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  • Lavoura: como calibrar um pulverizador agrícola

    Lavoura: como calibrar um pulverizador agrícola

    A eficiência de uma pulverização não depende apenas do produto utilizado. O desempenho do equipamento também pesa, e muito, no resultado final. Um pulverizador agrícola desregulado pode provocar falhas na cobertura das plantas, aumentar o desperdício de defensivos e comprometer o controle de pragas, doenças e plantas daninhas.

    É justamente por isso que a calibração faz parte da rotina das propriedades mais tecnificadas. O procedimento ajusta o equipamento para que ele aplique a quantidade de calda prevista pelo agrônomo, com uniformidade e dentro das condições recomendadas para cada cultura.

    Embora muitos produtores associem a calibração a equipamentos sofisticados, ela também é indispensável em pulverizadores costais e máquinas de menor porte.

    O que significa calibrar um pulverizador?

    Calibrar um pulverizador é ajustar todos os componentes responsáveis pela aplicação para que o volume distribuído na lavoura corresponda ao planejado.

    Na prática, isso envolve verificar a vazão dos bicos, regular a pressão de trabalho, conferir a velocidade de deslocamento da máquina e observar a altura correta da barra de pulverização.

    Quando um desses fatores está fora do padrão, a aplicação perde eficiência. Em alguns pontos da área, o produto pode ser aplicado em excesso. Em outros, a cobertura pode não ser suficiente para controlar o problema.

    Por que a calibração é importante?

    Uma regulagem adequada reduz desperdícios e melhora o aproveitamento dos defensivos agrícolas, que representam uma parcela significativa do custo de produção.

    Além da economia, a calibração ajuda a diminuir riscos de deriva, evita sobreposição de aplicações e contribui para uma cobertura mais uniforme das plantas.

    O resultado costuma aparecer não apenas na qualidade do manejo, mas também no bolso do produtor.

    Quando fazer a calibração?

    A recomendação é nunca iniciar uma pulverização sem conferir o equipamento.

    Sempre que houver troca de bicos, alteração na pressão de trabalho, mudança de velocidade, substituição da bomba ou manutenção no sistema hidráulico, uma nova calibração deve ser realizada.

    Também vale repetir o procedimento quando o pulverizador permanecer parado por longos períodos ou antes do início de uma nova safra.

    O que deve ser conferido antes da aplicação?

    Homem trabalhando com pulverizador agrícola
    Foto: Embrapa/Ronaldo Rosa

    Antes de levar a máquina para o campo, alguns itens merecem atenção especial.

    Verifique se existem bicos desgastados ou entupidos, observe possíveis vazamentos em mangueiras e conexões, confira a limpeza dos filtros e certifique-se de que a pressão indicada no manômetro corresponde à regulagem prevista para o trabalho.

    Também é importante avaliar o estado da barra de pulverização. Barras desniveladas ou com folgas podem comprometer a distribuição da calda.

    O clima também interfere na pulverização

    Mesmo um equipamento perfeitamente regulado pode apresentar baixo desempenho quando as condições climáticas não são favoráveis.

    Ventos fortes aumentam o risco de deriva. Temperaturas elevadas aceleram a evaporação das gotas. Já a baixa umidade reduz a eficiência da aplicação.

    Por isso, técnicos costumam recomendar que a pulverização seja realizada nos horários mais amenos do dia, sempre respeitando as orientações técnicas para cada cultura.

    Os erros mais comuns durante a calibração

    Pulverizador agrícola em ação em plnatação de pêssegos
    Foto: Embrapa/Paulo Lanzetta

    Algumas falhas aparecem com frequência no campo e acabam reduzindo a eficiência da operação.

    Uma delas é utilizar bicos com desgaste acima do recomendado. Como a vazão aumenta ao longo do tempo, o equipamento passa a aplicar mais produto do que o previsto, elevando o custo da operação.

    Outro erro recorrente é aumentar a velocidade da máquina para ganhar produtividade sem corrigir os demais parâmetros da pulverização. A consequência costuma ser uma cobertura irregular das plantas.

    Também é comum encontrar produtores que deixam de conferir a pressão de trabalho ou utilizam bicos diferentes na mesma barra, situação que compromete a uniformidade da aplicação.

    A tecnologia facilita o processo

    Os pulverizadores mais modernos contam com recursos que simplificam a calibração.

    Controladores eletrônicos ajustam automaticamente a vazão durante o deslocamento da máquina. Sensores monitoram a altura da barra em tempo real e sistemas de agricultura de precisão registram todas as informações da operação.

    Mesmo assim, esses equipamentos continuam dependendo de inspeções periódicas e manutenção preventiva para entregar o desempenho esperado.

    Calibrar custa pouco e pode evitar grandes prejuízos

    Em muitas propriedades, a calibração leva menos de uma hora. Ainda assim, o procedimento costuma ser um dos que oferecem maior retorno ao produtor.

    Uma aplicação bem regulada reduz desperdícios, melhora o controle fitossanitário e aumenta a eficiência dos produtos utilizados na lavoura.

    No fim da safra, essa diferença pode representar economia de insumos, menor necessidade de reaplicações e uma produção mais eficiente.

  • Pulverizador agrícola: como escolher o equipamento certo?

    Pulverizador agrícola: como escolher o equipamento certo?

    Quem passa por uma grande lavoura costuma reparar primeiro no tamanho das máquinas. Entre elas, o pulverizador chama atenção pelas barras que, abertas, podem ultrapassar a largura de uma quadra esportiva. Mas a importância desse equipamento vai muito além da aparência. É dele que depende boa parte da eficiência das aplicações realizadas ao longo da safra.

    Na prática, uma pulverização mal executada pode significar desperdício de defensivos, aumento dos custos e menor controle de pragas, doenças e plantas daninhas. Já um equipamento bem dimensionado para a realidade da propriedade ajuda a distribuir o produto de forma uniforme e melhora o aproveitamento de cada litro aplicado.

    Por isso, a escolha do pulverizador deixou de ser apenas uma decisão sobre máquinas. Hoje, ela faz parte do planejamento técnico e financeiro da fazenda.

    O que faz um pulverizador agrícola?

    O pulverizador é responsável por aplicar produtos líquidos nas lavouras, como defensivos agrícolas, fertilizantes foliares, bioinsumos e, em algumas culturas, reguladores de crescimento.

    O objetivo é simples: fazer com que o produto alcance o alvo na quantidade correta. Parece uma tarefa básica, mas pequenos erros de regulagem ou de operação podem comprometer toda a aplicação.

    Não basta colocar a calda no tanque e seguir para o campo. Pressão, velocidade, tipo de bico, altura da barra e até as condições climáticas interferem no resultado.

    Cada propriedade pede um equipamento diferente

    Não existe um pulverizador ideal para todas as fazendas. O modelo que funciona em uma pequena propriedade dificilmente será a melhor escolha para uma área com milhares de hectares.

    Pulverizador agrícola acoplado ao trator
    Foto: Embrapa/Christiane Congro Comas

    Os pulverizadores costais continuam bastante presentes na horticultura, na fruticultura e em pequenas lavouras. São equipamentos simples, de baixo custo e fáceis de transportar, embora tenham rendimento limitado.

    Nas culturas de grãos, o cenário muda completamente. O pulverizador de barra domina as operações por oferecer maior capacidade de trabalho e uma distribuição mais uniforme da calda. Dependendo da necessidade, ele pode ser montado no trator ou operar em sistema de arrasto.

    Já nas grandes propriedades, os autopropelidos passaram a ocupar espaço cada vez maior. Eles trabalham em alta velocidade, cobrem grandes áreas diariamente e costumam sair de fábrica equipados com piloto automático, controle eletrônico de vazão, desligamento automático de seções e integração com plataformas de agricultura de precisão.

    Nos últimos anos, outro equipamento entrou definitivamente nessa lista: o drone pulverizador. Ele ganhou espaço principalmente em áreas inclinadas, cultivos perenes e locais onde a passagem de máquinas pode causar danos às plantas. Ainda assim, na maior parte das lavouras de grãos, atua como complemento aos pulverizadores convencionais.

    Quanto custa investir em um pulverizador?

    O preço varia bastante conforme o porte do equipamento e o nível de tecnologia embarcada.

    Pulverizador agrícola de costas em propriedade rural
    Foto: Embrapa/Eliana Lima

    Um pulverizador costal manual pode ser encontrado por menos de R$ 200. Já um modelo motorizado costuma custar entre R$ 1.200 e R$ 4 mil.

    Os pulverizadores de barra montados em tratores normalmente variam entre R$ 12 mil e R$ 60 mil. Os modelos de arrasto podem superar R$ 250 mil, dependendo da capacidade e dos opcionais.

    Os drones agrícolas destinados à pulverização aparecem em uma faixa intermediária. Hoje, equipamentos profissionais custam, em média, entre R$ 70 mil e R$ 350 mil.

    No topo da lista estão os autopropelidos. Máquinas com grande capacidade operacional e tecnologias de agricultura de precisão ultrapassam facilmente R$ 2 milhões, podendo chegar perto de R$ 2,5 milhões nas versões mais completas.

    Esses valores são apenas uma referência e variam conforme fabricante, capacidade do tanque, largura das barras, recursos eletrônicos e condições comerciais.

    O investimento vai além da compra

    Quem olha apenas para o preço da máquina pode acabar fazendo uma conta incompleta.

    Pulverizador Agrícola em vinhedo
    Foto: Embrapa/Renato Teodoro de Souza

    Todo pulverizador exige manutenção periódica. Bicos sofrem desgaste, filtros precisam de limpeza, mangueiras envelhecem e bombas trabalham sob grande esforço durante a safra.

    Somam-se a isso despesas com combustível, lubrificantes, pneus — quando aplicável — e revisões preventivas. Técnicos do setor costumam estimar que esses gastos representem algo entre 2% e 5% do valor do equipamento por ano, embora esse percentual varie conforme a intensidade de uso.

    Ignorar essas despesas geralmente sai mais caro do que manter a manutenção em dia.

    Tecnologia ajuda, mas não faz milagres

    Os fabricantes investiram pesado em eletrônica embarcada nos últimos anos. GPS, sensores, mapas de aplicação e controladores eletrônicos passaram a fazer parte da rotina de muitas fazendas.

    Esses recursos reduzem sobreposições, evitam falhas e ajudam a economizar produtos. Em algumas situações, sensores identificam plantas daninhas e liberam herbicidas apenas onde existe necessidade.

    Mesmo assim, nenhuma tecnologia compensa uma regulagem mal feita.

    Velocidade excessiva, pressão inadequada, bicos desgastados ou aplicações realizadas sob vento forte continuam entre as principais causas de perdas no campo.

    Pequenos cuidados fazem diferença

    Antes de iniciar qualquer operação, vale conferir se o pulverizador está calibrado.

    Também é importante inspecionar os bicos, limpar filtros, verificar possíveis vazamentos e acompanhar a previsão do tempo. Aplicar produtos durante períodos de calor intenso ou baixa umidade aumenta o risco de deriva e reduz a eficiência da pulverização.

    São medidas simples, mas que costumam fazer diferença no bolso do produtor.

    Como escolher o equipamento certo

    A decisão deve levar em conta muito mais do que o preço.

    Área cultivada, relevo, culturas produzidas, disponibilidade de assistência técnica, custo das peças e capacidade diária de trabalho precisam entrar na conta.

    Em algumas propriedades, um equipamento seminovo pode atender perfeitamente à demanda. Em outras, investir em uma máquina mais moderna reduz desperdícios suficientes para compensar o valor desembolsado ao longo dos anos.

    No fim das contas, o melhor pulverizador não é o mais caro nem o mais tecnológico. É aquele que entrega uma aplicação eficiente, cabe no orçamento da fazenda e acompanha o ritmo da produção sem comprometer a rentabilidade da safra.

  • Anac muda regras de drones e abre caminho para uma revolução no campo

    Anac muda regras de drones e abre caminho para uma revolução no campo

    Os drones ganharam mais espaço para decolar no campo brasileiro. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou o novo Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) 100, um conjunto de regras que atualiza a operação de aeronaves não tripuladas e promete reduzir a burocracia nas áreas rurais.

    A Diretoria Colegiada da agência aprovou a proposta por unanimidade. Agora, o texto passará por ajustes finais de redação e, em seguida, seguirá para publicação no Diário Oficial da União. Depois disso, o novo regulamento entrará em vigor e substituirá o RBAC-E 94, que rege o setor desde 2017.

    A principal mudança está na forma de avaliar as operações. Até aqui, a Anac definia as exigências principalmente pelo peso do drone. Com o RBAC 100, porém, a agência passará a considerar também o ambiente de operação, a presença de pessoas, a energia envolvida no voo e as medidas de segurança adotadas pelo operador.

    Na prática, a mudança beneficia diretamente o campo. Afinal, fazendas e lavouras costumam reunir grandes áreas abertas e menor circulação de pessoas. Assim, drones maiores poderão operar sob exigências mais proporcionais ao risco real de cada atividade.

    Novo regulamento cria categorias para operações com drones

    Infográfico explica as categorias do novo regulamento para drones agrícolas

    O RBAC 100 estabelece três categorias operacionais: Aberta, Específica e Certificada. Entre elas, a Categoria Específica surge como a principal novidade e deverá abranger boa parte das operações aeroagrícolas.

    Nesse modelo, a Anac adotará a metodologia internacional SORA (Specific Operations Risk Assessment), utilizada em cerca de 70 países para avaliar riscos operacionais.

    Durante a apresentação da proposta, o gerente técnico de Normas e Inovação da Superintendência de Aeronavegabilidade da Anac, Marcos Santim, destacou que as novas regras favorecem principalmente as operações agrícolas, além de missões de segurança pública e voos além da linha de visada em áreas rurais de baixo risco.

    Drones ganham espaço e se tornam ferramentas estratégicas no campo

    O zumbido das hélices já faz parte da paisagem de muitas propriedades rurais. Os drones deixaram de ser novidade e passaram a integrar a rotina do produtor.

    Hoje, os equipamentos pulverizam defensivos, monitoram lavouras, mapeiam áreas e identificam falhas no plantio. Além disso, ajudam a reduzir desperdícios e permitem decisões mais rápidas e precisas.

    Drone agrícola realiza pulverização e monitoramento de lavoura no Brasil.
    Reprodução/ Divulgação

    Por isso, a atualização das regras chega em um momento decisivo. O novo regulamento acompanha a evolução tecnológica do setor e, ao mesmo tempo, reconhece uma realidade que já se impôs no campo: os drones se transformaram em uma das principais ferramentas da agricultura de precisão no Brasil.

  • Drones Agrícolas: saiba como ganhar até R$ 400 por hectare

    Drones Agrícolas: saiba como ganhar até R$ 400 por hectare

    A agricultura brasileira está vivenciando uma transformação tecnológica silenciosa, mas revolucionária. Os drones agrícolas, antes considerados equipamentos futuristas, agora fazem parte da realidade de milhares de produtores rurais em todo o país. Com capacidade de pulverizar mais de 100 hectares por dia e custos que variam entre R$ 100 e R$ 400 por hectare, essa tecnologia está redefinindo os conceitos de eficiência e sustentabilidade no campo.

    O mercado de drones agrícolas no Brasil experimentou um crescimento exponencial, especialmente após 2022, quando foram lançados modelos com tanques de 40 litros ou mais. Essa evolução tecnológica tornou viável a pulverização de grandes áreas em um único dia, ampliando significativamente a atratividade da tecnologia para agricultores e prestadores de serviços.

    Rafael Moreira Soares, pesquisador da Embrapa Soja e coautor do documento “Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática”, explica que os modelos mais comuns são os multirrotores e os de asa fixa, equipados com motorização elétrica por baterias. “Eles são classificados de acordo com o peso e altura máxima de voo permitida, possuindo diversos tipos de hardware, software, câmeras e sensores”, destaca o especialista.

    Investimento e retorno: a matemática do negócio

    Para quem pretende ingressar no mercado de prestação de serviços com drones agrícolas, o empresário Eugênio Passos Schröder, coautor da publicação, alerta que o investimento total equivale a cerca de três vezes o valor do equipamento. “É preciso considerar não apenas o drone, mas também acessórios, veículos para operação, estrutura administrativa e capital de giro”, explica.

    O custo para contratar uma aplicação com drones varia conforme diversos fatores, incluindo relevo, vegetação da área, complexidade da operação e tipo de produto aplicado. Os preços oscilam entre R$ 100 e R$ 400 por hectare, amplitude que reflete a diversidade de cenários e exigências técnicas específicas do setor.

    Vantagens competitivas dos drones agrícolas

    A tecnologia oferece benefícios únicos que a posicionam como uma alternativa intermediária entre pulverizadores terrestres e aviões agrícolas:

    • Segurança e Saúde: remoção do operador humano da área pulverizada, reduzindo significativamente os riscos à saúde dos trabalhadores rurais.
    • Preservação do Solo:ausência total de compactação do solo, problema comum em máquinas terrestres de pulverização, além de não causar amassamento das culturas.
    • Eficiência Operacional: independência das condições de tráfego do solo e baixo consumo de água, fatores que aumentam a produtividade das operações.
    • Rastreabilidade: registro detalhado de dados e mapeamento completo das aplicações, proporcionando maior controle e transparência nos processos.

    Regulamentação

    A operação de drones agrícolas no Brasil é regulamentada por múltiplas agências governamentais. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é responsável pela homologação dos equipamentos que transmitem radiofrequência, enquanto a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) regula as atividades da aviação civil.

    Foto: Rafael Soares/Embrapa

    O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) gerencia as atividades relacionadas ao controle do espaço aéreo brasileiro, autorizando voos em áreas restritas. Complementarmente, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabelece regras específicas para operação de aeronaves destinadas à aplicação de agrotóxicos, fertilizantes, inoculantes e sementes.

    Inovações tecnológicas em desenvolvimento

    A tecnologia dos drones agrícolas está em constante evolução. Uma das principais tendências é a adoção de bicos rotativos nos principais modelos do mercado, substituindo as tradicionais pontas hidráulicas. “O bico rotativo consiste numa ponta com disco giratório de alta velocidade que oferece a opção de controlar o tamanho de gotas geradas, aumentando a uniformidade do espectro e eliminando gotas muito finas que causam deriva”, explica Soares.

    Apesar dos avanços, o setor ainda enfrenta desafios significativos. Faltam dados e pesquisas para determinar parâmetros essenciais como taxa de aplicação de calda, velocidade e altura de trabalho ideais, além de estudos sobre deposição e uniformidade de gotas.

    “É um trabalho incessante, pois, além da atualização das máquinas, aumenta cada vez mais a diversidade de culturas, produtos e alvos envolvidos”, avalia Soares, destacando que os equipamentos se encontram em franca evolução e se modernizam anualmente.

    Lançamento Oficial no Congresso Brasileiro de Soja

    A publicação “Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática” será oficialmente lançada durante o Congresso Brasileiro de Soja e o Mercosoja 2025. O evento acontecerá de 21 a 24 de julho em Campinas (SP). O pesquisador Rafael Soares ministrará palestra sobre a temática no painel técnico sobre tecnologias de aplicação aérea.

    Para agricultores e empreendedores interessados em ingressar no mercado de drones agrícolas, os especialistas recomendam análise criteriosa de fatores como legislação vigente, seleção adequada de equipamentos, capacitação técnica, planejamento financeiro detalhado e identificação do mercado potencial.

    O estabelecimento de parcerias estratégicas com produtores rurais, cooperativas, associações de agricultores e fabricantes de drones também é fundamental para o sucesso do negócio.

    A revolução dos drones agrícolas no Brasil não é apenas uma tendência tecnológica. Mas uma realidade que está transformando a agricultura nacional, oferecendo oportunidades de negócio promissoras e contribuindo para uma agricultura mais sustentável e eficiente.

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  • Satis destaca tecnologia de aplicação e soluções consagradas para o hortifruti na Hortitec 2025

    Satis destaca tecnologia de aplicação e soluções consagradas para o hortifruti na Hortitec 2025

    Durante a 30ª edição da Hortitec, que acontece até esta sexta-feira (27) em Holambra (SP), a Satis reforçou seu compromisso com a agricultura sustentável e de alta performance, com foco especial na tecnologia de aplicação. A empresa apresentou ao público o Programa Aplik+, iniciativa técnica voltada a orientar produtores sobre boas práticas na pulverização agrícola — desde a elaboração da calda até a regulagem de equipamentos e adequação às condições climáticas.

    Além disso, o adjuvante Liq-D, desenvolvido para garantir estabilidade em caldas de baixo volume e aumentar a eficiência das aplicações, ganhou destaque entre as soluções da marca. O produto tem se mostrado especialmente eficaz em cenários de pulverização via drone e em culturas que exigem precisão no manejo, como as hortaliças.

    Programa Aplik+ leva técnica e segurança para o produtor

    Voltado à prática de campo, o Aplik+ traz uma abordagem completa para o momento da pulverização, incluindo pontos como a compatibilidade dos produtos, o tipo de bico utilizado, velocidade da máquina, pressão de trabalho e formação de gotas. “São detalhes que fazem diferença na entrega de nutrientes e defensivos, evitando perdas por deriva ou entupimento do pulverizador”, explica a equipe técnica da Satis.

    No estande da empresa, os visitantes puderam conversar com especialistas e esclarecer dúvidas sobre como melhorar a eficiência da aplicação, reduzir desperdícios e assegurar um manejo mais seguro e sustentável. O objetivo é garantir que os insumos usados no campo cheguem à planta de forma eficaz, evitando impactos ambientais e otimizando o investimento do produtor.

    Décio Shigihara, engenheiro agrônomo e Coordenador técnico da Satis – Foto: Agro em Campo/ Pedro H. Lopes

    Portfólio reúne eficiência agronômica e atuação nacional

    Na entrevista concedida à reportagem, o engenheiro agrônomo Décio Shigihara, coordenador técnico da Satis, destacou a força do portfólio da empresa para o segmento HF (hortifrúti). “Estamos trazendo para a feira produtos já consagrados, como o Mathury, Tatic e Vitan, que têm demonstrado excelentes resultados nas culturas de hortaliças”, afirmou.

    Sobre a presença na Hortitec, Shigihara ressaltou a importância do evento como espaço de relacionamento e troca técnica. “É uma oportunidade de atender nossos parceiros, conversar com produtores e empresas do setor, ouvir as demandas do campo e compartilhar soluções com muito carinho”, disse. Para ele, o momento é também de consolidar a imagem da Satis como uma empresa próxima do agricultor, com suporte técnico e presença nacional.

    Inovação e preparo técnico diante dos desafios do agro

    Mesmo em um cenário desafiador, o agronegócio brasileiro se mantém promissor, segundo o engenheiro. “Apesar dos pesares, estamos preparados para enfrentar os obstáculos. Temos uma equipe técnica altamente capacitada, que atua em todo o país com foco em diversas culturas: frutas, hortaliças, cereais”, explicou Shigihara. A proposta, segundo ele, é levar tecnologia ao campo com respaldo técnico, oferecendo mais do que produtos — um manejo completo, adaptado a cada realidade.

    A Satis atua há 25 anos no mercado e mantém seu centro de pesquisa em Araxá (MG), onde desenvolve soluções em nutrifisiologia e adjuvantes. A cultura da inovação orienta o desenvolvimento de tecnologias que visam melhorar a absorção de nutrientes e a saúde das plantas desde as raízes até as folhas. O conceito “Lavoura saudável. Negócio sustentável” traduz o propósito da marca: impulsionar a produtividade sem comprometer o meio ambiente.

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