Tag: Queijos artesanais

  • Copa do queijo: evento destaca disputa global pelo Super Ouro

    Copa do queijo: evento destaca disputa global pelo Super Ouro

    A ExpoQueijo Brasil 2026 reunirá produtores de 19 países entre os dias 25 e 28 de junho, em Minas Gerais, na principal competição de queijos artesanais das Américas. O evento chega à sexta edição consolidado como vitrine internacional do setor, atraindo especialistas, compradores e representantes da cadeia produtiva.

    Além do Brasil, participam Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Chile, Dinamarca, Equador, Espanha, França, Grécia, Holanda, Itália, México, Peru, Portugal, Reino Unido, Suíça e Uruguai. A diversidade amplia o alcance global da competição e reúne algumas das mais tradicionais regiões produtoras do mundo.

    No cenário nacional, produtores de 18 estados e do Distrito Federal levam seus queijos para avaliação. Estão representados Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

    A organizadora da ExpoQueijo Brasil, Maricell Hussein, destaca o papel do evento no intercâmbio técnico e cultural. Segundo ela, a presença internacional fortalece a cadeia produtiva ao promover troca de experiências, técnicas e tradições entre os participantes.

    Histórico do prêmio Super Ouro

    O principal reconhecimento da competição, o Super Ouro, já premiou apenas três países desde a criação do evento. A Itália venceu em 2021 e 2022, a Argentina conquistou o título em 2023 e 2024, e o Brasil entrou na lista em 2025.

    Mais do que um troféu, o prêmio impulsiona negócios e amplia a visibilidade internacional dos vencedores. Produtores relatam aumento na demanda, valorização comercial e acesso a novos mercados após a conquista.

    Um exemplo recente vem de Minas Gerais. O queijo Pedra do Segredo, vencedor em 2025, registrou valorização, criou fila de espera e expandiu sua presença no mercado. Casos semelhantes aparecem entre produtores da Itália e da Argentina.

    Como funciona o concurso

    O Araxá International Cheese Awards utiliza metodologia desenvolvida com curadoria técnica da EPAMIG – Instituto de Laticínios Cândido Tostes. Especialistas nacionais e internacionais realizam avaliações às cegas.

    Os jurados analisam atributos como aparência, cor, textura, aroma, consistência e sabor. Os queijos competem em 47 categorias e passam por etapas eliminatórias. A organização concede medalhas de ouro, prata e bronze em cada categoria. Entre todos os premiados, apenas um recebe o Super Ouro, destinado ao maior destaque geral.

    Programação inclui gastronomia, debates e shows

    A edição de 2026 estreia a Cozinha Show, espaço dedicado à aplicação do queijo artesanal na gastronomia. Chefs e especialistas apresentam receitas, técnicas e experiências culinárias, que vão da cozinha mineira tradicional à alta gastronomia contemporânea.

    O evento também promove o Fórum Internacional, que reúne pesquisadores, produtores e representantes do setor para discutir desafios e tendências da cadeia produtiva do queijo artesanal.

    Na programação cultural, os shows de Leo Jaime e Vinny são os destaques. Leo Jaime se apresenta com a banda Amigos do Rock, enquanto Vinny abre a agenda musical com repertório inspirado nos anos 1990.

    Além do concurso, a ExpoQueijo Brasil 2026 inclui feira de negócios, degustações, harmonizações e atividades gratuitas, fortalecendo a conexão entre produção, mercado, turismo e cultura.

  • Festival do Queijo Artesanal de Minas tem primeiro dia marcado por grande público

    Festival do Queijo Artesanal de Minas tem primeiro dia marcado por grande público

    O 8º Festival do Queijo Artesanal de Minas começou nesta quinta-feira (4) com grande público, geração de negócios e forte valorização da cultura mineira no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte. O evento reúne produtores de 14 regiões reconhecidas pela produção de queijos artesanais no estado e segue até sábado (6), com entrada gratuita.

    Foto: Divulgação FQAM

    Logo nas primeiras horas, visitantes lotaram os estandes para degustar e comprar produtos diretamente dos produtores rurais, impulsionando as vendas e fortalecendo o contato entre campo e cidade. O festival também atrai especialistas, compradores, autoridades e apreciadores da gastronomia mineira, consolidando-se como uma das principais vitrines do queijo artesanal no Brasil.

    Mulheres do Queijo

    A programação do primeiro dia destacou o 3º Encontro das Mulheres do Queijo. Ele reuniu produtoras de diversas regiões para discutir liderança, comunicação, comercialização e o protagonismo feminino na cadeia produtiva. O encontro reforçou o papel das mulheres no desenvolvimento do setor e ampliou o debate sobre oportunidades no mercado.

    Organizado pelo Sistema Faemg Senar e pelo Sebrae Minas, o festival busca ampliar mercados para os produtores e dar visibilidade à produção artesanal, que sustenta famílias e movimenta economias regionais em Minas Gerais.

    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, destacou o impacto do evento na geração de oportunidades para o produtor rural. Segundo ele, o festival abre espaço para que produtores apresentem seus produtos, contem suas histórias e ampliem canais de comercialização. Além de avançar na regularização das atividades e no aumento da renda no campo.

    Já o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, ressaltou a diversidade e a força da cadeia produtiva do queijo artesanal. Para ele, o evento reúne diferentes identidades culturais do estado e fortalece uma atividade essencial para a economia mineira.

    Desenvolvimento da cultura queijeira

    Na avaliação do jornalista especializado em queijos Eduardo Girão, o festival se destaca no cenário nacional por concentrar, em um único espaço, produtores de todas as regiões queijeiras de Minas Gerais. Ele afirma que a iniciativa contribui diretamente para o desenvolvimento da cultura queijeira e serve de referência para eventos em todo o país.

    Além da exposição e comercialização, o festival oferece uma programação diversificada. Que inclui seminários técnicos, oficinas gastronômicas e  harmonizações. Além de cozinha show com chefs convidados, degustações orientadas e atrações culturais.

  • Estudo revela o que diferencia os queijos artesanais de Minas Gerais

    Estudo revela o que diferencia os queijos artesanais de Minas Gerais

    A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) participa de um estudo inédito sobre as características dos queijos artesanais produzidos em Minas Gerais. A pesquisa, coordenada pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), analisa aspectos microbiológicos, físico-químicos e sensoriais de queijos produzidos em microrregiões recentemente reconhecidas como áreas produtoras.

    Foto: Divulgação Epamig

    O projeto, intitulado “Estado da arte de queijos artesanais emergentes produzidos em Minas Gerais”, é liderado pela professora Luciana Albuquerque Caldeira Rocha (Unimontes). Pela Epamig, participam o pesquisador Daniel Arantes e a chefe do Departamento de Pesquisa, Cristiane Viana.

    Segundo Arantes, o estudo surgiu da necessidade de compreender melhor o papel dos fungos na formação das características sensoriais e físico-químicas dos queijos de casca florida, um tipo que vem ganhando espaço nas regiões de Diamantina e Entre Serras da Piedade ao Caraça. “Essas análises ajudam a valorizar e diferenciar os queijos artesanais mineiros, fortalecendo a identidade regional e o potencial de mercado”, explica o pesquisador.

    O projeto também amplia o escopo para outras áreas produtoras, como o Norte de Minas e a Serra Geral, com o objetivo de mapear a diversidade microbiológica e as peculiaridades de cada território.

    Parcerias fortalecem a pesquisa

    A iniciativa nasceu da Rede Mineira de Pesquisa em Queijos (RMQA), coordenada pela Epamig. E integra universidades, institutos e órgãos do setor agropecuário para promover inovação e sustentabilidade na cadeia produtiva do queijo artesanal em Minas Gerais.

    Com início em 2022, o projeto está em fase final de análises, incluindo a identificação de fungos em amostras de queijos selecionadas com apoio da Emater-MG. Os resultados também compõem a dissertação de mestrado em Zootecnia de Luiz Guilherme Santos de Carvalho, na Unimontes.

    Capacitação e formação técnica

    Em fevereiro, o Centro de Pesquisa e Treinamento em Queijos Artesanais da Epamig, localizado em São João del-Rei, promoveu o Curso Prático de Isolamento e Caracterização de Fungos Filamentosos do Queijo Minas Artesanal.

    A professora Fabiana Aparecida Couto, do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), ministrou o treinamento. Ele combinou aulas teóricas e práticas sobre isolamento, cultivo e análise de fungos relacionados ao queijo mineiro. Participaram alunos de pós-graduação da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e integrantes da equipe de pesquisa da Epamig.

    De acordo com Daniel Arantes, o trabalho colaborativo entre instituições é essencial para consolidar resultados. “A atuação em rede permite padronizar metodologias e gerar dados comparáveis entre microrregiões. Isso é fundamental para oferecer suporte técnico e estratégico à produção artesanal de Minas”, reforça.

  • Primeira escola de laticínios da América Latina completa 90 anos

    Primeira escola de laticínios da América Latina completa 90 anos

    O Instituto Cândido Tostes (ILCT), unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), completa 90 anos como referência nacional em pesquisa e desenvolvimento de produtos lácteos. A instituição, primeira escola de laticínios da América Latina, concentra a maior equipe de pesquisadores especializados em leite e derivados do Brasil.

    Durante a Semana Comemorativa dos 90 anos, o pesquisador Junio de Paula, coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Leite e Derivados da Epamig, apresentou a palestra “Queijos artesanais: qualidade, segurança e apoio ao produtor”. O especialista detalhou projetos que abrangem desde pequenas queijarias até indústrias de grande porte.

    “Desenvolvemos trabalhos em diferentes regiões produtoras, com foco na qualidade do leite e na produção de derivados como iogurtes, sorvetes e bebidas lácteas”, explicou Junio de Paula.

    Pesquisas vão além dos queijos tradicionais

    O ILCT ampliou seu escopo de atuação com projetos inovadores. A instituição mantém parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para pesquisas com leite humano e desenvolve estudos com leite de caprinos e ovinos.

    Entre as iniciativas mais recentes, destaca-se o aproveitamento do soro de leite para produção de bebida fermentada e de um fermentado acético com características de vinagre. “Estamos vivenciando um momento histórico, com melhoria da infraestrutura, fortalecimento da equipe e maior apoio financeiro”, afirmou o coordenador.

    Lei estadual impulsiona investimentos em pesquisa agropecuária

    A diretora-presidente da Epamig, Nilda Soares, ressaltou os avanços proporcionados pela Lei 24.821/2024. A legislação garante que 8% dos recursos destinados à pesquisa pela Fapemig sejam aplicados especificamente no setor agropecuário.

    Diretora-presidente da Epamig, Nilda Soares. Foto: Divulgação/Epamig

    “É gratificante demonstrar à sociedade que o investimento na pesquisa da Epamig tem gerado resultados concretos. Além do leite, trabalhamos em diversas áreas, gerando tecnologias, inovações e patentes”, declarou Nilda Soares.

    Fapemig anuncia novos editais para difusão tecnológica

    O presidente da Fapemig, Carlos Arruda, destacou o compromisso da fundação com a ciência aplicada. “Nossa proposta é valorizar a pesquisa que gera impacto real e desenvolver infraestrutura tecnológica. Os próximos anos exigirão ainda mais parceria e cooperação”, afirmou.

    O diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, Luiz Gustavo Cançado, anunciou para dezembro o lançamento de novos editais. Os recursos apoiarão a difusão do conhecimento gerado pela Epamig em cinco linhas tecnológicas, beneficiando todas as unidades da empresa.

    “O valor da ciência está em formar pessoas. O agronegócio mineiro forma muitos profissionais, o que justifica a atenção do governo com a Epamig”, concluiu Cançado.

    Localizado em Juiz de Fora (MG), o ILCT é reconhecido por sua excelência em pesquisa e capacitação profissional no setor de laticínios. A instituição contribui diretamente para a melhoria de técnicas, processos e qualidade dos derivados lácteos consumidos em todo o país.

  • Produção de queijos artesanais cresce 300% em São Paulo

    Produção de queijos artesanais cresce 300% em São Paulo

    A produção artesanal de queijos em São Paulo registrou expansão extraordinária nos últimos três anos. Os dados do Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP) revelam crescimento de 300% no número de produtores formalizados: de apenas 6 novos registros em 2022, o estado saltou para 24 registros em 2025.

    Atualmente, quase 60 queijarias artesanais em São Paulo possuem reconhecimento oficial. Somadas às mais de 100 indústrias queijeiras do estado, consolidam a região como um dos principais polos da queijaria brasileira.

    Segundo a Associação Paulista do Queijo Artesanal (APQA), o setor movimentou R$ 21,84 milhões em 2024, refletindo tanto o avanço da formalização quanto o fortalecimento das propriedades artesanais paulistas.

    Modernização do SISP facilita acesso de pequenos produtores

    A transformação do setor tem como pilar a modernização do SISP Artesanal. O sistema, agora totalmente digitalizado, conta com equipes especializadas em inspeção artesanal dentro da Defesa Agropecuária, facilitando o acesso à formalização e garantindo segurança e qualidade na produção.

    O programa abrange atualmente 234 estabelecimentos registrados em todo o estado, distribuídos em diferentes cadeias produtivas: 100 focados em lácteos, 94 em carnes, 21 em mel, 12 em ovos e 7 em pescados. A iniciativa desempenha papel essencial na formalização de pequenos negócios rurais que preservam técnicas tradicionais.

    Rotas do Queijo conectam 102 queijarias em 77 municípios paulistas

    Para ampliar a valorização dos queijos artesanais, o governo paulista lançou as Rotas do Queijo de São Paulo. A Casa Civil, em parceria com as Secretarias de Turismo e Viagens, Agricultura e Abastecimento, Cultura e Economias Criativas, Desenvolvimento Econômico e a Invest SP, vai apresentar a iniciativa durante o Mesa SP 2025.

    O projeto reúne 102 queijarias distribuídas em 77 municípios, organizadas em oito rotas temáticas. O objetivo é promover os queijos paulistas nos mercados interno e internacional, conectando produtores, turistas e consumidores em experiências que unem gastronomia, cultura e turismo rural.

    Queijos paulistas conquistam medalhas em competição mundial

    O crescimento do setor já rende frutos internacionais. A Estância Silvânia, em Caçapava, comandada pela produtora Camila Almeida e seu marido, conquistou três medalhas de ouro no Mondial du Fromage 2025, principal competição mundial de queijos e laticínios.

    Foto: Divulgação

    “Sempre tivemos o sonho de levar nossos queijos para todo o Estado. Já conquistamos prêmios importantes, inclusive internacionais, mas a comercialização era limitada ao município. Com o registro artesanal, finalmente podemos ampliar nosso mercado”, celebra Camila, que agora integra a Rota do Queijo.

    Estado aposta em qualidade e tradição para fortalecer economia rural

    Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, o avanço representa um esforço conjunto do governo paulista. “Estamos construindo um ambiente que une qualidade, inovação e identidade. Nossos queijos são reconhecidos no mundo todo e representam o melhor da agricultura paulista: trabalho, tradição e excelência”, afirma.

  • Conheça os campeões do Concurso Estadual de Queijos Artesanais de Minas 2025

    Conheça os campeões do Concurso Estadual de Queijos Artesanais de Minas 2025

    A 18ª edição do Concurso Estadual dos Queijos Artesanais de Minas Gerais premiou cinco produtores por categoria, consolidando o estado como referência nacional na produção de queijos de alta qualidade. A cerimônia aconteceu no sábado (13), em Itanhandu, durante o Festival Gastronômico Aromas e Sabores, e reuniu queijeiros de diferentes regiões mineiras.

    Foto: Rafael Soal/Emater-MG

    Entre os campeões, estão Alexandre Honorato (Araxá), André Luís de Faria (São Roque de Minas/Canastra), Fabiano Fonseca (Itamonte/Mantiqueira de Minas), Guilherme Maciel (Aiuruoca/Mantiqueira de Minas) e Gustavo Pinheiro (Itamonte/Mantiqueira de Minas). Cada um conquistou o primeiro lugar em sua categoria, destacando-se pelo sabor, consistência e autenticidade dos queijos artesanais.

    Categorias e vencedores

    Na categoria Queijo Minas Artesanal (QMA), Alexandre Honorato levou a medalha de ouro com um queijo produzido em Araxá. “O sentimento é de orgulho e emoção. É o reconhecimento de mais de 20 anos de dedicação minha e da minha esposa”, afirmou o produtor.

    Já na categoria QMA de Casca Florida Natural, novidade desta edição, o campeão foi André Luís de Faria, de São Roque de Minas, região da Canastra.

    Nos Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas, o destaque ficou para Fabiano Fonseca, campeão na maturação de 14 a 30 dias; Guilherme Maciel, primeiro colocado na maturação acima de 50 dias; e Gustavo Pinheiro, vencedor entre os queijos com ingredientes opcionais ou defumados.

    Avaliação criteriosa

    Os queijos inscritos foram avaliados por 32 jurados em quesitos como apresentação externa e interna, cor, consistência, aroma e sabor. Além dos troféus, todos os participantes receberam certificados e uma devolutiva técnica com sugestões de melhoria para aprimorar a produção.

    “Esse processo garante um aprimoramento contínuo dos queijos artesanais de Minas”, destacou o diretor técnico da Emater-MG, Gelson Lemes.

    O concurso é promovido pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Emater-MG. E integra as ações de valorização do patrimônio cultural e gastronômico do estado. Os vencedores reforçam a tradição mineira de produzir queijos artesanais reconhecidos nacional e internacionalmente.

  • Minas Gerais escolhe os melhores queijos artesanais em concurso estadual

    Minas Gerais escolhe os melhores queijos artesanais em concurso estadual

    Itanhandu, no Sul de Minas, recebe nesta quinta-feira (4/9) o julgamento dos queijos finalistas do 18º Concurso Estadual dos Queijos Artesanais de Minas Gerais. A disputa começa às 8h30, na Fundação Itanhanduense Dilza Pinho Nilo.

    Os vencedores serão divulgados no dia 13 de setembro, também em Itanhandu, município que integra a região produtora do Queijo Artesanal Mantiqueira de Minas.

    A cerimônia de premiação faz parte do Festival Gastronômico “Aromas e Sabores”, realizado pela Prefeitura de Itanhandu. O concurso é promovido pelo Governo de Minas, por meio da Emater-MG, e traz uma novidade em 2025: a categoria Queijo Minas Artesanal Casca Florida Natural, com maturação de até 60 dias.

    Categorias em disputa

    Além do Casca Florida Natural, concorrem queijos nas seguintes categorias:

    • Queijo Minas Artesanal (maturação de 14 a 30 dias);
    • Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas (maturação de 14 a 30 dias);
    • Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas (maturação acima de 50 dias);
    • Queijos Artesanais de Alagoa e Mantiqueira de Minas (com ingredientes opcionais ou defumados).

    Avaliação e premiação

    Os jurados darão notas para apresentação externa e interna, cor, consistência, aroma e sabor. O julgamento é fechado ao público. Os cinco melhores queijos de cada categoria recebem troféus. Todos os produtores inscritos ganham certificado de participação e uma devolutiva técnica sobre o produto avaliado.

    O concurso aceita apenas queijos artesanais com registro em serviço de inspeção oficial — municipal, estadual ou federal. Também podem concorrer queijos classificados nos concursos regionais. No caso de estabelecimentos de QMA fora das regiões caracterizadas, a participação é permitida para produtos legalizados e com habilitação sanitária.

    O regulamento completo está disponível no site da Emater-MG.

  • Minas cria “Queijoteca” para preservar DNA dos queijos artesanais

    Minas cria “Queijoteca” para preservar DNA dos queijos artesanais

    Por trás do sabor inconfundível do Queijo Minas Artesanal existe um universo microscópico que a ciência agora quer desvendar e preservar. A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) lançou um projeto pioneiro para criar a primeira “Queijoteca Artesanal” do Brasil – uma coleção científica dos microrganismos responsáveis pela identidade única dos queijos mineiros.

    O foco principal da pesquisa é o soro fermento natural, conhecido regionalmente como “pingo” – o ingrediente secreto que diferencia cada região produtora. Este líquido amarelado concentra bactérias láticas específicas que conferem sabor, aroma e textura característicos aos queijos artesanais.

    “O pingo é a principal fonte de microrganismos benéficos responsáveis por influenciar os compostos de sabor, textura e aroma dos queijos artesanais”, explica Daniel Arantes, pesquisador da Epamig e coordenador do projeto. “Queremos identificar o potencial de antagonismo dessas bactérias contra microrganismos patógenos e investigar seu uso como fermento natural.”

    Investimento millionário em tradição

    Com recursos de R$ 2,1 milhões financiados pela Fapemig, o projeto “Estudo do fermento endógeno dos Queijos Artesanais em Minas Gerais” abrange as dez regiões produtoras reconhecidas oficialmente no estado.

    “Investir neste tipo de pesquisa é investir na preservação e aprimoramento dos modos de fazer o Queijo Minas, já reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco”, destaca o vice-governador Mateus Simões.

    Ciência encontra tradição familiar

    A pesquisa conta com a participação direta de produtores locais, como Joelma Tarôco, do Campo das Vertentes. Sua família transformou a tradição leiteira em negócio de queijos artesanais após anos de tentativas.

    “Não é fácil trabalhar com leite cru, passamos por muitos desafios”, conta Joelma. “A Epamig está muito conosco. Sempre buscamos parcerias com a pesquisa para termos um produto de qualidade.”

    A queijaria familiar, projetada em 2013, representa uma história de persistência. Após várias tentativas frustradas, foi em 2015 que a mãe de Joelma assumiu a produção e conquistou a primeira certificação estadual. Hoje, os Queijos Tarôco são distribuídos em todo o Brasil.

    Preservação do patrimônio genético

    O projeto vai além da catalogação. Os pesquisadores pretendem:

    • Identificar bactérias láticas únicas de cada região produtora
    • Investigar o potencial probiótico dos microrganismos
    • Desenvolver fermentos naturais para queijos autorais
    • Garantir controle de qualidade dos produtos artesanais
    • Preservar a biodiversidade microbiana mineira

    Impacto econômico e cultural

    A iniciativa fortalece as bases científicas da cadeia produtiva do Queijo Minas Artesanal, um setor que movimenta milhões na economia mineira e representa importante fonte de renda para famílias rurais.

    A expansão do agroturismo e da Rota do Queijo também se beneficia da pesquisa, oferecendo aos visitantes produtos com autenticidade científica comprovada.

    Com a “Queijoteca Artesanal”, Minas Gerais se posiciona na vanguarda da preservação científica de tradições alimentares. O acervo microbiológico servirá como recurso estratégico para futuras pesquisas e garantirá que as próximas gerações mantenham acesso aos sabores autênticos que tornaram o queijo mineiro mundialmente reconhecido.

    A pesquisa participativa envolvendo produtores, associações e instituições da Rede Mineira de Pesquisa em Queijos Artesanais (RMQA) demonstra como ciência e tradição podem caminhar juntas na preservação do patrimônio cultural brasileiro.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Mapa apreende 1,3 mil litros de bebidas irregulares no PR

    + Agro em Campo: Estado do Maranhão ganha unidade da Inpasa

  • Além de Minas Gerais: a revolução dos queijos artesanais brasileiros

    Além de Minas Gerais: a revolução dos queijos artesanais brasileiros

    Embora Minas Gerais seja tradicionalmente reconhecida como a capital nacional dos queijos artesanais, outros estados brasileiros têm demonstrado que a excelência na produção queijeira não conhece fronteiras geográficas.

    O VIII Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau (SC), comprovou essa realidade ao reunir mais de 2.200 participantes de 20 estados e premiar centenas de produtos artesanais de qualidade excepcional.

    Espírito Santo: tradição capixaba em ascensão

    O Espírito Santo conquistou destaque nacional no cenário queijeiro brasileiro, com três queijos capixabas recebendo medalhas de ouro no VIII Prêmio Queijo Brasil. Os produtos vencedores alcançaram notas superiores a 95 pontos em 100 possíveis, demonstrando a excelência técnica dos produtores locais.

    Entre os campeões estão o Boursin Erve de Provence, da Queijaria Pedrazul (Domingos Martins), o Queijo Morbier, da Vila Veneto (João Neiva), e o Queijo Minas Meia Cura Calvi, da Calvi Laticínios (Cachoeiro de Itapemirim). Além das medalhas de ouro, essas queijarias também conquistaram prêmios de prata com produtos como Boursin Lemon, Boursin Alecrim e Queijo Asiago.

    Queijo Minas Meia Cura Calvi, medalha de ouro no VIII Prêmio Queijo Brasil. Foto: SEAG ES

    O sucesso capixaba não se limitou aos grandes produtores. O Sítio Hollunder, de Marechal Floriano, e a Queijaria Giacomin, de João Neiva, também subiram ao pódio com medalhas de prata e bronze. Portanto, evidenciando a força do setor artesanal no estado.

    Investimento em pesquisa e desenvolvimento

    O Governo do Espírito Santo implementou um projeto inovador para mapear, caracterizar e valorizar os queijos artesanais capixabas, financiado pelo Programa de Incentivo à Pesquisa (Inovagro). A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Agricultura, conta com parcerias estratégicas do Incaper, UFES e Epamig.

    O projeto busca identificar os diferentes tipos de queijo produzidos no estado, analisar características técnicas e promover a regularização sanitária. Entre os benefícios esperados estão a melhoria das práticas produtivas, redução de perdas e fortalecimento da Rota do Queijo Artesanal, que já atrai turistas para regiões como João Neiva, Montanhas Capixabas e Caparaó.

    Atualmente, as queijarias artesanais representam mais de 40% das agroindústrias familiares do Espírito Santo, com cerca de 1.763 estabelecimentos distribuídos pelo território capixaba, segundo dados do IBGE.

    Paraná: crescimento consistente e diversificação

    O Paraná consolidou sua posição como segundo maior premiado no Prêmio Queijo Brasil, conquistando 165 medalhas – um crescimento de 27,9% em relação ao ano anterior. Os queijos paranaenses foram produzidos por 51 empresas familiares diferentes, demonstrando a diversificação e democratização da produção de qualidade no estado.

    Foto: Queijaria Beni/Elzilene Dornelo/Arquivo Pessoal

    A distribuição das premiações paranaenses incluiu 47 medalhas de ouro, 66 de prata e 52 de bronze, evidenciando a consistência técnica dos produtores locais. O destaque ficou para a Queijaria Delícias Beni, de Jandaia do Sul, eleita a melhor queijaria do estado com seu queijo muçarela nozinho.

    História de sucesso familiar

    A trajetória da Delícias Beni exemplifica o potencial empreendedor do setor. Fundada em 2019 por Elzilene Dornele Alegre, que deixou sua profissão de auxiliar administrativa para se dedicar à produção artesanal, a queijaria representa o sonho de uma família que apostou no campo e na qualidade.

    “Começamos pequenos, com poucas vacas e muita coragem, construindo nossa agroindústria familiar do zero”, relata Elzilene. Hoje, toda a família participa: o marido cuida do manejo dos animais, os filhos ajudam na ordenha e ela coordena a produção dos queijos.

    Estrutura de apoio e desenvolvimento

    O sucesso paranaense é resultado de uma estrutura robusta de apoio ao setor. A criação da Rota do Queijo em 2021 integrou a produção ao turismo rural. Enquanto o Prêmio Queijos do Paraná, que recebeu 476 inscrições de 107 produtores em 76 municípios, promove a valorização e divulgação da qualidade local.

    O estado também oferece eventos regionais como o Inova Queijo (Sudoeste) e o Conecta Queijo (Oeste), além de apoio através do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agroindustrial Familiar (Susaf), ao qual 183 municípios já aderiram.

    Rio Grande do Sul: preservando a tradição colonial

    A Serra Gaúcha trabalha para valorizar e obter o reconhecimento oficial do queijo colonial, um produto com raízes históricas profundas na região. O “Seminário: Indicação Geográfica do Queijo Colonial da Serra Gaúcha” representa um marco importante nessa jornada.

    Queijo colonial. Foto: Fernando Dias/Seapi

    O queijo colonial gaúcho tem origem na tradição dos imigrantes italianos que chegaram à região há 150 anos, sendo considerado um patrimônio alimentar dos povos do sul. A busca pela Indicação Geográfica visa preservar a cultura e impulsionar a economia regional, reconhecendo oficialmente o saber-fazer tradicional do território.

    Minas Gerais: inovação na tradição

    Embora Minas Gerais continue sendo referência nacional com mais de 400 prêmios no último concurso, o estado não descansa e continua investindo em melhorias em seus queijos artesanais. O projeto “Monitoramento da qualidade de queijos artesanais de Minas Gerais”, conduzido pela Epamig/ILCT, atende 91 queijarias em quatro regiões: Alagoa, Mantiqueira, Serras de Ibitipoca e Campo das Vertentes.

    O Minas Láctea 2024 encerrou nesta quinta-feira, 18 de julho, em Juiz de Fora. O evento registrou recordes de público e de negócios. queijos artesanais
    Foto: Divulgação – EPAMIG

    O projeto, financiado pela Fapemig desde 2022, oferece análises gratuitas e orientação técnica aos produtores, resultando em melhorias significativas na qualidade e rentabilidade. Produtores como Jayme Porfírio Mendes (Alagoa) e Maria Elisa de Almeida (Lima Duarte) conquistaram medalhas Super Ouro em concursos internacionais após aplicarem as recomendações do projeto.

    O futuro do queijo artesanal brasileiro

    O cenário nacional do queijo artesanal demonstra que a excelência não está restrita a uma única região. Estados como Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul estão construindo suas próprias tradições queijeiras, combinando técnicas tradicionais com inovação e apoio científico.

    Essa diversificação geográfica da produção de qualidade fortalece o setor como um todo, oferecendo aos consumidores uma variedade crescente de sabores e texturas autenticamente brasileiras. O investimento em pesquisa, capacitação técnica e rotas turísticas especializadas cria um ecossistema favorável ao desenvolvimento sustentável da queijaria artesanal nacional.

    Com o apoio de instituições de pesquisa, programas governamentais e a paixão dos produtores familiares, o Brasil caminha para se consolidar como uma potência mundial na produção de queijos artesanais. Sempre celebrando a diversidade regional e a riqueza cultural que cada território oferece a essa arte milenar.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Cervejaria alemã centenária inicia produção inédita no Brasil

    + Agro em Campo: Projeto premia produtores por excelência em avicultura e suinocultura

  • Queijos artesanais de Santa Catarina ganham reconhecimento

    Queijos artesanais de Santa Catarina ganham reconhecimento

    Santa Catarina se destaca no cenário nacional pela produção de queijos artesanais únicos, resultado de tradição, qualidade e inovação. A Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) atua diretamente na valorização desses produtos, auxiliando produtores na qualificação, legalização e comercialização.

    Três queijos artesanais catarinenses já possuem regulamentação e certificações que garantem qualidade e origem:

    • Queijo Artesanal Serrano – possui Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) e Indicação Geográfica (IG) na região Campos de Cima da Serra.
    • Kochkäse – queijo cozido típico de Blumenau, com RTIQ e em processo para obter IG.
    • Queijo Diamante – produzido em Major Gercino, já conta com Selo Arte e busca IG.

    A Indicação Geográfica, concedida pelo INPI, assegura que o produto tem características únicas, influenciadas pelo clima, relevo e técnicas locais. “A IG protege o nome do produto e garante que apenas produtores da região, seguindo padrões de qualidade, possam usá-lo”, explica Telma Tatiana Köene, coordenadora do Programa Gestão de Negócios e Mercados da Epagri.

    Já o Selo Arte, regulamentado em 2020, permite a venda em todo o Brasil. Atualmente, 82 queijos catarinenses possuem essa certificação.

    Capacitação e concurso estadual elevam padrão de qualidade

    A Epagri oferece cursos e assistência técnica para aprimorar a produção. Em 2024, 1,7 mil famílias receberam orientações, e 2,1 mil pessoas participaram de capacitações.

    Cursos gratuitos oferecidos pela Epagri qualificam as famílias rurais na produção de queijos. Foto: Epagri

    Além disso, o Concurso Estadual de Queijos Artesanais se tornou um marco para o setor:

    • 2023 (Lages): 138 queijos avaliados, com 68 medalhas distribuídas.
    • 2024 (Rio do Sul): 172 queijos inscritos, 110 premiados.

    “Os produtores ganham visibilidade, e os que não medalham recebem feedbacks para melhorar”, destaca Telma.

    Sucesso na prática: Queijaria Semprebom

    José Carlos Semprebom, de Nova Veneza, viu sua produção crescer após vencer o concurso em 2023. Sua queijaria, inaugurada em 2022, produz mil quilos de queijo por mês, todos com Selo Arte, e atrai turistas interessados em degustar os produtos.

    “A Epagri foi essencial, desde os cursos até a legalização do negócio”, afirma José Carlos, que mantém a tradição herdada dos avós italianos.

    Com feiras, simpósios e apoio contínuo da Epagri, os queijos artesanais de Santa Catarina conquistam cada vez mais espaço no mercado, unindo tradição, inovação e qualidade reconhecida.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: STF julga lei de MT que confronta Moratória da Soja

    + Agro em Campo: Brasil se destaca como referência em logística reversa agrícola