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  • Zezé Di Camargo anuncia show para dia ’12 + 1′ de novembro em Goiás

    Zezé Di Camargo anuncia show para dia ’12 + 1′ de novembro em Goiás

    Um detalhe inusitado na divulgação de um show de Zezé Di Camargo em Rio Verde, Goiás, chamou atenção nas redes sociais. A apresentação está marcada para 13 de novembro, mas o material do evento optou por anunciar a data como “12 + 1 de novembro”.

    A escolha, no entanto, não foi um erro de digitação. Alcidon Neto, responsável pela organização do evento, confirmou que evitar o número 13 foi proposital e explicou que dois fatores pesaram na decisão: a associação do número ao Partido dos Trabalhadores (PT) e o fato de a apresentação acontecer justamente em uma sexta-feira 13.

    Por que o anúncio usa “12 + 1”?

    O número 13 é utilizado pelo PT nas eleições brasileiras, o que fez com que a divulgação rapidamente ganhasse uma interpretação política nas redes sociais.

    Segundo Alcidon Neto, essa associação realmente esteve entre as razões para a escolha. A superstição em torno da sexta-feira 13 também foi considerada pelos organizadores.

    O responsável pelo evento ressaltou, porém, que o show de Zezé já estava acertado havia meses e afirmou que a divulgação não foi criada agora por causa do período eleitoral.

    “Não divulgamos agora em pleno período eleitoral. O show já estava fechado desde março”, afirmou.

    Decisão não partiu do artista

    A assessoria de Zezé Di Camargo afirmou que o formato utilizado para apresentar a data foi uma escolha da organização responsável pelo evento.

    Segundo a equipe, a divulgação não teve participação do cantor nem de seus empresários. O material foi produzido pela empresa responsável pela apresentação em Rio Verde.

    Zezé já havia se envolvido em polêmica política com o SBT

    A repercussão também resgatou um episódio envolvendo Zezé Di Camargo e o SBT, ocorrido em dezembro de 2025.

    Na ocasião, o cantor havia gravado para a emissora um especial de Natal chamado ‘Natal É Amor’, previsto para ser exibido no dia 17 de dezembro.

    Dias antes da transmissão, porém, Zezé publicou um vídeo criticando a postura do SBT depois do lançamento do canal SBT News, realizado em 12 de dezembro daquele ano. O evento reuniu autoridades de diferentes esferas e posições políticas, entre elas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o então vice-presidente Geraldo Alckmin, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e o ministro Alexandre de Moraes.

    Zezé demonstrou insatisfação principalmente com a postura que atribuía às filhas de Silvio Santos e pediu que a emissora não exibisse o programa que ele já havia gravado.

    A declaração ganhou forte repercussão porque o cantor utilizou o termo “prostituindo” ao criticar a condução da emissora. Ele também disse não querer decepcionar a parcela do público que pensava de maneira diferente.

    SBT cancelou especial de Natal após a repercussão

    Inicialmente, o SBT chegou a informar que manteria o especial na programação. Horas depois, entretanto, a emissora mudou de posição.

    Na noite de 15 de dezembro de 2025, o canal comunicou que, após avaliações internas, não exibiria mais o especial de Zezé Di Camargo previsto para aquela semana.

  • O Brasil vai entrar na disputa das terras raras? Entenda a estatal que mudará tudo

    O Brasil vai entrar na disputa das terras raras? Entenda a estatal que mudará tudo

    A proposta de criação da Terrabras, uma estatal voltada à exploração e à gestão de terras raras no Brasil, ganhou espaço no debate político e econômico após a apresentação de um projeto de lei na Câmara dos Deputados. A iniciativa é liderada pelo deputado Pedro Uczai (SC) e busca ampliar o controle estatal sobre minerais considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional. As informações foram divulgadas pelo site oficial do PT na Câmara.

    As terras raras englobam um grupo de minerais essenciais para tecnologias modernas. Nesse sentido, elas entram na composição de equipamentos eletrônicos, sistemas de energia renovável, motores de alta eficiência e componentes industriais avançados.

    “Em vez de perpetuar a posição do país como mero fornecedor de insumos primários, a partilha da produção estimula a criação de uma indústria nacional sólida voltada para materiais estratégicos. Essa mudança de paradigma contribui para o desenvolvimento de cadeias produtivas complexas, gerando empregos qualificados, promovendo transferência de tecnologia e aumentando a competitividade da indústria brasileira no cenário internacional”, afirmou o parlamentar.

    Por que terras raras importam para o agronegócio

    O agronegócio depende cada vez mais de tecnologia embarcada, precisão operacional e eficiência energética. Assim, terras raras se tornam relevantes porque integram componentes de sensores, motores elétricos, drones agrícolas e sistemas de georreferenciamento.

    Fertilizantes e insumos de alta performance também dependem de cadeias minerais complexas. Nesse sentido, qualquer avanço na produção ou no refino desses elementos pode influenciar custos e disponibilidade de tecnologias usadas no campo.

    Incentivos à reciclagem e novas regras para exportação

    O projeto de lei também institui o Programa Nacional de Incentivo à Reciclagem de Materiais Críticos ou Estratégicos, com foco em reduzir a dependência de importações e estimular a inovação industrial no Brasil.

    Além disso, a proposta prevê um conjunto de incentivos fiscais para fortalecer a cadeia de reciclagem, incluindo redução de 50% no IPI para equipamentos do setor, isenção de PIS e Cofins sobre receitas provenientes de materiais reciclados e depreciação acelerada de ativos utilizados nessas operações.

    A proposta também endurece as regras de exportação de minerais estratégicos. Dessa forma, o texto proíbe o envio desses recursos para fins bélicos no exterior e exige certificação de uso civil por parte dos países importadores e prevê mecanismos de fiscalização mais rígidos, com possibilidade de cancelamento de licenças, aplicação de multas e comunicação a organismos internacionais em caso de descumprimento.

    Potenciais impactos econômicos e industriais no Brasil

    Caso avance, a criação da Terrabras pode fortalecer a capacidade do Brasil de agregar valor à sua produção mineral. Além disso, o país pode reduzir dependências externas em etapas críticas de processamento.

    Especialistas apontam que o maior desafio não está apenas na extração, mas principalmente no refino e na industrialização desses minerais. O projeto ainda enfrenta discussões no Congresso e entre diferentes setores da economia. Além disso, há preocupação sobre custos, eficiência e o papel do Estado em um mercado altamente tecnológico.

    O avanço da proposta dependerá da articulação política e da avaliação técnica sobre viabilidade econômica. Portanto, o tema tende a seguir em discussão nos próximos meses, especialmente diante do interesse global crescente por minerais críticos.

     

  • “PT persegue o agro?” Declaração de Flávio Bolsonaro gera polêmica

    “PT persegue o agro?” Declaração de Flávio Bolsonaro gera polêmica

    Uma declaração do senador Flávio Bolsonaro voltou a colocar o agronegócio no centro do debate político.

    Segundo o parlamentar, o Partido dos Trabalhadores estaria promovendo uma perseguição ao setor rural. A fala rapidamente ganhou repercussão e dividiu opiniões entre produtores, especialistas e políticos.

    Além disso, o tema reacende uma discussão recorrente no país: a relação entre o agronegócio e os governos federais.

    Críticas ao governo e ao ambiente regulatório

    Flávio Bolsonaro afirmou que decisões recentes e posicionamentos políticos indicam um ambiente menos favorável ao agro.

    “[O governo Lula] Só pensa em atrapalhar e perseguir o agro. Qual é a raiva que eles têm do agro? Eu acho que sei qual é. Eles odeiam propriedade privada.”

    De acordo com o senador, produtores enfrentam aumento de insegurança jurídica, além de preocupações com possíveis mudanças em regras ambientais e fundiárias. Nesse sentido, ele defende que o setor precisa de mais previsibilidade e menos interferência política.

    Autonomia indígena entra no debate

    Durante a declaração, Flávio Bolsonaro também abordou a questão indígena e defendeu maior autonomia para os povos originários.

    Segundo ele, não deveria caber ao Judiciário decidir como cada comunidade utiliza suas terras. Por isso, o senador afirmou que pretende atuar para mudar esse cenário caso avance politicamente.

    Além disso, o pré-candidato destacou que os indígenas deveriam ter liberdade para explorar economicamente suas áreas. Entre as possibilidades citadas, ele mencionou o plantio, a criação de gado, a exploração de recursos do subsolo e até o desenvolvimento de empreendimentos turísticos.

    Na avaliação de Flávio, essa autonomia pode gerar crescimento econômico dentro das próprias comunidades. “Eles vão prosperar com isso”, afirmou.

    Governo e aliados rejeitam acusações

    Por outro lado, integrantes do governo e aliados do Luiz Inácio Lula da Silva negam qualquer tipo de perseguição ao agronegócio. Ao contrário, eles argumentam que o setor continua sendo prioridade econômica e que políticas públicas buscam equilibrar produção, sustentabilidade e crescimento.

    Além disso, destacam que o Brasil segue como uma das maiores potências agrícolas do mundo, com recordes recentes de produção e exportação.

    Agro no centro da disputa política

    O episódio reforça como o agronegócio se tornou peça-chave no cenário político brasileiro.

    Nos últimos anos, o setor ganhou ainda mais protagonismo, tanto pelo peso econômico quanto pela influência nas eleições. Por isso, declarações como essa costumam gerar forte repercussão e mobilizar diferentes grupos.

    O que está em jogo?

    O agronegócio representa uma parcela significativa do PIB brasileiro e tem papel central nas exportações.

    Diante disso, qualquer sinal de instabilidade política ou regulatória tende a gerar preocupação no setor. Ao mesmo tempo, o governo busca equilibrar crescimento econômico com compromissos ambientais e sociais.

  • Carne de paca: caso Janja revela oportunidade no agro

    Carne de paca: caso Janja revela oportunidade no agro

    A polêmica envolvendo a primeira-dama Rosângela da Silva (Janja) durante o almoço de Páscoa reacendeu um debate relevante para um nicho específico do agronegócio brasileiro: a criação legalizada de animais silvestres.

    O episódio, que envolveu o preparo de carne de paca, ultrapassou o campo das redes sociais e trouxe à tona questões sensíveis sobre legislação ambiental, rastreabilidade e comunicação no setor.

    O estopim: “carne de caça” gera controvérsia

    No domingo de Páscoa, Janja publicou um vídeo preparando o prato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A repercussão negativa começou após a primeira-dama se referir ao alimento como “carne de caça”.

    A declaração foi criticada pela ativista Luisa Mell, que apontou que o termo pode incentivar práticas ilegais, já que a caça de animais silvestres é proibida no Brasil: “Qual o objetivo dessa porcaria, Janja? Qual o objetivo disso daqui? Você acha o que vai acontecer com esse seu post? Está incentivando, sim, a caça, está incentivando, sim, as pessoas a consumir animal silvestre.”

    Diante da repercussão, Janja afirmou que a carne não era oriunda de caça, mas sim proveniente de um produtor autorizado pelo IBAMA.\

    Criação legal: um nicho promissor no agro

    Para o agronegócio, o caso evidencia uma oportunidade pouco explorada: a criação de animais silvestres em cativeiro para fins comerciais.

    Diferente da caça ilegal, essa atividade é regulamentada e pode atender mercados de alto valor agregado, como o da gastronomia sofisticada. Carnes consideradas exóticas, como a de paca, têm demanda crescente em restaurantes de nicho e consumidores premium.

    No entanto, o setor exige rigor absoluto no cumprimento das normas ambientais.

    O que diz a lei

    A base legal para a atividade está na Lei 9.605/1998, que estabelece regras claras:

    • Caça proibida: capturar ou matar animais silvestres sem autorização é crime ambiental, com pena de detenção e multa.
    • Criação permitida: produtores autorizados podem criar e comercializar esses animais legalmente.
    • Rastreabilidade obrigatória: a origem do produto deve ser comprovada por certificação oficial, garantindo sua legalidade.

    Esse conjunto de regras é o que diferencia um mercado legítimo de uma prática criminosa.

    Pressão política e fiscalização

    A repercussão também chegou ao meio político. O deputado Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, solicitou ao Ministério do Meio Ambiente a apuração da origem da carne consumida.

    O movimento reforça um alerta importante para o setor: produtos de origem silvestre estão sob alto nível de escrutínio, tanto social quanto institucional.

    Comunicação e transparência viram ativos estratégicos

    Mesmo quando a atividade é legal, falhas na comunicação podem gerar crises de imagem com impacto direto no produtor.

    O uso inadequado de termos, como “carne de caça”, pode confundir o público e associar práticas legais a atividades ilegais. Nesse cenário, a transparência e a rastreabilidade deixam de ser apenas exigências legais e passam a ser ativos estratégicos.

    O que o produtor precisa levar em conta

    O mercado de carnes silvestres pode ser altamente rentável, mas exige profissionalização. Documentação em dia, certificações válidas e clareza na comunicação são essenciais para proteger o negócio.

    O caso Janja evidencia que, no atual ambiente, não basta estar dentro da lei, é preciso também saber comunicar isso ao mercado.

  • Quem é a ruralista que se filiou ao PT?

    Quem é a ruralista que se filiou ao PT?

    A decisão da senadora Kátia Abreu de se filiar ao Partido dos Trabalhadores chamou atenção em Brasília e no agronegócio.

    Isso porque a parlamentar construiu sua carreira com forte ligação ao setor rural. Ao longo dos anos, ela se consolidou como uma das principais vozes do agro dentro da política nacional.

    Além disso, sua mudança de partido reacende debates sobre alianças e reposicionamentos dentro do Congresso.

    Trajetória marcada pelo agronegócio

    Kátia Abreu ganhou projeção nacional como líder ruralista. Ela presidiu a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, uma das entidades mais influentes do setor.

    Posteriormente, assumiu o cargo de ministra da Agricultura durante o governo de Dilma Rousseff, período em que ampliou sua visibilidade política.

    Além disso, sua atuação sempre esteve ligada à defesa de produtores rurais, crédito agrícola e expansão do setor.

    Aproximação com o PT não é recente

    Apesar da surpresa para parte do público, a aproximação com o Partido dos Trabalhadores não começou agora.

    Nos últimos anos, Kátia Abreu já demonstrava alinhamento com pautas defendidas por lideranças petistas. Inclusive, manteve proximidade política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Dessa forma, a filiação consolida um movimento que vinha sendo construído gradualmente.

    Decisão divide opiniões no agro

    Por outro lado, a mudança gera reações distintas dentro do agronegócio.

    Parte do setor vê a decisão com cautela. Isso porque o PT historicamente enfrentou críticas de produtores rurais em temas como meio ambiente, reforma agrária e regulação.

    No entanto, outros analistas apontam que a presença de uma figura ligada ao agro dentro do partido pode ampliar o diálogo entre governo e produtores.

    Movimento reflete nova dinâmica política

    A filiação de Kátia Abreu também sinaliza uma mudança no cenário político brasileiro.

    Atualmente, lideranças buscam ampliar alianças e ocupar espaços estratégicos em diferentes campos. Com isso, fronteiras ideológicas se tornam mais flexíveis.

    Além disso, o agronegócio segue como um dos setores mais influentes do país. Por isso, sua representação política continua sendo disputada por diferentes grupos.

    Quem é Kátia Abreu hoje

    Hoje, Kátia Abreu mantém atuação ativa no Senado e segue como uma figura relevante no debate nacional.

    Sua trajetória mistura política, agronegócio e articulação institucional. Agora, com a filiação ao PT, ela entra em uma nova fase de sua carreira.

    Por fim, a decisão reforça uma tendência: no cenário atual, alianças improváveis têm se tornado cada vez mais comuns.