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  • Produção gaúcha de queijos dispara em premiação nacional e amplia visibilidade

    Produção gaúcha de queijos dispara em premiação nacional e amplia visibilidade

    As pequenas e médias indústrias de laticínios do Rio Grande do Sul ganharam projeção nacional após o desempenho no IX Prêmio Queijo Brasil 2026, realizado em Blumenau (SC). Associadas à Apil (Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do RS) conquistaram 57 medalhas e dois reconhecimentos especiais, resultado que fortalece a presença dos queijos gaúchos em um dos principais concursos do setor no país.

    Entre os destaques, a Pomerano recebeu o selo Seleção Queijista com o Requeijão Cremoso. Já a Dalaio Queijos conquistou o título de Melhor Queijo do Rio Grande do Sul com o Queijo Montanhês. No total, as empresas ligadas à Apil somaram 18 medalhas de ouro, 29 de prata e 10 de bronze.

    O vice-presidente da Apil, Daniel Cichelero, afirma que a participação em concursos nacionais fortalece a divulgação da produção estadual. Segundo ele, o Rio Grande do Sul possui produtos de alta qualidade, mas ainda precisa ampliar sua presença em estratégias de promoção. Para o dirigente, as premiações ajudam a aproximar os queijos gaúchos dos consumidores e ampliar o reconhecimento no mercado.

    Cichelero também destaca que o resultado representa todo o setor leiteiro do Estado. Para ele, a presença das agroindústrias em competições nacionais contribui diretamente para aumentar a visibilidade e consolidar a reputação da produção gaúcha.

    Premiações

    As premiações envolveram laticínios como Dalaio, Doceoli, Estrelat, Laticínios Bio, Cichelero, Kiformaggio, Pipo, Pomerano, Nova Alemanha, Schneider e Valbrenta. O desempenho evidencia a diversidade e a qualidade dos produtos desenvolvidos pelas pequenas e médias indústrias do Estado.

    Considerado uma das principais vitrines da cadeia queijeira brasileira, o Prêmio Queijo Brasil reúne produtores de diferentes regiões e conecta consumidores, especialistas e empresas. O concurso valoriza a diversidade regional e amplia a divulgação dos queijos nacionais.

  • Belo Horizonte recebe Festival do Queijo Artesanal de Minas

    Belo Horizonte recebe Festival do Queijo Artesanal de Minas

    O Festival do Queijo Artesanal de Minas começa nesta quinta-feira (4) em Belo Horizonte e reúne produtores de 14 regiões reconhecidas pela produção queijeira no estado. A 8ª edição do evento segue até sábado (6), no Parque de Exposições da Gameleira, com entrada gratuita e programação voltada à valorização do queijo artesanal mineiro.

    Foto: Divulgação FQAM

    O festival é realizado pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o Sebrae Minas. E oferece ao público a oportunidade de conhecer, degustar e comprar queijos diretamente dos produtores. A agenda inclui atividades técnicas, gastronômicas e culturais que reforçam a importância do setor para a economia rural.

    Entre os destaques, está o 3º Encontro das Mulheres do Queijo. Ele ocorre nesta quinta-feira e reúne produtoras de diversas regiões para discutir liderança, comunicação, comercialização e o papel feminino na cadeia produtiva.

    O evento também promove o Seminário Técnico do Queijo Artesanal, que aborda desafios, inovação e perspectivas de mercado com especialistas e produtores.

    Programação

    A programação inclui ainda oficinas gastronômicas, harmonizações, cozinha show com chefs convidados, degustações orientadas, experiências sensoriais e apresentações musicais. Os organizadores estruturaram o evento para aproximar consumidores, produtores e compradores, além de incentivar o intercâmbio de conhecimento.

    Considerado uma das principais vitrines do queijo artesanal brasileiro, o festival amplia a visibilidade de um produto que representa a cultura mineira. Além de ganhar espaço no mercado nacional e internacional. Participam desta edição produtores das regiões de Alagoa, Araxá, Canastra, Campo das Vertentes, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Mantiqueira de Minas, Serra Geral, Serras da Ibitipoca, Serro, Triângulo Mineiro, Vale do Jequitinhonha e Vale do Suaçuí.

    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, destaca o papel estratégico do evento na conexão entre campo e cidade. “O festival aproxima o consumidor da história e do trabalho das famílias produtoras, além de gerar oportunidades de negócios e ampliar mercados para o queijo artesanal mineiro”, afirma.

    Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o evento fortalece a cadeia produtiva ao estimular capacitação e geração de negócios. “O festival cria um ambiente de troca de experiências e impulsiona pequenos empreendedores que contribuem para a identidade econômica e cultural de Minas Gerais”, diz.

    A organização espera receber milhares de visitantes ao longo dos três dias. Além de promover os territórios produtores, o festival reforça o papel do queijo artesanal na geração de renda, emprego e desenvolvimento regional.

  • Prêmio Super Ouro da ExpoQueijo Brasil valoriza queijo artesanal

    Prêmio Super Ouro da ExpoQueijo Brasil valoriza queijo artesanal

    O troféu Super Ouro da ExpoQueijo Brasil – Araxá International Cheese Awards mudou a vida do produtor mineiro Jayme Porfírio antes mesmo de ele sair de Araxá. Após conquistar a maior pontuação geral entre mil amostras inscritas no maior concurso de queijos das Américas, Jayme viu o preço do seu Pedra do Segredo subir 60%, a fila de espera crescer e a demanda chegar de todas as regiões do país.

    Foto: Divulgação ExpoQueijo

    O queijo, produzido em Alagoa, no Sul de Minas Gerais, passa por maturação de dez meses. A conquista do Super Ouro em 2025 consolidou um processo de valorização que começou um ano antes, com uma medalha de ouro na edição de 2024. “Muitas portas se abriram para o nosso queijo, que passou a ter muita procura e uma valorização significativa no preço”, diz Jayme.

    O impacto foi direto na dinâmica da produção familiar. “Antes do concurso, já vendíamos toda a produção. Depois do Super Ouro, o valor do queijo subiu 60% e hoje trabalhamos com fila de espera. Mesmo dobrando a produção, ainda estamos longe de suprir a demanda”, relata o produtor.

    A ExpoQueijo Brasil 2026 acontece de 25 a 28 de junho no Grande Hotel e Termas de Araxá, patrimônio cultural e histórico de Minas Gerais. As inscrições para o concurso seguem abertas até 25 de maio pelo site oficial do evento, com limite de mil amostras distribuídas em 47 categorias. Produtores artesanais com habilitação sanitária oficial de seu país de origem podem participar.

    Super Ouro: um selo permanente de excelência

    Desde a criação do concurso, apenas três países conquistaram o troféu Super Ouro. A Itália venceu em 2021 e 2022, a Argentina em 2023 e 2024, e o Brasil entrou pela primeira vez na galeria de campeões em 2025.

    Os queijos vencedores integram permanentemente o hall histórico da competição e não competem nas edições seguintes. A regra, segundo a organizadora Maricell Hussein, preserva a autenticidade da conquista e estimula a inovação contínua.

    “O Super Ouro representa o mais alto reconhecimento da ExpoQueijo Brasil. Quando um queijo conquista esse título, ele entra definitivamente para o hall dos grandes campeões. O produtor pode continuar participando com outros produtos, maturações ou criações inéditas, mas aquele queijo vencedor deixa de competir. Isso valoriza a autenticidade da conquista e estimula a inovação constante dentro do universo queijeiro”, afirma Maricell.

    Itália: tradição de Bérgamo reconhecida em Araxá

    Primeiro país a conquistar o Super Ouro, a Itália chegou ao concurso com queijos de uma das regiões mais tradicionais da produção artesanal europeia. Só a cidade de Bérgamo concentra nove Denominações de Origem Protegida (DOP).

    Para Pedro Domenghini Albano, representante da delegação italiana, as duas vitórias consecutivas estreitaram a relação entre produtores italianos e o mercado brasileiro. “Estamos construindo uma conexão real entre o setor de laticínios da Itália e o Brasil. Vencer duas edições seguidas com queijos de Bérgamo foi uma emoção enorme”, destaca.

    Argentina: Patagônia no centro do mapa queijeiro mundial

    O queijeiro Mauricio Couly, da Patagônia argentina, conquistou o Super Ouro em 2023 e 2024 com o Cuatro Esquinas. Para ele, o prêmio foi muito além do reconhecimento: elevou o padrão de exigência dentro da própria queijaria.

    “Ganhar durante dois anos consecutivos no Concurso Internacional da ExpoQueijo significou muito para nós como uma queijaria artesanal patagônica”, afirma Couly. Ele explica que a vitória trouxe uma responsabilidade nova. “Depois de ganhar, entendemos que não se tratava apenas de fazer um bom queijo para uma competição, mas de sustentar um nível de excelência constante ao longo do tempo. Isso nos impulsionou a continuar investindo em maturação, microbiologia, manejo do leite, bem-estar animal e desenvolvimento técnico”, ressalta.

    O que esperar da ExpoQueijo Brasil 2026

    Além do Concurso Internacional, o evento traz uma Feira Internacional de Negócios com estandes voltados à agricultura familiar, um Fórum Internacional com palestras e mesas de debate sobre inovação e qualidade no queijo artesanal, e uma Vila Gastronômica e Cultural com degustações harmonizadas com a culinária regional.

    A ExpoQueijo Brasil conta com parceria de associações de produtores e apoio do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seapa), da Emater-MG, da Epamig-ILCT, do IMA, da Secult e da prefeitura de Araxá.

    Serviço

    • ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards
    • 25 a 28 de junho de 2026
    • Grande Hotel e Termas de Araxá – Rua Águas do Araxá, s/nº, bairro Barreiro, Araxá (MG)
    • Inscrições e regulamento: www.expoqueijobrasil.com.br
  • Queijo brasileiro é eleito o melhor do mundo

    Queijo brasileiro é eleito o melhor do mundo

    Um queijo produzido em Pouso Redondo, município de aproximadamente 16 mil habitantes no interior de Santa Catarina, foi eleito o melhor do mundo. O Queijo Reserva do Vale, da empresa Queijos Possamai, conquistou o título máximo do 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, realizado em São Paulo entre os dias 16 e 19 de abril, superando concorrentes de 30 países.

    Além do prêmio principal, a empresa acumulou outras nove medalhas na competição, consolidando uma das campanhas mais expressivas do evento.

    Inspeção sanitária como diferencial competitivo

    Um estabelecimento integrado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) fabrica o produto vencedor. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) coordena essa certificação, que garante a padronização dos processos produtivos e amplia o acesso a mercados em todo o território nacional.

    Para Judi Nóbrega, diretora do Departamento de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária e jurada oficial do concurso, o resultado evidencia o impacto concreto da política pública.

    “Ver um produto brasileiro, de uma agroindústria de pequeno porte, ser reconhecido como o melhor do mundo reforça a efetividade da política pública e o potencial do nosso sistema de inspeção”, afirmou a diretora, destacando que a adesão ao Sisbi-POA representa “um diferencial competitivo”, e não apenas uma exigência regulatória.

    Tradição familiar e crescimento com qualidade

    Fundada em 1984, a Queijos Possamai carrega quatro décadas de tradição na produção de laticínios em Pouso Redondo, cidade localizada a cerca de 264 quilômetros de Florianópolis. A trajetória da empresa ilustra como a certificação sanitária pode impulsionar o crescimento de pequenos produtores.

    Antes de aderir ao Sisbi-POA, a agroindústria processava cerca de 3,5 mil litros de leite por dia. Atualmente, opera com um rebanho de aproximadamente 600 animais e capacidade produtiva superior a 7 mil litros diários, praticamente o dobro. Resultado de investimentos em boas práticas e rigoroso controle sanitário.

    O sistema que está mudando a agroindústria brasileira

    Criado em 2006, o Sisbi-POA tem como objetivo integrar os serviços de inspeção de produtos de origem animal e equiparar os padrões municipais e estaduais aos federais. Na prática, isso significa que agroindústrias locais podem comercializar seus produtos em todo o país com o mesmo respaldo técnico de grandes frigoríficos e laticínios.

    O sistema viveu uma aceleração expressiva nos últimos anos. Nos primeiros 16 anos de existência, entre 2006 e 2022, o sistema integrou 331 municípios. Entre 2023 e março de 2026, esse número saltou para 1.184 novas adesões, elevando o total nacional para 1.515 municípios. Um crescimento de mais de 350% em menos de quatro anos.

    Parte relevante dessa expansão tem sido impulsionada pelos consórcios públicos municipais. O modelo permite compartilhar estrutura técnica entre cidades vizinhas, além de otimizar recursos e estruturar serviços de inspeção mais robustos e eficientes.

    A conquista do título mundial pela Queijos Possamai chega, portanto, em um momento de expansão do sistema que viabilizou sua trajetória. E sinaliza o potencial ainda inexplorado da agroindústria brasileira no cenário global.

  • Prêmio Queijos do Espírito Santo reúne nove categorias da produção capixaba

    Prêmio Queijos do Espírito Santo reúne nove categorias da produção capixaba

    A diversidade, a tradição e os diferentes estágios de maturação dos queijos produzidos no Espírito Santo norteiam a estrutura do Prêmio Queijos do Espírito Santo. O concurso estadual terá nove categorias, incluindo desde queijos frescos até produtos com longa maturação, além de itens tradicionais da cadeia do leite capixaba.

    Produtores poderão inscrever queijos artesanais ou tradicionais frescos, com até sete dias de maturação, e também produtos com maturação entre 8 e 30 dias, de 31 a 60 dias e superior a 60 dias. A divisão permite que os participantes apresentem queijos com diferentes perfis sensoriais e níveis de complexidade.

    Categorias específicas destacam produtos típicos da região. O concurso contempla o Queijo de Massa Filada, a Puína, o Queijo Minas Padrão e o Requeijão de Corte, item tradicional das queijarias e cooperativas de laticínios do Espírito Santo. A premiação ainda reserva a categoria Destaque da Queijaria, que reconhece o conjunto da produção e a identidade do empreendimento.

    Inscrições abertas

    As inscrições gratuitas para o Prêmio Queijos do Espírito Santo permanecem abertas até o dia 5 de março. Os interessados devem realizar o cadastro exclusivamente pelo site www.agrolegal-es.com. A organização do concurso realizará a premiação nos dias 10 e 11 de março de 2026.

    Podem participar queijarias e empreendimentos que produzem queijos ou requeijão no Espírito Santo. A única exigência é a regularização em serviço oficial de inspeção — municipal (SIM), estadual (SIE) ou federal (SIF). Os produtores deverão entregar as amostras dos produtos inscritos no dia 9 de março, nos pontos de coleta definidos pela organização.

  • Bahia se consolida como potência na produção de queijos de qualidade

    Bahia se consolida como potência na produção de queijos de qualidade

    A Bahia vem se destacando no cenário nacional pela excelência e diversidade de seus queijos, conquistando prêmios dentro e fora do país. Com uma tradição que remonta ao século XVI, quando os colonizadores europeus introduziram as primeiras técnicas de produção, o estado mantém viva a herança artesanal ao mesmo tempo em que impulsiona a modernização do setor de laticínios.

    Em 2024, a Bahia produziu cerca de 1,3 bilhão de litros de leite, volume que alimenta uma cadeia diversificada de agroindústrias e produtores artesanais. A variedade de biomas, como a Mata Atlântica, a Caatinga e o Cerrado, também contribui para a ampla gama de queijos baianos, que incluem desde tipos tradicionais — como requeijão, queijo coalho, de cabra e muçarela de búfala — até criações inovadoras com insumos locais, como umbu, araçá e licuri.

    Leite e derivados: base da agroindústria baiana

    Segundo Paulo Emílio Torres, assessor técnico da Seagri (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura), a cadeia do leite é uma das mais robustas da Bahia. O estado conta com 185 agroindústrias de beneficiamento de leite e derivados. Número que supera segmentos como o de carne, ovos, pescado e produtos de abelhas.

    “O setor demonstra a força da agroindustrialização do leite e o papel estratégico do queijo na geração de renda e na valorização das economias locais”, explica Torres. Ele destaca que essas unidades operam sob inspeção sanitária formal, principalmente através do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), garantindo padrões de qualidade e segurança alimentar.

    Queijo artesanal ganha espaço e valor cultural

    Além das indústrias, a produção artesanal de queijo cresce como uma alternativa de inclusão social e valorização cultural. De acordo com Torres, essa produção se consolida como política pública de fortalecimento da agricultura familiar, preservando saberes tradicionais e resgatando identidades territoriais.

    “O movimento mostra a evolução técnica, o reconhecimento do saber fazer local e a consolidação da identidade gastronômica dos queijos baianos”, afirma o gestor.

    Tradição milenar e curiosidades sobre o queijo

    A origem do queijo remonta a um acaso histórico. Acredita-se que pastores descobriram o alimento ao armazenar leite em recipientes feitos com o estômago de animais, onde o líquido se transformava naturalmente em massa sólida e soro. Desde então, o produto evoluiu com o avanço científico e cultural, tornando-se um dos alimentos mais consumidos do mundo.

    Hoje, há queijos de alto valor, como o Pule, feito com leite de jumentas da raça Balkan, na Sérvia. São necessários mais de 25 litros de leite para produzir apenas 1 quilo da iguaria, que pode custar até 5 mil euros.

    Produção nacional em expansão

    No Brasil, a produção de queijo começou no período colonial, com a chegada de vacas leiteiras à Bahia, trazidas das ilhas de Cabo Verde por Tomé de Sousa, em meados de 1550. O queijo surgiu como método de conservação do leite em regiões sem refrigeração e se transformou em alimento essencial da culinária brasileira.

    Atualmente, o país produz cerca de 1 milhão de toneladas de queijo por ano, segundo a Embrapa. Portanto ficando atrás apenas da União Europeia, Estados Unidos e Rússia. Com ampla presença regional e diversidade de sabores, o queijo brasileiro e especialmente o queijo baiano continua a ganhar espaço nas mesas e premiações do mundo.

  • Dia Mundial do Queijo: agroindústrias familiares mineiras movimentam setor com produção recorde

    Dia Mundial do Queijo: agroindústrias familiares mineiras movimentam setor com produção recorde

    O Dia Mundial do Queijo, celebrado em 20 de janeiro, destaca a força da produção artesanal em Minas Gerais. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) divulgou dados inéditos que revelam o alcance da agroindústria familiar no estado: 43 mil toneladas de queijos produzidas em 2025.

    O levantamento consolida informações de mais de 800 municípios mineiros e confirma a relevância econômica e cultural do setor. Os números mostram que 12,5 mil empreendimentos familiares atuam na produção queijeira em todo o estado.

    Queijos artesanais dominam produção familiar

    Os queijos artesanais, elaborados a partir de leite cru, concentram a maior parte da produção familiar mineira. O segmento alcançou 32,1 mil toneladas em 2025, o que representa 74,6% de todo o queijo produzido pela agroindústria familiar no estado.

    Minas Gerais reúne 8,8 mil agroindústrias familiares dedicadas exclusivamente aos queijos artesanais. Essas empresas distribuem-se por regiões reconhecidas pela história e tradição na produção, com técnicas transmitidas entre gerações.

    “A produção de queijos artesanais representa um salto estratégico para a diversificação econômica e agregação de valor ao leite produzido nas propriedades. Esse modelo fortalece o desenvolvimento sustentável das famílias e das comunidades rurais”, explica Rayanne Soalheiro de Souza, coordenadora técnica da Emater-MG na área de Queijos Artesanais.

    Queijo Minas Artesanal lidera estatísticas

    O Queijo Minas Artesanal (QMA) se destaca como principal produto da agroindústria familiar mineira. Em 2025, o QMA atingiu produção estimada de 18,4 mil toneladas. A atividade envolve 3,5 mil agroindústrias familiares espalhadas por diversas regiões do estado.

    No final de 2024, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal conquistaram reconhecimento internacional. A Unesco incluiu a tradição queijeira mineira na lista do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

    Dez regiões mineiras recebem caracterização oficial como produtoras de QMA: Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Serra do Salitre, Serras da Ibitipoca, Serro e Triângulo Mineiro.

    Outras seis regiões produzem queijos artesanais com identidade própria: Alagoa, Mantiqueira de Minas, Serra Geral do Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha (Queijo Cabacinha), Vale do Suaçuí e Vale do Mucuri (Requeijão Moreno).

    A agroindústria familiar mineira também produz ampla variedade de queijos com leite pasteurizado. Entre os produtos estão queijo minas frescal, muçarela, queijo minas padrão, parmesão, prato, provolone, requeijão e ricota. O setor inclui ainda derivados de leite de cabra e de búfala, como boursin e burrata.

    Juiz de Fora recebe programação especial

    O Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), promove atividades gratuitas para celebrar a data em Juiz de Fora.

    A programação começa às 14h30 com visita guiada para participantes da edição especial do projeto “Caminhada pela História”. A Prefeitura de Juiz de Fora organiza a iniciativa por meio da Secretaria de Turismo.

    Durante a visita, o público conhece a história do ILCT e a estrutura da fábrica-escola. A instituição apresenta as etapas de produção de laticínios elaborados no local, como queijos, iogurtes, manteiga, requeijão e doce de leite. A atividade reforça a tradição queijeira do município e sua relevância nos cenários estadual e nacional.

    As comemorações continuam às 16h30 com degustação guiada e comentada de queijos. A Secretaria de Desenvolvimento Agrário promove a atividade em parceria com a Epamig ILCT. A degustação acontece no primeiro andar do Mercado Municipal e tem entrada gratuita.

    Projeto valoriza turismo e cultura local

    O “Caminhando pela História” divulga o turismo local para moradores e visitantes. A Prefeitura de Juiz de Fora organiza o projeto com objetivo de fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade em relação aos valores culturais, arquitetônicos e turísticos da cidade.

    queijos artesanais
    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    A Emater-MG atua na capacitação e organização dos produtores de queijos artesanais, buscando a melhoria da qualidade do produto e a inserção em mercados formais. O trabalho técnico sustenta a cadeia produtiva e garante a continuidade da tradição queijeira mineira.

  • Vinho, chocolate e azeite devem ficar mais baratos no Brasil

    Vinho, chocolate e azeite devem ficar mais baratos no Brasil

    O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, anunciado nesta sexta-feira (9), promete revolucionar o acesso dos brasileiros a produtos importados europeus. Vinhos, chocolates finos, queijos especiais e azeites de oliva poderão chegar às prateleiras com preços significativamente menores nos próximos anos, beneficiando principalmente consumidores das classes A e B.

    A diminuição nos valores não acontecerá imediatamente. O tratado estabelece um cronograma escalonado para eliminar as alíquotas de importação, com prazos que variam entre 4 e 15 anos, dependendo do setor.

    Produtos da gastronomia europeia terão o maior prazo de adaptação. Vinhos, queijos premium, azeites extravirgem e chocolates artesanais levarão até 15 anos para atingir tarifa zero de importação.

    Atualmente, essas categorias enfrentam impostos que encarecem drasticamente os produtos. O vinho, por exemplo, paga 20% de tarifa e terá redução de 11,1% já no primeiro ano, zerando completamente em 8 anos. Chocolates, também taxados em 20%, verão a alíquota cair gradualmente ao longo de 15 anos, com redução inicial de 6,3%.

    Quem mais se beneficia

    Apesar da redução tarifária, a cotação do euro (R$ 6,24) ainda representa um obstáculo para produtos muito caros. Especialistas avaliam que marcas europeias de preço médio, populares na Europa mas caras no Brasil devido aos impostos, devem liderar o desembarque por aqui.

    chocolate amargo
    Foto: Sigmund/Unsplash

    Chocolates belgas, suíços e franceses de categorias premium podem chegar em volume reduzido, focando lojas especializadas e consumidores de alto poder aquisitivo. No entanto, marcas mais acessíveis teriam dificuldade de competir com produtores nacionais, especialmente considerando que o Brasil é o maior produtor de cacau do mundo.

    Outros produtos do cotidiano impactados

    Medicamentos: Analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios levarão até 10 anos para zerar tarifas que hoje variam entre 8% e 14%. O setor farmacêutico brasileiro, representado pelo Grupo FarmaBrasil e Abifina, defende que o governo mantenha compras públicas de medicamentos nacionais para o SUS.

    Automóveis: A tarifa de 35% sobre carros europeus cairá a zero em 15 anos. Marcas de luxo e fabricantes populares com produção na Europa (Volkswagen, Fiat, Renault) serão diretamente impactados. Peças automotivas, com alíquotas entre 14% e 18%, terão redução completa em 7 a 10 anos.

    Bebidas: Cervejas artesanais europeias, taxadas em 20%, terão redução de 9,1% no primeiro ano para zerar em 10 anos. Bebidas não alcoólicas seguem o mesmo cronograma.

    Oportunidades para exportadores brasileiros

    O acordo não beneficia apenas importações. João Dornellas, presidente da Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), vê o tratado como oportunidade para produtores nacionais. “É a chave para dar o salto de exportador de matéria-prima para exportador de valor agregado. A Europa é um mercado de 450 milhões de consumidores que queremos acessar com produtos processados nas nossas fábricas”, afirmou durante o Global Agribusiness Fórum.

    A Anfavea, que representa montadoras, também avalia o acordo como “ganha-ganha”, destacando que o mercado de reposição de peças pode se expandir significativamente.

    Dimensões do acordo

    Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o tratado reunirá cerca de 720 milhões de pessoas e um PIB combinado de mais de US$ 22 trilhões.

    Foto: Divulgação ExpoQueijo

    O presidente Lula destacou em redes sociais que o texto “amplia alternativas para exportações brasileiras e investimentos produtivos europeus e simplifica regras comerciais para os dois lados”.

    Cronograma completo de redução tarifária

    • Panettone: 18% de taxa, redução entre 4 e 7 anos
    • Perfume: 18% de taxa, redução em 4 anos
    • Pêssego em calda: 55% de tarifa, redução de 12,5% no primeiro ano, zerando em 7 anos
    • Queijo mozzarella: 28% de taxa, limitada em cota de 30 mil toneladas
    • Queijo azul: 16% de tarifa, zerada ao atingir 30 mil toneladas importadas
    • Azeite de oliva virgem: 10% de taxa, redução de 6,3% no primeiro ano, zerando em 15 anos
  • Queijos puxam alta de preços no Brasil em novembro; leite e arroz recuam

    Queijos puxam alta de preços no Brasil em novembro; leite e arroz recuam

    orémNovembro registra caminhos distintos no câmbio de preços dos alimentos no Brasil, aponta estudo da Neogrid. Enquanto os queijos avançaram 21,2% no preço médio nacional, com alta em todas as regiões, mas itens básicos como leite UHT (-4,9%) e arroz (-3,0%) foram os que mais recuaram no mês. O levantamento “Variações de Preços: Brasil & Regiões” utiliza os produtos mais presentes no carrinho do consumidor. E é elaborado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo.

    Entre os itens que mais pressionaram o orçamento em novembro, aparecem legumes (+3,1%), sal (+3,1%) e óleo (+2,5%). O óleo, em particular, registrou alta em todas as regiões. Em contrapartida, sinais de deflação ocorreram em alimentos como café em pó e em grãos (-1,5%), açúcar (-1,4%) e ovos (-1,2%), ajudando a atenuar a inflação no mês.

    No cenário macroeconômico, o IPCA de novembro de 2025 avançou 0,18%, apontando inflação sob controle para o fim do ano. Porém, para a especialista em dados estratégicos da Neogrid, Anna Carolina Fercher, a pressão permanece em categorias como óleo e queijos. A recuperação de estoques e custos de matéria-prima influenciam a persistência de altas. “Categorias como óleo e queijos, que apresentaram elevação de preço em todas as regiões em novembro, tendem a levar mais tempo para estabilizar ou recuar, dependendo da normalização dos estoques e dos custos de produção”, afirma.

    No período de dezembro de 2024 a novembro de 2025, o café em pó e em grãos segue como o item com maior incremento. Ele teve alta de 42,1% no preço médio nacional. Em seguida, aparecem queijos (12,3%), margarina (11,2%), creme dental (10%) e refrigerantes (5,7%).

  • Brasil conquista 50 medalhas no maior concurso de queijos do mundo

    Brasil conquista 50 medalhas no maior concurso de queijos do mundo

    O Brasil conquistou 50 medalhas no World Cheese Awards 2025 (WCA), o maior concurso de queijos do planeta. A competição realizada em Berna, na Suíça, reuniu 5.244 queijos de 46 países e distribuiu medalhas Super Ouro, Ouro, Prata e Bronze.

    Entre os premiados brasileiros, cinco queijos receberam ouro, 19 levaram prata e 26 garantiram bronze. Os medalhistas representam sete estados: São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A premiação reuniu desde grandes indústrias até pequenos laticínios artesanais.

    Queijos de ouro destacam diversidade da produção nacional

    O Parmesão Faixa Azul 12 meses, da Vigor Alimentos, conquistou medalha de ouro. A empresa também levou prata com seu Gorgonzola Faixa Azul, consolidando presença no mercado internacional.

    A Tirolez garantiu ouro com o Queijo Azul Tirolez. A marca catarinense ainda conquistou prata com o Parmesão 12 meses e bronze com três produtos: Creme de ricota, Queijo Cremíssimo e Queijo provolone curado defumado.

    Os Queijos Possamai brilharam com duas medalhas de ouro: Queijo da Nona e Queijo do Bispo (prata). A queijaria demonstra excelência na produção artesanal.

    O Queijo Ribeirão, da catarinense Queijo com Sotaque, levou ouro. A marca também conquistou prata com o Queijo Laranjal, reforçando a qualidade dos produtos de Santa Catarina.

    A Serra das Antas completou o pódio de ouro com o Queijo tipo Reblochon. A queijaria ainda acumulou três pratas (Gorgonzola Duplo Creme, Queijo Lua Cheia e Queijo tipo Gorgonzola Doce) e um bronze (Queijo Primitivo), totalizando cinco medalhas.

    Projeto paranaense soma 72 premiações internacionais

    Um projeto de Toledo, no Oeste do Paraná, conquistou três das 50 medalhas brasileiras. O Biopark Educação desenvolve tecnologias que transformam leite de pequenos produtores em queijos finos premiados internacionalmente.

    Abaporu, Garoa e Saint. Foto: Divulgação/Biopark

    O queijo Abaporu recebeu medalha de prata. Sua massa mole de leite de vaca com casca lavada passa por maturação superior a 30 dias. O produto apresenta notas de baunilha, amêndoa, caramelo e especiarias como canela e cravo. Em setembro, o Abaporu já havia garantido ouro no Mondial du Fromage, na França. A Queijaria Flor da Terra vai lançar o produto em breve.

    O Saint Marcellin, também premiado com prata, é um queijo comercial da Flor da Terra que já acumula reconhecimento. Ficou entre os dez melhores do Brasil em 2023 no concurso Queijos Brasil. Sua textura cremosa e sabor amanteigado remetem aos clássicos franceses, com notas de cogumelos frescos e ervas.

    O Garoa Tropical conquistou bronze. O queijo utiliza enzimas específicas de frutas cítricas para coagulação, resgatando técnicas antigas. Essa metodologia promove sabor único e textura diferenciada. A Flor da Terra também vai comercializar este produto.

    As três medalhas somam-se às dezenas de conquistas do Projeto de Queijos Finos do Biopark Educação, totalizando 72 medalhas em premiações nacionais e internacionais. Os resultados chamam atenção de investidores e formuladores de políticas públicas.

    Laticínios artesanais surpreendem júri internacional

    Os Laticínios São João, de Minas Gerais, conquistaram seis medalhas. O Cruzília Maturado e a Burrata de Búfala levaram prata. Os bronzes foram: A Lenda, Azul de Minas, queijo maturado com mofo azul e limão, Burrata de Búfala Defumada, Queijo Tipo Quark e Santo Casamenteiro.

    A Pomerode Alimentos garantiu quatro medalhas. O Queijo Morro Azul 125g e o Vale do Testo 12 meses levaram prata. Os bronzes foram Morro Azul 500g, Queijo 5 e Vale do Testo 6 meses.

    A Queijaria Belafazenda conquistou quatro medalhas de prata: Amazonito, Benzinho, Goró e Pampa. A produção demonstra consistência e qualidade.

    A Quatá Alimentos levou três medalhas. O Queijo tipo estepe conquistou prata, enquanto o Prato Esférico e o Provolone garantiram bronze.

    A Queijaria Alpina, de Goiás, conquistou duas medalhas de prata: Queijo Alpino 1 ano e Queijo Stephan 12 meses.

    Outras queijarias também brilharam na competição. A Casa Bianchi levou prata com o Vecchio Formaggio. A Queijaria Boca da Serra conquistou prata com o Serramar. A Queijaria Santa Vitória garantiu prata com o Parahyba.

    Entre os bronzes, destacam-se o Gigante da Mantiqueira (Capril do Bosque), o Queijo Neblina 3 meses (Vale do Vento), o Brie (Vermont Queijos), o Pecorino Toscano maturado 270 dias (Casa da Ovelha), a Ricota Fresca de Búfala Almeida Prado (Laticínio Bufala Almeida Prado) e o Tulha Reserva (Fazenda Atalaia).

    Júri avaliou queijos às cegas por critérios técnicos

    Um total de 265 especialistas formaram o júri do World Cheese Awards 2025. As avaliações ocorreram às cegas e os queijos foram analisados por aparência, aroma, corpo, textura e sabor. Esta foi a maior edição da premiação até o momento.

    Os juízes foram divididos em equipes de duas a três pessoas para avaliar diferentes mesas. Entre os queijos que receberam ouro em cada mesa, a equipe selecionou um exemplar para medalha Super Ouro. Ao todo, 110 queijos receberam essa distinção em 2025.

    O Campeão Mundial foi o Gruyère AOP Vorderfultigen Spezial, produzido na Suíça com 18 meses de maturação. O júri elogiou a textura cristalina e o sabor encorpado e umami do queijo.

    Consultoria gratuita impulsiona pequenos produtores paranaenses

    O Projeto de Queijos Finos do Biopark oferece consultoria integral gratuita aos pequenos produtores. O apoio vai desde análise do leite até desenvolvimento de identidade visual, rotulagem e acesso ao mercado.

    Kennidy de Bortoli, pesquisador do Laboratório de Queijos Finos e eleito melhor queijeiro do Brasil, explica o modelo. “Os produtores associados recebem suporte técnico integral e gratuito. O acompanhamento vai desde a melhoria da qualidade do leite até a produção dos queijos. Transferimos todas as tecnologias que desenvolvemos no laboratório”, afirma.

    Victor Donaduzzi, presidente do Biopark, Carolina Trombini, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e Ana Bortoluzzi Donaduzzi, gerente comercial da queijaria Flor da Terra. Foto: Divulgação/Biopark

    O projeto monitora continuamente os padrões de qualidade. Essa metodologia assegura que os produtos mantém suas características e excelência.

    Carolina Trombini, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Biopark Educação, detalha o apoio oferecido. “O projeto oferece orientação técnica para investimentos em infraestrutura. Auxiliamos na escolha de equipamentos e layouts mais adequados, conforme os objetivos de cada produtor”, explica.

    A equipe realiza encontros bimestrais que abordam temas estratégicos. Marketing digital, vendas, abertura de novos mercados e boas práticas de fabricação fazem parte da capacitação. “O produtor conta com suporte em todas as etapas desse novo empreendimento”, completa Trombini.

    Passionata abre caminho para expansão estadual

    Em 2024, o queijo maturado Passionata, tecnologia do Projeto de Queijos Finos do Biopark, recebeu título de melhor da América Latina. O produto ficou em 9º lugar no ranking mundial do World Cheese Awards 2024. A Queijaria Flor da Terra produz o Passionata em Toledo.

    O projeto atualmente conta com 27 produtores no Oeste do Paraná. Planos de expansão estadual já estão em andamento, com apoio do governo paranaense.

    Carmen Donaduzzi, idealizadora do projeto, destaca o potencial de replicação. “Criamos um modelo escalável, com baixa barreira de entrada para os produtores e retorno rápido. O projeto serve de referência de política integrada de desenvolvimento rural, segurança alimentar e inovação tecnológica no campo”, afirma.