o caldo para um liquidificador e depois retornar o purê à panela.

    Acrescente a couve-manteiga cortada em tiras finas ao purê e cozinhe por mais 5 minutos, até que a couve esteja macia. Em uma frigideira, aqueça a colher de azeite restante e frite as rodelas de chouriço ou linguiça calabresa até ficarem levemente douradas. Escorra o excesso de gordura em papel-toalha.

    Adicione as rodelas de linguiça ao caldo verde. Se necessário, ajuste o tempero com mais sal e pimenta. Sirva o caldo verde bem quente, regado com um fio de azeite de oliva e acompanhado de pão rústico ou torradas.

  • Descubra como aproveitar a abóbora e o inhame de forma integral

    Descubra como aproveitar a abóbora e o inhame de forma integral

    No estado de Alagoas, agricultores familiares estão encontrando um novo caminho para diversificar seus produtos e aumentar a renda. A solução está em receitas de abóbora e inhame, desenvolvidas por uma equipe do Laboratório de Gastronomia do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) em parceria com a Embrapa Alimentos e Territórios (AL) e apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

    Essas receitas incluem o uso da polpa, sementes, talos e até das cascas de inhame e abóbora, reduzindo o desperdício e melhorando o aproveitamento integral desses alimentos tradicionais da dieta nordestina.

    Além disso, elas também incluem preparos culinários diferenciados, estimulando o aproveitamento integral das hortaliças e oferecendo mais uma oportunidade de geração de renda.

    “Observamos que há outras variedades cultivadas na região. Esses frutos podem apresentar variações na sua composição não só nutricional, mas sensorial quando preparados para consumo. Assim, buscamos explorar essas características e conhecer melhor as propriedades benéficas à saúde, pois tanto o ambiente como o manejo, a coleta e o manuseio também interferem na qualidade dos produtos”, explica a pesquisadora da Embrapa Priscila Zaczuk Bassinello.

     

    Divulgação – Embrapa

    A abóbora é um produto consumido no País todo, mas no Nordeste, o consumo é diferenciado, pois compõe o cardápio do café da manhã ao jantar.

    Há várias variedades comerciais sendo plantadas oriundas da seleção das sementes tradicionais, ou crioulas, que abastecem o mercado de outros estados da região.

    Duas espécies se destacam: a moranga ou jerimum caboclo (Cucurbita maxima) e a abóbora ou jerimum de leite (Cucurbita moschata D.).O inhame, ou cará, é fonte de fibras e vitaminas, e é um alimento nutritivo rico em energia, fibras e uma fonte de vitaminas (A, C, E e complexo B) e de minerais, como potássio, ferro e cálcio.

    Ele é um produto de fácil conservação, que pode durar até mais de 15 dias se for mantido em local fresco, seco, escuro e arejado.

    Também pode ser congelado cru, fatiado ou cozido na forma de purê. “Foi um desafio gratificante fazer os testes, elaborar essas receitas e ministrar as oficinas”, diz a professora Ingrid Tavares de Lima, do Ifal. “A proposta foi diversificar ao máximo o consumo integral desses ingredientes, gerando uma nutrição mais completa e despertando o interesse dos agricultores e suas famílias por novas formas de preparo”, explica.

    As receitas incluem desde empadinhas, bolinhos, pães, bolos, panquecas, biscoitos e chips de inhame e abóbora, até sucos e cremes. Com limão, maçã e gengibre, é possível fazer suco de inhame.

    Divulgação – Embrapa/Elias Rodrigues

    As sementes e as cascas também podem ser usadas para fazer farinha, chips e sucos, entre outros preparos.

    Alagoas tem uma grande oportunidade de ampliar a sua produção de inhame para abastecer o mercado interno, que vem apresentando demanda crescente pelo produto.

    Em Maceió, são comercializadas cerca de 850 toneladas de inhame por mês somente na Ceasa. Sendo que mais de 90% dos produtos comercializados no município são produzidos em outros estados.

    “Nosso trabalho busca, ainda, resgatar as cultivares tradicionais de inhame barba de arame e gereba, entre outras variedades presentes na região”, conta o pesquisador da Embrapa João Gomes. “Estamos avaliando essas variedades, que são raras, para verificar se elas podem ser menos suscetíveis a doenças como a casca-preta e pinta-preta, que têm causado muitos prejuízos à cultura”, complementa.

    O resgate dessas variedades tradicionais é fundamental para a manutenção da variabilidade genética e a soberania e segurança alimentar das famílias da região nordestina. Outro objetivo é incentivar o uso integral dos tubérculos a partir das variadas receitas desenvolvidas pelo Ifal, campus Marechal Deodoro.