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  • Prazo final para atualização de rebanhos em SP termina em 15 de Dezembro

    Prazo final para atualização de rebanhos em SP termina em 15 de Dezembro

    O prazo para a Campanha de Atualização dos Rebanhos encerra na próxima segunda-feira, 15 de dezembro. A declaração obrigatória está em vigor desde 1º de novembro e deve ser cumprida por todos os produtores rurais do estado.

    Desde 2023, com a retirada da vacinação contra a Febre Aftosa, os produtores passaram a ter a obrigação de atualizar seus rebanhos diretamente no sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE). A medida visa manter o controle sanitário e a rastreabilidade dos animais em território paulista.

    Quais animais devem ser declarados

    A atualização não se limita apenas ao gado. Os produtores devem declarar no sistema:

    • Bovinos e búfalos
    • Equinos, asininos e muares
    • Suínos, ovinos e caprinos
    • Aves
    • Peixes e outros animais aquáticos
    • Colmeias de abelhas
    • Bicho da seda

    A não declaração dos rebanhos dentro do prazo pode acarretar sérias consequências para o produtor rural. Entre as principais estão o bloqueio da movimentação dos animais e a impossibilidade de emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento essencial para o transporte e comercialização. Além disso, o produtor pode estar sujeito a sanções administrativas.

    Como fazer a atualização do rebanho

    Os produtores têm três opções para realizar a declaração:

    • Online: diretamente pelo sistema GEDAVE
    • Presencialmente: em qualquer Unidade da Defesa Agropecuária distribuída pelo estado
    • Por e-mail: enviando o formulário disponível no site oficial da Defesa Agropecuária de São Paulo

    Vacinação contra brucelose segue durante todo o ano

    Paralelamente à campanha de atualização, a vacinação contra a brucelose teve mudanças importantes. Desde julho de 2025, a campanha passou a vigorar durante todo o ano, diferentemente do modelo anterior.

    As fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três e oito meses devem ser vacinadas até 31 de dezembro. Por ser uma vacina viva e oferecer risco de infecção a quem a manipula, apenas médico-veterinário cadastrado na Defesa Agropecuária pode aplicá-la.

    Prazos e procedimentos para vacinação contra brucelose

    O veterinário responsável pela imunização deve cadastrar o atestado de vacinação no GEDAVE em até quatro dias após a aplicação. A lista completa de profissionais habilitados está disponível em aqui.

    Em casos de divergência entre o número de animais vacinados e o saldo do rebanho declarado no sistema, tanto o veterinário quanto o produtor serão notificados por e-mail cadastrado no GEDAVE. Nessas situações, o proprietário deverá regularizar a pendência para efetivar a declaração.

    Importância da regularização

    A atualização dos rebanhos é fundamental para a manutenção do status sanitário de São Paulo, garantindo a segurança alimentar e facilitando o comércio de produtos de origem animal tanto no mercado interno quanto para exportação.

    Produtores que tiverem dúvidas podem entrar em contato com as Unidades da Defesa Agropecuária mais próximas ou acessar o site oficial da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

  • Calendário vacinal: garantia de sanidade e sustentabilidade na pecuária

    Calendário vacinal: garantia de sanidade e sustentabilidade na pecuária

    A organização do calendário vacinal dos rebanhos é essencial para promover a sanidade animal, aumentar a produtividade e garantir a sustentabilidade econômica no setor pecuário. Apesar da erradicação da febre aftosa no Brasil, os pecuaristas devem manter a vacinação contra outras doenças, como brucelose, leptospirose e clostridioses, para assegurar a competitividade no mercado global de carne.

    Garantir a sanidade do rebanho é uma das principais preocupações dos pecuaristas, impactando diretamente na produtividade, na segurança alimentar e na sustentabilidade econômica do setor. Um calendário vacinal bem estruturado, com reforços adequados, é crucial para proteger os animais contra doenças infecciosas e preservar o desempenho da produção pecuária.

    Em 2023, o rebanho bovino brasileiro cresceu 1,6%, alcançando um recorde de 238,6 milhões de animais, conforme a pesquisa Produção da Pecuária Municipal divulgada pelo IBGE em setembro de 2024. Com o segundo maior efetivo bovino do mundo, o Brasil possui mais cabeças de gado do que habitantes (211,7 milhões), refletindo a importância do setor para a economia do país. Esse crescimento exige maior responsabilidade sanitária para evitar a propagação de doenças como febre aftosa, brucelose e clostridioses.

    Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa

    Em 2024, o Brasil avançou no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PE-PNEFA) e se tornou livre da doença sem vacinação. Essa conquista histórica abre portas para exportação a mercados mais exigentes, como Japão e Coreia do Sul. O país aguarda agora a decisão da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre o reconhecimento oficial desse novo status sanitário.

    “Mesmo com a erradicação da febre aftosa, os pecuaristas precisam continuar atentos ao calendário vacinal, garantindo que os animais recebam proteção em tempo apropriado também para outras doenças”, afirma Guilherme Caldeira, diretor de Categorias da Axia Agro. Ele destaca que o compromisso com o cronograma de administração de vacinas contribui para o bem-estar animal e a sustentabilidade econômica do negócio.

    A manutenção da saúde do rebanho por meio de um calendário vacinal organizado é fundamental para prevenir surtos que possam se propagar rapidamente, aumentar a longevidade e a produtividade do rebanho, minimizar as perdas econômicas e garantir a segurança alimentar. A imunização recomendada inclui vacinas contra brucelose (B-19 e RB-51), vacinas polivalentes (clostridioses), vacina contra leptospirose e vacinas contra doenças respiratórias.

    “A falta de vacinação pode gerar impactos significativos, como perda de peso do animal e aumento de gastos com tratamento”, reforça Caldeira.

    Implementação do calendário vacinal nas fazendas

    Para um manejo eficiente da vacinação, é importante consultar um veterinário para avaliar as necessidades específicas do rebanho. A elaboração do cronograma deve considerar a idade dos animais e as temporadas endêmicas. Além disso, é essencial manter uma documentação rigorosa das vacinas administradas.

    Além disso, a capacitação da equipe e a avaliação constante das necessidades de ajustes são fundamentais. O uso de tecnologia pode auxiliar na programação e monitoramento das taxas de vacinação.

    “Os reforços vacinais também devem ser observados. A frequência pode variar conforme a vacina e as recomendações locais”, complementa Caldeira.

    A adoção de um calendário vacinal estruturado, aliada ao uso de tecnologias e boas práticas sanitárias, é decisiva para garantir a sanidade dos rebanhos e manter a competitividade do Brasil no mercado global de carne bovina.

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  • Brucelose – final da campanha de vacinação está chegando

    Brucelose – final da campanha de vacinação está chegando

    As campanhas de atualização de rebanhos e vacinação contra a Brucelose estão em andamento no Estado de São Paulo. O prazo final é até o próximo dia 31 de dezembro. Os produtores devem declarar as espécies existentes em suas propriedades e imunizar as bezerras com idades entre três e oito meses.

    A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que os responsáveis só poderão emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA) após atualizar completamente os dados das espécies, incluindo bovinos, búfalos, equinos, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos.

    Os produtores podem realizar a atualização diretamente no sistema GEDAVE ou pessoalmente em uma das Unidades da Defesa Agropecuária. Também é possível enviar o formulário por e-mail, disponível no site da SAA.

    Mudanças na vacinação contra brucelose

    A campanha de vacinação contra a Brucelose passou por alterações normativas com a publicação da Resolução SAA nº 78/24 e das Portarias 33/24 e 34/24. A vacinação das fêmeas bovinas e bubalinas entre três e oito meses agora não exige mais a marcação a fogo. A identificação da vacinação será feita por meio de um identificador auricular do tipo botton.

    Os novos prazos para vacinação foram divididos em dois períodos: o primeiro vai de 1º de janeiro a 30 de junho, enquanto o segundo se estende de 1º de julho a 31 de dezembro. Os produtores que não vacinarem seus rebanhos dentro dos prazos estabelecidos terão a movimentação dos bovídeos suspensa até regularização junto às unidades da Defesa Agropecuária.

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    Entretanto, diferente das campanhas anteriores, agora não é mais necessária a declaração de vacinação pelo proprietário. O médico-veterinário responsável pela imunização deve cadastrar o atestado no sistema GEDAVE em até quatro dias após a vacinação para validar a imunização dos animais.

    Identificação alternativa e benefícios

    O novo modelo de identificação aprovado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) é uma alternativa à marcação a fogo que visa promover o bem-estar animal e aumentar a segurança tanto para os produtores quanto para os veterinários. O botton amarelo identificará os animais vacinados com a vacina B19, enquanto o botton azul marcará as fêmeas vacinadas com RB 51.

    As revendas de insumos veterinários fornecerão os bottons e venderão os identificadores junto com as vacinas. Se houver perda ou dano do botton, o produtor deve solicitar uma nova aplicação ao médico-veterinário responsável ou à Defesa Agropecuária.

    Vale ressaltar que o uso do botton é válido apenas dentro do Estado de São Paulo, sendo proibido o trânsito de animais identificados dessa forma para outros estados da federação.

    Com essas iniciativas, a Defesa Agropecuária busca garantir a sanidade animal no estado, promovendo práticas que favorecem tanto os produtores quanto o controle das doenças que afetam o rebanho.