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  • Exportações de café do Brasil caem 15,7% na safra 2025/26

    Exportações de café do Brasil caem 15,7% na safra 2025/26

    O Brasil exportou 38,462 milhões de sacas de café na safra 2025/26, volume 15,7% menor que o registrado no ciclo anterior. Apesar da queda nos embarques, a receita das exportações de café atingiu US$ 14,595 bilhões, o segundo maior resultado da série histórica. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

    A redução ocorreu principalmente pela menor oferta de café, reflexo das adversidades climáticas na safra 2025. Além disso, gargalos logísticos nos portos brasileiros e a tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos também limitaram os embarques.

    Em junho, o Brasil exportou 3,060 milhões de sacas de café, alta de 16,9% sobre o mesmo mês do ano anterior. No entanto, a receita cambial caiu 6%, para US$ 972,8 milhões.

    No acumulado do primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras de café somaram 17,831 milhões de sacas, recuo de 8,3% em relação ao mesmo período de 2025. A receita cambial alcançou US$ 6,534 bilhões, queda de 13,3%.

    Menor oferta reduz exportações de café

    Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o mercado já esperava uma redução nas exportações. Após os embarques recordes de 2024, os estoques brasileiros diminuíram significativamente. Além disso, problemas climáticos reduziram a produção da safra de café 2025 e limitaram a disponibilidade do produto.

    Ferreira também afirma que a infraestrutura portuária deficiente prejudicou as exportações. Segundo ele, atrasos frequentes nos principais portos impediram o embarque de centenas de milhares de sacas. Como consequência, exportadores registraram custos extras com armazenagem, pré-stacking e detentions.

    Tarifa dos EUA derruba embarques de café brasileiro

    Outro fator que pressionou as exportações de café do Brasil foi a tarifa de 50% aplicada pelos Estados Unidos durante cerca de quatro meses. Entre 6 de agosto e 21 de novembro, os embarques brasileiros para o mercado americano despencaram 54,9%. Nesse intervalo, as exportações caíram de 2,917 milhões para 1,315 milhão de sacas.

    Após a retirada da tarifa para a maior parte dos cafés brasileiros, os negócios começaram a se recuperar. Entretanto, Ferreira afirma que o mercado ainda enfrenta incertezas relacionadas à política comercial dos Estados Unidos.

    Produtores venderam café no melhor momento

    Segundo o Cecafé, muitos produtores permaneceram capitalizados após os preços elevados registrados nos últimos anos. Dessa forma, os cafeicultores comercializaram o café de maneira mais estratégica durante a entressafra. Como resultado, o ritmo das exportações permaneceu limitado.

    Mesmo com menor volume embarcado, o preço médio das exportações de café atingiu recorde histórico. A média chegou a US$ 379,48 por saca, valor 17,4% superior ao registrado na safra anterior.

    De acordo com Ferreira, as cotações internacionais permaneceram elevadas entre setembro de 2025 e janeiro de 2026. Além disso, os investimentos em tecnologia, inovação e qualidade continuam agregando valor ao café brasileiro.

    Mercado acompanha colheita do café arábica

    O presidente do Cecafé afirma que o mercado monitora a evolução da colheita do café arábica. Segundo ele, o atraso da colheita e as incertezas climáticas reduziram as vendas antecipadas dos produtores.

    Além disso, a qualidade dos grãos ainda depende dos efeitos das chuvas registradas durante a colheita. Esses fatores devem influenciar o desempenho das exportações brasileiras de café ao longo da safra 2026/27.

    Alemanha supera Estados Unidos entre os maiores compradores

    A Alemanha assumiu a liderança entre os principais destinos do café brasileiro. O país importou 5,188 milhões de sacas, equivalente a 13,5% das exportações nacionais.

    Os Estados Unidos ficaram na segunda posição, com 4,243 milhões de sacas, volume 43,2% inferior ao registrado na safra anterior. Na sequência aparecem Itália, Bélgica e Japão.

    Café arábica lidera exportações brasileiras

    O café arábica manteve a liderança nas exportações brasileiras. O país embarcou 29,499 milhões de sacas, volume equivalente a 76,7% do total exportado. Já os cafés canéforas (conilon e robusta) responderam por 5,031 milhões de sacas.

    O café solúvel somou 3,874 milhões de sacas, enquanto o café torrado e torrado e moído representou uma pequena parcela dos embarques.

    Cafés especiais ampliam participação nas exportações

    Os cafés diferenciados, que incluem cafés especiais e certificados, responderam por 19,2% das exportações brasileiras de café. O Brasil embarcou 7,388 milhões de sacas desse segmento. A receita alcançou US$ 3,160 bilhões, equivalente a 21,7% do faturamento total das exportações.

    A Alemanha liderou as compras, seguida por Estados Unidos, Bélgica, Holanda e Itália.

    Porto de Santos concentra exportações de café

    O Porto de Santos permaneceu como principal corredor das exportações brasileiras de café. O terminal embarcou 28,859 milhões de sacas, o equivalente a 75% do total exportado pelo país. Na sequência aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro e o Porto de Paranaguá.

  • Exportações de suco crescem, mas receita recua na safra

    Exportações de suco crescem, mas receita recua na safra

    As exportações brasileiras de suco de laranja cresceram na safra 2025/26. No entanto, a receita obtida com as vendas externas diminuiu.

    Segundo dados da Secex, o Brasil embarcou 806,7 mil toneladas de suco de laranja. O volume considera os produtos concentrado e fresco. Além disso, o total exportado ficou 4% acima do registrado na safra anterior, entre julho de 2025 e junho de 2026.

    Por outro lado, a receita das exportações caiu 27,3% no mesmo período. O faturamento recuou de US$ 3,48 bilhões para US$ 2,53 bilhões. De acordo com pesquisadores do Cepea, a queda ocorreu, principalmente, pela acomodação dos preços internacionais. Os valores haviam atingido níveis elevados na safra anterior.

    Mercado internacional opera com preços mais baixos

    Ainda segundo o Cepea, o encerramento da temporada mostra um cenário diferente dos últimos dois anos. O aumento das exportações para os Estados Unidos e a União Europeia indica maior demanda por NFC.

    Ao mesmo tempo, a forte redução da receita confirma um mercado internacional com preços mais baixos. Segundo os pesquisadores, esse movimento reflete a gradual normalização da oferta global de suco de laranja.

  • Exportações de suco de laranja têm queda de quase 30% na receita

    Exportações de suco de laranja têm queda de quase 30% na receita

    A receita das exportações brasileiras de suco de laranja caiu 27,1% na safra 2025/26. O volume embarcado permaneceu estável entre julho de 2025 e março de 2026. Esse desempenho reflete a queda dos preços internacionais nesta temporada, segundo dados da Secex.

    Além disso, o cenário externo mais pressionado limita o faturamento do setor citrícola brasileiro. Por outro lado, os embarques para os Estados Unidos sustentam a estabilidade no volume exportado. Ainda assim, esse avanço não compensa a queda na receita total das exportações.

    Mesmo com maior volume enviado aos norte-americanos, o faturamento caiu 16,4% na safra. Esse resultado reforça a pressão dos preços internacionais sobre o suco de laranja brasileiro.

    Enquanto isso, os embarques para a União Europeia seguem como preocupação para o setor. Em março, o Brasil exportou 36,9 mil toneladas ao bloco europeu. O volume avançou 49,3% frente a fevereiro, quando somou 24,89 mil toneladas.

    No entanto, esse ritmo ainda não garante o mesmo escoamento da safra anterior.Assim, o total exportado pode ficar abaixo do registrado em 2024/25.

    Por outro lado, pesquisadores do Cepea apontam fatores positivos para o mercado. Os estoques atuais têm melhor qualidade em relação à temporada passada. Além disso, os preços mais baixos podem estimular novas compras internacionais.

    Ao mesmo tempo, os estoques europeus parecem mais limitados neste momento. Com isso, o setor espera uma retomada das importações da União Europeia nos próximos meses.

  • Volume de exportação de café cai, mas a receita cresce

    Volume de exportação de café cai, mas a receita cresce

    As exportações brasileiras de café registram queda em volume, porém avanço na receita na safra 2025/26. Dados do Cecafé, analisados pelo Cepea, confirmam o movimento no mercado externo do grão.

    Entre julho e novembro, período parcial da safra atual, o Brasil embarcou 17,435 milhões de sacas de 60 quilos.
    O volume representa retração de 21,7% frente ao mesmo intervalo da temporada anterior. Apesar disso, a receita das exportações avançou, sustentada pelos elevados preços do café. No acumulado da safra, o faturamento somou US$ 6,723 bilhões, alta de 11,6% em relação a 2024.

    Os pesquisadores do Cepea atribuem a queda nos embarques à forte redução das vendas aos Estados Unidos.
    O país é o principal destino do café brasileiro no mercado internacional. Segundo o Centro de Pesquisas, o governo norte-americano aplicou tarifas às importações brasileiras entre agosto e novembro de 2025.
    Além disso, a baixa disponibilidade interna de café restringiu o volume exportado nos últimos meses.
    A demanda externa também perdeu força, pressionada pelos altos preços do grão no mercado global.

     

  • Brasileiros descobrem o arroz selvagem e seus múltiplos usos na cozinha

    Brasileiros descobrem o arroz selvagem e seus múltiplos usos na cozinha

    Brasileiros buscam cada vez mais ingredientes únicos para diversificar o cardápio. O arroz selvagem desponta como uma das principais escolhas. Chefs e cozinheiros domésticos adotam o grão por sua sofisticação e sabor marcante.

    O ingrediente recebe o apelido de “caviar dos grãos” pela aparência escura e pelo status gourmet. Sua textura crocante e sabor amendoado conquistam paladares exigentes em todo o país.

    O arroz selvagem tem origem no norte dos Estados Unidos e Canadá. Povos indígenas Ojibwa cultivavam e consumiam a variedade há séculos. A tradição existia muito antes da chegada dos colonizadores europeus.

    Estes povos consideravam o grão um alimento sagrado. Desenvolveram técnicas específicas de colheita em canoas. O processo tradicional mantém-se até hoje em algumas comunidades.

    O ingrediente permaneceu restrito às regiões de origem por muito tempo. Apenas nas últimas décadas ganhou reconhecimento na culinária internacional.

    Características únicas distinguem o grão

    O arroz selvagem apresenta cor escura intensa e casca resistente. Sua textura permanece firme mesmo após o cozimento prolongado. O sabor combina notas de nozes, avelãs torradas e chá preto.

    O aroma inconfundível diferencia o ingrediente de outros cereais. Cada grão mantém formato alongado e elegante. A apresentação visual impressiona em qualquer prato.

    Curiosamente, o “arroz” selvagem não pertence à mesma família botânica do arroz comum. Trata-se de uma gramínea aquática da espécie Zizania. Esta diferença explica suas características únicas.

    Perfil nutricional impressiona especialistas

    Nutricionistas destacam os benefícios do arroz selvagem para a saúde. O grão contém mais proteínas que o arroz branco tradicional. Uma porção fornece aproximadamente 7 gramas de proteína.

    As fibras abundantes auxiliam o sistema digestivo. Também contribuem para maior sensação de saciedade. Este efeito ajuda no controle do peso corporal.

    Antioxidantes naturais combatem os radicais livres. O grão oferece quantidades significativas de magnésio, zinco e fósforo. Estes minerais fortalecem ossos e músculos.

    O índice glicêmico baixo beneficia diabéticos. O arroz selvagem libera energia de forma gradual. Evita picos de açúcar no sangue após as refeições.

    Versatilidade culinária surpreende chefs

    A versatilidade do arroz selvagem impressiona profissionais da gastronomia. O ingrediente funciona como acompanhamento sofisticado para carnes nobres. Harmoniza perfeitamente com aves e peixes.

    Saladas ganham textura especial com a adição do grão. Sopas cremosas incorporam o arroz para maior consistência. Risotos autorais usam o ingrediente como base diferenciada.

    Receitas doces também aproveitam suas qualidades. Cereais matinais combinam arroz selvagem com frutas frescas. O mel realça o sabor amendoado natural do grão.

    Pratos vegetarianos e veganos encontram no arroz selvagem uma fonte protein rica. Bowls nutritivos misturam o grão com legumes coloridos. A combinação oferece refeições completas e saborosas.

    Preparo requer cuidados especiais

    O tempo de cozimento do arroz selvagem supera o do arroz comum. Geralmente leva entre 45 a 60 minutos para amolecer completamente. Alguns cozinheiros preferem deixar de molho previamente.

    A proporção ideal usa três partes de água para uma de arroz. Sal e temperos realçam o sabor natural. Caldo de legumes ou galinha substitui a água comum para mais sabor.

    O ponto ideal mantém os grãos firmes, mas não duros. A textura deve permitir mastigação confortável. O resultado final apresenta grãos abertos em formato de flor.

    Mercado brasileiro abraça a tendência

    Importadores especializados trazem o arroz selvagem para o Brasil. Lojas gourmet e empórios finos já oferecem o produto. Supermercados premium incluem o grão em suas seções especiais.

    O preço ainda permanece elevado comparado ao arroz tradicional. Este fator limita o consumo a ocasiões especiais. Porém, a demanda cresce constantemente entre consumidores exigentes.

    Produtores nacionais estudam a viabilidade do cultivo no país. Algumas regiões do sul apresentam condições climáticas favoráveis. O projeto pode reduzir custos e aumentar a disponibilidade.

    Restaurantes sofisticados incorporam o arroz selvagem em seus cardápios. O ingrediente adiciona valor percebido aos pratos. Clientes pagam mais por experiências gastronômicas diferenciadas.

    A seguir, confira três receitas, compartilhadas pela Josapar, que mostram como é possível incorporar esse grão especial em diferentes ocasiões.

    Receitas com arroz selvagem

    Arroz selvagem + arroz parboilizado com amêndoas

    Ingredientes

    – 1 xícara (chá) de Arroz Selvagem

    – 1 xícara (chá) de Arroz Parboilizado

    – 200 g de amêndoas em lascas

    – 2 colheres (sopa) de manteiga

    – Sal a gosto

    – Pimenta-do-reino a gosto

    Modo de preparo

    Cozinhe o Arroz Selvagem conforme o modo de preparo indicado na embalagem. Enquanto isso, em outra panela, faça o mesmo com o Arroz Parboilizado.

    Em uma frigideira, toste as amêndoas com uma colher de manteiga. Depois, misture a elas o arroz selvagem, o arroz parboilizado e o restante da manteiga. Tempere com sal e a pimenta e sirva.

    Dois cereais à tailandesa

    Ingredientes

    – 1 xícara (chá) de Arroz Selvagem (150 g)
    – Sal a gosto
    – 1 xícara (chá) de Arroz Branco  (170 g)
    – 2 colheres (sopa) de óleo
    – 1 colher (chá) de curry em pó
    – 360 g de peito de peru defumado em cubos pequenos
    – ½ abacaxi médio em cubos pequenos
    – ½ xícara (chá) de vinho branco (100 ml)
    – 4 ramos de salsa lavados e picados

    Modo de preparo

    Prepare o arroz selvagem: lave os grãos, trocando a água várias vezes até que fique transparente. Coloque-os em uma panela média, acrescente 4 xícaras (chá) de água fria, 2 colheres (chá) de sal e leve ao fogo forte até abrir fervura. Abaixe o fogo e cozinhe com a panela semitampada por cerca de 35 minutos. Escorra o arroz e reserve-o.

    Prepare o arroz tradicional: aqueça 2 colheres (sopa) de óleo em uma panela. Junte o arroz e deixe-o fritar, mexendo bem. Acrescente 2 xícaras (chá) de água quente e sal. Cozinhe em fogo alto até ferver. Tampe a panela, abaixe o fogo e cozinhe por 15 minutos ou até que a água seque.

    Enquanto isso, em uma frigideira já aquecida, esquente o curry por 30 segundos. Acrescente o peito de peru e o abacaxi (junto com o caldo que a fruta libera). Quando o abacaxi começar a murchar, acrescente o vinho e mexa por 5 minutos em fogo baixo. Desligue o fogo, misture os dois tipos de arroz ao molho, salpique a salsa e sirva em seguida.

    Salada de arroz selvagem com nozes e cranberries

    Ingredientes

    – 200 g de Arroz Selvagem
    – 150 g de nozes picadas
    – 2 colheres (sopa) de hortelã fresca picada
    – 50 g de cranberries desidratados
    – Suco de 1 limão
    – 2 colheres (sopa) de óleo de amendoim ou girassol
    – Sal e pimenta do reino

    Modo de preparo

    Cozinhe o Arroz Selvagem na água fervente com sal por cerca de 40 minutos ou até alcançar a textura desejada. Escorra e deixe esfriar. Misture o arroz com o restante dos ingredientes e tempere com sal e pimenta do reino moída na hora.

  • Exportações de café caem em volume, mas receita é recorde

    Exportações de café caem em volume, mas receita é recorde

    As exportações brasileiras de café começaram a safra 2025/26 com volume reduzido, segundo o Cecafé, analisado pelo Cepea.

    De julho a agosto, o Brasil embarcou 5,89 milhões de sacas. O número representa queda de 22,3% frente ao mesmo período anterior. O resultado corresponde a 1,695 milhão de sacas a menos. Trata-se do menor volume exportado desde a safra 2022/23.

    Sobretaxa e produção menor

    Pesquisadores explicam que a queda decorre da menor produção nacional. Além disso, pesa a sobretaxa imposta pelos Estados Unidos. Com isso, em agosto, a Alemanha superou os Estados Unidos e assumiu a liderança como destino do café brasileiro.

    Apesar da retração no volume, a receita das exportações cresceu. Os preços médios mais altos em dólar impulsionaram os ganhos. Nos dois primeiros meses da safra 2025/26, o Brasil faturou US$ 2,14 bilhões. O valor é recorde para o período.

  • Exportações brasileiras de carne de frango crescem no primeiro semestre de 2025

    Exportações brasileiras de carne de frango crescem no primeiro semestre de 2025

    As exportações brasileiras de carne de frango encerraram o primeiro semestre de 2025 com leve alta de 0,5% no volume embarcado, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O país exportou 2,6 milhões de toneladas de carne de frango, superando as 2,588 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

    A receita gerada pelas exportações no semestre atingiu US$ 4,871 bilhões, valor 5% superior ao obtido nos seis primeiros meses de 2024, quando o saldo foi de US$ 4,636 bilhões. O desempenho positivo reflete a resiliência do setor diante de desafios sanitários e do cenário internacional competitivo.

    Desempenho mensal e impacto da influenza aviária

    Em junho, os embarques somaram 343,4 mil toneladas, queda de 21,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram exportadas 435,9 mil toneladas. A receita do mês chegou a US$ 637 milhões, 19,7% menor na comparação anual. O recuo se deve, principalmente, às suspensões temporárias de alguns mercados após a identificação e rápida resolução de um foco isolado de Influenza Aviária em produção comercial. A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) já reconheceu o Brasil como livre da doença, o que deve favorecer a retomada das exportações nos próximos meses.

    Principais destinos das exportações

    O ranking dos principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango no semestre ficou assim:

    • Emirados Árabes Unidos: 231,1 mil toneladas (-3,7%)
    • China: 228,6 mil toneladas (-17,2%)
    • Arábia Saudita: 201,9 mil toneladas (-2%)
    • Japão: 198,2 mil toneladas (-7,5%)
    • África do Sul: 133,9 mil toneladas (-20,3%)
    • União Europeia: 125,3 mil toneladas (+20,8%)
    • Filipinas: 122,8 mil toneladas (+2,2%)
    • México: 89,9 mil toneladas (+7,7%)

    O destaque ficou por conta do crescimento das exportações para a União Europeia, México e Filipinas, enquanto mercados tradicionais como China e Japão registraram retração.

    Desempenho por estado exportador

    O Paraná manteve a liderança entre os estados exportadores, com 1,039 milhão de toneladas embarcadas no semestre (-3,49%). Santa Catarina exportou 573,3 mil toneladas (+1,72%), seguido por Rio Grande do Sul (348,5 mil toneladas, -1,62%), São Paulo (154 mil toneladas, +12,4%) e Goiás (131,1 mil toneladas, +4,2%).

    O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avalia que o impacto das suspensões foi menor do que o esperado. E projeta uma retomada acelerada das exportações nos próximos meses, após o reconhecimento internacional do status sanitário brasileiro:

    “Por um lado, o saldo registrado em maio e junho demonstraram um impacto real inferior ao que se chegou a especular com as suspensões decorrentes do único foco identificado e já resolvido de Influenza Aviária em produção comercial. Agora, com a publicação da autodeclaração do Brasil de Livre de Influenza Aviária junto à Organização Mundial de Saúde Animal, a maioria dos mercados retomaram o fluxo das exportações e outros deverão restabelecer em breve. A expectativa é que ocorra uma significativa evolução nos níveis dos embarques neste segundo semestre. Ampliando o resultado positivo esperado para este ano”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    Segundo estimativas da ABPA e do USDA, o Brasil deve exportar mais de 5,4 milhões de toneladas de carne de frango em 2025, podendo atingir um novo recorde anual. O setor mantém sua competitividade graças ao status sanitário, à diversificação de mercados e à alta qualidade do produto nacional.

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  • Conheça 5 receitas da fazenda para esse frio

    Conheça 5 receitas da fazenda para esse frio

    O frio chegou, e com ele a oportunidade de fazermos aquelas receitas gostosas para esquentar. Essa é uma ocasião ideal para juntar a família e ir visitar uma fazenda com comidas feitas no fogão a lenha, mas sabemos que nem sempre é fácil e da vontade de sair de casa com essas baixas temperaturas.

    Fizemos uma seleção de algumas receitas típicas para fazer em casa  mesmo neste final de semana.

    Polenta com molho de carne

    Para esse prato, o tempo de preparo estimado é 1h15, Ela tem rendimento de 6 porções, e é bem fácil de fazer,

    Ingredientes:
    • 1 e 1/2 xícara (chá) de fubá pré-cozido
    • 6 xícaras (chá) de água
    • 1 cubo de caldo de legumes
    • 2 colheres (sopa) de manteiga
    • Manteiga para untar
    • Folhas de manjericão fresco para decorar
    Ingredientes para o molho
    • 3 colheres (sopa) de azeite
    • 1 cebola picada
    • 1 dente de alho picado
    • 700g de acém em cubos
    • 3 tomates picados
    • 1 lata de molho de tomate
    • 1/2 xícara (chá) de vinho tinto seco
    • 1 xícara (chá) de água
    • Sal, pimenta-do-reino e manjericão picado a gosto
    Modo de preparo:

    Para o molho, aqueça uma panela de pressão com o azeite, em fogo médio, e frite a cebola e o alho até dourar. Adicione a carne e frite por 3 minutos. Adicione o tomate, o molho, o vinho, a água, sal, pimenta, manjericão e então tampe a panela. Cozinhe por 15 minutos, após iniciada a pressão. Desligue, deixe a pressão sair naturalmente. Abra a panela e verifique se está macio. Se necessário, cozinhe por mais alguns minutos com a panela destampada. Desligue e reserve.

    Enquanto isso, misture o fubá com metade da água até dissolver e separe. Aqueça uma panela com a água restante, o caldo de legumes e a manteiga até ferver e dissolver o caldo. Adicione o fubá dissolvido e cozinhe, mexendo até engrossar levemente. Cozinhe por 5 minutos. Transfira para um refratário médio untado, cubra com o molho. Decore com manjericão. E sirva em seguida.

    Polenta com queijo e costelinha

    Outra opção, ainda com polenta, é usando costelinha. O tempo de preparo estimado desta receita é de 1 hora e 20 minutos, com rendimento de 8 porções, e com nível de dificuldade fácil.

    Ingredientes:
    • 1,5kg de costelinha de porco
    • Sal, pimenta-do-reino e salsa picada a gosto
    • 3 colheres (sopa) de óleo
    • 2 cebolas em rodelas
    • 3 tomates picados
    • 1/2 xícara (chá) de água
    • 1 cubo de caldo de bacon
    • 1 e 1/2 xícara (chá) de fubá
    • 4 xícaras (chá) de água
    • 1 cubo de caldo de carne
    • Manteiga para untar
    • 1 xícara (chá) de queijo meia cura ralado
    Modo de preparo:

    Tempere a costelinha com sal e pimenta. Em uma panela de pressão, aqueça o óleo em fogo alto e frite a costelinha, aos poucos, até dourar. Na mesma panela, faça uma camada com a cebola, uma camada com a costelinha e cubra com o tomate picado. Regue com a água e adicione o caldo de bacon esfarelado. Tampe a panela e leve ao fogo baixo.

    Cozinhe por 20 minutos após iniciada a pressão. Desligue, deixe a pressão sair, abra a panela e tempere com sal, se necessário. Enquanto isso, para a polenta, dissolva o fubá em 1 xícara (chá) da água. Em uma panela, aqueça o restante da água com o caldo de carne, em fogo médio.

    Quando levantar fervura junte o fubá dissolvido e então cozinhe por 15 minutos, mexendo sempre. Transfira para um refratário redondo grande, untado, formando um buraco no centro. Arrume as costelinhas com o molho no centro da polenta, polvilhe com o queijo meia cura e leve ao forno médio, preaquecido, por 10 minutos.

    Polvilhe com salsa e esta pronto para servir.

    Costela assada com risoto de parmesão

    Agora, uma receita deliciosa de costela assada com risoto de parmesão. É um prato saboroso e que combina a suculência da costela com a cremosidade do risoto. Essa tem um tempo de preparo demorado, como todas as receitas com costela, de 4 horas e 10 minutos para costela, e para o risoto, de 30 até 35 minutos

    Ingredientes para a costela assada:
    • 1,5 kg de costela bovina
    • 4 dentes de alho picados
    • 1 cebola grande picada
    • 1 colher de sopa de sal grosso
    • 1 colher de chá de pimenta-do-reino moída
    • 1 colher de chá de páprica defumada (opcional)
    • 2 ramos de alecrim fresco
    • 2 folhas de louro
    • 1 xícara de vinho tinto seco
    • 1/4 de xícara de azeite de oliva
    • 1/2 xícara de água
    Ingredientes para o risoto de parmesão:
    • 2 xícaras de arroz arbóreo
    • 1 cebola média picada
    • 2 dentes de alho picados
    • 1/2 xícara de vinho branco seco
    • 5 xícaras de caldo de legumes quente
    • 1 xícara de queijo parmesão ralado
    • 2 colheres de sopa de manteiga
    • Sal e pimenta-do-reino a gosto
    • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
    • Salsinha picada para decorar (opcional)
    Modo de preparo da costela assada:

    Preaqueça o forno: a 160°C.  Em um recipiente para fazer a marinada, misture o alho, a cebola, o sal grosso, a pimenta-do-reino, a páprica, o alecrim, o louro, o vinho tinto e o azeite. Passe a marinada na costela, certificando-se de cobrir toda a carne. Deixe descansar por pelo menos 1 hora (se possível, deixe de um dia para o outro na geladeira).

    Coloque a costela em uma assadeira, adicione a água no fundo e cubra com papel-alumínio. Asse por 3 horas. Após 3 horas, retire o papel-alumínio, aumente a temperatura para 200°C e asse por mais 1 hora para dourar. Regue a costela com os líquidos da assadeira a cada 15 minutos.

    Risoto de Parmesão:

    Em uma panela grande, aqueça o azeite de oliva e refogue a cebola e o alho até ficarem translúcidos. Coloque o arroz arbóreo na panela e refogue por 2 minutos. Despeje o vinho branco e mexa até que seja absorvido.

    Adicione uma concha de caldo de legumes quente e mexa até que seja absorvido. Continue adicionando o caldo, uma concha de cada vez, mexendo sempre, até o arroz estar al dente (aproximadamente 18-20 minutos).

    Quando o arroz estiver cozido, adicione a manteiga e o parmesão ralado. Misture bem até que o risoto fique cremoso. Tempere com sal e pimenta a gosto. Finalize com salsinha picada, se desejar.

    Sirva a costela fatiada ao lado do risoto de parmesão. Decore com um pouco mais de parmesão ralado e um ramo de alecrim.

    Caldo Verde

    Uma sopa tradicional e reconfortante da culinária portuguesa, com várias opções de receitas, e com tempo de preparo de 35 a 40 minutos.

    Ingredientes
    • 500 g de batatas descascadas e cortadas em cubos
    • 1 cebola grande picada
    • 3 dentes de alho picados
    • 200 g de couve-manteiga cortada em tiras finas
    • 150 g de chouriço ou linguiça calabresa cortada em rodelas finas
    • 2 colheres de sopa de azeite de oliva
    • 1,5 litros de água
    • Sal e pimenta-do-reino a gosto
    • 1 folha de louro (opcional)
    Modo de Preparo

    Em uma panela grande, aqueça 1 colher de sopa de azeite de oliva. Adicione a cebola e o alho, e refogue até que fiquem translúcidos.  Acrescente as batatas, a folha de louro e a água na panela. Tempere com sal e pimenta a gosto. Deixe cozinhar em fogo médio até que as batatas estejam bem macias (cerca de 20 minutos).

    Retire a folha de louro e use um mixer de mão para bater o conteúdo da panela até formar um purê cremoso. Se preferir, você pode transferir as batatas e o caldo para um liquidificador e depois retornar o purê à panela.

    Acrescente a couve-manteiga cortada em tiras finas ao purê e cozinhe por mais 5 minutos, até que a couve esteja macia. Em uma frigideira, aqueça a colher de azeite restante e frite as rodelas de chouriço ou linguiça calabresa até ficarem levemente douradas. Escorra o excesso de gordura em papel-toalha.

    Adicione as rodelas de linguiça ao caldo verde. Se necessário, ajuste o tempero com mais sal e pimenta. Sirva o caldo verde bem quente, regado com um fio de azeite de oliva e acompanhado de pão rústico ou torradas.