Tag: queda no preço

  • Preço mais barato faz o ovo ser a proteína da vez

    Preço mais barato faz o ovo ser a proteína da vez

    A produção brasileira de ovos alcançou um novo recorde no segundo trimestre de 2024, mantendo a pressão sobre as cotações. O IBGE registrou uma produção de 956,7 milhões de dúzias de ovos entre abril e junho, o que representa um aumento de 7% em relação ao primeiro trimestre e 12% a mais do que o mesmo período de 2023. Pesquisadores do Cepea compilaram e analisaram os dados.

    Preço mais barato

    Esse cenário tem impacto diretamente sobre os preços. Em resumo, no segundo trimestre, o preço médio da caixa com 30 dúzias de ovos brancos tipo extra, negociado em Bastos (SP), foi de R$ 150,23, registrando uma queda de 3,8% em relação aos três meses anteriores.

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    No terceiro trimestre, até 12 de setembro, as cotações caíram ainda mais. Além disso, levantamentos do Cepea indicam uma redução de 15% no preço médio da caixa de ovos brancos em Bastos em comparação com o segundo trimestre.

    O consumidor segue atento aos preços nos supermercados. Essa é a hora de aproveitar o valor mais acessível para comprar o alimento rico em proteína e que pode ser usado em várias receitas.

     

  • Preço do leite cai pela primeira vez no ano

    Preço do leite cai pela primeira vez no ano

    Após oito meses seguidos de alta, o preço do leite captado em julho registrou uma queda real de 1,5% em relação a junho, chegando a R$ 2,7225/litro na “Média Brasil”, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

    Apesar disso, é importante ressaltar que o valor ainda é 7,9% superior ao de julho de 2023, em termos reais (deflacionados pelo IPCA de julho/24).

    Embora o preço do leite pago ao produtor tenha acumulado um avanço real de 30,1% desde o início de 2024, a média de janeiro a julho deste ano (R$ 2,50/litro) está, no entanto, 11,5% inferior à do mesmo período de 2023.

    Aumento da oferta explica queda nos valores

    A queda nos valores ao produtor pode ser explicada pelo aumento da oferta nacional. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea, por sua vez, avançou 4,6% em julho. Além disso, todos os estados registraram alta na captação, com destaque para Minas Gerais (8%), Rio Grande do Sul (4,7%) e Santa Catarina (4,1%).

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    A produção de leite, por outro lado, vem se recuperando devido aos investimentos de pecuaristas em nutrição do rebanho. Mesmo que o Custo Operacional Efetivo (COE) tenha subido 0,62% em julho, a margem bruta do produtor se manteve em alta na “média Brasil”.

    Estima-se que a margem bruta do pecuarista tenha avançado 3,93% de junho para julho, passando de R$ 0,82/litro para R$ 0,85/litro.

    Importações e desvalorização de derivados também influenciam

    Além do aumento da produção interna, as importações continuam elevando a disponibilidade de lácteos no mercado nacional. Em junho, houve um aumento de 37,4% nas compras, totalizando 251,1 milhões de litros em equivalente leite, o que supera em 35,3% o mesmo período de 2023.Entretanto, as indústrias de laticínios também enfrentam dificuldades em garantir margem nas vendas de lácteos.

    Pesquisas do Cepea, apoiadas pela OCB, mostram que o leite UHT, a muçarela e o leite em pó fracionado se desvalorizaram 5,68%, 2,03% e 0,25%, respectivamente, em julho. Isso, por sua vez, influenciou o pagamento da matéria-prima naquele mês.

    Diante desse cenário, a expectativa é de que o terceiro trimestre seja, portanto, marcado pelo recuo das cotações do leite cru. Assim, o mercado deve continuar a se ajustar às novas condições de oferta e demanda.

  • Feijão está quase 45% mais barato do que no ano passado

    Feijão está quase 45% mais barato do que no ano passado

    Em maio, o preço do feijão-carioca caiu quase 16% em relação a abril. A saca de 60kg foi vendida por R$151,54, contra R$180,97 no mês anterior. Já o feijão-preto teve uma queda de 5%, com o preço passando de R$199,94 para R$189,61. Em relação ao ano anterior, a saca de feijão-carioca desvalorizou 42,9% e a de feijão-preto caiu 11,7%.

    Oferta Alta Influencia Preços

    A safra de feijão 2023/2024 de Santa Catarina foi totalmente colhida. Os dados sobre área plantada, produção e produtividade estão em fase de fechamento. Entretanto, os números preliminares indicam uma produção de 116 mil toneladas, somando primeira e segunda safras. As informações são do Boletim Agropecuário de junho.

    Relação positiva para produtores catarinenses

    Mesmo com as enchentes afetando a produção gaúcha, a safra paranaense superou expectativas. Apesar disso, a relação produção-preço é positiva para os produtores catarinenses, especialmente para a segunda safra de feijão-preto. Conforme o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, João Alves, essa movimentação do mercado se deve à manutenção da oferta em patamares elevados.

    Crescimento na Produção e Área Plantada

    O resultado representa um crescimento de 1,76% em comparação com a safra anterior. Esse aumento se deve, principalmente, ao crescimento de 6% na área plantada, que chegou a 63,5 mil hectares.

    Panorama Nacional

    De acordo com a Conab, a área plantada com feijão segunda safra no Brasil cresceu 10,6%.  Assim como, a produtividade média deve aumentar 13,2% e a produção cerca de 25,2%. Considerando as três safras nacionais, a temporada 2023/24 deve alcançar 3,3 milhões de toneladas, 9,5% a mais que a safra anterior.