Tag: queijo mineiro

  • Produzido há mais de 70 anos, queijo mineiro artesanal tem fila de espera

    Produzido há mais de 70 anos, queijo mineiro artesanal tem fila de espera

    No alto da Serra da Piedade, em Caeté (MG), um dos produtos mais tradicionais da gastronomia mineira segue atraindo consumidores mesmo com a produção limitada. O Queijo Frei Rosário carrega mais de sete décadas de história e hoje possui fila de espera para compra.

    A origem do queijo remonta à chegada de Frei Rosário ao Santuário da Serra da Piedade, em 1948. Diante da necessidade de conservar alimentos, o religioso aplicou conhecimentos adquiridos durante sua formação na França e introduziu, na década de 1950, técnicas de maturação de queijos na região.

    Segundo o reitor do Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade, padre Wagner Calegário, embora exista uma versão popular que atribua a criação do queijo a um esquecimento acidental, a hipótese mais provável é que o produto tenha surgido a partir dos estudos do próprio Frei Rosário.

    “Ele era um grande estudioso de várias ciências e desenvolveu diversos produtos próprios, como o Pão do Frei, a Rosca da Rainha e o Licor de Laranja Campista”, afirma.

    Queijo Frei Rosário
    Queijo Frei Rosário, produzido no Santuário Nossa Senhora da Piedade – Foto: Arquidiocese de BH

    Maturação garante características únicas

    Atualmente, o queijo passa pelo processo de maturação em uma cava com condições rigorosamente controladas. A temperatura varia entre 11°C e 18°C, enquanto a umidade permanece em torno de 99%.

    Além disso, a etapa de afinação dura pelo menos 35 dias, período necessário para o desenvolvimento do aroma, da textura e do sabor característicos do produto.

    De acordo com o padre Wagner, a experiência acumulada na Serra da Piedade ajudou inclusive a embasar a legislação brasileira relacionada à maturação de queijos com fungos.

    Produção restrita impulsiona demanda

    A fabricação continua artesanal e é acompanhada por uma equipe de quatro pessoas, responsáveis por todas as etapas do processo.

    Atualmente, são produzidas no máximo 100 unidades por mês. Por isso, a procura supera a oferta e gera fila de espera entre os interessados.

    Mesmo assim, o santuário estuda ampliar moderadamente a produção sem abrir mão do método artesanal.

    “Estamos em testes para ampliar um pouco a produção. Contudo, ela será sempre em pequena escala diante da procura”, explica.

    Caverna Queijo Frei Rosário
    O queijo é maturado em caverna, a mais de 1.700 metros de altitude – Foto: Rota do Queijo de Minas

    Reconhecimento além de Minas Gerais

    Apesar de nunca ter participado de concursos, o Queijo Frei Rosário já foi apresentado em importantes eventos gastronômicos. A iguaria foi levada para degustação na escola francesa Le Cordon Bleu, por meio da Rota do Queijo.

    Além disso, o produto também foi divulgado pelo Senac em encontros nacionais e internacionais, ampliando sua visibilidade.

    Mais do que uma tradição gastronômica, o queijo também representa a história do Santuário da Serra da Piedade e das pessoas que passaram pelo local ao longo das décadas.

    “O queijo Frei Rosário materializa a capacidade de tantos que aqui buscavam afago e sustento da esperança nas adversidades da História”, conclui o sacerdote.

  • Belo Horizonte recebe Festival do Queijo Artesanal de Minas

    Belo Horizonte recebe Festival do Queijo Artesanal de Minas

    O Festival do Queijo Artesanal de Minas começa nesta quinta-feira (4) em Belo Horizonte e reúne produtores de 14 regiões reconhecidas pela produção queijeira no estado. A 8ª edição do evento segue até sábado (6), no Parque de Exposições da Gameleira, com entrada gratuita e programação voltada à valorização do queijo artesanal mineiro.

    Foto: Divulgação FQAM

    O festival é realizado pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o Sebrae Minas. E oferece ao público a oportunidade de conhecer, degustar e comprar queijos diretamente dos produtores. A agenda inclui atividades técnicas, gastronômicas e culturais que reforçam a importância do setor para a economia rural.

    Entre os destaques, está o 3º Encontro das Mulheres do Queijo. Ele ocorre nesta quinta-feira e reúne produtoras de diversas regiões para discutir liderança, comunicação, comercialização e o papel feminino na cadeia produtiva.

    O evento também promove o Seminário Técnico do Queijo Artesanal, que aborda desafios, inovação e perspectivas de mercado com especialistas e produtores.

    Programação

    A programação inclui ainda oficinas gastronômicas, harmonizações, cozinha show com chefs convidados, degustações orientadas, experiências sensoriais e apresentações musicais. Os organizadores estruturaram o evento para aproximar consumidores, produtores e compradores, além de incentivar o intercâmbio de conhecimento.

    Considerado uma das principais vitrines do queijo artesanal brasileiro, o festival amplia a visibilidade de um produto que representa a cultura mineira. Além de ganhar espaço no mercado nacional e internacional. Participam desta edição produtores das regiões de Alagoa, Araxá, Canastra, Campo das Vertentes, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Mantiqueira de Minas, Serra Geral, Serras da Ibitipoca, Serro, Triângulo Mineiro, Vale do Jequitinhonha e Vale do Suaçuí.

    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, destaca o papel estratégico do evento na conexão entre campo e cidade. “O festival aproxima o consumidor da história e do trabalho das famílias produtoras, além de gerar oportunidades de negócios e ampliar mercados para o queijo artesanal mineiro”, afirma.

    Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o evento fortalece a cadeia produtiva ao estimular capacitação e geração de negócios. “O festival cria um ambiente de troca de experiências e impulsiona pequenos empreendedores que contribuem para a identidade econômica e cultural de Minas Gerais”, diz.

    A organização espera receber milhares de visitantes ao longo dos três dias. Além de promover os territórios produtores, o festival reforça o papel do queijo artesanal na geração de renda, emprego e desenvolvimento regional.

  • Maior evento de laticínios da América Latina confirma edição 2026 em Juiz de Fora

    Maior evento de laticínios da América Latina confirma edição 2026 em Juiz de Fora

    O Minas Láctea 2026, um dos maiores eventos técnicos e de negócios da cadeia de laticínios na América Latina, já tem data marcada: 14, 15 e 16 de julho, em Juiz de Fora (MG). Organizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), por meio do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (Epamig ILCT), o encontro reunirá pesquisa, inovação e oportunidades de negócio para toda a cadeia do leite.

    Foto: Erasmo Pereira – Ascom/Epamig

    A programação inclui o 38º Congresso Nacional de Laticínios (CNL), a 44ª Semana do Laticinista e o 48º Concurso Nacional de Produtos Lácteos (CNPL), sediados no ILCT. No Expominas/Juiz de Fora, o evento ainda apresentará a 48ª Expomaq, com exposição de máquinas e insumos. E a 49ª Expolac, dedicada a produtos lácteos nacionais.

    Vitrine técnica e sensorial do setor

    O 48º Concurso Nacional de Produtos Lácteos (CNPL) será um dos destaques do Minas Láctea 2026. A competição valoriza a qualidade, a padronização e a inovação dos produtos brasileiros, funcionando como uma vitrine técnica e sensorial.

    Segundo Kely de Paula, professora da Epamig ILCT e integrante da comissão organizadora, o concurso estimula o aprimoramento industrial e o cumprimento dos padrões de qualidade. As amostras, enviadas por indústrias de todo o país, passam por uma avaliação criteriosa e anônima feita por especialistas do setor. “O sabor é o atributo de maior peso na nota final. Pois traduz a experiência sensorial que o consumidor valoriza acima de qualquer aspecto visual”, explica Kely.

    O CNPL contempla 12 categorias, entre elas doce de leite, requeijão cremoso, manteiga e produtos inovadores. Esta última estimula a criação de novos itens que agregam valor ao leite. Os três melhores colocados de cada categoria receberão troféus durante cerimônia no Expominas.

    Ciência, inovação e negócios no centro das discussões

    Com o tema “O Futuro da Cadeia Láctea: Ciência, Tecnologia e Competitividade Sustentável”, o 38º Congresso Nacional de Laticínios (CNL) e a 44ª Semana do Laticinista promoverão cursos, palestras e debates sobre desafios e oportunidades do setor.

    “A programação abrange temas como produção, industrialização, inovação, sustentabilidade e gestão. Integrando pesquisa e aplicação prática”, afirma Claudety Saraiva, professora do ILCT e membro da comissão científica.

    O congresso também abrirá espaço para trabalhos técnico-científicos de pesquisadores, docentes e estudantes, premiando os melhores resumos e incentivando a produção científica em laticínios. Em breve, a Epamig divulgará o prazo para submissão dos trabalhos.

    A programação completa, informações de inscrições e acesso às atividades estarão disponíveis em breve nos canais oficiais da Epamig e no site do evento.

  • Além de Minas Gerais: a revolução dos queijos artesanais brasileiros

    Além de Minas Gerais: a revolução dos queijos artesanais brasileiros

    Embora Minas Gerais seja tradicionalmente reconhecida como a capital nacional dos queijos artesanais, outros estados brasileiros têm demonstrado que a excelência na produção queijeira não conhece fronteiras geográficas.

    O VIII Prêmio Queijo Brasil, realizado em Blumenau (SC), comprovou essa realidade ao reunir mais de 2.200 participantes de 20 estados e premiar centenas de produtos artesanais de qualidade excepcional.

    Espírito Santo: tradição capixaba em ascensão

    O Espírito Santo conquistou destaque nacional no cenário queijeiro brasileiro, com três queijos capixabas recebendo medalhas de ouro no VIII Prêmio Queijo Brasil. Os produtos vencedores alcançaram notas superiores a 95 pontos em 100 possíveis, demonstrando a excelência técnica dos produtores locais.

    Entre os campeões estão o Boursin Erve de Provence, da Queijaria Pedrazul (Domingos Martins), o Queijo Morbier, da Vila Veneto (João Neiva), e o Queijo Minas Meia Cura Calvi, da Calvi Laticínios (Cachoeiro de Itapemirim). Além das medalhas de ouro, essas queijarias também conquistaram prêmios de prata com produtos como Boursin Lemon, Boursin Alecrim e Queijo Asiago.

    Queijo Minas Meia Cura Calvi, medalha de ouro no VIII Prêmio Queijo Brasil. Foto: SEAG ES

    O sucesso capixaba não se limitou aos grandes produtores. O Sítio Hollunder, de Marechal Floriano, e a Queijaria Giacomin, de João Neiva, também subiram ao pódio com medalhas de prata e bronze. Portanto, evidenciando a força do setor artesanal no estado.

    Investimento em pesquisa e desenvolvimento

    O Governo do Espírito Santo implementou um projeto inovador para mapear, caracterizar e valorizar os queijos artesanais capixabas, financiado pelo Programa de Incentivo à Pesquisa (Inovagro). A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Agricultura, conta com parcerias estratégicas do Incaper, UFES e Epamig.

    O projeto busca identificar os diferentes tipos de queijo produzidos no estado, analisar características técnicas e promover a regularização sanitária. Entre os benefícios esperados estão a melhoria das práticas produtivas, redução de perdas e fortalecimento da Rota do Queijo Artesanal, que já atrai turistas para regiões como João Neiva, Montanhas Capixabas e Caparaó.

    Atualmente, as queijarias artesanais representam mais de 40% das agroindústrias familiares do Espírito Santo, com cerca de 1.763 estabelecimentos distribuídos pelo território capixaba, segundo dados do IBGE.

    Paraná: crescimento consistente e diversificação

    O Paraná consolidou sua posição como segundo maior premiado no Prêmio Queijo Brasil, conquistando 165 medalhas – um crescimento de 27,9% em relação ao ano anterior. Os queijos paranaenses foram produzidos por 51 empresas familiares diferentes, demonstrando a diversificação e democratização da produção de qualidade no estado.

    Foto: Queijaria Beni/Elzilene Dornelo/Arquivo Pessoal

    A distribuição das premiações paranaenses incluiu 47 medalhas de ouro, 66 de prata e 52 de bronze, evidenciando a consistência técnica dos produtores locais. O destaque ficou para a Queijaria Delícias Beni, de Jandaia do Sul, eleita a melhor queijaria do estado com seu queijo muçarela nozinho.

    História de sucesso familiar

    A trajetória da Delícias Beni exemplifica o potencial empreendedor do setor. Fundada em 2019 por Elzilene Dornele Alegre, que deixou sua profissão de auxiliar administrativa para se dedicar à produção artesanal, a queijaria representa o sonho de uma família que apostou no campo e na qualidade.

    “Começamos pequenos, com poucas vacas e muita coragem, construindo nossa agroindústria familiar do zero”, relata Elzilene. Hoje, toda a família participa: o marido cuida do manejo dos animais, os filhos ajudam na ordenha e ela coordena a produção dos queijos.

    Estrutura de apoio e desenvolvimento

    O sucesso paranaense é resultado de uma estrutura robusta de apoio ao setor. A criação da Rota do Queijo em 2021 integrou a produção ao turismo rural. Enquanto o Prêmio Queijos do Paraná, que recebeu 476 inscrições de 107 produtores em 76 municípios, promove a valorização e divulgação da qualidade local.

    O estado também oferece eventos regionais como o Inova Queijo (Sudoeste) e o Conecta Queijo (Oeste), além de apoio através do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agroindustrial Familiar (Susaf), ao qual 183 municípios já aderiram.

    Rio Grande do Sul: preservando a tradição colonial

    A Serra Gaúcha trabalha para valorizar e obter o reconhecimento oficial do queijo colonial, um produto com raízes históricas profundas na região. O “Seminário: Indicação Geográfica do Queijo Colonial da Serra Gaúcha” representa um marco importante nessa jornada.

    Queijo colonial. Foto: Fernando Dias/Seapi

    O queijo colonial gaúcho tem origem na tradição dos imigrantes italianos que chegaram à região há 150 anos, sendo considerado um patrimônio alimentar dos povos do sul. A busca pela Indicação Geográfica visa preservar a cultura e impulsionar a economia regional, reconhecendo oficialmente o saber-fazer tradicional do território.

    Minas Gerais: inovação na tradição

    Embora Minas Gerais continue sendo referência nacional com mais de 400 prêmios no último concurso, o estado não descansa e continua investindo em melhorias em seus queijos artesanais. O projeto “Monitoramento da qualidade de queijos artesanais de Minas Gerais”, conduzido pela Epamig/ILCT, atende 91 queijarias em quatro regiões: Alagoa, Mantiqueira, Serras de Ibitipoca e Campo das Vertentes.

    O Minas Láctea 2024 encerrou nesta quinta-feira, 18 de julho, em Juiz de Fora. O evento registrou recordes de público e de negócios. queijos artesanais
    Foto: Divulgação – EPAMIG

    O projeto, financiado pela Fapemig desde 2022, oferece análises gratuitas e orientação técnica aos produtores, resultando em melhorias significativas na qualidade e rentabilidade. Produtores como Jayme Porfírio Mendes (Alagoa) e Maria Elisa de Almeida (Lima Duarte) conquistaram medalhas Super Ouro em concursos internacionais após aplicarem as recomendações do projeto.

    O futuro do queijo artesanal brasileiro

    O cenário nacional do queijo artesanal demonstra que a excelência não está restrita a uma única região. Estados como Espírito Santo, Paraná e Rio Grande do Sul estão construindo suas próprias tradições queijeiras, combinando técnicas tradicionais com inovação e apoio científico.

    Essa diversificação geográfica da produção de qualidade fortalece o setor como um todo, oferecendo aos consumidores uma variedade crescente de sabores e texturas autenticamente brasileiras. O investimento em pesquisa, capacitação técnica e rotas turísticas especializadas cria um ecossistema favorável ao desenvolvimento sustentável da queijaria artesanal nacional.

    Com o apoio de instituições de pesquisa, programas governamentais e a paixão dos produtores familiares, o Brasil caminha para se consolidar como uma potência mundial na produção de queijos artesanais. Sempre celebrando a diversidade regional e a riqueza cultural que cada território oferece a essa arte milenar.

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  • Queijo mineiro conquista prêmio inédito na ExpoQueijo 2025

    Queijo mineiro conquista prêmio inédito na ExpoQueijo 2025

    O queijo artesanal “Pedra do Segredo”, produzido em Alagoa (MG), conquistou pela primeira vez o prêmio Super Ouro na ExpoQueijo Brasil 2025. A vitória marca um feito histórico, já que nas quatro edições anteriores, apenas queijos italianos e argentinos haviam vencido a principal categoria da competição.

    O produtor Jayme Porfírio Mendes, da Queijaria Pedra do Segredo, não esperava o resultado. “Sou um pequeno produtor familiar em uma cidadezinha de 2 mil habitantes. Jamais imaginei que meu queijo superaria italianos e argentinos”, declarou o queijeiro, que não pôde comparecer à premiação por questões de saúde.

    O queijo vencedor possui massa semi-cozida, é feito com leite cru e maturado por mais de 180 dias. A produção é 100% artesanal e apresenta pontuação superior a 86 pontos na escala da SCA (Specialty Coffee Association).

    Foto: Expoqueijo

    Mendes produz apenas seis queijos por dia a partir de 300 litros de leite. Ele credita o sucesso ao apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), que ofereceu assistência técnica fundamental para sua trajetória.

    Minas Gerais domina a competição

    O Brasil liderou o ranking geral com 39 prêmios “Ouro” em 42 categorias disputadas. Os produtores mineiros conquistaram 69 medalhas no total: 24 de ouro, 21 de prata e 24 de bronze, representando mais de 50% dos prêmios distribuídos.

    O secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, celebrou o resultado: “A ExpoQueijo cumpriu seu papel. Mais de 50% dos queijos vencedores são do nosso estado e o grande vencedor é mineiro”.

    A ExpoQueijo Brasil 2025 reuniu mais de mil concorrentes de 17 países, consolidando-se como a principal competição de queijos artesanais das Américas. O evento é organizado pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seapa), em parceria com a Epamig e o Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT).

    O concurso busca dar visibilidade aos produtos, profissionalizar a cadeia produtiva e agregar valor aos queijos artesanais brasileiros.

    Outros destaques mineiros

    Os produtores Reginaldo de Assis Castro e Liliane Patrícia, do queijo Três Irmãos em Tapira (Alto Paranaíba), também se destacaram. Em três anos de participação, acumularam 11 medalhas: uma de prata na estreia, cinco na segunda participação, quatro no ano passado e mais uma em 2025.

    O queijo vencedor deste ano é um Minas Artesanal de Casca Florida, descrito como leve, suave e cremoso por dentro. Liliane começou a produção de forma despretensiona, aproveitando o leite de uma vaca. Hoje, o casal produz cerca de 70 queijos por dia.

    Alagoa tem tradição queijeira que remonta ao século 18, quando o coronel Porfírio Mendes Pinto figurava como um dos maiores produtores de leite da região. A cidade, localizada nas terras altas da Mantiqueira, faz parte da tradicional Região do Queijo de Minas Gerais.

    “Todos os queijos presentes são de produtores totalmente dedicados à arte de fazer queijo artesanal. Independente do troféu, eles saem vencedores”, afirmou a organizadora da ExpoQueijo, Maricell Hussein.

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  • Festival do Queijo Artesanal de Minas celebra cultura e inovação

    Festival do Queijo Artesanal de Minas celebra cultura e inovação

    A 7ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas começou nesta quarta-feira (12/06) em Belo Horizonte, reunindo tradição, gastronomia e inovação no Parque de Exposições da Gameleira. O evento, que segue até 14 de junho. E destaca a riqueza dos sabores e saberes mineiros, contando com o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

    Foto: Diego Vargas / Ascom / Seapa

    Com mais de 60 expositores, o Festival do Queijo Artesanal de Minas reforça o papel de Minas Gerais como referência nacional na produção de queijos artesanais. Segundo o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, “são 16 regiões caracterizadas e praticamente todos os queijos mineiros regulamentados”. Ele destacou ainda a entrega do registro de inspeção sanitária ao primeiro produtor de Queijo Cabacinha, apenas 30 dias após a regulamentação oficial em Pedra Azul, como exemplo do compromisso do Estado com a qualidade e a inovação no setor.

    Registro inédito para o Queijo Cabacinha

    O produtor José Alves dos Santos, de Joaíma, no Vale do Jequitinhonha, tornou-se o primeiro em Minas Gerais a receber o registro de inspeção sanitária para comercialização do Queijo Artesanal Cabacinha. A conquista foi viabilizada pelo trabalho conjunto de instituições como Seapa, IMA, Epamig e Emater, por meio do Projeto Queijo Minas Legal. Com o Selo Arte, o tradicional queijo cabacinha agora pode ser vendido em todo o Brasil. Fortalecendo a cadeia produtiva local e ampliando o acesso ao mercado nacional.

    O produtor de Queijo Cabacinha José Alves e a esposa Rita de Cássia Trindade Alves. Foto: FAEMG

    O subsecretário de Política e Economia Agropecuária, Gilson Sales, ressaltou que o festival aproxima produtores e consumidores. E promove os queijos artesanais em sua forma mais autêntica, incentivando a profissionalização do setor. O evento impulsiona a transformação da cadeia produtiva, estimula o consumo e cria novas oportunidades de mercado para os produtores mineiros.

    Atrações e programação

    Mais de 30 produtores participam do evento, oferecendo degustações, vendas e contato direto com o público. Entre as atrações, estão a Cozinha Show — com chefs renomados apresentando receitas criativas com queijo mineiro —, oficinas e palestras sobre técnicas de produção, certificação e tendências do mercado. O público também pode participar da eleição do “Melhor Queijo do Festival” por meio de degustações às cegas, valorizando os destaques desta edição.

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  • ExpoQueijo Brasil 2025 terá forte presença estrangeira

    ExpoQueijo Brasil 2025 terá forte presença estrangeira

    O Concurso Internacional de Queijos da ExpoQueijo Brasil 2025 – Araxá International Cheese Awards, marcado para ocorrer de 26 a 29 de junho no Grande Hotel e Termas de Araxá, deve reunir a maior participação de produtores estrangeiros já registrada no evento. A organização espera ultrapassar o número de amostras internacionais que participaram em 2024, quando produtores de 14 países inscreveram 1.110 queijos na competição.

    Organizadora do evento, Maricell Hussein destaca que a limitação no número de inscrições favorece a diversidade. E também ajuda a consolidar a ExpoQueijo como uma vitrine global para o queijo artesanal regularizado, segmento que cresce rapidamente. As inscrições para o concurso, considerado o maior do gênero nas Américas, estão abertas até 30 de maio e são exclusivas pelo site oficial do evento.

    O concurso conta com curadoria técnica da Epamig – Instituto de Laticínios Cândido Tostes e adota um sistema exclusivo de avaliação sensorial, que analisa sete atributos dos queijos: aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor. Os queijos são avaliados em três fases por diferentes equipes de jurados nacionais e internacionais, garantindo isenção e rigor técnico. Os prêmios incluem medalhas de ouro, prata, bronze e o Super Ouro, concedido ao queijo com maior pontuação geral.

    Categorias

    Em 2025, o concurso terá cerca de 45 categorias, abrangendo queijos produzidos com leite de vaca, cabra, ovelha, búfala e misturas. O regulamento foi revisado para facilitar a compreensão dos produtores e evitar dúvidas na inscrição.

    Além do concurso, a ExpoQueijo Brasil 2025 oferece uma Feira Internacional de Negócios que valoriza produtos da agricultura familiar. E um Fórum Internacional com palestras e debates sobre inovação e qualidade no queijo artesanal. Além de uma vila gastronômica e cultural com degustações, música ao vivo e exposições, promovendo a cultura e a tradição regional.

    A edição de 2025 será histórica ao celebrar o reconhecimento dos Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, oficializado em dezembro de 2024. O evento contará com programações especiais que destacam as tradições e saberes que moldam a identidade alimentar mineira há mais de 300 anos.

    Com cerca de 9 mil produtores e movimentação anual superior a R$ 2 bilhões, o Queijo Minas Artesanal representa uma força econômica e cultural significativa para Minas Gerais. O destaque internacional da ExpoQueijo fortalece o potencial do produto para abrir novos mercados, atrair turismo e promover o desenvolvimento sustentável das comunidades produtoras.

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