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  • Empreendedorismo: jovem transforma herança em queijaria certificada

    Empreendedorismo: jovem transforma herança em queijaria certificada

    João Paulo de Assis Caixeta, de Ibiá (MG), encontrou no legado familiar o caminho para empreender. O produtor acaba de obter o registro oficial do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) para sua queijaria Realeza do Jersey. Com a certificação, o Queijo Minas Artesanal (QMA) agora pode ser vendido em todo o Brasil, graças também ao Selo Arte.

    A região de Araxá, da qual Ibiá faz parte, é referência na produção de QMA. “Recebemos suporte da Emater-MG desde a elaboração até a construção da queijaria. O apoio técnico foi fundamental”, destaca João Paulo. O trabalho envolveu treinamento em boas práticas, rotulagem e orientação sobre bovinocultura.

    Segundo Rayanne Soalheiro de Souza, coordenadora técnica da Emater-MG, a regularização segue etapas rígidas, considerando as necessidades de cada produtor. Já Lilian Cristina Andrade de Araújo, especialista da Rede de Queijos Artesanais da Emater-MG, lembra que o selo de inspeção assegura qualidade e procedência, além de garantir a venda nacional.

    Foto: Divulgação/Emater-MG

    A produção começou informalmente há mais de cinco anos. A família vendia queijos para amigos e vizinhos. Agora, com a habilitação sanitária, João Paulo espera aumentar a produção, disputar concursos e alcançar novos mercados.

    Sucessão, tradição e inovação

    A inspiração veio da bisavó, famosa por seus queijos. Incentivado pelos pais, João Paulo deixou um emprego em uma multinacional para apostar no negócio, começando em uma pequena queijaria de quatro metros quadrados. Hoje, ao lado da esposa, Ádila Caixeta, ele produz cerca de 40 queijos semanais, todos com 14 dias de maturação. Novos testes devem chegar a 30 e 60 dias em breve. Por mês, a produção já ultrapassa 200 quilos, com vendas em Ibiá, Nova Ponte e Uberaba.

    Os queijos trazem sabor que remete à memória afetiva da família. O diferencial dos produtos está no leite de vacas Jersey, além do cuidado com o bem-estar animal. Os animais vivem em ambiente sombreado e tranquilo. A fazenda investe em coleta seletiva de lixo e esterqueira líquida.

    A Realeza do Jersey participa ainda do Projeto Queijo Minas Legal, que busca ampliar a qualidade e o número de queijarias regularizadas em Minas Gerais.

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  • Estudo inédito mapeia o “DNA” do Queijo Minas Artesanal do Serro

    Estudo inédito mapeia o “DNA” do Queijo Minas Artesanal do Serro

    Uma pesquisa inovadora está em andamento para mapear o “DNA” do Queijo Minas Artesanal (QMA) do Serro, identificando os microrganismos presentes no produto e avaliando a saúde do rebanho leiteiro da região. A iniciativa busca garantir a autenticidade do queijo e prevenir falsificações.

    O estudo, realizado pela Emater-MG, Universidade Federal de Lavras (Ufla), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), selecionou 32 propriedades em 10 municípios do Serro para coletar amostras de queijo em diferentes fases de maturação, leite, tábuas de maturação e “pingo” (fermento natural)3. As análises laboratoriais identificarão as bactérias ácido láticas presentes, responsáveis pelo sabor e aroma característicos do queijo.

    Rastreabilidade e autenticidade garantidas

    O objetivo é criar uma “assinatura” para o QMA do Serro, atestando sua autenticidade e permitindo a rastreabilidade do produto. A pesquisa vai mostrar como e quais microrganismos atuam para dar as características de sabor e aroma ao queijo do Serro. Desde o início do processo ao final da maturação. As bactérias identificadas poderão comprovar quando um queijo é realmente produzido na região do Serro.

    Além da análise da microbiota do queijo, a pesquisa também avalia a qualidade sanitária do rebanho leiteiro. Coletando amostras de leite, soro do leite, sangue dos animais e carrapatos para os exames.Eles detectarão a presença de doenças que podem afetar a saúde do gado e comprometer a qualidade do leite, como brucelose, tuberculose, leptospirose, toxoplasmose e mastite, além de investigar a eficácia de carrapaticidas usados na região.

    Os resultados da pesquisa estão previstos para agosto de 20256. Em dezembro de 2024, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal foram reconhecidos pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O Serro é uma das dez regiões de Minas Gerais caracterizadas como produtoras do QMA. E conta com uma produção de aproximadamente quatro mil toneladas de queijo por ano.

    Queijo do Serro: sabor e tradição

    Produzido nos arredores da Serra do Espinhaço, o queijo do Serro é conhecido por seu sabor levemente ácido e suave. As peças pesam entre 700g e 1kg, têm consistência compacta, cor amarelada e interior semiduro. Os municípios que fazem parte da região produtora do Serro são Alvorada de Minas, Coluna, Conceição do Mato Dentro, Dom Joaquim, Materlândia, Paulistas, Rio Vermelho, Sabinópolis, Santo Antônio do Itambé, Serra Azul de Minas e Serro.

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  • Unesco reconhece Queijo Minas Artesanal como patrimônio da humanidade

    Unesco reconhece Queijo Minas Artesanal como patrimônio da humanidade

    Os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal receberam, nesta quarta-feira (4), o reconhecimento da Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O anúncio ocorreu em uma reunião em Assunção, no Paraguai, marcando um momento histórico para Minas Gerais e o Brasil.

    Ou seja, a conquista destaca a rica identidade cultural mineira, tornando o Queijo Minas Artesanal o primeiro produto da cultura alimentar brasileira a integrar a Lista Representativa da Unesco. “Hoje é um dos dias mais especiais do meu governo”, celebrou o governador Romeu Zema em pronunciamento no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Ao mesmo tempo, ele enfatizou o impacto do título na geração de renda para produtores familiares e no fortalecimento do turismo no estado.

    O secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, classificou a decisão como uma vitória nacional. “Esse título eleva o nome de Minas ao cenário mundial e valoriza séculos de saberes que traduzem a essência da mineiridade”, afirmou.

    Reconhecimento da Unesco fortalece tradições e economia

    O título celebra as tradições ancestrais e os saberes acumulados por mais de 300 anos. Portanto, segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, o reconhecimento reflete o esforço do governo em promover boas práticas, avanços legislativos e pesquisas voltadas para a qualidade do produto. “Essa conquista vai valorizar o queijo e abrir novos mercados”, destacou.

    O trabalho em prol da candidatura começou em setembro de 2022, durante o 4º Festival do Queijo Artesanal Mineiro. Desde então, o Governo de Minas, junto com entidades como o Iphan, Sebrae e Emater, desenvolveu ações para promover o Queijo Minas Artesanal no Brasil e no exterior.

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    Celebrações espalham cultura mineira pelo estado

    Para comemorar o reconhecimento, uma série de eventos foi organizada em Belo Horizonte e no interior. No Palácio da Liberdade, apresentações do violinista Marcus Viana e do Coro Sinfônico do Palácio das Artes marcaram a celebração, acompanhadas por um show de drones que projetou imagens de queijos e montanhas mineiras.

    De quinta (5) a domingo (8), cerca de 80 jornalistas visitarão as dez regiões produtoras do Queijo Minas Artesanal. Além disso, no dia 15, Belo Horizonte receberá a apresentação do maior queijo minas padrão do mundo, produzido em Ipanema, no Vale do Rio Doce.

    Espetáculos de drones também iluminarão o céu de cidades como São Roque de Minas, Diamantina, Araxá e Uberlândia, entre 6 e 14 de dezembro.

    Impacto econômico e cultural

    Com cerca de nove mil produtores, a cadeia do Queijo Minas Artesanal gera 50 mil empregos diretos e indiretos em Minas Gerais. Em resumo, a produção anual de 40 mil toneladas movimenta mais de R$ 2 bilhões, consolidando o estado como potência da economia criativa.

    O reconhecimento pela Unesco não apenas valoriza a herança cultural mineira, mas também impulsiona o turismo sustentável e a economia regional, destacando Minas Gerais no cenário global.

     

  • Concurso Internacional da ExpoQueijo Brasil 2024

    Concurso Internacional da ExpoQueijo Brasil 2024

    Produtores de queijos artesanais têm até domingo, dia 9 de junho, para inscrever suas criações na disputa que promete agitar a cidade de Araxá a partir do dia 27 de junho. A ExpoQueijo Brasil 2024, que acontecerá no Grande Hotel e Termas de Araxá, no Alto Paranaíba, prorrogou as inscrições para o Concurso Internacional de Queijos Artesanais, proporcionando uma nova oportunidade de agregar valor à produção.

    Com um corpo de jurados altamente capacitado, formado por especialistas treinados pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes, vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o concurso promete ser uma vitrine para os produtores. Para Thales Fernandes, secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a expertise dos jurados aliada à metodologia genuinamente mineira torna o evento motivo de orgulho para o estado.

    No ano passado, o Concurso Internacional de Queijos Artesanais da ExpoQueijo teve sua curadoria feita inteiramente pelo Instituto de Laticínios Cândido Tostes, com mais de 200 jurados treinados para avaliar as amostras concorrentes. Para a edição de 2024, a expectativa é que pelo menos 1,1 mil queijos participem da competição, concorrendo às cobiçadas medalhas de ouro, prata, bronze e ao título de Super Ouro, distribuídas em aproximadamente 45 categorias.

    Em Minas Gerais, a produção de queijos artesanais é uma tradição cultural e econômica. O estado conta com 15 regiões caracterizadas como produtoras de Queijos Minas Artesanais (QMA) e Queijos Artesanais de Minas (QAM). Desde 2019, novas regiões foram reconhecidas, como Alagoa e Mantiqueira, ampliando o leque de opções para os apreciadores deste produto típico.

    Além do concurso, a ExpoQueijo Brasil oferece uma variedade de atrações, incluindo uma Feira Internacional de Negócios com estandes que valorizam produtos da agricultura familiar, um Fórum Internacional com palestras e debates sobre inovações e práticas para aprimorar a qualidade e valor comercial dos queijos artesanais, e uma vila gastronômica e cultural que promove a degustação de queijos harmonizados com iguarias da culinária regional.

    Considerada o principal evento do segmento nas Américas, a ExpoQueijo Brasil 2024 atrai a atenção de especialistas e da imprensa internacional, consolidando-se como uma celebração dos sabores e da cultura queijeira, enaltecendo o patrimônio histórico e cultural de Minas Gerais.